The Memories Of A Lost Girl
63 This is War - Part Five
Allynne narra:
Eu não queria correr, mas quando se está sendo seguida por mais de dez bruxos formados que sabiam tudo sobre magia e você querendo lutar com uma espada... É melhor fugir. Eu tropeçava muito, principalmente quando tinha que passar na brecha de duas árvores, pois tinha que dar pulos não calculados. Eu não podia usar nada que sabia sobre mitologia grega, não podia convocar mortos, teria de esperar o momento certo.
Parei em uma clareira, escondendo-me atrás de uma pedra. Não adiantaria muito, mas eu precisava repor minhas forças. Eu precisava de estratégia, de um plano. Foi bobagem não pensar como Luna tinha pensado. Tínhamos que ter feito um plano, pois mais curto que ele tivesse sido. O pior de tudo agora era que eu não tinha tempo...
Estava tudo muito confuso, estranho, eu não conseguia pensar, pois vários pensamentos passavam na minha cabeça ao mesmo tempo, um atrás do outro, fazendo-me ficar extremamente tonta. Foi quando eu escorreguei e cai barranco abaixo, rodando e me machucando muito, caindo em cima de uma poça de lama, rasgando toda minha roupa.
Decidi então parar de tentar fugir e lutar. Levantei-me, com as costas meio doloridas – Opa, meio? –, olhando pra cima. Com a sorte que eu tinha, logo eles aparatariam lá para baixo e eu teria que lutar com eles. Desembainhei a espada, olhando para minha marca no braço direito, que ardia a aquele sol intenso. A floresta era mais densa naquele ponto da floresta, então deduzi que se eu quisesse continuar viva, deveria seguir floresta adentro.
Me virei e sai correndo, desviando de obstáculos e me machucando mais ainda do que já estava machucada. Foi quando senti uma dor intensa nas costas, me virar e deparar-me com Megan sorrindo descaradamente por ter me atingido. Contrai meus olhos e virei minha espada para ela, apontando-a diretamente em seu rosto, sorrindo com um ar totalmente assassino. Logo, tudo estava tão escuro que ela não podia ver nada, pois as sombras haviam tomado conta do local. Ela me olhava com medo, mas ao mesmo tempo, mantinha sua espada embainhada e direcionada a mim.
— Nunca achei que você fosse tão fútil ao ponto de se juntar ao meu “querido” irmão. – bufei, olhando-a com um olhar reeprensivo. Ela parecia assustada, mas mantinha-se firme. Meu olhar a assustava, mas eu não percebia isso.
— Não sou fútil, Williams, apenas me juntei ao lado vencedor. – Ela disse, tentando parecer forte, mas eu senti medo em seu tom de voz.
A conversa foi muito mais longa do que eu pensei que fosse ir. Ela foi tão fraca ao dizer coisas sobre mim, enquanto eu tinha argumentos formados sobre ela. Decidi parar de enrolação, e ataquei-a, mas ela se defendeu. Avancei com a espada, mas ela desviou, eu apenas parei, de costas a ela, sabendo que ela aproveitaria a situação para atacar, e ela o fez. Virei-me para ela nesse mesmo momento, e ela acabou ferindo-me no rosto. Aproveitando da sua má posição, a atingi no braço esquerdo, e também chutando seu joelho, fazendo com que ela caísse no chão, imóvel. Peguei sua espada e logo ela estava vencida.
Sorri sarcástica, sabendo que aquilo não significava nada. Sai correndo, largando-a no chão frio, com as sombras cessando, e eu, agora cansadíssima, corri por mais alguns metros, parando perto de uma árvore para descansar um pouco. Comecei a pensar em como estaria os outros. Eu me preocupava com eles, e muito. Eram as pessoas mais importantes na minha vida – e acho que depois que eu morresse continuariam sendo -, portanto eu sentia obrigação de protege-los. Não queria que ninguém estivesse lutando comigo naquele momento, se eu tivesse de morrer, eu teria de morrer sozinha, não queria que se arriscassem por mim.
Bastava apenas um sorriso, um sinal de que estavam bem para que eu parasse de me preocupar. Mas o pior de tudo naquele momento era a raiva que eu estava sentindo de meu irmão. Aproximei-me de uma grande depressão no solo, o que me deixou meio assustada, não tinha aquilo ali da última vez que eu havia ido a casa de veraneio. Então, andei um pouco mais a frente, e só achei um grande misto de árvores escondendo uma grande rocha que mais parecia uma cachoeira sem água. Se estivesse lá embaixo, não seria fácil escalar aquele local, mas não impossível. Desviei a minha atenção para um grande barulho de passos, parecia um bando de pessoas correndo.
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