Notas iniciais
Olá pessoas que provavelmente querem me matar pela demora. Feliz Natal atrasado a todos vocês, meus amores, ainda aceito presentes e uma recomendação seria um ótimo presente. Só fiquem aí com essa informação dessa escritora que ama vocês. Obrigada pelos reviews no último capítulo, li todos e amei. espero por mais nesse. Sei que está curto, mas amanhã tem outro. Só não posto hoje por falta de tempo mesmo. Boa leitura. Beijos, até mais!

Rose Weasley

Era dia dos testes para líder de torcida. Se eu estava nervosa? Imagina! Apenas dando um ataque do coração quando diziam a palavra “teste” na minha frente.

– Rose, você viu a minha camiseta branca? Deixei ela no sofá ontem á noite, mas não consigo encontrá-la. – perguntou Scorpius enquanto revirava a sala inteira atrás da vestimenta.

– Tente na lata de lixo. Pode ser que eu tenha jogado lá sem querer após repetir umas quinhentas vezes que era para você tirar aquela nojeira do meio da casa.

– Não acredito. – Encarou-me perplexo – Isso é tudo TPM ou é por causa do teste?

– Não fale mais nesta porcaria de teste, está me ouvindo? – rugi – Sinto que irei explodir hoje. Serei um desastre.

– Não acho que será um desastre. – afirmou o loiro aproximando-se de mim – Para quem já foi striper, uma dancinha será fichinha.

– NÃO ACREDITO QUE O CRETINO DO MEU PRIMO CONTOU A VOCÊ! – bravejei.

– Não foi o Al. – retrucou – Foi a Roxy.

– Vagabunda. – resmunguei.

É, este é mais um item da lista de vexames que um agente tem que passar em favor de uma missão.

– Agora, falando sério, relaxe Weasley. Vai dar tudo certo. Você e Thalia são uma ótima dupla.

Suspirei em busca de calma. Ele tinha razão.

– Obrigada.

– Não é nada. – Sua mão repousava em meu ombro transmitindo-me força – Temos que ir, não queremos chegar atrasados hoje, não é?

– Claro que não. – respondi prontamente – A sua camisa. – alertei-o apontando para seu tronco nu.

– Ah, isso. Vá para o carro, chego lá num segundo.

***

Ao entrar no ginásio de esportes, senti que o local estava inundado de desespero. A maioria das garotas apresentavam uma expressão apavorada, tremiam dos pés à cabeça, algumas rezavam. Encontrei Thalia sentada num canto da arquibancada. Vestia camiseta e short, o que a deixava diferente. Estava estranhamente calma.

– Olá. – cumprimentei abancando-me a seu lado – Nervosa?

– Não muito. Tive uma conversa com meu mordomo pela manhã e ele me reconfortou bastante.

– Mordomo, é?

– Coisa da mamãe. Ela sempre sonhou em ter um mordomo inglês, porém, cá entre nós, Thomas é mais amigo do que mordomo.

– Fico feliz que tenha alguém para conversar em casa.

– Também fico feliz por tê-lo.

– Atenção candidatas. – a voz da professora Glenda Jones ecoou pelo recinto. Olhei para a quadra e vi que tinha um megafone branco em mãos. – Os testes para animadora de torcida terão início em cinco minutos. A lista de músicas está em minhas mãos. Como nos anos anteriores, vocês sabem é permitida apenas uma música por candidata e que é proibida a repetição da mesma. – espere aí, eu não vi nada disso. Olhei para Thalia e a mesma continuava calma – Portanto, teremos algumas eliminações por desrespeito das regras por parte de algumas meninas. – eliminação? Não é possível, eu não posso ser eliminada, preciso do cargo para a missão – O protocolo de eliminação funciona da seguinte forma: das garotas que informaram as músicas para utilização em sua performance, as que o fizeram primeiro permanecem na lista de testes, as atrasadas, não. – Ufa! Eu e Thalia mandamos o pen-drive com a música no mesmo dia. Fizemos isso juntas. – Caso tenham cumprido esta etapa no mesmo dia, fazemos uma seleção, distinguindo as veteranas das calouras, assim sendo, as veteranas continuam concorrendo a uma vaga. As calouras se retiram.

“Com uso deste método, analisamos as listas e constatamos que as músicas Dark Horse e Salute foram objeto de trabalho para mais de uma garota, eliminando assim, respectivamente, as senhoritas Amelia Stoles e Elizabeth Parker. As senhoritas podem se retirar do salão, por gentileza, para que suas colegas preparem-se para o teste.”

– Você sabia. – acusei Thalia – Por que não disse nada?

– Me desculpe – lamentou-se – Tenho meus motivos para virar animadora e eles vão além da Armada.

– Pois saiba que eu também tenho. Não acredito que confiei em você. Pensei que fôssemos iguais.

– Ah, não me faça rir. Olhe para você e para mim. Faz sucesso com todos os garotos desde o primeiro dia.

– Então o problema é esse, os garotos? Eu poderia ter te ajudado com isso também, era só pedir.

– Não preciso da sua piedade, Parker. – retrucou – Se me der licença, tenho um teste para fazer. – encerrou levantando-se e descendo em direção à quadra.

Fiquei encarando-a perplexa com sua atitude. Fui usada por uma garota de dezessete anos, isso eu não posso admitir. Saí dali correndo. Estava chateada sim, porém a decepção não atrapalhava meu raciocínio. Saí em direção à sala cinco, onde ocorriam as aulas de Inglês. O lugar exato que Scorpius estaria, no entanto não era ele a pessoa que eu procurava.

Bati à porta e pedi para conversar com um aluno. Relutante e com uma cara nada boa, a professora permitiu que ele se retirasse da sala por um instante.

– Bom dia, Elizabeth. – desejou – Não deveria estar fazendo o teste para líder?

– Graças à sua amiga, eu não o farei. Você sabia o que ela pretendia, não é Edward?

Ele respirou fundo e encarou-me de forma estranha, como se também não estivesse de acordo com a atitude da loira.

– Ela está querendo se meter onde não deve. – declarou – Ela gosta de você, está tentando evitar confusão para você.

– Como assim? – inquiri curiosa.

– Me desculpe a falta de modos, mas... isso não é da sua conta. Só não fique chateada com ela.

– Como não posso me chatear com ela? Ela me usou, fez com que eu a treinasse, que eu a ensinasse como usar o corpo de forma proveitosa para este tipo de coisa. Ela planejou desde o inicio, não é? E eu fui tola demais para ver. O que ela faria se eu não tivesse feito o convite, teria me induzido a fazê-lo, obviamente.

– NÃO – prontificou-se a me corrigir – Ela só pensou em tudo depois que você a convidou. Por favor, tente entender. Nós temos muitos problemas, coisas que vão além da escola, além da Armada.

– Família? – palpitei.

– Isso não importa. – disse prontamente – Eu imploro. Você é uma pessoa legal. Anda com a Lestrange, entretanto não tem nenhum traço de hostilidade com as ninfas.

– Ela é sua irmã.

– Não, não é. – tornou com uma risada – Se não se importa, eu preciso voltar para a aula. Você vem junto?

– Claro.

Edward deu espaço para que eu entrasse antes dele. Acomodei-me numa mesa ao lado de Scorpius, que estranhou minha presença ali.

– O que foi? – sussurrou surpreso.

– Depois explico. – respondi no mesmo tom – Mas acho que estamos envolvidos em mais mistérios do que pensávamos.