The Marks of Your Wings
7 Inversion of sacred runes
Notas iniciais
Rose não sabia o que fazer nessa hora. Havia para ela ali uma confusão gerada por um certo receio sobre o que sua mãe faria com ela e Emma agora misturado à felicidade pelo fato de o pai de sua parabatai ter chegado faltando não muito tempo para o aniversário dela, ainda mais depois de tudo o que havia acontecido.
Mas o medo do que aconteceria acabou disparando na frente, então ela se aproximou de sua mãe.
– E agora?
– E agora, nada. Apenas me preocupei quando saíram sem dar um único aviso... Preciso que passem a ficar mais alertas do que nunca daqui pra frente. Mas não pense que sairão impunes dessa situação.
– Sim, mãe...
Ela olhou Emma e Jace ali novamente, e retornou o olhar para Isabelle.
– Foi a senhora que chamou o Jace, não foi?
Sua mãe assentiu com um leve sorriso no rosto.
– Achei que depois de tudo o que aconteceu, ela precisaria de algo a mais pra ficar bem de novo.
– É...
Olhando Jace e Emma juntos novamente a fazia lembrar de seu pai, Christopher Blackthorn. Ela não tinha ciúmes da amiga por ela ainda ter o pai, primeiro porque não havia nenhum motivo ou explicação para tal, ela era sua amiga e parabatai, isso era mais do que suficiente pra Rose. Segundo, ela acabara de perder a mãe, então qualquer coisa negativa que viesse para ambas seria terrível (como se já não tivesse acontecido).
Após o reencontro feliz, o sorriso das meninas sumiu quando Isabelle colocou as duas meninas para fazer um histórico do estoque de itens no depósito subterrâneo do Instituto. Era muita coisa, então elas levaram bastante tempo para concluir o serviço.
Quando estavam próximas de concluir o serviço, encontraram algo que iluminou as investigações dos assassinatos. Quando chegaram na sessão de artigos e arquivos demoníacos, encontraram um arquivo curioso, cuja capa dizia "use somente em casos extremos". Como Rose e Emma tinham uma curiosidade grande, e não seguiram a instrução, abrindo o velho livro que estava coberto totalmente por poeira e teias de aranha. Suas paginas estavam amareladas e um pouco comidas por traças e a escrita estava fraca, mas dava para ler. A primeira coisa que leram foi o título, que as fez ainda mais interessadas na leitura do mesmo: Inversão das Runas Sagradas.
As parabatais se entreolharam, já sabendo entre si pelos olhares o que pensavam.
– Vamos separar isso aqui, quando terminarmos de fazer o histórico vamos levar isso lá pra cima.
– Certo, vamos logo com isso então.
Quando finalmente concluiram o histórico, Rosalyn e Emma pegaram o livro e subiram, entregaram o histórico para Isabelle e correram para a biblioteca para verem o que havia naquela nova pista que encontraram. E o espanto das duas não foi tão grande, mas ainda assim ficaram surpresas. Runas e marcas invertidas, adaptadas para o uso do mundo demoníaco, juntamente com seus efeitos, e em meio à essas marcas, encontraram as suspeitas marcas gravadas nos corpos que explodiram.
– Rose... Achamos a resposta...
– Emma... Nós temos que mostrar isso pra minha mãe...
–Levar o que para mim? –Izzi apareceu as costas das meninas com o pai da Emma.
Iria demorar um pouco para Emma se acostumar com o pai morando com ela de novo, mas depois dos ocorridos a Clave mandou que ele deixasse o Instituto de Londres no comando temporário da família Cartasis e seguisse para NY. Ainda se perguntava como a mãe não tinha costurado uma camisa de gola rulê nele, pela milésima vez ele estava com metade do torço aparente.
–Encontramos isso nos arquivos mãe. –disse Rose, entregando o livro com as runas para a mãe. –Isso explica muita coisa.
Izzi e Jace correram os olhos pelo livro e uma centelha de esclarecimento tomou os olhos do pai da loira.
–Isso não é bom. –começou ele. –Preciso mandar uma mensagem a Clave e agora.
Em questão de minutos Jace rabiscou uma mensagem e Izzi tratou de enviá-la, o loiro virou-se em seguida para a filha e tomou sua mão a puxando para a saída, antes de sair, virou-se para Rose e falou com ela.
–Vou tomar sua parabatai por algumas horas, já já devolvo. –disse sorrindo e sumiu com Emma para o corredor.
Fazia muito tempo que Emma não sentia o pai tão próximo assim, e enquanto subia as escadas atrás dele, observou de perto cada uma das curvas dele, cada músculo e os movimentos silenciosos que sempre a surpreendiam, ela nunca escutava ele se aproximar, mas podia sentí-lo. Como era de se esperar ele a levou para a sala de musica, trancando a porta assim que entrou com ela, caminhou até o sofá negro abaixo da janela e pediu para ela sentar ao seu lado.
Emma não apenas sentou-se ao seu lado, mas basicamente subiu para o colo do pai, se encolhendo totalmente nos braços dele, a última vez que vira o pai ela tinha 14 anos e sentia mais falta dele do que da própria mãe, mas também era capaz de sentir nos músculos tensos do pai que ele não estava nada bem. Eles não precisavam falar, apenas o calor e o contato era mais que o suficiente para exemplificar tudo que sentiam.
Depois de incansáveis minutos ela finalmente tomou coragem de falar.
–Vai ficar aqui comigo pai?
–Não vou te abandonar nunca mais.
Ela sorriu de leve e deixou a mente flutuar em transe ouvindo apenas a voz do pai, cantando uma antiga canção de ninar.
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