The Mission

19 As normas de Dolores


Notas iniciais
Olá pessoas. Demorei menos desta vez não é? É, acho que sim. Enfim, FOCO. Queria agradecer pelos lindos reviews que vocês me deixaram, sei não respondi a alguns, mas farei logo que postar o capítulo. Juro juradinho. Vocês se lembram das dicas de música que pedi no último capítulo? Ainda aceito sugestões. O capítulo 20 já está pronto mas posso fazer alterações. Infelizmente neste fim de semana só vai dar para postar um capítulo porque volto pra casa amanhã. E por último, mas não menos importante: Sejam bem-vindos novos leitores, espero seus reviews. Até mais meus amores, espero que gostem. Leiam as notas finais por favor.

Scorpius Malfoy

– Não acredito que ela aceitou – expressei assim que chegamos a Hogwarts no dia seguinte.

– Pois acredite, já te disse, sou demais – falou Rose, a convencida.

Havia novamente uma aglomeração de alunos defronte o quadro de avisos, porém, desta vez parecia que a confusão era maior.

– O que é isso? – perguntei me aproximando. Rose não respondeu, apenas me acompanhou.

– Por favor, me dê licença, já falei mil vezes, você não vai me convencer do contrário – manifestou uma voz conhecida. Thalia.

– Não sei o que deu em você para querer entrar para a nossa equipe, seja lá o que tenha te motivado a fazer isso não adianta, você não será aceita, eu não vou permitir – retrucou sua irmã mais velha.

O caso era o seguinte: as duas discutiam sobre o destino de Thalia como animadora. Sabia desde o início que isso geraria problemas, principalmente sendo as duas irmãs tão diferentes, entretanto não pensei que a discussão teria plateia, Thalia era muito reservada, contudo Thifany gostava de chamar atenção, suas roupas e maquiagem coloridas já escancaravam sua preferência. Ainda não conseguia vê-las, no entanto, não ouvi-las era quase impossível, visto que a conversa se dava aos berros.

– Temos que fazer alguma coisa – murmurou Rose avançando em direção às duas.

– Não – impedi-a – Não é problema nosso.

A ruiva encarou-me incrédula.

– Como não é problema nosso? – retorquiu – Pensei que fossemos amigos dela, pelo menos eu sou.

– Nós somos, pelo menos parcialmente – expliquei – Sei o que quer fazer lá, seu desejo é protegê-la. Não posso permitir que concretize tal ato, vai comprometer tudo o que já fizemos, e olha que não é muita coisa – permiti-me acrescentar.

Todos prestavam atenção na briga, estávamos protegidos pelo barulho.

– Deixaremos as duas se atacarem desse modo? – guinchou.

Bufei e revirei os olhos.

– Eu resolvo isso.

Andei entra a aglomeração de alunos sendo esmagado e obrigado a empurrar alguns devido o tumulto. Cheguei num local bem à frente, onde conseguia vê-las. Aproximei-me.

– Garotas – chamei. Ambas discutiam fervorosamente como se eu nem estivesse ali – Garotas – disse mais alto, porém não surtiu efeito algum – GAROTAS – gritei. As irmãs olharam para mim espantadas – O que está havendo aqui? – questionei em meu tom habitual.

Começaram a discutir novamente enquanto tentavam se explicar e mais pessoas se juntaram ao tumulto. A confusão, que já era grande, ficou ainda maior.

– CALEM A BOCA – todos dirigiram o olhar para Rose, que resolveu se intrometer mesmo comigo alertando-a para não fazê-lo, pelo menos os pirralhos se calaram – Qual é? Estão agindo como crianças birrentas enfurnadas numa creche.

– Acho melhor sair daqui – pronunciou Thalia demostrando cansaço diante daquela situação.

– Não tão depressa, senhorita monitora-chefe – disse uma voz estridente e infantil ao fundo. Saltos batendo no piso eram ouvidos. Um corredor se formou devido ao afastamento dos alunos claramente espantados. No fim dele apontou uma mulher baixinha, rechonchuda e com cara de poucos amigos. Suas roupas extravagantemente rosa chamavam ainda mais atenção – Foi você quem começou esta anarquia? – perguntou a Thalia.

– Nã-não senhora – gaguejou com o medo estampado em sua face.

