Notas iniciais
o Oiee o/ Bem aqui está mais um capitulo quentinho para vocês, deixem comentarios pras tias, por favorzinho. Boa leitura. ~Sami

Emma não fazia ideia de quando ela havia deitado, mas sua cabeça explodia e suas costelas não estavam completamente curadas, podia ver pelo canto do olho que Rose também não estava muito bem. Sentiu o gosto amargo e asqueroso de sangue e gosma de demônio nos lábios e tentou se levantar, seus trajes e o cabelo estavam ensopados e sua amiga não estava muito diferente. Puxou o braço da Rose e desenhou uma outra irtaze próxima do seu machucado e ela suspirou pesado antes de perguntar:

–O que faremos agora?

–Não sei você, mas eu preciso urgente de um banho. –olhou para os dois corpos e para os lobos que resolveram finalmente dar o ar da graça.

–Vocês nefilins realmente demonstram para o que servem, só podiam ter chegado mais cedo. –disse uma garota com os cabelos azuis e vermelhos, a tinta desbotava como tinturas de papel crepom.

–Não existem formas mais rápidas de se mover, eu não podia descer e empurrar o metrô. –Emma acabou falando com a paciência estourando.

Rose segurou seu braço e lhe lançou um olhar suplicante, depois de revirar teatralmente os olhos Emma se levantou, ignorando a tontura, será que ela tinha batido a cabeça? Caminhou até os corpos e checou suas marcas, elas batiam com as anteriores, exceto por uma.

–Perdoe minha parceira, ela costuma ficar de mau humor quando sente dor de cabeça. –disse Rose se levantando e caminhando até o bando de lobos. –Parece que a mesma história se repetiu, deviam tomar cuidado, talvez buscar um local mais iluminado para se manterem até que tudo isso seja avaliado.

Emma acabou se distraindo da conversa quando vislumbrou um pequeno tremor nas pálpebras dos corpos, se afastou um pouco, não confiava muito nisso. Como se pressentindo ela se afastando os dois corpos agarraram seus pés e ela arfou em surpresa, os olhos dos lobos voaram abertos e eram completamente negros, sem um misero risco, icor negro vasou pelas laterais, como lagrimas negras, e os corpos começaram a inchar.

Tudo aconteceu rápido demais para que Emma se afastasse, ou pegasse qualquer arma, os dois corpos inflaram como balões e ela tremia de medo, algo que nunca tinha sentido na vida. Ouviu ao longe Rose gritando seu nome, mas os lobos a seguravam. Os dois corpos explodiram, encharcando Emma de sangue vermelho e preto, pedaços de corpos humanos inundaram sua visão o cheiro de carne fresca se misturou com o fedor de demônios e ela não conseguia se mover. Sua pele queimava, em todos os lugares que o sangue a tocava, ela se dobrou para frente tendo ânsias de vomito.

Pela primeira vez na vida Emma gritou.

Depois de conseguir livrar-se dos lobos que a seguravam, Rose não se demorou para correr até Emma que agonizava com a dor, o que certamente incomodava Rose também. Ela tirou a garota de perto das poças de sangue e dos pedaços de carne, sem nem sequer dar atenção a qualquer coisa que os lobos ali falavam ou faziam. Tudo o que disse a eles foi:

– Venham ao Instituto para conversarmos mais depois.

Foi tudo meio automático. Rose levou Emma direto ao Instituto para cuidar devidamente dos ferimentos causados por aquele sangue demoníaco todo. Só depois de garantir que Emma ficaria bem é que a garota sossegou e sentou-se em um banco ao lado do leito de Emma na enfermaria. Quando Emma acordou, ela olhou a parabatai com um leve sorriso cansado no rosto.

– Como se sente?

– Minha cabeça está explodindo e meu corpo parece uma ameba de tão mole... Mas fora isso estou bem.

– Que susto você me deu, ein?

– Meu susto foi tão grande quanto o seu... O que diabos rolou ali?

– Não sei... Mas creio que logo descobriremos, e não vamos gostar...

– Concordo.

Rose então deixou Emma descansando para ir à biblioteca, juntar as informações sobe o que viram nas investigações. Quando chegou à biblioteca, Rosalyn viu o estrago. Sangue negro e escarlate e pedaços explodidos de carne humana por quase todos os lados no raio de 3m ao redor de onde estavam. O sangue já estava seco, então não era capaz de causar mais algum dano. Não demorou muito para que a mãe de Rose chegasse ali também. Estava junto de sua irmã, Gwenever.

– O que aconteceu aqui, Rosalyn? — Sua mãe, Isabelle Lightwood, perguntou-lhe com o tom de firmeza que tinha quando precisava assumir seu lado de liderança. Rose respirou fundo e virou-se para ela.

– Os lycans trouxeram dois corpos que foram assassinados para nossa investigação... E os mesmos explodiram enquanto Emma e eu saímos para investigação de campo, assim como os outros dois corpos de lycans que encontramos no Brooklyn. Não sabemos ao certo de como isso aconteceu, mas lhe passaremos em breve um relatório sobre o que encontramos no processo.

Isabelle suspirou pesadamente, olhando a imundicie que estava aquele lugar. Quem via Isabelle e Rosalyn no mesmo ambiente poderia saber claramente de quem Rosalyn descendia, pois ela puxou praticamente as mesmas feições de sua mãe. Isabelle apenas assentiu.

– Ótimo. Aguardarei o relatório. E... Dê um trato nessa bagunça, sim?

– Sim senhora.

– E onde está Emma?

– Na enfermaria, descansando do trabalho que tivemos hoje... Encontramos alguns Onis e um demônio de Fome lá no Brooklyn, mas conseguimos eliminá-los. Alguns minutos depois, os corpos que achamos explodiram, e ela estava perto demais... Mas já cuidei disso.

– Entendo... Passarei por lá para vê-la. Gwen, ajude sua irmã a arrumar isso.

– Mas mãe... — Replicou a menina.

– Sem mas. Acabei de voltar de viagem, não quero que teime comigo, ok?

– Sim, mãe... — Disse ela fechando a cara.

E Isabelle saiu, deixando as duas irmãs cuidando da tarefa que lhes foi incubida.‏

Notas finais
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