Notas iniciais
Booom dia, quase tarde. o/ Mais um capítulo quentinho para vocês, esse ficou bem grandinho por causa do pov do Jace e da Isabelle no meio ali. Boa leitura.

Jace não estava com um bom pressentimento a respeito dessa reunião. E como, pra sua infelicidade, sua intuição nunca falhava, claro que isso terminaria em alguma confusão. Ele estava na sala de música, tocando piano como de costume quando ficava nervoso, quando ouviu as travas das portas de entrada do Instituto se abrindo.
Não demorou para que ele chegasse ao hall, encontrando o grupo da Clave, e quando percebeu, Rosalyn e Emma estavam apagadas nos braços de dois shadowhunters. Imediatamente ele sentiu seu sangue ferver de raiva, e antes que pudesse dizer algo, Isabelle apareceu, já tomando Rosalyn para si.
– ... O que aconteceu na audiência?
Jace não se demorou a fazer o mesmo e pegar Emma em seus braços. Ela estava em um profundo sono, e seu rosto estava pálido, que o fez ficar com um pouco mais de raiva.
– A Rainha Seelie lhes tomou algo... Foi uma troca... Ela nos ajudaria nas investigações... Desde que as meninas lhe dessem algo em retorno.
– E o que diabos ela queria? — Mesmo não querendo deixar parecer, Jace deixou claro que não estava nem um pouco satisfeito com essa troca.
– Felicidade...
– E por que diabos não fizeram nada? Posso saber?
– O acordo foi feito exclusivamente com as meninas... E sabe como a Rainha das Fadas tem um poder persuasivo grande... Nós tentamos ajudá-las, mas a rainha não permitiu que interferíssemos.
– Acho que já tivemos chatisses políticas o suficiente por uma noite... — Interrompeu Isabelle, obviamente quebrando o silêncio que havia tomado o lugar ali. — Senhores, obrigado pela... Tentativa, de ajudar as meninas. Sei que teriam feito algo se pudessem.
Jace riu meio sarcástico e revirou os olhos, não ficaria ali mais nem um minuto sem brigar com alguém, então simplesmente deixou que Isabelle cuidasse dos assuntos chatos da noite ali enquanto foi levar Emma para o dormitório.
Ele deitou Emma cuidadosamente em sua cama, retirou seus saltos e a envolveu com um cobertor, sentando-se à beira da cama em seguida. Ele não sabia o que esperar de agora pra frente, sabia que mexer com a felicidade das pessoas não era algo que devia ser feito, mas Seelie o fez assim mesmo. Jace estava com raiva, e com medo por sua filha.
Não sabia o quanto estava nervoso até ouvir Isabelle parada na porta.
– Ela ficará bem. Sempre ficam...
Ele olhou para Isabelle.
– Acha mesmo, Izzi? Sabe como Seelie busca tocar aonde menos devia...
– Eu sei... Mas vi essas meninas superarem milhares de obstáculos que duvidei que passariam. Isso será sim uma das piores situações pra elas, tenho certeza disso. Mas elas são capazes, elas têm que ser...
Jace olhou Emma novamente e suspirou.
– É... Vamos aguardar para ver o resultado disso tudo.
Ele beijou a testa de Emma e se levantou, saindo do quarto com Isabelle.‏

Isabelle estava de saco cheio de tanta pessoa idiota no mesmo lugar, sempre teve duvidas em relação a tudo que a Clave fazia ou deixava de fazer, mas machucar as garotas foi o pior de tudo. No momento em que eles entraram carregando as duas, Isabelle foi capaz de sentir a raiva de jace a distância. Agora com ele deitado no sofá da biblioteca, dormindo como um anjo, ela não pode evitar um sorriso.

Caminhou o mais silenciosamente possível até a mesa e encarou os papeis, obviamente, não iria nem tocar neles por agora. Sentou-se na cadeira e escorou os pés na mesa, olhando para o antigo irmão deitado.

–Mãe! –entrou Gwen gritando na biblioteca.

