The Meta-Pony Project 7ª Temporada
3 O Dogma da Princesa
Notas iniciais
A BIBLIOTECA
SÉCULO XC
Doutor: Não faz sentido.
Disse enquanto lia um jornal holográfico durante o tempo que passava dentro do trem.
Doutor: Como tudo aquilo pode estar tão estranho?
EVA: Talvez seja um erro dentro da biblioteca.
Doutor: Não. Ela tem uma conexão direta com a linha do tempo inteira que veio atrás dela, parte do vórtice temporal.
Afirmou ele.
Doutor: Eu queria bater o martelo, mas preciso ter certeza, EVA.
EVA: De que a história foi alterada?
Doutor: Exato. Tem algo de errado com a história e preciso saber mais afundo o que aconteceu no Século 21.
Ele voltou a ler.
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Duas semanas após o acidente no feriado do Dia dos Amigos e da Família, PonyVille se encheu de panfletos pelas ruas, se amontoando no chão e nos postes, a maioria estavam escritas as palavras “LIBERTARIANISMO” e outros, em minoria, “MONARQUIA”, ambos os panfletos divididos pela figura de Neighsay e Starkeeper.
—______________________FLASHBACK______________________
Starkeeper havia saído da Sede da AEE, quando seu chifre brilhou dourado e continuou brilhando todo o seu caminho de volta para Canterlot. Grupos de pôneis estavam de olho e a identificaram como uma princesa escondida de Equestria. Quando os rumores brotaram nos jornais de Canterlot, Starkeeper se revelou para o mundo, passando mais uma vez por cima da autoridade de sua mãe, assim como revelou que a AEE detinha muito poder. A partir de então começou uma grande discussão política em Equestria sobre a necessidade do governo equestriano ser partilhado com o público, por parte de Neighsay, e dele continuar sendo monárquico e real, por parte de Starkeeper, cuja palavra estava se perdendo por falta de apoio e conhecimento prático.
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No Equestria Diário, um jornalista entrevista Chanceler Neighsay.
?: Pois então, Chanceler Neighsay, essa sua visão já havia sido disseminadaanteriormente ou ela simplesmente surgiu agora, depois que as nações exteriores deram sua pata a torcer a respeito de suas verdadeiras intenções com Equestria? Como o senhor cresceu tanto, me diga.
Perguntou sorridente o jornalista vestido com roupas sociais. Ele passou o microfone ao Neighsay, também de social e arrumado para a entrevista.
Neighsay: Muito obrigado, Sr. Gaggingbridge. Então, ela já havia sido disseminada anteriormente entre os membros da AEE, era bem teórica e aceitável dentro de nosso meio profissional, mas sabemos que se tratava de um conceito altamente polêmico.
Afirmou ele genuinamente, falando com postura formal.
Neighsay: Como ter uma visão de mundo que funciona, sabemos que sim, graças à história de Equestria e até das Eras Pré-Equestrianas, de que o povo pode partilhar do poder real, pode se encaixar em um meio que não tem nada haver com isso? O que podemos absorver de bom disso?
Perguntou ele para si mesmo e o público.
Neighsay: Bom, somente o povo pode responder.
Ele deu de ombros, afirmando com um balançar de cabeça.
Neighsay: A verdade é que o sistema político monárquico funciona.
Afirmou.
Neighsay: Mas ele tem deixado muito a desejar dos últimos anos para cá. As princesas não tem sido capazes de manter relações internacionais saudáveis desde 700 anos para cá, quando tiveram a chance depois da Grande Guerra das Espécies, simplesmente deixaram passar por causa de falta de trabalho, faltou ética e concordância. E além dessa mal entendido, a Princesa Celestia ainda manteve escondida por 400 anos uma filha consanguínea.
Ele arregalou os olhos para a câmera após falar isso, dizendo em alto e bom som cada palavra.
Neighsay: Quer dizer... OI? Como assim? Princesa Starkeeper?? Dá onde? Quem foi o pai dela? O que mais a Celestia esconde?
Ele perguntou olhando diretamente para a câmera.
Neighsay: Foi então, graças a essa perguntas e a nossa filosofia política que crescemos tanto.
Ele passou o microfone de volta para o entrevistador.
Flash Sentry, Arc, Shade e os demais pôneis que uma vez foram Originais assistiam em uma grande tela de lona montada na frente da prefeitura de PonyVille.
Atlas: É... a situação tá preta. Até o Scope está proibido de sair da Tribo Vento Vermelho depois do que aconteceu na quinzena passada.
Atualizou eles sobre ScopEyes. Ele puxou um jornal e leu uma manchete.
Atlas: “Cientista renomada Doutora Cozy Glows não dá uma palavra sobre discussão política.” Meh, ela não deu uma palavra, que vacilo.
Jogou ele o jornal fora, decepcionado.
Riku: Pena, porque a gente, da realeza, não sabemos mesmo o que fazer diante da situação política.
Ele bateu a perna no chão, de raiva.
Shade: Você diz que também não podemos fazer nada como metas e, praticamente, vigilantes.
Ela frisou, estressada pelos ocorridos.
Flash: Gente, vamos ter todos paciência.
Ele se virou para o Comando Sul.
Flash: Lutar contra as forças invasoras, isso é com a gente como equipes de resposta. Discussões políticas ficam para os políticos que sabem como fazer isso.
Discerniu ele. Eles se mantiveram quietos.
Dice: Sua irmã não é a ideal para o último.
Flash assentiu em silêncio, se sentindo mal pela sua irmã adotiva estar tomando uma chuva de críticas e julgamentos, ela estava se defendendo com a sua palavra, mas tomava uma coça cada vez mais que aparecia em público. Ashley respirou fundo e se intrometeu.
Ashley: Flash, como está a Twilight, aliás? Ela já superou o ocorrido?
Flash arregalou os olhos, lembrando que ia checar como ela estava. Ele esteve tão ocupado ajudando sua família a lidar com a situação, que se esqueceu de sua noiva, ele não conseguiu nem tempo para consolá-la.
Flash: Sim...
Pensou consigo mesmo.
Ashley: Então talvez ela possa ajudar a Starkeeper, ambas são praticamente filhas da Celestia.
Ela deu um passo afrente.
Flash: O que? Não. Ela não superou ainda. Preciso ir falar com ela.
Ele disse rápido e saiu rapidamente dali, os deixando sozinhos.
Riku: Então... quem vai querer tomar cachaça?
Ele tirou uma garrafa de dentro da armadura. Todos, sem excessão, reviraram os olhos para Riku. Ele deu de ombros e abriu a garrafa.
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Presa em seu quarto, tocando uma afiada e profunda música depressiva, Twilight estava enfiada em uma montanha de travesseiros e cobertores. Spike entrou no quarto.
Spike: Twilight, está se sentindo bem?
Ela murmurou impiedosamente. Spike desligou a música e tentou tirar travesseiros, mas ela conjurava o mesmo feitiços para repô-los no lugar. Spike se deitou do lado da cama.
Spike: Veja bem, a AEE fechou sua escola, mas ainda pode fazer isso, de outra forma, não precisa ser assim.
Ele disse sem muito tato. Twilight pulou para fora dos travesseiros.
Twi: Não PRECISA SER ASSIM!? EU DEDIQUEI SEMANAS A ESSE TRABALHO! Eu... eu, Spike, essa é uma das coisas mais importantes que eu já tentei fazer em toda a minha carreira como princesa!!!
Ela afirmou rigidamente para ele, gritando estericamente.
Twi: N-Não tem como! Eu segui tudo o que o Neighsay mandou, chequei tudo, tive a sua ajuda, da Starlight, das minhas amigas e também das nações amigas de Equestria, e mais a pata da princesa nisso, era um projeto internacional e do nada saiu simplesmente uma coisinha do controle, para arruinar tudo!
Disse confusa e triste.
Spike: NÃO ACHA QUE TEVE MUITO CONTROLE AÍ?
Gritou ele de forma bem grosseira. Twilight não disse nada, o encarando.Isso a fez recutucar sua dor repetidas vezes pela memória.
Spike: Me perdoe, depois que tudo aconteceu em Canterlot com os tonitrões, eu não tenho tido muita... paciência.
Ele falou um pouco estranhado consigo mesmo.
Spike: Nem eu, nem a Rarity.
Ele falou, pensativo.
Twi: O meu nome está sujo internacionalmente falando, Spike...
Ela soltou uma lágrima e a limpou com a pata.
Flash: E sempre se pode fazer algo a respeito.
Ambos se viraram para a porta, lá estava Flash segurando a maçaneta, com as Mane 6 logo atrás dele. Elas entraram e abriram a janela, se reunindo ao redor da cama.
Twi: Oi, gente. Eu... só tô querendo ficar um pouco sozinha.
Expressou ela com insegurança.
AJ: Não, Twi. Eu acho que ocê quer é se isolar.
Ela olhou preocupada para Twilight.
AJ: Tá ficando com depressão e nem sabe.
Twilight não pareceu incomodada com isso, ela olhou triste para o lado. Flash a encarou com pena e abriu um sorriso bem otimista. Ele se aproximou dela e tocou em seu queixo. Ele assobiou, se preparando para uma canção de seu coração para ela.
Flash: Sentir como o mundo não ama vo-cê,
E que ele só quer te manter longe-e.
Alguns dias eles não te ve-e-em,
Fazendo sentir que está no caminho.
AJ: Hoje você sente,
O ódio deles,
Pinkie Pie: Apontando as patas diretamente aos seus erro-os.
Flash dançou, balançando os ombros conforme o ritmo. Elas começaram a seguir o ritmo.
Shark Bite: Você faz perfeito
Eles querem além.
Dryo Freepony: Não importa o que você der,
eles não vão se abster!
Burning Heart: Dá seu amor,
E eles o jogam de volta.
FLuttershy: Você dá seu coração,
Eles correm para cima.
Flash segurou no ombro de Twilight, que percebia cada vez mais que não havia saída para ela.
Flash: Quando não resta nada para você-eh
A única coisa que resta a faze-er...
É:
Todas: HOJE, HOJE, VIVA COMO QUEIRA,
PEGUE O ONTEM, QUEIME E O DEIXE JOGADO NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA! (OH-OH)
LUTE COMO GUERREIRA!
HOJE, HOJE, VIVA COMO QUEIRA,
PEGUE O ONTEM, QUEIME E O DEIXE JOGADO NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA! (OH-OH)
VIVA COMO GUERREIRA!
Flash: Guerreira, guerreira, guerrilha.
Elas foram para o lado de fora do castelo.
AJ: Há coisas que você deveria deixar i-ir.
Elas só vão te der-ruba-ar.
Pegou ela um panfleto do Neighsay, que representava o atual fracasso de Twilight.
Rarity: Assim como peso no seu ombro-o,
Só irá te fazer se afo-gar.
Ela mostrou a Twi um panfleto de Starkeeper, que representava a inveja que ambas sentem uma da outra.
Spike: Todos damos duro,
Todos damos mole.
Fluttershy: Todos temos segredos que os pôneis não conhecem.
Dryo: Todos temos sonhos,
Impossíveis de deixar.
Burning: Queremos ser corajosos.
Não tenha medo,
Nã-ão...
Flash: HOJE, HOJE...
Todas: VIVA COMO QUEIRA,
PEGUE O ONTEM, QUEIME E O DEIXE JOGADO NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA (OH-OH)
LUTE COMO GUERREIRA!
HOJE, HOJE, VIVA COMO QUEIRA,
PEGUE O ONTEM, QUEIME E O DEIXE JOGADO NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA! (OH-OH)
VIVA COMO GUERREIRA!
O grupo se deslocou para dentro do castelo, para a Sala do Mapa, apontando para ele e as extensões além de Equestria. Twilight se aproximou e o encarou.
Flash: Seu coração bate bem for-te,
Por amizades que carrega há tanto tempo.
Ele a virou para trás, a fazendo olhar nos olhos de cada uma de suas amigas.
Flash: Não está sozinha nessa (nessa).
Está cansada e não sabe por quê.
Mas você não pode voltar atra-ás,
Só se vive uma vida...
Twilight assentiu.
Flash: Liberte.
AJ: Liberte.
Rare: Libeeeeeerte.
Spike: Liberte.
Pinkie: Liberte.
RD: Libeeeeeeerte...
Todas: HOJE, HOJE,
VIVA COMO QUEIRA,
PEGUE O ONTEM, QUEIME E O DEIXE JOGADO NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA (OH-OH)
LUTE COMO GUERREIRA!
HOJE, HOJE, VIVA COMO QUEIRA,
PEGUE O ONTEM, QUEIME E O DEIXE JOGADO NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA! (OH-OH)
VIVA COMO GUERREIRA!
