The Marks of Your Wings
8 The Seelie Court
Notas iniciais
Rose viu Jace "sequestrar" sua filha, deixando-a sozinha na biblioteca. Mas essa solidão não levou muito tempo, pois sua mãe logo retornou à biblioteca. Sua expressão vazia deu um certo medo na garota. Mas ela apenas escorou-se na mesa, encarando a mãe.
– E o que acontece agora?
– Agora? As coisas complicam...
– O que quer dizer?
– Convocaram você e Emma para a Corte de Seelie... Mas apenas vocês duas.
– Você e Jace não poderão vir conosco...?
– Infelizmente, não. Estarão por conta própria lá. Alguns membros da Clave estarão presentes para ouvir o depoimento de vocês também.
Rose suspirou profundamente. Essa reunião toda começara a deixá-la nervosa, e ela sabia exatamente o que Jace diria sobre deixar sua filha única ir até a corte, mas ela teria de insistir.
– Eu... Irei atrás de Emma...
– Imagino que já saiba onde encontrá-los.
– Sei sim...
– Quando tiver convencido Jace, traga Emma aqui, passarei a vocês o que o Jace escreveu na mensagem que enviei a pedido dele.
– Sim, mãe.
Rosalyn saiu da biblioteca tomando rumo direto à sala de música. Ela parou uns instantes na porta e respirou fundo. Bateu de leve à porta, que obviamente esperava que estivesse trancada.
– Emma...? Jace...?
Minutos depois, Emma abriu uma greta a porta e olhou Rose a amiga.
– O que houve, Rose?
– Bem... Mamãe recebeu resposta imediata da Clave... Preciso falar com você e seu pai...
Emma abriu mais a porta para que Rosalyn entrasse, e ambas desceram até o sofá onde Jace estava sentado. Emma sentou-se ao lado do pai e Rose permaneceu de pé em frente a eles.
– Jace... Como eu comentei com Emma, minha mãe recebeu uma resposta da Clave... E...
– E...?
– Emma e eu fomos convocadas para comparecermos à Corte de Seelie...
Rose até deu um passo para trás, aguardando o surto da pai da amiga.
– Como é que é?
– Emma e eu temos de comparecer à Corte da Rainha Seelie para prestarmos depoimento sobre nossas investigações... Obviamente com a presença de alguns representantes da Clave...
– Não vai rolar.
– Jace... Entendo que haja uma certa desconfiança entre shadowhunters e fadas, mas...
– Rosalyn, sei que entende das questões políticas entre nefilins e os demais seres. Mas entende das questões paternais? Não vou deixar que Emma vá até lá, mesmo que esteja com você.
– Senhor, entendo perfeitamente o seu ponto. Mas eu não posso ir até lá sozinha, e não vamos obter nada a mais nas investigações se não formos lá. Não teremos recursos suficientes, não teremos ajuda nenhuma, não seremos capazes de entender o que e o porque disso tudo estar acontecendo. E creio que o senhor já deva estar informado que não só eu mas sua filha também está sendo diretamente afetada por esses ocorridos... Então peço mais uma vez que reconsidere sua decisão.
Emma encarou Rose como quem diz "Ficou doida?". E quando ela iria comentar algo em favor de sua parabatai, Jace interrompeu.
– Está ciente que estarão por sua conta lá, certo?
– Sim senhor.
– E que se algo acontecer a Emma, a situação vai ficar muito mais complicada, certo?
– Nos viramos muito bem, senhor.
Ele olhou Emma, e ela assentiu. Jace suspirou pesadamente.
– Que seja então... Desejo boa sorte às duas.
Rosalyn apenas assentiu, com uma pequena sensação de vitória, mas não comemorou ainda, pois a pior parte ainda viria. Ela levou Emma de volta à biblioteca para falar com Isabelle antes de arrumarem-se para partir.
– Mãe? Voltamos.
– Conseguiram convencer o Jace, eu espero.
– Sim senhora.
– Sinceramente, pensei que meu pai voaria no pescoço de Rosalyn.
– Menos, Emma.
– Muito bem, então. Prestem atenção, meninas. Sei que viram aquelas marcas demoníacas nos corpos, mas sabem o que aquelas letras diziam?
Elas negaram.
– Jace é bom em idiomas, por isso a grande preocupação dele quando leu as frases que mostrei a ele. Cada um possuía um símbolo específico diferente, mas a frase gravadas nas peles dos mortos era a mesma. "In laudibus autem discipuli eius". Gravem esta frase, é um item a mais para colocarem na pauta. Agora, vão se arrumar para partirem.
Rosalyn e Emma tomaram notas mentais acerca da frase e saíram da biblioteca, correndo às pressas para o dormitório para juntar suas coisas.
