Notas iniciais
cap da Ju flw

~le terceira pessoa narra~

Alinne andava sem direção pelos campos. Ela sabia que tinha que ajudar seus amigos, mas não sabia aonde eles estavam. Ela estava perdida em pensamentos, perguntando-se como ia ajudar Allynne a matar seu irmão.

Ela geralmente se sentia inútil, e isso piorou quando abandonou Julieta. Ela se sentia culpada, mesmo todos dizendo que ela fez o que tinha de ser feito. Ela também, ao mesmo tempo, se sentia usada por Adam, por ter levado a informação pra ele. Ela não percebeu alguém se aproximando dela.

- Expelliarmus! — A varinha da garota voou das suas mãos. Ela se virou e se deparou com a sua irmã. Alinne ficou sem fala.

- Ann...

- Olá irmãzinha.

- Porque...

- Você! Sempre cheia de amiguinhas!

- Mas o que...

- Eu cansei de ser a segunda opção! CANSEI! Você sempre... amada por todos!

- Mas eu...

- Não nega! — Annaliz não deixava a sua irmã terminar uma frase. — VOCÊ VAI TER O QUE MERECE!

- O que... — Ela não teve tempo de terminar a frase novamente.

- Avada Kedavra! — Alinne desviou.

- QUER ME MATAR? VOCÊ QUER MESMO DESONRAR NOSSO SOBRENOME? — Ela gritou já com a raiva percorrendo seu corpo. A sua irmã parou e pensou por um instante. Ela jogou a varinha nos pés de uma Allinne extremamente irritada.

- Pelo menos uma luta limpa... — Disse ela de cabeça erguida, provavelmente causada pelo orgulho ferido.

- Você poderia dar o seu piti depois que essa guerra acabar, acho que você escolheu o momento errado pra dar seu ataquezinho. — Alinne disse friamente.

- ENGRAÇADINHA! Eu cansei de guardar isso pra mim! Você sempre tão...

- EU TAMBÉM ME SINTO COMO VOCÊ, INÚTIL, IGNORADA, MAS NÃO TO TENTANDO UM ATAQUE IDIOTA NO MEIO DE UMA GUERRA.

- Desde quando, desde quando você é ignorada? DESDE QUANDO ME DIZ?

- DESDE MUITAS VEZES, VOCÊ NÃO PERCEBE? TODAS TEM UM PAPEL IMPORTANTE, EU SOU APENAS UMA PEQUENA PEÇA! EU NEM SEI AO MENOS LUTAR COM ESPADA!

- Isso não importa... — Disse Annaliz já sem tanta certeza.

- TEM, É CLARO QUE TEM! DE QUALQUER FORMA, EU NÃO SAIO DANDO PITI, PORQUE SEI QUE ISSO TUDO NÃO É VERDADE. Eu espero. — Ela disse a ultima parte em voz baixa. Nem ela tinha tanta certeza se seria importante ou não. Se ajudaria ou pioraria a situação. As duas ficaram se encarando por um tempo.

- Você... você não sabe como eu me sinto! — Disse Annaliz com uma forma amarga, vazia. — Crucio!

- Protego! Eu sei, porra, para com isso, EU SOU SUA IRMÃ!

- VOCÊ NÃO LIGA PRA O QUE EU SINTO! — A garota gritava. Nem ela sabia direito porque falava isso.

- ISSO SE CHAMA INVEJA. PARA DE SER TÃO ESTUPIDA E PENSA UMA VEZ NA VIDA.

- Você vai se arrepender de ter dito isso. — O rosto de Annaliz era fechado. — Avada Kedavra! — A maldição da morte por pouco nao acertou a garota, que foi tomada por uma raiva indescritivel.

- VOCÊ É TÃO MIMADA E IDIOTA! INCRIVELMENTE IDIOTA! EU TENHO VERGONHA DE CHAMAR VOCÊ DE IRMÃ! — Mesmo quando ela disse isso, sua voz falhou. Mas ela continuou firme. Annaliz também ficou mexida, mas a raiva que a movia não se deixou vencer. Ela estava decidida a matar a própria irmã.

- Crucio! — Ela ainda estava mexida, por isso o feitiço não fora certeiro.

- Estupefaça! — Por mais raiva que tinha da irmã ( "ex-irmã", ela pensava ), ela nunca a mataria.