HOJE, HOJE, VIVA COMO QUEIRA,
PEGUE O ONTEM, QUEIME E O DEIXE JOGADO NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA,
NA FOGUEIRA! (OH-OH)
LUTE COMO GUERREIRA!
Flash: Hoje, hoje,
Viva como queira,
Pegue o ontem, queime e o deixe jogado na fogueira,
Na fogueira,
Na fogueira! (OH-OH)
VIVA COMO UMA GUERREIRA.
Terminou ele se aproximando dela e encostando levemente o casco no ombro dela, confiando de que ela tinha as respostas para fazer a coisa certa e se erguer contra a injustiça que tinha sido feita. Twilight franziu o cenho e encarou elas seriamente.
Twi: Tem razão meninas, eu não posso voltar no tempo e desfazer o que aconteceu.
Ela ficou pensativa por um momento.
Twi: Mas podemos seguir em frente.
Disse determinada e se virou para o mapa.
Twi: O que estamos fazendo é mais importante do que COMO estamos fazendo, e nós estamos fazendo.
Afirmou com positividade. Tal fala fez Flash lembrar vagamente de Starkeeper.
Rarity: Ai, que bom. Pelo menos não vou precisar voltar a dar aula.
Ela disse aliviada.
Twi: O que? Não. A Escola Mundial da Amizade vai abrir novamente.
Disse alegre.
RD: O quê!?
Flutt: Oh, não!
Heart: Essa não é uma boa idéia, Twi.
Dryo: Ah, eu e a Shark já somos pós-doutores, então...
Ele deu de ombro depois de falar com soberba e ego, para o desprezo da maioria das garotas.
RD: Mas foi uma das idéias mais furadas. Como nós, que não temos formação para isso, fora o Dryo e a Shark, podemos dar aula em primeiro lugar?
Ela perguntou para Twilight.
Twi: Eu peço desculpas por isso. Eu estava tão concentrada em fazer tudo do jeito da AEE que não prestei atenção no desejo de vocês.
Disse para cada uma delas.
Twi: Prometo que dessa vez iremos fazer em equipe, juntas.
Rare: Então poderemos ensinar da nossa forma?
Flutt: Sem questionários assustadores?
Pinkie: Canhões de confete para todo mundo??
Um canhão brotou do nada do lado dela.
Twi: O que precisar para ensinar sobre a magia da amizade.
Determinou.
Pinkie: YUUUPIE!
O canhão estourou, jogando confete por cima do mapa.
Dryo: Sendo assim, acho que estamos todos de acordo.
AJ: 100%!
Elas todas toparam.
Spike: Só temos três problemas: a escola foi fechada pela maior autoridade institucional de escolas privadas e públicas em todo o país, estamos sem alunos matriculados e há uma discussão política com fervor acontecendo.
Apontou ele os problemas.
Spike: Eu temo no que este último pode resultar.
Ele pôs a garra no queixo.
Flash: Temos um problema maior, o libertarianismo está sendo ensinado em História para as atuais gerações de pôneis. Se você, como princesa, ensinar isso...
Disse para Twilight, pressionando os lábios e colidindo uma asa fechada contra uma aberta.
Dryo: Tem razão-
Twi: Irei reeducar Equestria na Escola da Amizade.
Afirmou ela, antes de pensar uma segunda vez no que disse.
Twi: Eu ainda não tive a chance de ver direito sobre isso, na verdade.
Refutou ela, sorrindo envergonhada para suas amigas confusas.
Twi: Não sei ao certo o que é o Libertarianismo, mas vemos isso aos poucos.
Flash: Não. Deixa que eu cuido dos libertários. É a minha irmã que está lá fora, tentando uma frente...
Ele disse revoltado.
Twi: Flash, toma cuidado. Eu sei que há pôneis que concordam e discordam com esses diferentes pontos de vista, mas você precisará ver os dois lados da moeda, antes que possa tomar partido.
Alertou ele sobre se pronunciar para o mundo.
Flash: Sim... a única que se pronunciou sobre tudo até agora foi a própria Starkeeper. De qualquer forma, já pensava nisso.
Twi: Tudo bem. Garotas, vamos ter que alcançar os demais reinos se quisermos tornar a escola possível de novo.
Ela começou a planejar com as garotas. Flash saiu do castelo e foi até a Academia dos Wonderbolts usando sua TARDIS.
Ao abrir a porta, Flash dera de cara com Soarin. Seu irmão o encarava com um sorriso posado.
Soarin: Eu sabia que vinha, só estava a sua espera há tipo... duas semanas!?
Ele defez a pose para um rosto franzido, expremindo certa decepção.
Flash: Nossa. O que foi, irmão? Por que não mandou uma carta?
Estranhou Soarin ter esperado tanto e não ter feito nada. Soarin já foi entrando na TARDIS, praticamente empurrando o seu irmão para o lado.
Soarin: Nada, ué? Sabe que na maioria das vezes que acontecem alguma coisa com Equestria, eu estou na lista dos últimos a serem chamados.
Ele chegou perto do painel e virou um boco de notas, lendo ele com atenção. Flash se recompus após o empurrão e se aproximou dele.
Flash: Fica esperto!
Ele foi se aproximando e Soarin respirou fundo.
Soarin: "Querida Twilight, nossos votos tem que ser lembrados no dia do casamento, isso é importante´, mas saiba que não é preciso sermos quadrados e cristãos para termos uma relação casual".
Ele recitou em voz alta, até que abaixou e viu Flash na sua frente, o encarando irritado.
Flash: Eu disse fique esperto!
Flash puxou o bloco para ele, tirando facilmente das patas de Soarin e encostou-se no painel da TARDIS, encarando ela.
Soarin: Ainda não rolou?
Flash: Isso... não é problema seu!
Ele disse querendo afastar Soarin. Flash girou uma chave e a TARDIS se materializou em Canterlot, aonde ambos os gêmeos estariam presentes para apoiar a sua irmã mais velha durante um discurso político. Uma pequena multidão havia se reunido em uma das praças principais de Canterlot. Starkeeper se apresentou diante deles, sem palco, microfone, ou guardas reais, somente contando com os irmãos no meio da multidão como apoio.
Starkeeper: Bom dia, senhoras e senhores, eu sou a Princesa Starkeeper, filha de sangue da Princesa Celestia. Hoje, eu me apresento novamente, diante de vocês, para lhes falar sobre o sistema de ensino e a nossa forma de governo.
Fez uma apresentação formal e lançou um feitiço em si mesma para que todos ouvissem melho.
Starkeeper: O ensino atual é confiado aos pôneis, somente, para que possam gerar sua própria consciência de gerência e poder, estando entre elas, uma das maiores que pôneis for ada 6rea9leza podem obter. O governo que minha famí9lia t6rás consigo existe há mi9lênios, e se tem uma coisa que 6rea9lizamos é pô6r a nossa fé nos pôneis pa6ra que a 6recebamos de vo9lta em t6roca, de confia6rem na gente com o nosso conhecimento e expe66riência. Contudo, Equest6ria deve se manifesta6r e exigi6r suas demandas da me9lho6r fo6rma possíve9l, disso nós sabemos... assim como sabemos que é p6reciso se6r ensinado o out6ro 9lado, o nosso 9lado, de como que a Famí9lia 6Rea9l subiu ao pode6r e a sua histó6ria no t6rono de Equest6ria. Muito ob6rigado po6r ouvi6rem, pôneis.
Os pôneis que ouviam, em sua famio6ria, e6ram da e9lite de Cante6r9lot.
Fanc8y Pants: Então, que6r que nós ac6reditemos nas pa9lav6ras de uma 6rincesa que nem sabíamos da existência há pouco tempo?
E9le fa9lou pe9la maio6ria, ca9lando Sta6rkeepe6r com um engo9li6r seco de9la.
Fanc8y Pants: Entendemos suas pa9lav6ras e o que diz, pe9lo menos eu tenho minha opnião, po6rém seu nome é p6raticamente vazio, "P6rincesa" Sta6rkeepe6r.
Apontou o maio6r p6rob9lema de9la fa9la6r em púb9lico a 6respeito de tudo que Neighsa88y estava fazendo.
Sta6rkeepe6r: Espe6re, eu tenho p6rovas i6r6refutáveis de que o 6reito6r esteve p9lanejando ap9lica6r tudo isso desde cedo.
E9la te9lepo6rta a pape9lada de sua pesquisa pa6ra o seu 9lado.
Fanc8y Pants: De int6roduzi6r tudo no sistema de ensino? É, sim... podendo te6r mesmo mate6ria9l ou não, você não tem auto6ridade, Sta6rkeepe6r.
Disse a ve6rdade nua e c6rua diante do desespe6ro de9la. Sta6rkeepe6r a6r6rega9lou os o9lhos com a ve6rdade do9lo6rida e deixou escapa6r todos os papeis de sua te9lecinesia enquanto a e9lite ia embo6ra. Os i6rmãos o9lha6ram p6reocupados e se ap6roxima6ram de9la.
F9lash: Foi um bom discu6rso, i6rmã.
Soa6rin: Uma consciência aqui e da9li, apesa6r das a9lfinetadas, most6ram que está assumindo comp6romisso.
Afi6rmou e9le com um pouco mais de secu6ra, após ana9lisa6r bem a situação.
Starkeeper: Contudo, Soarin... eu ainda não consigo atingir eles com a minha consciência.
Ela abaixou a cabeça, levemente decepcionada.
Soarin: Isso demora, é o caminho para o sucesso de que estamos falando.
Starkeeper: Mas o Neighsay está crescendo tão rápido, mesmo tendo feito tudo aquilo e ainda com a maior parte encobertada...
Ela olhou para o céu e disse procurando esperanças.
Starkeeper: Está usando a minha imagem revelada para se promover!
Ela se irritou e bateu o casco com força no chão.
—_________________________FLASHBACK—____________________
400 ANOS ANTES...
Celestia: Grrrr...
A princesa estava isolada em uma sala fechada no castelo, cercada e guardada por enfermeiras e guardas de sua confiança. Enfermeiras entravam e saíam depressa com baldes de água e travesseiros, removendo aqueles que estavam escorridos com sangue.
Celestia: Pelo amor... de... Galaxia... aaaaaargh!
Um guarda de armadura negra completa segurou a pata da princesa, ela apertou firme.
?: Aguente firme.
Disse em sua voz grossa o guarda.
De repente, a voz seca do guarda foi recheada por um grito chocante de choro bem alto, como a esperança que todos tinham de ver. O guarda se afastou da princesa, e junto aos demais poucos que ali estavam, se ajoelharam com ele, fazendo jus desde o nascimento a vossa cabeça para a família real. Celestia abriu seus olhos devagar, sua visão embaçada começou a tomar forma ao redor de uma figura cinza e púrpura. Um bebê unicórnio flutuava a sua frente, envolto por um tecido púrpura bem macio e enrrolado.
Celestia: Oh...
??: É uma égua.
A enfermeira flutuou o bebê até a sua mãe, Celestia extendeu sua asa direita com cuidado até ela e a envolveu até ela estar livre. Ela a olhou com cuidado e amor, a mantendo próxima de seu peito. Ao vê-la melhor, Celestia se lembrou do grande amor que a havia deixado há pouco tempo.
Celestia: Nós somos poucas...´
Mencionou sua família inteira quando se lembrou, era grande, mas pouco estava ainda presente depois de tantos maus.
?: Princesa, essa noite a visão está limpa da maioria das estrelas e constelações. A Constelação do Carneiro está bastante visível.
Celestia olhou para cima, aonde havia uma abóbada com todas as constelações desenhadas no teto.
Celestia: Que momento oportuno...
Ela disse com estoicidade sobre a sua fraqueza, evidente no tom de voz.
Celestia: Seu nome será Starkeeper.
Ela batizou.
?: Starkeeper!
Disse em voz alta para que todos ouvissem. Todos se ajoelharam, sem excessão. Celestia abriu as asas e sorriu genuinamente.
10 anos depois, uma pequena potrinha cinza e de crina azul e verde corria pelos corredores noturnos do castelo, uma coisa do qual era impedida de realizar durante o dia por conta da regras zeladoras de sua mãe, que dizia ser um controle parental.
A pequena Starkeeper seguiu rindo, pulando e girando, curtindo o espaço que tinha pa6ra si só e sua solidão. Com o passar dos guardas, ela se escondia atrás de vasos de flores e colunas inteiras para driblar a luz dos guardas, as vezes pregando peças e se fazendo passar por fantasmas, vestindo mantos azul-negros para lembrar o espírito da Lua do Pesadelo e entre outras brincadeiras.