Chegar ao Central Park não foi de todo difícil e encontrar a entrada menos ainda, principalmente se você considerar um garoto verde com asas te esperando e te guiando para a entrada. Caminhar pelo subterrâneo completamente encharcada, depois de afundar no lago para entrar na Corte foi realmente o pior da noite pra Emma. Pelo menos acreditava nisso, até entrar no salão da rainha das fadas.
Várias raízes entrelaçadas, fios de ouro, muitas almofadas grandes coloridas e todas as espécies mais variadas de fadas se juntavam a um grupo pequeno de caçadores ao redor da rainha. Emma tentava definir se o olhar da Rainha significava ou não problemas, mas sentiu um frio na espinha assim que Seelie colocou seus olhos nela.
–Podem se sentar meninas, queremos ouvir seus depoimentos. –disse a rainha em meio ao seu redemoinho de fios ruivos.
Emma e Rose caminharam para os únicos locais vazios da sala e sentaram-se lá.
–Bem, é um grande prazer estar na presença de tamanha beleza como a da senhora. –começou Emma. –Mas como toda essa melação não é muito do interesse de todos, vou logo ao que interessa...
Calou a boca assim que uma dor aguda atingiu suas costelas, sua parabatai ainda tinha a melhor cotovelada do século.
–O que minha cara amiga quer dizer majestade é que provavelmente a Clave já a informou de todo o ocorrido. Os corpos marcados que explodem, as runas do anjo ao contrario e os ataques fora de escala de demônios grandes, um atrás do outro. –disse Rose, antes que Emma se recuperasse e voltasse a falar.
A rainha moveu seus longos dedos ao redor da borda da taça, Emma realmente não queria saber o que todo aquele liquido rosa chock carregava, tanto que recusou sem pensar duas vezes quando um copo foi oferecido a ela. A rainha trocou o corpo de posição descontraidamente, como se tivesse todo o tempo do mundo. Tecnicamente ela tinha.
–Sim, estamos cientes disso jovem caçadora. Queremos saber quando irão tomar devida providencia, a corte não gosta de tomar partido.
–Mas sempre o fazem querendo ou não, principalmente quando seu nobre sangue é manchado pelo contato com os demais. –sorriu de canto Emma, reverenciando de leve a rainha. –Não é mesmo majestade.
–Possuí o charme e a insolência de seu pai pequena Herondale.
Emma deu de ombros e olhou para os representantes da Clave, que estavam brancos como papeis, talvez achassem que a rainha iria pulveriza-la ali naquele momento.
–Emma eu vou te dar uma surra. –Rose começou com as bochechas rosadas pela raiva e a outra garota riu, sua risada ecoou pelos salões da corte.
–Bem, a rainha deseja algo mais de nossas Caçadoras? –perguntou um membro da Clave.
–Desejo, sua juventude e beleza, assim fornecerei minha ajuda imediata. –respondeu a rainha com um sorriso sarcástico no rosto.
Emma podia sentir o sangue deixar sua face e reparou que Rose também ficava pálida.
–Você não pode, ninguém aqui se fez sua propriedade, todos estamos aqui a convite seu. –começou Emma, sentindo sua voz a trair. –Irá machucar seus convidados sobre o seu teto?
–Não minha cara, quero apenas um pouco de sua felicidade, vocês semi-humanos podem recuperar a felicidade com muita facilidade, para nós imortais isso varia muito. –disse a rainha se levantando e caminhando até as garotas. –Vamos lá, sei que querem resolver isso o quanto antes, ou então as mortes serão cada vez piores e os mais próximos de vocês serão vitimas também.
Emma sentiu a bile subindo pela garganta, agora compreendia o porque de seu pai odiar tanto essa fada.
–Emma querida, não quer saber o que matou sua mãe? E proteger seu pai? –perguntou a rainha fitando os olhos da loira, logo em seguida se virando para Rose. –E você, quer proteger sua mãe e sua irmã certo?
Não se sabe se passaram-se segundos, minutos ou horas. Emma sentia o suor empapar suas costas, mas tentou sustentar o olhar da rainha, podia jurar que quando assentiu nem era ela mesmo que o fez. Rose começava a protestar e toda a Clave estava incapaz de se mover, pelos feitiços da fada mestre. Não demorou muito, a rainha de Seelie só precisou tocar o rosto de Emma para que ela sentisse algo sendo arrancado dela, depois só veio o frio.
Viu a rainha se mover para Rose e fazer o mesmo, mas ela não conseguia sentir absolutamente nada além do frio, seus pensamentos estavam desconexos, mesmo depois da rainha se afastar ela só conseguiu se deitar, não queria levantar. Viu a ruiva prometer algo aos caçadores, depois as duas foram carregadas para fora.
Em algum momento Emma dormiu.
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