The Marks of Your Wings

10 When everything can go wrong.


Notas iniciais
Olá povo o/ Sei que demorei a postar, desculpa, Rose anda sem internet aí o contato está precário. Bem..... boa leitura.

Para variar os dois estavam na biblioteca discutindo sobre os recentes acontecimentos e as brigas incessantes das garotas. Emma e Rose entraram com todos, as duas esfregavam inconscientemente o local com as runas parabatai.

–Não sei o que aconteceu com elas, mas tem que parar com isso logo, você viu bem o que acontece quando parabatais brigam assim. –Jace falava energicamente com Izzi.

Rose pigarreou enquanto entravam na sala. Emma se jogou em qualquer poltrona e olhou para o teto.

–Eles estavam procurando vocês. –disse ela apontando para os três convidados.

–É um prazer conhece-los Isabelle e Jace, viemos a pedido da Clave, somos... –começou a garota morena, que no momento Emma não lembrava o nome.

–Sabemos quem são, sejam bem vindos, depois pediremos para as garotas leva-los aos seus respectivos quartos. –disse Izzi massageando as têmporas.

–Tem quartos aqui? –perguntou a garota morena, e isso foi o suficiente para fazer Emma olhá-la.

–Não, nós dormimos todos amontoados na sala de treino ou então no jardim. –acabou respondendo a garota de forma grosseira.

Rose soltou uma leve risada e encarou Emma por uns minutos, pareceram horas, já que todos ficaram calados e as observavam.

–Bem, já que estão todos reunidos aqui, a Clave mandou uma nova ordem, devem se preparar e passarão a noite hoje acompanhando alguns grupos que andam praticando atividades suspeitas, eles assinam com as marcas invertidas da purgatia. –disse Jace passando descontraidamente a mão pelos cabelos loiros.

–Faremos isso, mas pai, acredita mesmo que tenham relação? Que motivo teriam para assinarem com as marcas? –perguntou Emma olhando o pai.

–Não sei filha, mas tem que começar em algum lugar.

Emma assentiu e se virou para os outros.

–Venham.

Ela saiu da sala acompanhando os outros, Rose continuou na biblioteca para olhar possíveis locais. Emma subiu com os novos moradores direto para o corredor dos dormitórios e indicou seus quartos.

–Bem, cada um pode ficar com um quarto, sua bagagem já está lá dentro, eu acredito. Se preparem e nos encontrem na portaria em 20 minutos. –disse Emma atravessando o corredor.

–Ahn Emma. –um dos gêmeos puxou seu braço. –Me perdoe a pergunta, mas, por que você e a Rosalyn brigam tanto.

–Culpa da rainha de Seelie, não se atrasem.

Ela terminou a frase puxando o braço com força e caminhando para fora, mas antes ouviu a garota perguntar:

–Quem é essa rainha de Seelie?

Uma coisa estava clara, ou essa garota fugiu de todas as aulas, ou acabou de ser transformada, sem o mínimo conhecimento. Emma pedia pelo amor do Anjo para que essa menina não se aproximasse dela.

Como já estava devidamente pronta, passou na sala de armas apenas para pegar algumas lâminas extras e se olhou no espelho lá dentro, suas marcas estavam enfraquecidas, então alcançou a estela e começou a se marcar. Dessa vez, elas queimaram como nunca. Depois de satisfeita, desceu para a portaria e encontrou lá a garota morena, escorou na parede e a menina se aproximou.

–Você e sua amiga são famosas não? –começou toda empolgada dando saltinhos, Emma a acompanhava com os olhos. –Seu pai é Jace Herondale e a mãe da Rosalyn é a Isabelle Lightwood, li sobre eles em Idris e toda aquela batalha. Vi também que o sangue do seu pai é alterado e você herdou isso. É tudo verdade?

Emma apenas se perguntava se a garota iria parar de pular, estava ficando incomodada já.

–Se você leu, claro que é verdade.