Quando finalmente cansada, ela se deitou no teto de uma das torres do castelo e cruzou as patas na nuca para se apoiar, aonde ela observou o céu noturno a procura de constelações e estrelas que pudesse classificar.
Starkeeper: Ai... como é tão bom curtir a si mesma.
Disse com um ar de liberdade bem grande e aproveitado. Ao dizer isso, seus olhos automaticamente se viraram para a Lua, vendo seus traços.
Starkeeper: Você costumava ter tudo, não era?
Ela se levantou e encarou a Lua, compartilhando esse momento.
Starkeeper: Tia Luna...
Ela abaixou a cabeça antes de falar, em sinal de respeito.
Starkeeper: ... a senhora costumava apreciar a solidão e fazer tudo isso, creio eu. O que seria mais solitário do que isso?
Ela zombou.
Starkeeper: Entre nós, você tinha que aguentar as regras bisonhas e sempre no mesmo passo da mamãe, né? Você não tinha suas próprias regras?
Ela perguntou retoricamente e arfou, quase desabafando seu estresse.
Starkeeper: Ela só chega e cria elas ao redor de todo mundo.
Disse ela sufocada. De repente, Starkeeper acaba vendo como se uma silhueta azulada e equina andasse em sua direção, vinda da Lua. Ela pulou de susto e se teletransportou de volta para o seu quarto, montando uma guarda na porta logo em seguida.
Starkeeper: Ah, não! Isso de novo, não!
Ela disse amedrontada e se escondeu em suas cobertas, esperando que não visse mais nada.
A Biblioteca
Doutor: Essa história não está caindo muito bem.
Disse ele depois de retirar um livro de uma estante. EVA estava p6róxima de uma mesa cheia de livros abertos.
EVA: Leu alguns até a metade, outros nem leu direito.
Doutor: Li somente nos itens que interessam, EVA!
Ele a chamou atenção.
Doutor: Todas as referências dizem exatamente o contrário que o Dr. Moon tem dito a respeito do Século 21.
Ele leva o livro até a mesa e olha preocupado para EVA.
EVA: Ele disse exatamente que não havia nada fora do comum no Século 21.
Lembrou ela.
Doutor: Mas então como foi que em Dezembro de 2019 uma guerra que nunca esteve em nenhum registro de qualquer livro do P9laneta Galope acertou Equestria e outras nações em cheio? Como foi que essa tal de "Nação Storm" nasceu? Nenhum dos livros daqui mencionam qualquer evento assim, e ainda excluem boa pa6rte de quase metade do século 21.
Ele sentou e puxou um dos livros pegos.
Doutor: Olha só.
EVA se aproximou.
Doutor: Dos anos 2030 até 2060, quase nada é mencionado.
Ele apontou em resumos.
EVA: Estranho, esse livro deveria ter esses registros?
Doutor: Acho que sim.
EVA olhou para ele.
Doutor: Mas eu consigo me lembrar bem dos eventos destas décadas.
Ele franziu o cenho.
Doutor: Galope tem um destino, como o livro não cita estes eventos principais?
Ele recuou, se lançou para trás para descansar e pensar.
Doutor: Talvez o Dr. Moon não quisesse que vissemos isso...
Ele suspeitou.
Doutor: Só temos uma maneira de descobrir de fato.
Ele se lançou para cima e saiu da cadeira, retornando até a estação de trem.
EVA: Doutor, nós acabamos de chegar e você já vai voltar? O que é isso tudo?
Quis ela entender melhor o que ele pensava.
Doutor: É... pode trazer a TARDIS até a gente? Esqueço sempre.
Ele coçou a cabeça. Os olhos de EVA brilharam azul e a TARDIS começou a se materializar na frente de ambos.
EVA: Isso me tira ainda grandes quantidades de enêrgia, Doutor.
Ela reclamou.
Doutor: Não tema, é só uma voltinha com a TARDIS.
Eles entraram nela diante de todos vendo. Doutor programou para que a próxima parada fossem entre uma e duas décadas afrente do ataque.
O ano era 2030, Doutor correu até a porta e a abriu com entusiasmo, abrindo um sorrindo. Assim que abriu, seu sorriso começou a se desmanchar.
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ATUALMENTE
Os dias estavam contados para diversas entrevistas e conversas entre os diferentes grupos da elite a respeito da discussão política que ocorria nas regiões centrais de Equestria e suas opniões. No segundo horário político daquele dia, Neighsay havia sido convocado para um discurso às pressas naquele mesmo dia, reservado por uma das maiores referências midiáticas, Fancy Pants, organizado pela sua comitiva, apoiado pelas referências da elite da mídia Eclair Crème e Fleur Dis Lee, a entrevista estava sendo gravada e fotografada pela equipe da Photo Finish.
???: Boa tarde, pôneis de Canterlot e Equestria afora que estiverem assistindo. Foly Gossip falando. Estamos mais uma vez realizando uma cobertura com o professor, reitor e grão-mestre da AEE, Chanceler Neighsay, pertencente ao alto escalão da elite do conhecimento, como representante da organização escolar equestriana.
Ele se afasta da câmera e vira o microfone para o centro de uma mesa, do qual Neighsay estava sentado do outro lado.
Foly Gossip: Qual cobertura o senhor fará desta vez, Senhor Neighsay?
Ele instigou Neighsay a dar a primeira cartada, este piscou e sorriu.
Neighsay: Bem, creio que deva responder às pressões que estão sendo exercidas sobre nós. O conhecimento dentro de nossa academia mereceu seu lugar e agora está sendo divulgado, finalmente. Conhecimento não se guarda.
Começou ele, dizendo de maneira formal.
Neighsay: Sendo assim, creio que a atual nova cabeça da Família Real, Princesa Starkeeper, não tem consciência disso. Nossa idéia é nova, precisa ser avaliada pelos pôneis dos demais status
Ele afirmou.
Foly Gossip: O que o senhor acha disso, pessoalmente?
Neighsay: Eu creio que isso é uma grande falta de consciência. De certo ponto de vista é uma arrogância. A mãe dela não tinha decidido que o ensino equestriano estava por conta própria, para que interferir?
Ele perguntou em voz aberta depois de falar com tons bem fortes de crítica. A transmissão continuou. Em seu quarto, Starkeeper assistia através de seu celular, com Soarin e Flash presentes.
Starkeeper: Aí! Estão vendo só? Ele está criticando.
Ela desprezou.
Soarin: O que eu vejo é apenas uma discussão, como qualquer outra. Você acha que isso não tem valor, mas vai que ajuda mesmo os pôneis a pensarem bem.
Flash e Starkeeper olharam para Soarin com cara feia. Flash levantou uma sombrancelha, sabendo que seu irmão tinha um ponto.
Soarin: Ora, os pôneis realmente tem esse poder, não é necessário que alguém vá e faça tudo sozinho, como a Celestia faz.
Ele deu de ombros ao se explicar para ambos.
Soarin: Claro, as suas provas constam que ele nunca foi muito com a cara da realeza, e de que ele ainda tem provas irrefutáveis do Cálice, mas ele não tem realmente uma foto.
Ele disse despreocupado com Starkeeper.
Starkeeper: Soarin, você está se ouvindo!?
Ela perguntou em voz alta, quase gritando. Ela se levantou.
Starkeeper: O Neighsay tem uma idéia anti-monarquista que está atingindo os pôneis normais e da elite, tem provas de como as princesas se transformam e eu sou a única nessa linha de frente que está tentando juntar pôneis suficientes para me apoiar, porque eu represento a voz real e monarquista nessa discussão toda!
Ela falou alto, enquanto se aproximava de seu irmão e brigava com ele. Soarin se sentou e extendeu sua pata até a de sua irmã, a segurando.
Soarin: Starkeeper, se acalma, pelo amor de Deus...
Ele falou em um tom levemente mais calmo e baixo. Ela pôs sua pata sobre a dele e abaixou a cabeça, com vergonha.
Starkeeper: Eu... não estou conseguindo dessa forma...
Disse um pouco entristecida. Ela levantou a cabeça e respirou forçadamente.
Flash: Nós temos que acertar tudo isso, os governantes de Equestria se afastaram e a Twilight está tentando um novo esquema de aproximação.
Starkeeper ignorou o resto da frase assim que ouviu o nome “Twilight” e se virou para sua mesa, levitando seu celular.
Starkeeper: Acho que chegou a hora. Os pôneis tem que saber a quem estão ouvindo.
Flash: Você vai revelar os arquivos íntimos da AEE que roubou deles?
Ele arregalou os olhos.
Starkeeper: Mas é claro, eles devem pensar que eu fui apenas para Fillydelphia e saí de cascos vazios quando tiraram foto de mim e me expuseram ao público.
Ela disse em um tom estressado e um pouco gritante. Ela levitou um arquivo.
Starkeeper: Irei dar isso na pata da Fleur Dis Lee.
Soarin: Você o que- Nossa, ela não devia estar do lado dele.
Ele se irritou ao se lembrar de sua ex.
Starkeeper: Pois bem, assim que as idéias de ensino do libertarianismo tiverem sido reveladas ao público de que estiveram ensinando isso nas escolas, diminuindo a história da monarquia e do atual poder geopolítico de Equestria, os pôneis irão saber que a educação equestriana tem estado defasada nos últimos anos.
Disse determinada, ela queria realmente fazer isso e calar Neighsay de uma vez por todas, além de ter tudo em patas para afundar ele.
Flash: Isso é alienação.
Ele olhou para o arquivo.
Flash: Eles têm mesmo ensinado mais sobre os governos que os pôneis já tiveram e como isso poderia acontecer, do que a monarquia?
Starkeeper: Está tudo aqui, posso criar uma cópia para vocês.
Ela ofereceu, Flash acenou positivamente com a cabeça.
Soarin: De fato, nosso amigão então forçou a barra.
Starkeeper: Sim... está tudo assinado por ele.
Ela fez uma cópia para Flash e Soarin poderem analisar por si mesmos. Eles leram e olharam um para o outro com rostos neutros, não dizendo nada.
Starkeeper: E agora, Soarin? Você acha ainda que ele não está forçando a barra?
Soarin devolveu a cópia para ela.
Soarin: Ok, você tem o meu apoio. Mesmo que isso valha meu rosto lá fora, te defendendo.
Disse com convicção.
Flash: Pode contar com a gente, então.
Ele sorriu após ver que Soarin estava consciente do quão grande era aquela crítica.
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Dentro da Sede da AEE, Neighsay se encontrou com alguns pôneis vestidos de roupa vermelha durante a madrugada do dia seguinte. Starkeeper havia confiado a Fleur Dis Lee as provas de manipulação social forçada de Neighsay.
Neighsay: É isso, a nossa palavra está mesmo correndo risco.
Ele falou calmamente.
Neighsay: Equestria precisa abrir os olhos e ver, em parte, que nós todos temos poder agora, o suficiente para que nosso ideal, daqui de dentro para fora, possa ser realidade para os pôneis mais uma vez.
Ele explicou para os três pôneis com calma.
Neighsay: Nós todos apoiamos este ideal aqui, sem excessão ou divergências. Sendo assim, acho que seria interessante aqueles que estão mais propensos a espalhar esta palavra de se chamarem de Rubros.
Os três acenaram com a cabeça.
Neighsay: Rubros, meus filhos. Este é o nosso codinome. Somente nós podemos nos chamar assim. Não é uma bandeira para ser erguida, esta é a palavra do libertarianismo, quem a carrega, quem carrega esta bandeira, são os Rubros. Entenderam, meus discípulos?
Ele perguntou para eles e acenaram com a cabeça mais uma vez. Neighsay sorriu com orgulho.
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No dia seguinte, em PonyVille, Shade e seus amigos almoçavam no Hay Burger, aproveitando ambiente agradável das séries de feriados e suas férias de serviço de vigilantismo como o Comando Sul.
Shade: Praticamente um mês longe, tanta coisa aconteceu e sabe o bom disso, amor?
Ela brincou enquanto tomava um Milk shake.
Arc: Que nós vamos ter que voltar a ativa logo, logo por causa dos últimos acontecidos em Equestria?
Ele perguntou com secura, tentando advinhar.
Shade: O que? Não. Ai, amor...
Ela fechou o rosto em suas asas de morcego. Arc piscou, abobalhado. Ashley deu risada com Snow.
Ashley: Continua tentando fazer ele desenvolver inteligência emocional.
Ela sorriu com safadeza posada.
Arc: Eu consegui mestrar minha magia meta, eu sou mais do que capaz.
Ele disse com orgulho depois de apontar para o próprio peito.
Snow: Ai, não... que nobreza.
Ela continuou dando risada.
Riku: Então.
Ele cortou a conversa.