–Shiu. –pediu Isabelle colocando o indicador na frente dos lábios. –Vai acordar seu tio.

Gwenever olhou para o loiro deitado e deu de ombros, Isabelle começava a se culpar pela educação precária da criança e prometeu para si mesma que iria dar um jeito nessa garota. Gwen deu as costas e saiu da sala.

–Disfrutando a momentânea paz Izzi? –perguntou Jace, ainda de olhos fechados.

–Sim. –ela sorriu de canto enquanto ele espreguiçava para sentar. –Mais calmo agora?

–Um pouco. –ele levantou-se e caminhou até ela, escorando na lateral da mesa. –Quais as novidades? Aproposito, não era minha intensão dormir na biblioteca.

–Não se preocupe Jace. Bem, quanto as novidades, a Clave espera as respostas da Corte e estão investigando as marcas, pediram amais algumas horas para darem as respostas.

–Como sempre eles enrolam.

Isabelle deu de ombros e respirou fundo, o cansaço se abatia sobre ela e temia que isso fosse bem visível.

Passou o restante da tarde conversando com Jace, colocando tudo em dia, ele evitava esbarrar em qualquer coisa que tivesse ligação a antiga esposa, mas foi de todo agradável, logo depois fui me deitar um pouco, assim como ele. Esperariam as garotas acordarem.

Naquele mesmo dia, Rosalyn acordou. Estava de volta ao Instituto, e não sabia dizer o que aconteceu ao certo na Corte de Seelie na noite anterior. Se lembra apenas de sentir algo a tocando e lhe puxando, e depois apagou. Mas se estava de volta, presumia que tivesse rolado tudo bem, apesar de sentir que algo estava fazendo falta.
Ignorando essa sensação, ela se arrumou e desceu. Quando ia entrar no refeitório, esbarrou com sua mãe.
– Ah, desculpe, mãe. Bom dia.
– Bom dia Rosalyn. Como está?
– Melhor impossível, por que?
– Hã... Nada. Apenas perguntando.
– Certo... Bom, vou tomar café, nos vemos mais tarde.
Isabelle assentiu e deu passagem para Rosalyn, sumindo no corredor depois. Rosalyn serviu-se e sentou a mesa de sempre. Mas foi uma questão de minutos para ela perder a calma. Assim que Emma entrou e sentou-se a mesa, Rose sentiu uma sensação estranha. Algo parecido com o que ela sentia cada vez que via um demônio. Ódio.
Emma não estava com uma expressão muito alegre também. Mas Rosalyn ficou apenas encarando, enquanto empurrava seu desjejum goela abaixo.
– Tá olhando o que?
– Nada, querida. — Rosalyn nunca usava essa expressão, a não ser com alguém que não estava na sua lista de pessoas favoritas.
– Vai vir com falsidades agora, é? Deixa de ser babaca.
– Uma é falsa, a outra é estúpida como uma mula... Acho que estamos em pé de empate, não é, meu bem.
Emma iria dizer mais algo, mas ela franziu o cenho e olhou para o proprio decote. Algo dizia que ela estava tendo a mesma sensação que Rosalyn, pois algo nessa área começava a arder. Quando Rosalyn passou a mão aonde seria sua marca parabatai ela entendeu.
– Já vi que essa porcaria vai arder na alma cada vez que eu abrir o bico contigo....
– É, reparei....
Rosalyn revirou os olhos e preferiu não continuar a conversa. Simplesmente engoliu o café e saiu dali antes que houvesse mais alguma maldita confusão. Tudo que ela menos precisaria agora era uma droga de uma runa ardendo em seu peito e atrapalhando sua vida porque discutia, brigava ou qualquer chatice que fizesse com Emma.
Mas pra sua infelicidade, isso pareceu se tornar uma rotina. Todo santo dia era uma briga, uma discussão, um bate boca. E todo santo dia a bendita marca lhe queimava o peito, havia dia que a dor era insuportável como se lhe marcassem com aço incandescente de tão quente. Elas não conseguiam passar cinco minutos sem se provocar e se ofender, o que fazia com que a relação delas ficasse em total conflito. Vez ou outra, Isabelle e Jace tinham que separá-las para que coisa pior não acontecesse.
Certo dia, estavam as duas cuidando, ou tentando, de arrumar o ginásio de treinos do Instituto. Isabelle e Jace pensavam que algum trabalho em equipe poderia reatar a relação afetiva que tinham, apesar de terem poucas esperanças. E claro que não deu muito certo.
– Não, sua tonta, está fazendo isso errado...
– Pensei que não tinha perguntado.
– E não perguntou, mas você nunca faz nada direito não é, lesada?
– Que se dane essa marca, vou aí te mostrar só o que faço com gente recalcada...
– Meninas, parem com isso!
A voz de Jace chamando-as e os saltos de Isabelle batendo contra o piso de madeira encerada do ginásio fez com que sossegassem.‏