–Então, seus pais viram o anjo? Que pena que não herdou o cabelo ruivo da sua mãe. –continuou Nicolle sem pausas. –Ela era linda, aliás lamento sua perda, coisa horrível não? Eu vi o corpo chegando a cidade, foi tão legal, ela estava branquinha, parece que morreu agonizando, sem ninguém por perto. –concluiu rindo e ainda pulando.

Nessa hora Emma travou, encarou a garota e deixou seu ódio fluir, iria mata-la, iria esfolar seus ossos e jogar o pó em um misero frasquinho e deixar apodrecer em um lar do submundo. Uma morte digna para uma pessoa como ela.

–Que bom que já estão aqui. –comentou Rose descendo as escadas com os gêmeos. –Vamos.

Ela fez uma pausa e olhou Emma, antes de perguntar:

–Está bem? Parece meio pálida...

–Estou sim, vamos logo. –interrompeu Emma entrando no elevador e ficando de costas para os outros.

Era capaz de sentir cada milímetro cubico de sangue correr por suas veias, e ele era mais frio que gelo, definitivamente não estava bem. E a sensação para a noite era a pior possível.

Não só pelo que vinha acontecendo nos ultimos dias, mas também pelo corte rápido e seco que Emma lhe dera, Rose sabia que a parabatai não estava nada bem. Elas e o novo grupo mantinham em seus rostos uma expressão que indicava a tensão do ambiente. Os gêmeos tinham um singelo tique de ficar batendo o pé, enquanto Nicolle passava o olhar por cada um repetidas vezes, como se olhasse um jogo de pingue pongue.
Rosalyn passava o peso de uma perna a outra, tão nervosa quanto os demais ali. O tempo ali pareceu desacelerar, o que tornava esse momento ainda mais angustiante. Por fim. Rosalyn acabou resistindo à tentação da curiosidade e dirigiu a palavra à garota, Nicolle, já que a mesma estava a sós minutos antes com Emma.
– Ei. Por que ela está assim?
– Eu não sei não... Estávamos conversando numa boa, aí ela ficou assim.
– Sobre o que conversaram?
– Sobre a família dela.
Rosalyn franziu o cenho, agora entendendo o que rolou. Mesmo passando por essa intriga, ela sabia que esse era um assunto delicado para se tratar com Emma. Algo que nem ela mesma em todo ódio e raiva que vinha sentindo pela parabatai seria capaz de trazer à tona em uma conversa.
– Nicolle... Só uma dica, sim? Se quiser se manter viva por aqui pelo menos até o fim da semana, nunca mais toque neste assunto novamente. Entendeu?
A menina arqueou as sobrancelha.
– Tá bem... Pelo visto mau humor aqui reina.
– Que bom que sabe, querida. Então evite algo que possa piorar, ok?
– Ok, né....
Rose olhou de esguelha a parabatai ali no canto. Mesmo que ela estivesse de costas, Rosalyn sabia que ela estava dando um daqueles irritantes sorrisos de canto dela. Rosalyn revirou os olhos, e assim que a porta do elevador abriu-se, ela foi a primeira a sair dali. Foram de metrô a primeira parada. Um bairro periférico do Brooklyn, onde observaram e seguiram por algumas horas um grupo de lycans que falavam o idioma demoníaco. Rosalyn não sabia o que falavam, mas reconhecia bem o idioma.
Seguiram o grupo até uma praça que Rosalyn e Emma conheciam bem. Aquele lugar lotava de gente do mais diverso tipo, desde a artistas de rua a vendedores ambulantes a simples pedestres apressados. Mas por algum motivo, aquele lugar naquela noite estava vazio. Ouvia-se apenas o som dos carros passando e buzinando e o vento uivando. À medida que se aproximavam do centro, aonde havia um chafariz, viram no topo do mesmo um corpo preso por uma corda atada ao seu pescoço e à fonte, cuja água já estava contaminada do sangue enegrecido, e em seu corpo seminu, as marcas inversas.
– Encontramos o ponto...

Notas finais
E entãooo? Comentem por favorzinho. Até o/