Riku: O que acham sobre essa discussão política que tem acontecido em todo o lugar?
Jogou na mesa, depois de Arc lhe dar a idéia. A maioria se entrolhou, esperando a resposta um do outro.
Riku: Bunda-moles...
Disse em voz baixa para Atlas do seu lado, reclamando do silêncio de todos.
Riku: Bom, eu creio que as palavras ditas pelo Neighsay são realmente muito unilaterais, não tem muito gosto no que ele disse.
Ele falou sendo bem rígido em sua análise.
Riku: Mas eu vejo sim que uma Equestria pode ser feita por pôneis normais no poder.
Ele apontou para si mesmo, como príncipe representante de seu próprio distrito do país.
Ashley: Eu concordo, não que espalhar essa palavra esteja errada, eu concordo com isso também, contudo acho que os sistemas de poder deveriam ser bem negociados, como uma forma de horizontalizar as relações.
Explicou seu ponto. Atlas observou com bastante atenção, bem quieto.
Shade: Você diz “horizontalizar”, querendo dizer que as negociações do governante deveriam ser as mesmas para com um pônei qualquer?
Ashley: Sim.
Shade: Acho que o governo devia ser assim também, mas não com qualquer pônei no poder. Uma cabeça experiente e direcionada para a governança parece mais justo para Equestria.
Arc: Assim, o país tem que se ajustar ao seu sistema político. Equestria está mais apta a trabalhar sobre o governo de uma família real, com seus respectivos tendo certos poderes.
Explicou sem ponto e Shade concordou.
Snow: O povo ter um gosto do poder é bom, temos isso em algumas empresas, como a AEE, mas governar tudo é outro nível. Talvez os pôneis devessem mesmo tirar um pouco a cabeça do “rei”, “rainha”, “princesa”, sabem? Uma pessoa simples pode fazer tanto.
Explicou, tentando raciocinar como se expressar, mas tendo dificuldade.
Dice: Eu não ligo para política.
Disse na lata, para a surpresa da maioria.
Atlas: Muito bem. Arc tem um ponto bem interessante. Equestria precisaria se ajustar ao libertarianismo, caso esse fosse o negócio. Equestria segue uma vertente de direita, então ela tem necessidade de gerar sua própria economia, mas mantendo sempre a política como base forte.
Ele deu de ombros.
Atlas: Nestes últimos tempos, em que tivemos uma ascensão exponencial de princesas, a economia disparou graças à política, vejam a Feira de Trocas de Rainbow Falls representada pela Cadance e pela Twilight, por exemplo. Agora, as últimas crises econômicas têm ocorrido graças às guerras e conspirações, por parte de tanto de vilões como Chrysalis, quanto de empresas corruptas, como o Projeto Meta-Pônei...
Ele encostou as costas na cadeira, enquanto raciocinava e exercitava seu conhecimento profissional em Geografia. Ele cruzou os braços e respirou fundo.
Atlas: Está “equilibrado”, de acordo com estas crises, quer dizer, nesse momento estamos em crise econômica.
Ele olhou para cada um.
Atlas: Era para a economia de Equestria estar lá em cima em comparação com há 20 anos, quando havia somente uma princesa no poder.
Ele se aproximou da mesa e deu de ombros, dando seu ponto.
Dice: É... faz sentido. Essas guerras geraram uma crise que responde a uma economia gerenciada por uma princesa, apenas.
Ele concordou, após acompanhar.
Snow: E se houvessem libertários no poder?
Atlas: Bem, não seria a política e nem a economia atual que estamos vendo, seria outra realidade. É aqui que o libertarianismo do Neighsay falha, porque a economia das Três Tribos é uma coisa, com um certo PIB e etc..., agora compara com o esquema geopolítico atual essa idéia: É outra economia que estaria nascendo.
Explicou novamente.
Shade: Cara, CE precisa resumir!
Ela disse frustrada, querendo entender, mas não entendeu nada.
Riku: É, não deu para entender bolhufas.
Disse irritado. Atlas fez uma cara torta para ambos.
Edivaldo: Ah, me pareceu interessante a conversa.
Todos se viraram para olhar Edivaldo de Nazaré atrás de Atlas. Ele estava em uma pequena fila para comprar lanche dentro do restaurante lotado naquele fim de tarde.
Edivaldo: Eae, gente.
Comprimentou eles com simpatia.
Shade: Eae. Você é o amigo íntimo do Flash, né?
Ela inclinou a cabeça, não o reconhecendo.
Shade: Prazer, sou Night Shade.
Disse com um sorriso social em seu rosto.
Edivaldo: Prazer. Meu nome é Edivaldo de Nazaré.
Ele acenou e sorriu de volta.
Dice: Carai, que nome mais não-pônei.
Ele zoou.
Edivaldo: Perdão, eu ouvi a conversa de vocês e sabia que vocês e o Flash se conhecem.
Ashley: Sim... vocês se conheceram aonde?
Ela sorriu de leve.
Edivaldo: Ah, faz muito tempo, em Canterlot...
Ele se lembrou de leve e pressionou e rodou seu casco no chão, nervoso.
Edivaldo: Mas assim, a sua conversa é de sumo interesse para mim.
Disse para todos eles e sorriu confiante.
Shade: Ah, como pôde ver...
Ela apontou para a mesa, mostrando que a conversa era mais aberta. Ele deu uma risadinha.
Edivaldo: Já ouviram falar do Grupo W?
Todos erguem uma sombrancelha.
Atlas: Uma grande empresa, praticamente um império com a sua dinastia econômica, com sonhos de se tornar a primeira multinacional equestriana.
Disse com certos ares de grandeza, como se contasse uma história.
Atlas: É, ela quebrou e faliu. A Teoria da Multinacionalidade só funciona se a Teoria da Internacionalidade acontecer, e isso é impossível atualmente, já que nenhuma empresa pode se tornar internacional no atual estado econômico de Equestria.
Deixou o ego dele falar, se mostrando completamente desinteressado e desprezando o que Divaldo falou. Edivaldo sorriu ainda mais.
Edivaldo: Realmente, uma batalha política parece estar prestes a acontecer, entre as vozes do governo e do povo.
Ele piscou, falando com noção do qual grave a situação estava se tornando.
Edivaldo: Eu irei representar PonyVille, vou falar como um pônei simples residente da cidade, pelas princesas.
Ele afirmou. Todos eles piscaram, incrédulos.
Riku: E como você vai fazer isso?
Ele duvidou bem forte, como todos.
Edivaldo: Conversemos depois, eu vou pegar meu jantar. Contudo, eu vou precisar da ajuda de vocês.
Todos eles se entreolharam. Edivaldo seguiu a fila até o lado de dentro.
Atlas: É, se isso for verdade, vamos acabar pisando no espaço político.
Ele pôs o casco na cabeça.
Shade: Que isso, não vai rolar nada muito grave se dermos uma ajuda aqui e ali.
Ela deu de ombros. A maioria concordou, era ajudar e cair fora a idéia deles.
—____________________FLASHBACK—_______________________
400 anos antes
Starkeeper tinha 17 anos, suas ambições se voltavam para paqueras e saídas noturnas com jovens unicórnios de Canterlot. Sua vida era fechada a sete chaves por conta do controle parental realizado pela sua mãe, era mentir ou não dizer, assim ela mantinha os amigos mais íntimos próximos e alguns outros a distância.
Era uma noite como qualquer outra, de céu nublado. Ela e um grupo de 7 adolescentes haviam descido por uma câmara secreta nas grutas de Canterlot para uma Floresta da Liberdade ainda em recuperação do grande incêndio. Os jovens passavam correndo, se escondendo na mata, pregando peças e se assustando. Starkeeper acaba uma hora trombando com uma tora e pisando em uma grande pegada parecida com a de um lobo, para sua surpresa.
Starkeeper: Que bizarro.
Ela ergueu uma sombrancelha. Os garanhões passaram rindo dela e a cutucando.
Starkeeper: Ei, acha que isso vai ficar barato!?
Ela correu atrás e fora feita de refém da escuridão, aonde um dos jovens a encontrou depois de lhe pregar uma peça. Ambos trocaram olhares e se beijaram sob a luz do luar na floresta. Quando então, eles ouvem um som de estática e uma faísca azulada brilha próximo de ambos.
Starkeeper: O que foi isso?
Uma eletricidade se lança da escuridão para o lado de ambos e surge uma Raposa da Faísca do lado deles. Ambos recuaram assustados. Starkeeper carregou seu chifre, concentrando magia para um iminente ataque, quando então uma explosão roxa iluminou os céus. Após isso, ela via somente tudo branco.
Quando a luz branca se abaixou, uma calma, harmonia e paz envolveram seu corpo, ela pôde ouvir cigarras e grilos.
Era um fim de tarde em um local verde, como se fosse um grande jardim, que continha árvores poldadas no horizonte. Ela estava deitada em uma projeção de pedra polida, parecia de origem grega. Starkeeper olhou ao redor e se viu maior, levemente mais alta.
Starkeeper: O que aconteceu?
Ela olhou ao redor.
????: Eu consegui te alcançar.
Starkeeper arregalou os olhos e se virou impulsivamente para trás, em posição de luta. Quando ela notou, percebeu que tinha asas. Ela extendeu a sua asa direita e encostou nela.
Starkeeper: Mas o que é isso?
Ela perguntou, encostando na asa.
Starkeeper: O que está acontecendo?
A pônei a sua frente era alta, parecida com Celestia, com uma pelagem amarelada. Era Galaxia, sua avó.
Galaxia: Eu sou Galaxia, criança.
Ela se apresentou, falando com um pouco de decepção.
Starkeeper: Quem é você? Aonde eu estou?
Ela perguntou desesperada. Sua avó encostou em seu ombro e se aproximou.
Galaxia: Você está em casa.
Ela encostou o casco em seu rosto.
Galaxia: Ora, mas ela teve mesmo uma filha com aquele pônei?
Perguntou em voz baixa.
Starkeeper: Você conheceu meu pai? Quem é você?
Ela perguntou de maneira mais curiosa e emotiva.
Galaxia: Calma, criança.
Ela elevou a voz mais uma vez.
Galaxia: Quero que quando retornar, diga a sua mãe que está na hora de você saber. A jornada é de vocês duas.
Ela piscou, lamentando. Galaxia passou o casco do lado do rosto de sua neta, sabendo que tinha que manter segredo sobre sua identidade. Starkeeper, pela calma e paciência dela, sabia que podia confiar na desconhecida.
Galaxia: Diga a sua mãe também do que aconteceu.
Ela disse, quase ordenando. Starkeeper concordou, apenas.
Assim que abriu os olhos,
Starkeeper estava deitada em uma cama. Ela chaqualhou a cabeça e olhou ao redor mais rapidamente. O local não era nem um pouco ameaçador, era a cama de sua mãe, localizada em uma das torres reais do castelo. A pônei soltou um ar de desaprovação misturado com alivio e gentilmente puxou a coberta de cima dela. Ao colocar o casco no chão, imediatamente a porta se abriu, a assustando.
Tia: Starkeeper.
Ela a chamou, em seu tom estoico e maternal, encarando ela de uma forma que a pônei não gostava, era um olhar de postura séria, prestes a dar sermão.
Tia: No que. Você. Estava pensando. Indo. Até a Floresta da Liberdade?
Ela falou calmamente, de maneira pontuada e séria, antes de olhar ela de forma mais dura.
Starkeeper: Eu só estava saindo com os meus amigos.
Ela explicou, falando de forma rebelde.
Tia: Na Floresta da Liberdade!?
Starkeeper: É, mãe. A galera quis sair para lá e....
Ela para e se lembra do que ocorrera.
Tia: Você sabe que a Guarda TUP te encontrou desmaiada no meio da floresta depois que falaram que se perderam de você!?
Ela se aproximou, perguntando bem irritada.
Tia: O que aconteceu!?
Celestia se aproxmou. Starkeeper olhou preocupada para sua mãe.
Starkeeper: Mãe... eu tenho que te falar um negócio que eu acho ser bem importante.
Ela mudou o tom para algo mais íntima e explicou para ela o que aconteceu. Após ela descrever a Raposa da Faísca, Celestia arregalou os olhos, assim como a descrição de Galaxia a deixou alerta.
Tia: Oh... pelo amor de Galaxia...
Ela exclamou, perplexa.
Starkeeper: Mãe, o que isso significa? Quem era ela?
Celestia olhou para suas próprias asas, mas tinha medo de que Starkeeper não estivesse pronta, era muito rebelde e esquiva. Celestia respirou fundo, o sinal do Paraíso, o grande santuário mágico que sua mãe, avô e o resto da Família Real, que viveram em tempos passados no Planeta Galope, não podia se6r adiado, pois podia significar um conselho ou uma iniciação.
