Notas iniciais
Oie! Como vão vocês? Desta vez eu nem demorei, né gente? Bom, quero agradecer aos reviews. A todos que comentam e opinam, que deixam as suas expectativas, o meu muito obrigada. Eu só gostaria muito que você – que nunca contou ou que comentou poucas vezes, ou que tem preguiça – deixe o seu recado ali embaixo. Não me preocupo com críticas, se tiver algo errado podem falar que eu arrumo, mas, por favor, eu fico muito triste de ter vários leitores e só cinco ou seis comentários. Eu não quero ser daquelas escritoras chatas que ficam cobrando demais ou ameaçando dizendo que sem review ou recomendação não vai ter história, isso nunca. Eu vou continuar a escrever simplesmente porque eu gosto, mas ter o reconhecimento é super importante. É muito ruim quando você faz alguma coisa com carinho, amor e não recebe reconhecimento por isso. Espero que relevem e pensem um pouquinho sobre isso. No Português não existem os verbos de ligação e os de ação? Ambos são importantes, mas um é mais que o outro. Este capítulo está apenas ligando um ponto da história ao outro, mas eu tenho uma dica: prestem bem atenção nas entrelinhas. Uma boa leitura a todos!

Rose Weasley

Estávamos no carro eu e Malfoy. O silêncio reinava e o clima era pesado. Aposto que nenhum de nós estava afim de iniciar uma conversa, então preferíamos aquele silêncio que, embora constrangedor, era seguro.

Sentia-me de fato estranha por estar com o Malfoy a sós num recinto fechado, abafado, e sem poder sequer discutir com ele. Vejo que será difícil me segurar nas bases se este loiro começar a me irritar, porém, levando em consideração que ele ainda pode cair acidentalmente várias vezes sobre uma faca, eu já me sinto mais tranquila.

A nossa nova casa está localizada em Waverly Place. É uma rua localizada em Greenwich Village, uma área residencial de Manhattan. A Hogwarts High School fica a duas quadras de lá, o que facilita bastante as investigações, uma vez que levo a sério aquele velho ditado: mantenha os amigos por perto e os inimigos mais perto ainda.

Meu apartamento fica na Madison Avenue, que é muito diferente da calmaria de Waverly Place. Confesso que sentirei falta de toda a barulheira e a movimentação do lado de fora do meu prédio, mas o que posso fazer se este é o meu trabalho? A única escolha que tenho é me calar e aceitar.

– No que está pensando? – pergunta o loiro aguado.

Apesar de não estar muito no clima de conversa, respondo com educação e sinceridade:

– Em casa. Não estou acostumada com muito sossego.

– Olhe, essas ruas podem nos surpreender. Não são o que parecem, às vezes a bagunça é maior ainda.

– Já morou em áreas residenciais?

– Morei a minha vida toda, só me mudei depois de crescido. Mas você também, não?

– Quando se é um membro da família Weasley, tranquilidade é a última coisa que você consegue.

– Conheço bem esses Weasley – comentou rindo. Permiti-me rir também.

O silêncio voltou a dominar o local, e mais uma vez minha cabeça retornou a trabalhar. Voltei há sete anos atrás, quando estava indo para o primeiro dia de aula do meu último ano na escola. Era muito ruim socializar com as pessoas naquela época porque elas eram simplesmente idiotas e ridículas, como o Malfoy.

Repreendo-me internamente por pensar nisso. “Missão nova é sinal de novas conquistas, Rose. Não se desespere. Isso irá ajudá-la no trabalho” dizia para mim mesma.

–... você o conheceu, não é? – perguntou o Malfoy, mas como eu estava concentrada demais em minha própria reflexão, não prestei atenção na pergunta.

– Desculpe. O que disse? – discorri um tanto aturdida.

– Perguntei se você conhecia o tal Peter Longbotton. Acho que vocês eram amigos, ou algo assim.

Oh droga! Ele tinha mesmo que perguntar do Peter?

– Éramos parceiros, na verdade – respondi – Por que o interesse?

– Nada, é só que eu não o vejo há muito tempo. Primeiro me disseram que ele estava em missão, mas isso já faz anos. Não sei porque, mas me lembrei dele agora. Então, tem noticias dele?

– Ele morreu.

Scorpius pareceu-me um tanto quanto constrangido. Dei graças aos céus quando ele decidiu se calar e não dar sequência a esse assunto. Falar da morte do Peter remetia diretamente ao meu fracasso, meu grande fracasso, e isso não era nada agradável de se lembrar.

Depois do que, pelas minhas contas, me pareceram dez minutos, o loiro voltou a se pronunciar:

– Chegamos. Bem-vinda ao lar, Elizabeth.

Quando olhei pela janela, reparei que a casa era bem parecida com todas as que cercavam o bairro. Isso era bem previsível, afinal, é algo absolutamente comum em áreas residenciais. Na habitação haviam dois andares e era uma moradia relativamente grande, principalmente quando se leva em consideração o fato de que apenas duas pessoas viverão lá dentro.

– Espero que mandem alguém para fazer a limpeza, porque eu não vou gastar meu tempo e nem as minhas energias cuidando de uma casa que nem é minha – reclamei.