- Protego! — Por pouco Annaliz estaria ao chão. — Crucio! — Agora uma voz na mente dela dava forças pra ela prosseguir. A o feitiço foi dessa vez, finalmente, certeiro.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAH! — Alinne urrou de dor no chão. Annaliz a encarou sem dó. — Estupida. "Parabéns preciosa, isso, continue assim, mate-a", a voz na cabeça da garota falava. "Claro", ela respondia, com um sorriso malefico ( e bandido qqqq ) no rosto.

Alinne se contorcia de dor. Urrava, gritava, chorava, chutava o ar, mas nada adiantava. Nada parava a dor. Nada. Sua irmã ria triunfante. Houve um momento, que a garota se contorceu tanto de dor, que os musculos não aguentaram. A sua coluna foi quebrada. O som foi assustador, o que fez Annaliz ter sua consciencia novamente ao seu próprio controle.

- A...alline? — Ela se arriscou a dizer. Parou de fazer o feitiço. Sua irmã ainda se contorcia de dor. Dor que não cessava. — Ali...alline você está bem? — A sua irmã, logicamente, não estava bem. Sua coluna tinha sido quebrada.

- O QUE VOCÊ ACHA? SAI DAQUI, SAI... AGORA! — Ela chorava, gritava, urrava, tudo junto.

- Mas... — Annaliz chorava junto com a irmã, estava arrependida. Tinha sido levada por uma força desconhecida na sua mente.

- PORRA, SAI! SAI! — Ela agora chorava mais do que gritava. Annaliz saiu correndo, envergonhada, sem saber seu destino. — ARRRRRRRRRRRRRRRRRGH! — Allinne ainda gritava.

20 minutos se foram, e a dor não. Alinne não sentia suas pernas e não tinha forças para se levantar. Nem para se arrastar. Ouviu passos...

- Porra Annalliz! ME ESQUECE... — Não era Annalliz.

- Não... sou eu... o que aconteceu com você? — Mesmo com dor, Alinne conseguiu sorrir. Ali na sua frente, estava a fonte de todos os seus sorrisos e de toda sua força. Raphael.

- Raphael... como... você... como você chegou aqui? — Ela esqueceu a dor. Quase.

- Longa história. — Ele tocou delicadamente o ombro da garota, ela gemeu. Ele a virou, com ela gemendo novamente. As suas costas estavam de formadas. Ele quase gritou de susto, só não o fez para não assustar Alinne.

- Sua coluna está quebrada... — Ele falou tremulo.

- Sim, longa história. — Ela piscou. — Bom, Annaliz deu ataque. Ela me jogou um crucio, me contorci de dor, e deu nisso. Pra resumo de conversa é isso...

- Amor... isso é terrivel... ela é sua irmã...

- Ela sempre foi uma idiota invejosa... — Sua voz falhou. — Voce pode consertar isso? Eu... tenho que ajudar as meninas.

- Posso... Madame Ponflre sla o que me ensinou, mas eu não posso... eu não sei se você vai poder lutar...

- EU TENHO DE LUTAR. — Disse ela quase gritando.

- Ok... — Ele se concentrou, olhou-a docemente milhares de vezes, tentando tranquiliza-la. Sussurou o feitiço, e a dor novamente voltou a Alinne. Não dor de estar sendo maltratada, mas sim curada. Os ossos estavam se reconstituindo.

Aquela dor não foi nada comparada ao dor ossos se quebrando, era PIOR. Incrivelmente. Mais era diferente. A dor logo passou. Raphael se aproximou novamente. Ele tinha se afastado para não ver Alinne sofrer.

- Você está bem...?

- Como se fosse nova! — Ela disse animadamente ainda deitada. Na verdade, ela não estava tão bem assim. Mas não iria deixar Raphael mais preocupado.

- Quer ajuda pra levantar... — Ele falou, mas depois acrecentou — loirinha de duas mechas? — Ela riu.

- Sim, palhaço da corvinal. — Ele riu. Antes que ele pudesse a levantar, ela o puxou para perto dela e lhe beijou. "Doce... muito doce..." , ele pensou enquanto ela o beijava. Como na primeira vez, escondidos, na orla de floresta proibida. Eles não contaram a ninguém sobre isso... nem mesmo aos melhores amigos.

- Vamos,loirinha de duas mechas, temos que ajudar numa guerra. — Ela riu e eles se foram.