Tia: Se arrume, tome café e depois me encontre. Tenho algo para você.
Celestia continuou firme e séria e saiu andando. Starkeeper assim o fez, mas manteve-se assustada por conta do ar de mistério. Assim que entrou na sala do trono, os guardas as deixaram só e Celestia se levantou do trono, aonde desceu os degraus até sua filha e assumiu uma pose mais reta e formal.
Tia: Princesa Starkeeper, você está prestes agora a ver a maior relíquia de toda Equestria. É de suma impo6rtância que mantenha isso em segredo.
Ela disse em poucas palavras, mas em um de seus tons mais sérios, chegava a ser frio, seco e extremamente incomodo para Starkeeper.
Starkeeper: Sim, senhora- Quer dizer. Sim, sua majestade.
Ela respondeu, tentando se pôr na mesma forma formal e falar seco.
Tia: Venha comigo.
Ela caminhou de asas abertas até uma das portas atrás do trono, esta que ela abrira a maçaneta com sua própria aura. Elas desceram uma grande série de escadas de concreto por dentro do castelo.
Starkeeper: Que lugar é esse?
Celestia não respondeu além de um resmungo parental que trouxe uma secura e dureza que se projetavam nas paredes e degraus sem tinta daquele corredor em espiral. Elas andaram por 15 minutos, até mesmo por dentro das cavernas escondidas da montanha, calabouços de cristal apertados e escondidos cuja luz áurea da mãe refletia nas laterais, sendo a única fonte de luz no breo total. Starkeeper se manteve p6róxima de sua mãe, com receio do local. Assim que saíram de um corredor, em uma maré de escuridão adentraram as duas, Celestia atirou uma bola de luz amarelada para o alto, que bateu em uma projeção enorme de cristais no teto, o cristal enorme absorveu a magia e refletiu luz de cima para baixo, revelando uma câmara enorme com um templo de pedras em seu meio.
Starkeeper: Uou... o que é isso?
Celestia se manteve firme e fria, continuou andando. Starkeeper a seguiu após revirar os olhos.
Ambas andaram e subiram as escadas do templo subterrâneo com um aspecto antigo, não muito decadente. Celestia liderou até um edifício semelhante a uma casa, com uma abertura sem porta, aonde havia uma luz púrpura emanando de dentro.
Starkeeper: Que lugar é esse? Por que eu sinto... magia... vinda dali?
Ela sentia uma magia forte, uma força que impelia atração.
Tia: Seu avô e sua tia, assim como eu, estivemos mantendo sigilo a respeito dessa fonte mágica desde sempre e isto deverá continuar com você, quando um dia for princesa de Equestria.
Ela entrou na sala e Starkeeper seguiu. Lá dentro, havia um pequeno templo interno, aonde havia uma grande bacia de pedra, de onde a fonte mágica era emanada, uma concentração líquida púrpura e rosada de pura magia.
Tia: Esse é o Cálice dos Alicórnios.
Ela se pôs do outro lado da bacia. Starkeeper olhou curiosa, Celestia podia ver a atração impelida em seus olhos.
Tia: Ele concentra a magia pura de um alicórnio, capaz de aumentar as capacidades mágicas de qualquer pônei e o tornar assim também.
Starkeeper olhou confusa.
Starkeeper: “Transformar” em alicórnio? Isso?
Ela apontou.
Tia: Sim. Todos os seres vivos em Equestria conseguem absorver uma quantidade certa de magia, assim como liberá-la. As vezes, se eles absorvem mais, eles se tornam mais fortes, contudo podem deixar de ser o que eram.
Ela olhou com uma pequena tristeza para o lado, o que chamou atenção de sua filha.
Tia: Um dia, você terá que absorver parte dessa magia para assumir sua posição como princesa.
Ela voltou a falar firme, palavras bem importantes essas.
Tia: Porém, vai ter que lidar com sua contraparte quando assim o fizer.
Starkeeper: Contraparte?
Tia: Pode não se acostumar, por isso é perigoso e podem ocorrer imprevistos.
Explicou ela.
Tia: Bom, ainda é muito para você absorver e tem muita coisa por trás dessa magia.
Ela andou até o lado de sua filha e pôs o casco em seu ombro.
Tia: Era sobre isso que ela quis dizer.
Starkeeper: Quem era ela?
Tia: Acredite, ainda tem muito a aprender e estudar sobre, minha filha.
Ela disse pacientemente e Starkeeper respirou fundo.
Starkeeper: Eu acho que me lembro disso.
Ela se virou para o cálice.
Starkeeper: Você me mostrou quando eu era mais nova.
Tia: Sim.
Starkeeper: Então aquilo foi um teste?
Tia: Foi. Star, você terá mais experiências com isso, não de forma recorrente.
Starkeeper: Certo... e quanto a criatura que encontrei na floresta?
Tia: Uma Raposa da Faísca... ela é...
Ela olhou preocupada para o lado.
Tia: Extremamente rara e poucas têm aparecido nos últimos anos, em maior quantidade.
Revelou ela, se virando para a saída.
Tia: Achava que elas teriam todas ido embora.
Ela falou consigo mesma e partiu em direção à saída. Starkeeper se virou para trás, ainda atraída pela magnética força mágica. Ao se aproximar, ela encarou mais uma vez e esticou a pata em direção ao cálice, aonde ela conseguiu ver em seus olhos o reflexo de uma coisa negra e eqüina, também esticando a pata na direção dela.
Tia: STARKEEPER!
Ela a chamou na voz real de Canterlot, a fazendo piscar e chaqualhar a cabeça após retomar sua disciplina. Ela se virou e viu o semblante sério no rosto da silhueta eqüina e régia de sua mãe logo na entrada, esta se virou e continuou a caminhar, que pela força parental a obrigou a segui-la para fora.
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Celestia: COMO VOCÊ PÔDE!?
A paciência de Celestia havia passado muito além do limite com sua filha, estourou quando ela expôs Neighsay com arquivos íntimos da AEE. Ambas estavam no meio do corredor.
Starkeeper: Está feito! Já era.
Ela elevou a voz na mesma altura, mas estava com sua paz interior em dia, disposta a fazer de tudo para proteger a monarquia de Equestria.
Celestia: Não devia ter ido tão longe.
Ela falou em voz baixa depois de se afastar e respirar fundo, tentando procurar auto-controle.
Celestia: As princesas não mexem no sistema de ensino de Equestria por um motivo. Nós temos nossos próprios pupilos e somos mentores e mentoras daqueles que escolhemos a casco por UM. MOTIVO.
Starkeeper andou de um lado para o outro, pressionando seus lábios, ouvindo do seu ponto de vista, as mesmas desculpas opressoras do super-controle parental que Celestia exercia sobre ela, a rigidez que recebeu de sua própria mãe e como ela levou isso para o resto de sua vida, até para cuidar da filha. Starkeeper estava compensando tudo isso, ela sabia, e não queria parar.
Celestia: Você simplesmente foi e invadiu um lugar privado, de alto poder, com arquivos sigilosos, aonde teve A SUA IMAGEM... que eu, como sua mãe, tratei de PASSAR A VIDA INTEIRA para impedir que os pôneis descobrissem!
Ela apontou. Starkeeper parou e a encarou.
Celestia: Já te passou pela cabeça por que eu fiz tudo isso!?
Starkeeper: Já, já sim.
Ela falou normalmente.
Starkeeper: Mas você continuou sempre fazendo as mesmas pressões e nunca me deu a chance de crescer, Celestia!
Ela elevou a voz. Celestia agora não quis ouvir.
Starkeeper: Eu estou tentando crescer na vida como princesa. Eu quero entender como é isso, como é ter... toda essa magia correndo pelas nossas veias daquele maldito cálice, saber o que fazer com isso!
Ela explicou com todas as suas forças, tentando atingir a consciência racional e o coração de sua mãe.
Starkeeper: O que eu sempre quis era entender como você deixou a Twilight descobrir esse poder, até antes mesmo de se tornar princesa, e como deu esse espaço para ela!
Ela explicou o motivo de sua inveja se tornar um dos combustíveis para ela ter partido nessa jornada impulsiva.
Starkeeper: Eu quero fazer coisas grandes, fazer coisas incríveis com toda essa magia. Eu não almejo poder. Eu não almejo a coroa, mas você dificultou tudo com essa sua força rígida. Nem todas conseguem seguir isso à risca, porque nem todo mundo é que nem você e a Twilight!
iii Ela terminou falando com desprezo para Celestia, esta recuou e percebeu o que Starkeeper realmente queria, mas franziu o cenho.
Celestia: Mesmo assim, você foi longe demais.
Ela parafraseou. Starkeeper respirou fundo e abaixou a cabeça.
Celestia: Pôs todo sacrifício que fiz por você abaixo, manchou a imagem da sua mãe e da própria família e agora revelou que invadiu uma instituição privada para provar seu ponto de vista. Você está certa sobre o seu ponto de vista, mas não deixou de destruir muito para chegar até aqui.
Ela bateu firme a pata, bronqueando com Starkeeper e atingindo o coração dela. Starkeeper soltou uma lágrima, se sentindo envergonhada diante da sua mãe, como uma fracassada. Antes que Starkeeper pudesse dizer alguma coisa, uma série de bombas vermelhas atravessaram as janelas do castelo, estourando e liberando uma fumaça cinza-esverdeada.
Celestia: Starkeeper!
Ela tentou alcançar sua filha, mas paralisou e desmaiou.
Starkeeper: Não.
Ela recuou e caiu. No chão, ela viu pôneis de capa vermelha se revelando diante dela e de Celestia.
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Starkeeper acordou em um impulso e se percebeu dentro de uma cela de ferro, com uma pressão forte em seus cascos. Estava muito escuro para ver. Ela girou com um impulso para a lateral, aonde viu Celestia, Dawn e Luna na mesma situação.
Starkeeper: Gente. Acordem!
Ela chamou atenção. Os três balbuciaram. Uma luz avermelhada cegou Starkeeper naquele momento, até ela perceber 6 silhuetas negras no chão, refletindo o vermelho de suas capas.
Celestia: Ai...
Ela arfou, Starkeeper olhou para sua mãe com uma certa insegurança.
Celestia: Agora só falta ter sido o Neighsay, ele teria que estar muito louco e desesperado para que algo assim tivesse sido arquitetado por ele.
Ela zombou com bastante temperamento, tentando compensar o humor pelo fato de ter sido capturada e também de estar irritada com sua filha. As luzes do local ficaram normais, revelando o interior de uma caverna. Dos pôneis em baixo, abriu-se um portal, por onde saiu Neighsay vestindo seu sobretudo, este sorria cinicamente para o quarteto. Mãe e filha ficaram de olhos arregalados ao ver que realmente era ele. Starkeeper franziu o cenho, não mostrando surpresa ou intimidação e o encarou.
Neighsay: Bem, parece que você apenas prenunciou meu próximo passo, não é?
Ele brincou, falando em voz alta e confiante. Seu sorriso se desmanchou e ele encarou bem sério Starkeeper, sua maior rival naquele momento. Ambos trocaram olhares sérios. Celestia percebeu o cinismo e a maldade no olhar de Neighsay.
Celestia: E o que é isso, afinal!?
Ela cortou a concentração de ambos.
Neighsay: Isso é compensação, Celestia.
Ele piscou, tentando recuperar seu estado formal e natural.
Neighsay: Eu estou fazendo isso e mostrando uma forma diferente de governo, o libertarianismo.
Ele deu de ombros, achando que elas iriam desprezar suas idéias.
Celestia: E o que seria isso? Por que isso?
Neighsay: Por causa do seu governo.
Ele apontou para cada uma delas.
Neighsay: Já perceberam que o nosso país está um caco e só piorou desde que o número de princesas têm aumentado? De perdidas para novas e recém-nascidas. Não está mudando nada.
Ele apontou com confiança.
Celestia: O dever de uma princesa é proteger seus súditos...
Ela jogou verde.
Neighsay: Uma das princesas que eu tanto confiava foi responsável pelo massacre da minha família e de muitas outras 10 anos atrás.
Ele revelou, ainda pensando como dizer, pois era difícil mencionar. Elas pararam e prestaram atenção.
Neighsay: Eu já tive uma posição menor, com um emprego comum na AEE... eu queria que meu filho seguisse meus passos.
Ele puxou um colar e o levantou, este que pertencia a Rapidword, seu único filho.
Neighsay: Ele queria tanto mostrar para mim o seu valor, como podia trabalhar e levar as coisas a sério.
Afirmou genuinamente, encarando o colar com uma tristeza em seu rosto. Celestia olhou para Starkeeper de leve.