Malfoy riu pelo nariz de um jeito meio debochado. Saímos do carro e ele foi pegar algumas coisas no porta-malas do mesmo.

Após pegar algumas poucas bagagens, entramos na casa. O resto de aborto oxigenado carregando as malas e eu, como uma lady, apenas apreciando a decoração. A sala era simples. Sofá, TV, mesa de centro, poltronas. Realmente passava a impressão de uma casa de família. Parecia-se muito com a minha, só que sem mamãe e papai e com uma versão mais alta, robusta, chata e irritante de Hugo. Sem contar que o meu irmão não tem os cabelos cor de cocô de diarreia.

– Pegue aqui as suas coisas, folgada. Não vou ficar carregando as suas coisas – queixou-se a ameba loira.

Bufei e me aproximei dele.

– O que é isso? Achei que já estivesse tudo no seu devido lugar.

– Não reclame, birrenta. Seu computador está aqui. Ele e mais um monte de coisas, pelo que sei.

Animei-me.

– Isso é ótimo! Assim não vou precisar me adaptar a outro aparelho. Sabe como isso é difícil? Reprogramar tudo, inserir informações, instalar novos programas.

– Pode parar. Isso é Rose Weasley demais.

– E o que significa ser “Rose Weasley demais”?

– Significa ser nerd demais. Tem que parar com isso. Ninguém quer saber.

– É impressionante a capacidade que certas pessoas tem de subestimar um hacker, mas idolatrar as conquistas deles – retorqui.

– Não estou subestimando ninguém, só não quero saber disso – contestou – Agora, se não se importa, eu quero conhecer o resto da casa.

– Vou também.

E assim passamos pela cozinha, subimos as escadas, fomos ao banheiro social, o quarto que supostamente seria dos nossos pais, e finalmente chegamos ao nossos quartos. Entramos primeiro no do loiro aguado. Segundo o Al, nossos quartos tinham os mesmos tamanhos e proporções, e eram simples, isto é, não tinham banheiro. Teríamos que usar o social mesmo. Eles foram decorados de acordo com o que a equipe achou apropriado.

– Poxa, eles capricharam – comentou o Malfoy sobre o quarto – Olha só, tem um vídeo-game!

E saiu pulando feito uma criança que acabara de ganhar um novo brinquedo e está louca para brincar com ele.

Entrei no cômodo e constatei que, sim, era um quarto muito bem arquitetado.

– A cama é macia – disse me esparramando nela.

– Hey! Sai daí sua maluca, não quero que você infecte o meu colchão – gritou Scorpius me pegando a força e me jogando no chão.

Como sou uma pessoa muito madura e civilizada, pulei sobre ele e assim iniciamos uma batalha de quem ficava em cima da cama. Ninguém ganhou porque ele me pegou pelas pernas, me jogou nas costas e me carregou até o meu quarto, me jogando na cama. É claro que durante o percurso eu gritei, me sacudi, o xinguei, e tentei de todas as formas me livrar dele, mas isso ninguém precisa saber.

– Sua cama é esta. Não precisa ficar na minha – pronunciou por fim – E ela também é muito macia – falou jogando-se nela.

Eu apenas bufei e me levantei analisando o local.

– Não é rosa – constatei – Nem acredito nisso! O QUARTO NÃO É ROSA! UHU!!! – e comecei a fazer uma dancinha um pouco maluca, diga-se de passagem. Detalhe: o Malfoy estava me assistindo.

– Bem, Weasley, vou me retirar. Vai que doideira pega, né?

– Não sou doida, Malfoy. Agora, saia do meu quarto e não entre a menos que seja convidado, o que, já esteja avisado, não vai acontecer.

– Tudo bem, se não percebeu, eu já estava de saída. Preciso de descanso. Acho que vou jogar um pouco antes de dormir – comentou indo em direção à porta.

– Malfoy, estamos apenas fingindo ser adolescentes, nós não somos adolescentes, caso você tenha se esquecido – falei encarando-o.

– GTA não é apenas para adolescentes, minha cara. É para os pilotos profissionais – contestou – Agora, se me der licença, preciso treinar minhas técnicas – e saiu fechando a porta atrás de si.

Troquei de roupa vestindo um pijama razoavelmente confortável que encontrei numa das gavetas do guarda-roupa, sem nem ao menos reparar nas demais peças que se encontravam lá dentro. Teria tempo para isso depois. Agora, estava morta de cansada e só pensava em dormir.

Quando deitei-me na cama, reparei que ela era mesmo muito macia e que me proporcionaria uma bela noite de sono, com meu merecido descanso, afinal, minhas batalhas haviam apenas começado. A primeira contra Voldemort, que me assombra há anos. E a segunda contra o meu passado, que Scorpius Malfoy, mesmo que involuntariamente, faz questão de trazer à tona.

Notas finais
Então, espero que tenhas gostado e que tenham lido as notas iniciais. Sou uma negação para decoração,mas fiz o que estava ao meu alcance, se alguém tem sugestões melhores, por favor, me mande, eu acho que preciso muito de aulas de arquitetura. Espero todos nos comentários, okay? Kisses!