– Oh, querida, perdão – soltou uma risadinha – É que me pareceu que a senhorita estava discutindo de forma nada civilizada com sua irmã.

Rose e eu apenas nos encarávamos. Sabíamos que aquela era a tal Vaca-Rosa de quem Thalia falou na segunda-feira. Ah, a segunda-feira, parecia que haviam se passado séculos desde aquele dia.

– Dolores, eu posso explicar tudo – manifestou Melanie com sua voz enjoada – É tudo culpa da McMillan

– Que é culpa da McMillan já deu para ver, resta saber de qual – disse um aluno no meio do tumulto. A multidão segurava o riso por medo de receber uma detenção, Dolores no entanto não pareceu se incomodar com isso, focava-se com afinco nas garotas à frente para se preocupar com engraçadinhos piadistas.

– Eu quis dizer o resto de aborto – esclareceu a garota – Thiffy não tem nada a ver com isso.

– Resto de aborto é você – gritou uma menina. Reconheci-a como Taylor, a maluquinha do cabelo colorido – O nome dela é Thalia e todos nós somos testemunhas de que ela só estava tentando fazer algo absolutamente normal quando foi brutalmente interrompida pela irmã.

– Calada Srtª. Foster – ordenou Umbridge – Afinal, o que esta garota queria fazer? – Taylor não respondeu – Desembuche.

– Você mandou eu me calar – debochou.

Umbridge encarou-a com fúria.

– Responda logo antes que ganhe uma detenção.

– Está bem, que estresse, vê se relaxa – disse a jovem calmamente – Thalia estava se inscrevendo para os testes de líder de torcida quando Thifany começou a gritar como se ela estivesse cometendo um crime – explicou.

– Crime não, mas é uma falta de respeito enorme – comentou Julie, a morena de olhos verdes – Onde já se viu uma pessoa como ela querer virar uma de nós?

Muitas garotas concordaram e dali se iniciou um murmúrio que logo se dissipou quando Thalia começou a falar:

– Segundo o regulamento escolar não existe nenhuma norma que proíba, como você comentou, pessoas como eu de entrar na equipe, a não ser é claro, que seja um garoto, portanto não se atreva a se dirigir a mim de modo tão hostil – bradou Thalia. Assim que fechou a boca, tapou-a com as mãos, incrédula com o jeito que havia se expressado.

Umbridge aproximou-se da garota ficando frente a frente com ela, e com um sorrisinho presunçoso decretou:

– Detenção pelo resto da semana, senhorita monitora-chefe. Uma pena esta falta não ser grave o suficiente para que este distintivo seja arrancado do seu peito – lamentou – Aguardo-a a partir de hoje na minha sala depois da aula. Espero que não tenha alergia a pelos, querida – finalizou com a habitual risadinha, tão insuportável quanto ela.

A Vaca-Rosa se retirou e à medida que se afastava o clima ficava mais leve e as conversas voltavam a acontecer. Observei Thalia se afastar. Sabia que a primeira aula dela era de Inglês, pois era a mesma que a minha, contudo, a loira foi na direção oposta à sala de aula. Rose fez menção de segui-la. Cheguei perto dela e a impedi.

– Espere – pedi – Se inscreva ali primeiro antes que arranjem uma forma de barrar você também.

– Tudo bem – concordou. Acompanhei-a até lá a fim de assinar meu nome para os testes do futebol – Ela só assinou o primeiro nome – reparou Rose chamando minha atenção para o quadro. O nome de Thalia aparecia como um borrão abaixo de todos, apenas um rabisco.

– Complete então – sugeri. A ruiva o fez – Acha que ela ficará bem? – inquiri verdadeiramente preocupado com o estado da McMillan. Rose encarou-me.

– Gente como ela – parou por um instante – E como eu aprende a ser forte assim – completou e saiu em direção ao banheiro feminino. A Weasley sabia exatamente onde a loira havia se escondido.

***

– Estão atrasadas senhoritas – repreendeu a professora McGonagall assim que Rose entrou de fininho na sala de aula com Thalia em seu encalço. Esta última com os olhos levemente avermelhados.

– Desculpe-nos, professora, isso não irá mais se repetir.