Neighsay: Ela foi responsável pela morte da minha esposa e filho...
Ele falou novamente, lamentando muito. Starkeeper sentiu pena dele.
Starkeeper: Quem?
Neighsay apontou diretamente para Luna.
Neighsay: ELA, ESSA VADIA!
Ele se virou, uma lágrima escorria da lateral de seu olho esquerdo.
Luna: Nightmare Moon... o eclipse da Noite Eterna...
Ela disse, surpreendendo ao ter acordado e notado. Luna encostou na própria cabeça, se lembrando.
Luna: O eclipse fez com que os animais selvagens agissem mais violentamente naquele tempo. Aquilo foi a magia da Nightmare Moon!
Ela disse desesperada, depois de juntar as peças.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Neighsay: Diz isso para os lobos de madeira.
Disse sem emoção.
Neighsay: Nós tínhamos tanta fé nessa magocracia que se ergueu como uma monarquia ao nosso redor e dos pôneis desse mundo.
Ele disse para todos, inclusive seus discípulos.
Neighsay: Mas vocês todas só trouxeram desgraça após Nightmare Moon. Eu jurei trabalhar para compensar as tragédias que vocês, princesas, foram incapazes de impedir com toda sua força!
Ele disse irritado. Antes que elas pudessem dizer algo, Neighsay e os Rubros se viraram e cruzaram um portal.
Starkeeper: Neighsay, espera!
—_____________________FLASHBACK__________________
400 Anos Antes
No deserto das Badlands, uma unicórnio se teletransportava de cima de um pico para outro, correndo e realizando os saltos, até que em um dado momento, ela para e se cansa. Starkeeper, em seus 15 anos, havia praticamente deitado na rocha escaldante e estava bufando. Celestia se teleportou para o lado dela.
Tia: Filha, você está quase lá. Continue assim.
Ela levantou sua filha.
Starkeeper: Sim, eu sinto que estou melhorando.
Ela disse bem animada e olhou com audácia para as demais rochas enormes em seu caminho.
Tia: Venha, descanse. Amanhã tem outra tarefa para você testar sua magia, mas está crescendo bastante.
Ela apontou. Starkeeper pulou de ânimo.
No dia seguinte, ela acordou mais cedo e sua mãe havia preparado a sala do trono para um exercício mais privado. Starkeeper fora encaminhada pela sua mãe até lá, aonde ela viu a sala cheia de guardas da realeza, portando armaduras douradas e as mais pesadas.
Starkeeper: O que foi tudo isso?
Ela perguntou com um tom rebelde misturado com sarcasmo, querendo provocar sua mãe. Celestia sorriu para ela. Afrente de ambas, logo após o último degrau, havia um pequeno cetro de pedra, aonde estava um cálice de vidro com metal o compondo, este que tinha um líquido púrpura de magia de alicórnio.
Tia: Consegue ver, minha filha?
Ela apontou para lá.
Tia: Consegue sentir o poder?
Ela perguntou no ouvido de sua filha. Starkeeper se manteve estática, encarando de maneira positiva para aquela fonte atraente.
Tia: É magia... vê?
Ela falou de maneira sedutora, como se a tentasse induzir para se aproximar.
Starkeeper: V-Vejo sim. O que é aquilo?
Ela perguntou de maneira bem inocente. Celestia se pôs atrás dela.
Tia: Aquele é um cálice contendo uma fonte mágica que unicórnios com dons para a magia conseguem sentir melhor do que os demais.
Ela revelou com um grande sorriso.
Tia: Você sente?
Perguntou mais uma vez.
Starkeeper: Sinto, sim. É diferente... mas não me parece muito... acessível.
Ela julgou, dando um passo atrás. Celestia encostou a cabeça do lado da de sua filha e sorriu.
Tia: Um dia, quando se aproximar do seu tempo de ser coroada como princesa, você irá entrar em contato melhor com magias superiores, no qual terá que ter um bom domínio delas e da sua própria.
Celestia falou de maneira íntima e bem maternal, a introduzindo para uma amostra dos próximos desafios que viriam a seguir.
Starkeeper: Hmmm, então é por isso que deverei continuar treinando e ver até onde se extendem as minhas.
Ela encarou com desafio que estava prestes a aceitar.
Tia: Exato.
Ela se afastou alguns passos dela e fez um sinal para que os guardas levassem o cálice dali. Starkeeper acompanhou os passos deles e seu chifre brilhou por um momento com sua aura, quando sua mãe não via.
Tia: Continue a estudar. Este não foi exatamente um teste, foi mais uma aula.
Revelou ela. Celestia saiu da sala e deixou sua filha a vontade. De noite, Starkeeper seguiu trotando pelos corredores sozinha, com seu chifre brilhando forte. Ela foi até um virar de corredor, aonde o cálice estava escondido e iluminado por tochas azuis na parede.
Starkeeper: Hmmm, uma amostra superior?
Ela pensou consigo mesma e extendeu a pata até o cálice. Ao encostar na sua borda, sua pupilas rapidamente subiram até o céu dos olhos e ela teve um pequeno ataque epilético enquanto se mantinha em pé, vendo várias silhuetas de pôneis com asas, pôneis disparando rajadas e trovões das patas, magia vinda de raças que não dominavam tal, tudo em um piscar de olhos. Starkeeper recuou a pata em um pulo.
Starkeeper: Ai...
Ela sentiu um beliscão apenas.
Starkeeper: Uma daquelas visões, de novo?
Ela olhou para o cálice.
Starkeeper: É... acho melhor não mexer com essas coisas tão cedo...
Ela julgou e soltou um resmungo de desprezo, indo embora, mas desmaiou no corredor, em frente ao cálice. Quando acordou, Celestia a encarava decepcionada da porta de seu quarto.
Tia: O que foi que você fez?
Starkeeper olhou envergonhada para ela e forçou um sorriso.
Starkeeper: Opa...
Tia: Esse era o desafio, Starkeeper. Infelizmente, esse foi um teste com peso.
Elas conversaram a partir de então sobre seu desempenho.
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Neighsay cruzou o portal das cavernas para a luz de PonyVille, aonde sua capa sumiu e ele se revelou para o público que o já esperava, Twilight e os governantes de fora, acompanhada pelas Mane 6 e alguns outros. Neighsay pegou um fragmento do chão, do selo que havia feito na escola em ruínas.
Neighsay: Quem se atreveu a remover meu selo?
Perguntou com autoridade, mas mantendo a formalidade.
Twi: Eu o fiz, Chanceler Neighsay. Eu honestamente o sugiro que dê um passo para o lado ou o senho6 6rá atrasa6 as aulas.
Ela isse secamente com ele. Ele ficou irritado ao vê-la passando por cima da sua autoridade como princesa.
Neighsay: A AEE fez o seu voto e ninguém vai passar por cima da nossa autoridade.
Determinou e bateu firme a pata. Neighsay olhou para as Mane 6.
Neighsay: Isso é pelo bem maior. Deve haver uma autoridade assim, como a AEE, que partilhe do alto poder rígido com os pôneis, com o público, o qual dividimos e qualquer um qualificado pode ter e9le.
Ele explicou para todas as amigas da Twilight, mantendo masca6rado seu ideal como libertário.
Neighsay: Dentro do nosso padrão que envolve toda qualidade de ensino, a escola era desorganizada, os professores empregados não são qualificados em sua maioria e os seus alunos não conseguem respeitar a cultura equestriana, ameaçando nosso estilo de vida com suas normas e padrões sociais que fogem das nossas.
Apontou ele para as ruínas da escola. Cada um dos governantes o encararam com desprezo ou desafio.
Ember: Vou te mostrar o que foge das normas sociais.
Cerrou ela as garras em punhos, se aproximando para baforar fogo. Alain Dreamer pousou entre os representantes e gove6rnantes das nações exteriores e as Mane 6.
Alain: Esperem! Ouçam o que a Twilight tem a dizer.
Ele os chamou atenção.
Alain: Tenho certeza de que elas tem uma boa explicação para tudo isso, afinal, não estariamos reunidos para a reinauguração da Escola da Amizade.
Tentou ele acalmar cada um deles com suas palavras, mas mantendo seus braços extendidos entre ambos os grupos, dizendo com um pouco de alarme. Todos do lado direito se voltaram para Twilight Sparkle.
Twi: E tenho. É verdade que a minha escola não está qualificada dentro dos padrões da AEE.
Ela disse em voz ata.
Neighsay: Sendo assim, ela não É uma ESCOLA!
Ele fez questão de frizar cada palavra em alto e bom som.
Twi: Não é uma escola da AEE. É uma escola INTERNACIONAL.
Ela sorriu para ele e apontou para toda a escola.
Twi: Com suas próprias regras... em negociação com as demais nações.
Neighsay olhou e pensou, não tinha palavras. Seu semblante voltou ao normal.
Twi: Eu deveria saber disso, está nas regras.
Ela deu de ombros após jogar estas palavras na cara de Neighsay.
Twi: Cada um deles me fez lembrar como cada relação é única e sendo assim, ela precisa ter um ensinamento único e padronizado para todos. As coisas serão diferentes em prol de um futuro mais seguro entre Equestria e o mundo exterior.
Explicou para Neighsay e os demais.
Neighsay: Permitindo que tais mudanças aconteçam, eu não sei se tenho palavra para dizer, mas minha opnião é de que não se encaixam naquilo do qual os pôneis deveriam ter poder sobre.
Exprimiu, mantendo a sua naturalidade fria e seca.
Twi: Tem a minha palavra de que vai funcionar, é trabalho para se fazer e põe burocracia... mas acho que vai ser no nível de burocracia e politicagem da AEE.
Ela brincou com Neighsay.
Neighsay: Talvez seja mesmo um bom caminho abr6r fronteiras, talvez possa mesmo ajudar os pôneis, mas está sendo feito pelas patas de uma princesa, o que viola nossa política da realeza nunca pôr os cascos na educação.
Ele apontou em voz alta para todos, o que deixou Twilight sem opnião.
Neighsay: As princesas não conseguiram proteger Equestria durante o seu poder. Vejam o que aconteceu há apenas algumas semanas... eles trouxeram a guerra e a desgraça até nossas fronteiras, o que já havia sido resolvido em Equestria fazia um ano.
Ele apontou para todas as criaturas não-pôneis da9i, os culpando.
Scorpan: Ora, mas que grosse-
Neighsay: E AINDA SIM, o povo deve ter essa chance, pelo menos uma vez, de degustar de como é ter o pode6rpo9ltico em seus cascos, de como é ter que julgar o destino de alguma coisa, como uma escola acabada, por exemplo.
Ele cortou Scorpan, falando em uma voz mais alta e assertiva. Pôneis da cidade começaram a se aproximar e cercaram todos eles por fora.
Alain: O que é isso?
Neighsay: A palavra do povo, meu amigo. Eu lhes apresento o Libertarianismo.
Os pôneis estavam ali como cidadãos comuns, ninguém de influência grande. Twilight não sabia o que estava acontecendo, passou dias fora pa6a entender o que ele e Starkeeper estavam discutindo esse tempo todo.
Flash: Nem mais um passo!
E9le gritou ao longe, da cidade. Flash veio do centro da cidade, acompanhado por Soarin, Blitz, o Comando Sul, Edivaldo e mais alguns pôneis da cidade, indo em direção a manifestação que se formava ao redor das figuras diplomáticas.
Edivaldo: Estamos aqui para falar em defesa do governo monárquico da Família Real.
Ele disse para as garotas. Neighsa8 havia transformado a reinauguração da escola em um palco para discussão política, de impossível fuga agora. Rarity sorriu com um certo orgulho e Edivaldo deu uma piscadinha para ela. Edivaldo passou entre os líderes e as meninas, se posicionando do lado de Neighsay e Twilight na arquibancada que levava para dentro da esc9la.
Neighsay: Quem é você?
Ele o olhou de cima para baixo, expressando nojo e desprezo.
Edivaldo: Para você, como seu concorrente, me chame de Csar.
Respondeu a altura.
Edivaldo: Eu gostaria de um julgamento justo como a voz dos monarquistas.
Pediu ele.
Neighsay: Eu te aceito como meu concorrente.
Disse ele, com ego. Alguns potros da escola de Cheerelee se aproximaram e começaram a gravar com seus celulares.
Alain: Então, que comece o julgamento da Escola da Amizade. Quem obtiver o maior número de votos do povo, pela maioridade, vence.
Determinou ele como juiz e abaixou o braço com tudo.