– Pelo amor, o que está acontecendo com vocês? Não param de brigar um minuto. Está começando a me irritar. — Isabelle revirou os olhos.
– Dêem um jeito nesse ginásio logo porque logo receberemos alguns transferidos enviados pela Clave para ajudar com as investigações das marcas.
Elas apenas respoderam "Sim, senhor" em uníssono, e foi apenas questão de Jace e Isabelle saírem para que elas voltassem a discutir.
– Isso é culpa sua, não estávamos assim antes da Corte de Seelie!
– E o que íamos fazer? Ignorar uma intimação da Clave?! Pense um pouco, loira burra!
E isso bastou para que partissem pra agressão física. Felizmente, era muito dificil uma acertar a outra, por serem parabatais, conhecem bem os golpes uma da outra, mas ainda assim a briga era feia, com golpes pesados e sujos. Qualquer um que tentasse acompanhar com a vista se perderia.
Desta vez o que as fez parar não foram Jace ou Isabelle. Estavam tão concentradas em se mutilarem e ignorar a queimação no peito que não viram quem se aproximava. Só repararam quando estavam um pouco distantes uma da outra e quando se deram conta, haviam dois rapazes entre elas, cada um segurando com firmeza cada uma.
– Ei, ei. Calma aí, meninas.
– Que pancadaria é essa?
Rosalyn olhou Emma, o cara que a segurava, o que estava perto dela. Gêmeos.
– Quem diabos são vocês e o que querem?‏

Rosalyn não havia visto que havia um quinto elemento presente entre eles até que a mesma se manifestou.
– Viemos pra cá por transferência... Imagino que as duas devam ser Rosalyn e Emma... Meu nome é Nicolle Branwell. Estes são Andrew e Marcus Carstairs. — Ela pronunciou os nomes apontando cada um respectivamente.
Os garotos eram bonitos. Altos, cabelos loiros e ondulados, semelhantes a algo que muitos diriam ser cabelos de anjos, e seus olhos eram verde musgo, e dava pra ver pelos braços que não eram mirradinhos, mas não eram exageradamente musculosos, esguios, por assim dizer. Já a garota, só não dava pra dizer que era feia porque nefilins nunca são. Contudo, Rosalyn já havia visto melhores. Cabelos castanhos simples, porém bem cuidados, feições simples, olhos castanhos também. Tinha uma aparência simpática, mas sinceramente, carinhas simpáticas ultimamente vinham irritando Rose nos últimos dias.
– Ah tá... É, minha mãe me falou que vocês viriam... E... Desculpem pela briga.
– Tudo bem. Poderiam dizer onde se encontram Isabelle Lightwood e Jace Herondale?
– Geralmente ficam na biblioteca ou na sala de música... Querem que levemos vocês lá?
– Se possível. — Disseram os gêmeos em coro.
– Venham conosco.
Pela primeira vez as duas não brigaram nem discutiram, mas nem sequer olharam uma pra outra um único instante no caminho.

Notas finais
E então???? Comentarios, por favor. :3