– Espero que não, ainda assim desejo conversar com vocês duas depois desta aula – declarou franzindo os lábios. Sua voz apresentava severidade, entretanto reparei divertimento em seu olhar – Juntem-se a seus respectivos pares, menino com menina. Para a próxima tarefa usaremos... – e desatou a explicar o exercício enquanto Rose acomodava-se ao meu lado.

Thalia andou até a última fileira onde sentou-se junto de um rapaz moreno de cabelos negros, um desconhecido para mim. Rose porém acenou para o mesmo e ele retribuiu com um sorriso tímido nos lábios. Logo depois engatou uma conversa com sua dupla.

– Quem é aquele? – perguntei à ruiva.

– Aquele é Edward Lincoln Lestrange – choquei-me. Aquele era o irmão da hiperativa Melanie Lestrange afinal? – Surpreso.

– Um ner...

– Um garoto inteligente, apesar de reservado e muito simpático também – interrompeu-me.

– Sim, mas não deixa de ser um...

– Menino muito charmoso, sim, concordo, ele realmente é.

– Vocês aí – exclamou Minerva direcionando-se a nós – Sem conversas paralelas. Vamos trabalhar.

***

O restante do dia transcorreu bem, pelo menos até a última aula. História.

Na aula da professora Umbridge, meninos e meninas deveriam manter a distância mínima de um metro entre si. Ela recolhia todos os aparelhos eletrônicos e mantinha-nos em uma caixa reservada para isso. Obviamente, eles deveriam estar devidamente desligados. Para se pronunciar, o aluno deveria levantar a mão direita – caso erguesse a esquerda ela simplesmente ignorava – e aguardar o fim da explicação. Cada aluno tinha a obrigação de responder corretamente a pelo menos uma pergunta para que todos fossem liberados. As garotas deveriam estar devidamente vestidas com roupas abaixo do joelho – a não ser, é claro, que se tratasse da filha do diretor e suas seguidoras. Além disso, durante toda a aula, a turma inteira deve manter a postura, não podendo sequer recostar-se mais confortavelmente na cadeira.

– Esta mulher é a encarnação do demônio – declarou Rose ao chegar em casa jogando-se no sofá.

– Concordo – imitei-a levantando suas pernas e apoiando-as em meu colo para que pudéssemos dividir o mesmo espaço. Pode parecer um ato estranho, mas se tratava do meu sofá favorito, e eu não estava afim de brigar por ele naquele momento. Ficamos em silêncio até que me recordei de algo – O que a professora de inglês queria com vocês? Atrasaram-se uns cinco minutos para a aula de Química.

– Nada demais – respondeu sorridente – Ela só queria parabenizar Thalia por sua coragem e me agradecer por ficar ao lado dela.

– Uma professora boazinha, então?

– Ao que me parece, sim. Consegui analisá-la bem e não vi nenhum resquício de perversidade.

– E não é que você é mesmo sensitiva? – caçoei.

– Estou falando sério – bradou – Além disso, Thalia me contou que ela era o braço direito de Dumbledore.

– E será que podemos confiar na palavra dela?

– Não cegamente, é preciso precaução sempre, no entanto, é a melhor opção que temos agora – concluiu.

– A melhor opção que eu tenho agora é tomar um bom banho – disse me levantando e passando por Rose para ir em direção às escadas. Ela porém, numa atitude ágil, segurou meu braço.

– Estou com fome – resmungou.

– E eu fedendo – retruquei.

– Continuo com fome.

– E eu continuo fedendo. Não vai querer que estas mãos que você nem sabe por onde passaram toquem na sua comida, não é? – retorqui.

– ECA! – exclamou a ruiva soltando meu braço – Que nojo.

Continuei meu percurso até o banheiro no intuito de relaxar um pouco. Com a água quente que cai sobre meus ombros, obviamente, afinal, essa está sendo a minha única forma de relaxamento ultimamente.

Notas finais
Sei que ficou pequeno e meio sem ação, mas prometo recompensar depois. Bom, devo dizer a vocês que pretendo fazer uma continuação de TM? Sim, acho que devo. Eu já sei como a história termina, e apesar de ficar faltando alguém, dá pra continuar sim. O que vocês acham? Quero sua sincera opinião. Adeus meus queridos, até o próximo capítulo.