Neighsay: Hm, hm. Eu começo, então. A Associação Escolar de Equestria deteinou dentro de suas egras que essa escola não tem as qualidades para se tornar apta para dar aula. Ela passa em muitos níveis e testes, mas não no último, por não se enquadrar em nossos níveis de ensino. Esse é o conselho escolar, a Princesa Celestia confiou a AEE a sua liberdade e autonomia para decidir isso. É, portanto, o povo que decide.
Os Rubros e libertários presentes ergueram suas patas, literalmente todos que chegaram da cidade a princípio.
Edivaldo: Você quer que a escola ensine somente para os pôneis, sabe que ela tem valor porque é uma princesa que estaria dirigindo ela. Contudo, a melhor forma de prevenirmos as guerras é agir rápido e agora, nós conseguimos estabelecer a paz e não podemos perder a oportunidade de compartilhar essa forma de manter os sistemas em ordem com as demais nações, que só imagino terem passado pelos mesmos horrores que nós nestes últimos tempos, com a Guerra das Espécies. Eu confio na Twilight como representante da manutenção destes sistemas de harmonia.
Ele olhou para ela e deu um sorriso social. As Mane 6 e o Comando Sul, assim como os pôneis a eles, levantaram os cascos, votando em maioridade contra os Rubros por confiarem na Twilight. Ela sorriu orgulhosa e com felicidade ao ver que sua autoridade tinha sim um poder maior do que imaginava.
Alain: Bom, é simples...
Twi: Por não se tratar de um local adequado e organizado para uma discussão política, Chanceler Neighsay, você perdeu por voto de maioridade dos monarquistas. Mesmo assim, não é o local adequado.
Ela frizou para ele.
Neighsay: Nenhuma posição do povo será a favor de vocês quando coisas novas forem ao ar.
Ele ameaçou e conjurou um portal, cruzando ele. Os Rubros no local se retiraram. Twilight olhou preocupada, após a ameaça, achando que algo mais ainda estava por vir.
Twi: Esperem, aonde estão o Dryo e a Fluttershy?
Rarity coçou a nuca, sorrindo.
Rare: Posso ter ouvido uma fofoca ou outra sobre eles, depois que decidiu sair de Equestria...
Twi: O que aconteceu?
Dryo apareceu correndo entre eles e foi até Twilight. Ele estava apressado e desesperado.
Twi: Dryo, o que aconte-
Ele a puxou pela perna para perto dela e cuchichou no ouvido dela.
Twi: VOCÊ E A FLUTTERSHY VÃO TER UM FILHO!?
Ela gritou em voz alta depois de se assustar com a notícia. Todo mundo, sem excessão, prestou atenção neles. Dryo olhou e ficou muito vermelho, ele sorriu bem envergonhado.
Twi: Opa... perdão.
Ela também ficou vermelha. Todas as Mane 6 ficaram de queixo caído.
RD: É sério que vocês terão um-
Pinkie: UM BEBÊ!!! ELES VÃO TER UM BEBÊÊÊÊ!
Ela pulou de um lado para o outro, comemorando.
Dryo: Pequenas aventuras no Império Gárgula...
Ele revelou, ainda envergonhado.
Dryo: A Fluttershy não está passando bem, eu tenho que voltar para lá!
Twi: Tudo bem, eu entendo.
Disse com carinho.
Pinkie: Opa! Espera! GRAVIDEZ DUPLA!?
Os olhos dela brilharam quando se voltaram para Twilight. Todos encararam, curiosos.
Twi: Não, Pinkie. Eu não tô grávida.
Todos: Oh...
Disseram decepcionados.
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Starkeeper: Iah!
Tentou conjurar pela milionésima vez um feitiço que as tirasse dali. De qualquer maneira, as celas anti-mágicas da Nação Storm não cediam e elas balançavam cada vez mais. Starkeeper não deixou sua impulsividade parar de falar mais baixo e tentou mais uma vez, com mais um fracasso.
Starkeeper: ARRGH!
Gritou ela de frustração.
Celestia: Isso é inútil, fi-
Starkeeper: AH, ME POUPE DA SUA RIGIDEZ!
Ela retrucou com ódio, deixando Celestia muda, a não ser pela expressão irritadiça de sua mãe diretamente aos olhos de sua filha. Starkeeper virou os olhos para o chão e disposou da posição de luta, se sentando.
Starkeeper: É literalmente tudo culpa minha isso estar acontecendo.
Ela pôs o casco no rosto com força.
Starkeeper: Airgh, como eu pude ser tão burra!? Por que eu me deixei levar pela cegueira dessa competição!?
Disse bastante irritada consigo mesma e arrependida por ter feito isso.
Starkeeper: Cada vez mais que tento, isso só dá errado...
Ela disse consigo mesma, se alfinetando e pressionando por ter cometido um erro de cálculo.
Dawn: Nossa, muito terapêutico.
Ele zombou com frieza no tom. Starkeeper olhou para Dawn.
Starkeeper: Se eu tivesse cooperado ou recorrido à Twilight quando estava tão confiante de que podia dar conta sozinha dessa crise, tudo poderia ter dado certo.
Ela se virou e bateu as costas nas celas, se sentando e pondo os cascos nos olhos, com vergonha.
Starkeeper: Agora... ela deve estar lá fora... lidando com toda aquela questão diplomática...
Disse pensando que iria demorar até ela estar de cascos livres.
Luna: Veja bem, pequena Starkeeper.
Ela se virou para sua sobrinha, esta prestou atenção.
Luna: Sei que sempre tem se sentido sozinha, desde muito cedo na vida.
Starkeeper inclinou a cabeça lentamente. Seria possível? Luna ter sempre acompanhado ela de lá de cima. Luna olhou para sua irmã e ambas trocaram leves sorrisos, olhando para cima e lembrando do que sua mãe, Galaxia, havia dito a Celestia depois de Nightmare Moon ter sido derrotada.
Luna: Não se és princesa, não se governa e muito menos se salva o mundo sozinha.
Disse em um tom acolhedor e familiar.
Luna: Serás preciso mais do que isso. Tens que vencer esta inveja que sente de Twilight Sparkle, para se superar.
Aconselhou ela, olhando para Celestia de relance.
Celestia: Eu concordo. Não devia ter sido tão rija e... arida... desde cedo...
Ela disse envergonhada.
Celestia: Joguei muita responsabilidade sobre as suas costas desde pequena e tive muita confiança de que podia levar isso pelos séculos que vieram.
Ela se arrependeu.
Celestia: Eu devia ter sido mais atenciosa.
Ela olhou para sua filha, esperando que a perdoasse.
Celestia: Espero que um dia me perdoe por não ter se sentido segura de que é de fato uma princesa de Equestria.
Starkeeper se aproximou da beirada da cela e a segurou, esperando que as celas se quebrassem para abraçar a sua mãe.
Celestia: A culpa disso tudo acontecer, na verdade... é minha.
Ela deu de ombros, depois de olhar com vergonha para seus irmãos e filha. Ela olhou para o chão.
Celestia: Fui eu quem tentei construir tudo.
A cela de Luna é repentinamente aberta por uma aura vermelha e ela é puxada com tudo para fora.
Luna: Agh...
Os Rubros a cercaram, a levantaram com força, imobilizando suas asas e pernas, a forçando a caminhar.
????: Em frente!
Celestia: Luna!
Ela não conseguiu responder a tempo de ser tirada da masmorra.
Luna é posta de joelhos na frente do castelo pelo grupo, incapaz de conjurar graças a correntes que inibiam sua magia. Os guardas do castelo foram rendidos e postos no último degrau do castelo.
Neighsay: Povo de Canterlot!
Chamou a atenção de todos que passavam na frente, ao se dirigir até a princesa. Os pôneis pararam e observaram. Neighsay teleportou uma pequena taça e balançou na frente da princesa o que tinha dentro, um pouco da magia pura na forma líquida do poder de alicórnio.
Neighsay: As princesas sempre detiveram o poder para conceder a quem quisessem o poder dos alicórnios, em magia pura.
Ele disse em voz alta, com um tom de ódio e desprezo.
Neighsay: Agora, princesa, revele isso diante de seus súditos!
Ele olhou para ela.
Luna: Não.
Neighsay deu um ponta-pé na lombar de Luna, a fazendo tombar e rolar escada abaixo, caindo diante dos pôneis de Canterlot. Eles se afastaram com medo. Alguns unicórnios ousaram conjurar feitiços para revidar. Todos os Rubros puxaram rifles de sniper de dentro de seus sobretudos vermelhos e miraram. Neighsay desceu as escadas e levitou Luna, a botando de barriga para cima e apontando o cálice na cara dela.
Neighsay: Revele a origem do seu poder, FALSA DIVINDADE!
Ele ordenou em uma voz pregadora. Luna ergueu seu rosto, revelando um hematoma vermelho na bochecha direita e uma marca roxa em baixo do olho esquedo.
Luna: Eu disse não.
Ela respondeu normalmente.
Neighsay: Revele o seu dogma, monarca!
Apontou violentamente para a taça com a magia do Cálice. Luna olhou para ela, sabendo que tinha que morrer para proteger aquele segredo se fosse preciso.
Luna: Eu prefiro morrer a me curvar diante desta opressão, plebeu.
Ela olhou ele diretamente nos olhos, impondo essa segurança e confiança com convicção, com assertividade.
Neighsay: REVELE!
Neighsay tacou a taça para o lado com força, esparramando a magia ao chão e rachando a taça. Ele carregou seu chifre e disparou uma rajada com ódio contra o peito dela.
Luna: AGH!
Ele manteve-se por dois minutos atirando contra o peito dela, a esmagando contra os degraus. Luna tossiu muito, procurando por ar, após o ato de brutalidade. Luna abriu os olhos e pode ver o terror no rosto dos pôneis, olhando preocupados para ela.
Neighsay: Revele...
Apontou na cara dela, Luna lhe de um tapa de leve com a sua asa e se pôs para cima, um pouquinho, com o que ainda tinha de forças.
Luna: Não!
Neighsay carregou seu chifre, cuja magia refletia nos olhos de Luna. Mesmo diante de ver esta faísca mortal que estava prestes a dar, ele não cedeu. Neighsay dispara a rajada mortal contra ela. Um escudo branco surge na frente e absorve toda a magia, antes de desaparecer. Ao olhar para o lado, o chanceler viu no horizonte uma série de silhuetas se aproximando.
Era a antiga União dos Originais, marchando na direção do castelo. Flash, Soarin e Blitz lideravam os meta-pôneis na frente. Assim que viram Luna, eles começaram a correr e voar com velocidade até o castelo.
Neighsay: Impeçam os príncipes de chegarem perto! Mantenham longe.
Ele ordenou após pensar rápido e ergueu Luna com sua telecinesia para trás. Os Rubros se mantiveram na linha e miraram seus snipers contra o grupo de resposta indo em direção a eles. Neighsay correu para dentro do castelo com Luna.
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299 Anos Antes
Starkeeper se teletransportava de um lado para o outro, de montanhas para campos verdejantes, por onde correu e via os Wonderbolts da época voando, do qual tentou acompanhar com a sua magia. Depois de 100 anos após o seu nascimento, a sua magia havia se tornado mais forte, contudo haviam muitos feitiços ainda para estudar e aperfeiçoar até o seu atual nível no resto, uma infinitude de pesquisas e testes feitos de vários séculos a até milênios atrás. Ela continuou saltando até chegar em Canterlot, na varanda de sua mãe.
Starkeeper: É, é isso aí!
Ela comemorou ao ficar sob duas patas e socar o ar, ainda com a sua rebeldia adolescente que nunca abandonou.
?????: Aqui está ela!
Disse um guarda, cercando a princesa com outros dois.
Starkeeper: Sim, aqui estou! E já terminei!
Ela continuou no ritmo.
?????: Sua mãe disse para a cercarmos e levar até ela assim que a encontrássemos!
Apontou o guarda.
Starkeeper: Não entendi. Por que? Hoje era dia de-
Assim o fizeram e a impediram de se explicar. Celestia estava sentada em sua cama, quando os guardas jogaram a princesa para dentro do quarto.
Starkeeper: Ei!
Ela se afastou deles.
Tia: Aonde você estava!?
Ela perguntou em seu tom de sempre, agora com uma certa frieza e raiva. Os guardas fecharam a porta.
Starkeeper: Ai, mãe. Essa coisa, de novo!? Você sempre me manda fazer o treino, mas depois fica reclamando!
Ela reclamou, enquanto dava a volta na cama devagar.
Tia: Aonde você estava, princesa!?
Ela perguntou com a voz mais alta, no mesmo tom.
Starkeeper: Fazendo o mesmo de sempre, será que não posso-
Tia: Não foi isso que eu perguntei!
Ela levantou a voz.
Starkeeper: O que que deu, agora? Eu não entendi. Aonde eu errei?!
Ela deu de ombros, perguntando com rebeldia e irritada. Celestia olhou para ela irritava e piscou duas vezes, antes de abaixar sua guarda e confiar na palavra dela.
Tia: Ah, mil perdões...
Ela olhou para o lado e lacrimejou.
Tia: Me desculpa...
Ela falou em um tom entristecido, prestes a chorar. Starkeeper se aproximou preocupada.
Starkeeper: Mãe, você está legal?? O que que aconteceu?
Ela se sentou do lado dela e a abraçou. Celestia abaixou a cabeça sobre a de sua filha e a abraçou de volta.
Tia: Seu pai...
Ela revelou, bem triste.
Tia: Há um ano, ele devia ter voltado, mas...
Ela não conseguia nem dizer, deixou-se chorar em silêncio. Starkeeper abraçou sua mãe gentilmente.
Tia: O que aconteceu... o que s-será que...?
Starkeeper: Eu não sei, mãe... eu não sei.
Daquele século em diante, naquele mesmo dia, Celestia esperaria, mas ele não apareceria. Infelizmente, depois que Celestia engravidou, Peter Bishop nunca mais apareceu.
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Os Rubros começaram a atirar logo quando o grupo estava distante, mirando em suas cabeças. Arc criou escudos na frente de todos. Riku utilizou os escudos como cobertura para atirar de volta com sua pistola enquanto corria. Arc lançou os escudo contra os Rubros, a partir dos pôneis que corriam os acertando na cara e derrubando a maioria.
Ashley: Eu amo essa cidade.
Ela pulou todos os degraus em um salto olímpico sobrenatural e ergueu sua espada sobre um dos Rubros, o descendo. O pônei defendeu com o rifle.
Shade: Em menos de um ano, parece que sofreu mais ataques do que nunca.
Ela desviou de um dos atiradores com velocidade vampíricas extraordinárias.
Soarin: Não matem ninguém!
Ele se virou para um Rubro e tomou um tiro de sniper no ombro.
Soarin: AGH!
Flash também tomou um tiro, na perna. Ele regenerou ela assim que chegou próximo dos Rubros com os demais.
Edivaldo: Vocês falam desse jeito enquanto lutam?
Ele girou uma funda feita de tecido de cortina acima de sua cabeça e lançou uma rocha contra um Rubro.
Flash: Maloquê, caralho!
Gritou frustrado.
Snow: Concentração!
Ela desceu um machado de gelo no Rubro que enfrentava.
??????: AAAAARRRRRGH!
Celestia: Já se passou muito tempo...
Disse ela, preocupada.
Starkeeper: O que será que ele quis com ela?
Perguntou retoricamente, presumindo o pior.
Celestia: Starkeeper...
Ela temeu o pior, quando então um som de corrente e grade sendo aberta toma conta em ecos da caverna. Ao verem, Dawn saiu andando sem preocupações pela porta de sua cela. Alain saiu de trás da cela dele, com seus óculos e cachecol vestidos. Dawn se virou para ele e o ameaçou com um feitiço nocaute.
Alain: Isso é uma missão de resgate, Príncipe Dawn! O Flash e os outros estão na frente do castelo, eu vim pela retaguarda.
Ele apontou após levantar os cascos em sinal de não-ameaça. Depois de soltar as outras, Alain jogou os cadeados fo6ra.
Celestia: Aonde está a Princesa Luna?
Perguntou muito preocupada para Alain.
Alain: Não sei, o castelo está vazio.
Starkeeper: Eu vou cuidar do Neighsay com o Flash, alguém tem que falar com o povo e revelar o que Neighsay tem feito em nome da sua idéia!
Exprimiu, irritada.
Celestia: Eu vou... falarei com eles por você, filha. Não devia ter deixado tudo nas suas costas.
Starkeeper e sua mãe trocaram olhares de respeito. Ela sorriu e acenou para sua mãe, o povo ia ouvir ela mais do que qualquer outra.
Alain: Vamos, Star. O castelo não está seguro.
Ambos começaram a correr de volta para o castelo.
Celestia: Starkeeper!
Ela parou e se virou.
Celestia: Boa sorte.
Ela sorriu para sua mãe e continuou a correr escadas acima. A dupla seguiu pelos corredores vazios do castelo. Neighsay passou correndo com Luna ao fundo do corredor.
Alain: Oh.
Starkeeper: Vem!
Eles apertaram o passo. Rubros montaram uma defesa naquele final de corredor e miraram com armas. Alain subiu em seu hoverboard e flutuou para cima, desviando dos tiros. Starkeeper criou um escudo ao seu redor enquanto corria. Alain pressionou o seu pulso, aonde o holograma subiu, após mexer em alguns comandos, um pulso eletromagnético fora gerado, emperrando todas as armas com uma distorção subsônica.
Alain: Continua, eu cuido deles.
Starkeeper voou por cima deles. Desamparados com suas armas incapazes de atirar, mesmo mirando contra a princesa pelas costas, Alain aproveitou a chance e desceu com tudo de hoverboard para cima deles.
Starkeeper correu bastante pelos corredores cada vez mais óbvios, até que parou por inteiro e encarou. Neighsay segurava Luna na beira de uma sacada, levitando uma espada e levando ela às asas de Luna.
Neighsay: O poder fajuto dela cai se você se aproximar, princesa.
Ele ameaçou Starkeeper, esta se afastou alguns passos, encarando amedrontada. Strkeeper fingiu dar mais um simples passo para trás, quando então deu um teleporte rápido e esperto, aparecendo bem acima de Neighsay e caindo em cima dele. Luna cai e rola propositalmente pelo chão, para longe de Neighsay. No chão, Neighsay chutou Starkeeper para longe dele, a batendo as costas nas colunas do parapeito da sacada.
Starkeeper: Agh!
Ela retornou e tentou socá-lo, Neighsay se lançou para trás e a chutou na cara com a perna esquerda traseira. Ele ergueu seu rosto rapidamente e a socou na têmpora, na velocidade de um golpe de Kung Fu.
Starkeeper: Agh! AGH!
Starkeeper se levantou com um gancho, Neighsay pulou para trás com facilidade, sorriu e pegou o braço dela, o imobilizando e o torcendo para trás com tudo, a fazendo inclinar o tronco para trás.
Starkeeper: AAAARGH!
Gritou de dor, com seu braço e troncos doendo em uma posição que nenhum pônei aguenta. Ele a imobilizou nessa posição e começou a trcer para quebrar o braço dela.
Starkeeper: Grrrrr!
Neighsay carregou seu chifre e mirou na cara dela. Starkeeper começou a fazer o mesmo, mas a dor a desconcentrava de completo. Luna se jogou contra Neighsay, o acertando no estômago com uma cotovelada e o fazendo cair de quatro. Star caiu de quatro, se recuperando da dor de ficar em pé sob duas patas. Neighsay deu um soco na cara de Luna, seguido de um cruzado e girou dando uma meia-lua bem na cara dela. Luna caiu para trás e ele sorriu, Starkeeper pulou em cima de Neighsay com as pernas abertas e o envolveu, jogando um peso morto nele. Neighsay encaixou-se em uma posição de defesa e jogou as pernas dela para que ele pudesse facilmente virar ela ao chão, e assim o fez. Starkeeper caiu batendo as costas com tudo no chão.
Neighsay: Isso é judô!
Ele gritou disciplinadamente em voz alta, como um mestre de luta.
Starkeepe: Agh.
Neighsay se preparou para nocautear ela com uma rajada, quando uma luz roxa o envolveu por trás e ele fora atingido, sendo lançado para frente e caindo da sacada.
Neighsay: Aaaaaah!
Twilight pousou do lado de Star e extendeu a pata para pegar Neighsay antes que ele caísse muito. Starkeeper se lançou para cima depois da surpresa e agarrou Neighsay com suas próprias patas também, o puxando para cima. Ambas o trazem para dentro da sacada e Neighsay respirou fundo, assumindo uma posição confiante após encarar a morte. Starkeeper deu um passo afrente e o socou direto no osto, nocauteando ele.
Flash e os demais chegam correndo e param ao ver Twilight e Starkeeper paradas na sacada, com o vilão ao chão. Eles se espalharam e ajudaram Luna, que estava com hematomas e feridas sérias no rosto. Enquanto sendo ajudadas, Twilight se virou para Starkeeper e pôs o casco no ombro dela, esta olhou envergonhada para sua cunhada.
Twi: Olha... eu sei como se sente, tá bom? Eu também me sinto assim.
Ela apontou para o próprio peito, falando de um jeito amigável e suave.
Twi: Pode não parecer uma boa hora, mas hoje você foi uma verdadeira princesa.
Afirmou ela.
Twi: Esteve sendo desde quando se levantou pela sua causa.
Starkeeper olhou para Twilight com completa incredulação, não soube que ouviria isso um dia dela e que teria a aprovação em seus olhos. Starkeeper sorriu genuinamente após o comentário.
Starkeeper: Me perdoe por ter sofrido todo esse tempo com a minha irracionalidade.
Disse envergonhada, lamentando que tenha tudo chegado àquele ponto. Twilight sorriu para ela e avançou para ajudar Flash e os outros a prenderem Neighsay e curarem Luna.
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“Meu nome é Starkeeper. Fui a primeira filha da Princesa Celestia. Passei minha vida toda seguindo o nosso código, que todos da família seguem, para um dia atuar na realeza... mas a minha vida se complicou. Nunca pude revelar para o mundo a minha verdadeira identidade. Nunca pude ter amigos de verdade, que soubessem do meu segredo. Nunca me apaixonei e sempre pus fé na palavra da nossa doutrina, mas a rigidez da minha mãe foi o que me fez agir e ir além do controle de qualquer um... ainda no momento em que todos mais precisavam."
Em uma apresentação formal organizada pela elite de Canterlot alguns dias depois, Celestia se posicionou com o restante da família real.
Celestia: Meus filhos, meus súditos. Não sei o quanto das minhas palavras anteriores poderão explicar o quão estou arrependida de ter guardado a identidade da minha própria filha, pródiga de seu nome. Hoje, esqueçamos que isto ocorreu, povo de Equestria... eu lhes apresento, Princesa Starkeeper.
Ela falou em voz alta. Starkeeper voou até o lado de sua mãe e se ajoelhou diante do povo de Canterlot. Celestia extendeu as asas e apresentou-lhes a sua filha mais velha. Houve silêncio naquele dia, todos reverenciaram, mas não houve comemoração.
"Aquele foi só o começo. Ainda havia muito chão para eu trilhar e alcançar a confiança dos pôneis."
Neighsay fora trancado em uma prisão normal de Canterlot depois do seu atentado contra a realeza, mas os rubros continuaram o seu trabalho e a espalhar a sua causa, mesmo que em menor escala, mas a palavra do libertarianismo e da anarquia continuaram dentro e fora da AEE.
Neighsay sorriu para o guarda da cela e este pôs uma máscara rubra.
???????: O Agente Liberdade está em campo, senhor.
Neighsay assentiu e sorriu, se sentando no canto da cela e rezando versos cristãos.
"Passamos nosso tempo de paz, mas o mal voltou. No nosso tempo de maior necessidade, nossos maiores heróis estariam ausentes."
Doutor entrou na TARDIS e foi até o painel, se apoiando sobre ele.
Doutor: EVA...
Ele olhou de olhos arregalados, perplexo em ver uma coisa perturbadora.
EVA: O que havia lá fora?
Ela se aproximou lentamente.
Doutor: Traçar o curso para Galope, Século 21, ano de 2020!
Ele ordenou para ela e foi até a porta dos corredores.
EVA: Você não fará outra parada? O que você viu?
Doutor: Só faz o que eu mandei! Eu tenho que tomar uma ducha...
Ele abriu a porta e passou por ela. EVA encarou a porta de entrada, imaginando o que tinha do outro lado.
"Teríamos que trilhar nossa própria luta agora..."
Era de noite, Starkeeper estava voando lentamente e aproveitando a sua liberdade, finalmente.
"Nada dura para sempre. Logo saberíamos que a verdadeira grande batalha por Equestria e toda sua glória recheada em mistérios estavam apenas começando."
Após pousar em um campo verdejante dominado por sementes de dente-de-leão naquela escuridão iluminada pelo Universo. Starkeeper olhou para o céu, para as constelações e estrelas do qual tiraram seu nome. Ela sorriu, mas então viu, diante de seus olhos, se formar uma fantasia de duas ferraduras se cruzando na vertical. Ela piscou, mas continuou vendo aquela constelação, que simbolizava somente uma coisa em todo o Universo que ela conhecia.
Starkeeper: O Projeto Meta-Pônei...
FIM...
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