The Marks of Your Wings
6 A Short Break
Rosalyn abriu os olhos, mas sua visão ainda estava meio turva. Piscou algumas vezes e forçou sua vista para tentar enxergar aonde estava. Quando finalmente voltou a si, olhou para os lados e viu-se na enfermaria do Instituto, e no leito ao seu lado, sua parabatai repousava em sono profundo. Ela franziu o cenho, sentindo uma pequena pontada em seu ombro esquerdo. Olhou para seu ombro que estava com curativos leves, lembrou do que acontecera.
Quando tentou se sentar, seu corpo ainda estava meio mole e cansado, então simplesmente caiu deitada novamente. Rose pensou estar sozinha com Emma na enfermaria, até que ouviu os familiares saltos de sua mãe batendo contra o chão de cerâmica se aproximarem.
– Não se esforce, Rosalyn, ainda precisa de descanso. Recebi um aviso de Raphael, que providenciou para que chegassem em segurança no Instituto. Ele contou o que houve... Mas quero saber por vocês. — Ela disse sentando-se à beira da cama de Rose.
Rosalyn assentiu, e olhou Emma ao seu lado, suspirou pesadamente e olhou sua mãe novamente.
– O que Raphael contou?
– Que pouco em pouco tempo de investigação vocês foram atacadas por demônios.
– Foi sim... Era um Devrak, dois Raum e o Marbas...
– Espere aí... Você disse... Marbas?
– Ao menos, foi o que próprio asqueroso disse... E o corpo do vampiro assassinado também explodiu.
– Dois ataques de demônios grandes em poucos dias.... Isso é realmente preocupante... — O tom de voz de sua mãe era sério e sombrio. Mas essa reação já era de se esperar. Ela levantou-se da cama. — Descanse bem, vocês merecem um repouso. Irei fazer alguns contatos...
– Certo... Até mais tarde, mãe.
De fato, as parabatais serem atacadas por dois demônios grandes em menos de duas semanas era mesmo muito estranho. Isabelle saiu, deixando Rosalyn a sós com Emma, que alguns minutos depois acordou. Emma deveria estar mais exausta, pois desgastou-se um pouco mais do que Rosalyn nessa ultima luta.
– Ei, Rose... Onde estamos?
– Estamos na enfermaria do Instituto... Raphael garantiu-nos chegada segura até aqui. Como se sente?
– Ah... Estou exausta, sinto como se meu corpo tivesse sido esmagado por mil tratores... E você?
– Na mesma situação. — Disse Rose já indo sentar-se à beira da cama da amiga. — Por que será que essa onda de assassinatos vem rolando? E mais, por que tantos demônios fortes estão aparecendo com tanta frequência?
– É uma boa pergunta... Mas vamos procurar saber depois, estou muito cansada pra isso, e sei que também está.
– Verdade... Vamos relaxar um pouco agora, depois vamos fritar neurônios pra investigar mais a fundo.
Rose não vira que caiu no sono de novo quando voltou para sua cama. Quando acordou, de novo Emma ainda estava dormindo. Agora seu corpo estava menos cansado e dolorido, então ela levantou-se sem dificuldades e foi até o dormitório, onde tomou um bom banho e trocou suas roupas desgastadas, retornando em seguida para a enfermaria, para ficar ao lado de Emma até que acordasse de novo.
Emma acordou vendo estrelas e bebês rosadinhos com asas, nunca foi muito fã de Querubins, eles pareciam microdemonios com cara de anjos, ou uma espécie gorda de fada. Piscou varias vezes para conseguir focar os olhos e deu de cara com Rose sentada aos pés da cama a desenhando.
–Sei que sou uma modelo sexy e maravilhosa, mas as pessoas devem achar estranho você me desenhar tanto. –disse com a voz meio rouca, se arrastando para sentar.
–Como se você e toda sua loirisse ligasse para o que os outros pensam ou deixam de pensar.
–Isso é verdade.
–Como se sente?
–Muito bem, e com fome e você?
–Bem e com fome.
As duas se entreolharam e sorriram com toda vontade, Emma levantou e seguiu até o pequeno banheiro da enfermaria, preferia o do quarto, mas esse era melhor que nada. Tomou um banho rápido e assim que voltou ao quarto, sua parabatai já havia deixado um muda de roupas lá para ela. Devidamente vestida, encontrou Rose na porta do instituto e as duas seguiram para o restaurante Taki.
O ar começava a esquentar, o que não surpreendia muito Emma, já que era outubro, faltavam poucos dias para seu aniversário. Empurrando as portas do Taki’s o famoso e entorpecedor ar do submundo tomou seu nariz. Caminharam até a mesa de sempre e Emma alcançou o cardápio e fez um pedido correspondente ao tamanho da sua fome, ignorou e trancou todos os demais pensamentos, agora ela só queria comer e foi o que fez.
–É muito bom te ver com todo esse apetite. –disse Rose entre uma mordida e outra no Donut.
–Eu já não aguentava mais de tanta fome, e usar aquele tipo de poder me deixa varada de fome.
Terminou de comer e olhou para Rose por cima do copo de suco.
–Isso está fora de controle não? Esses ataques de grandes consecutivos e aquelas marcas.
Rose assentiu e olhou ao redor antes de falar:
–Mamãe disse que iria fazer uns telefonemas, mas tenho quase certeza que ela está escondendo algo, além do que, você também reparou que aquelas marcas eram runas de anjos ao contrario.
–Sim eu reparei. –Emma se virou e olhou a rua movimentada. –O que só prova que realmente tem algo muito podre aqui.
O café da manhã estava mais para almoço, quando saíram do Takis o sol já estava alto e a cidade se agitava sem freios, caminharam sem pressa e decidiram passar pelo Brooklyn, não falaram e nem viram ninguém, apenas foram ver os estragos causados pelos ocorridos. Nos dois lugares nos quais os corpos explodiram, as mesmas marcas e algumas ainda mais sinistras que causavam dores só de olhá-las, espalhavam-se pelo chão em um pentagrama invertido e toda a gosma de demônio tinha sumido.
Não conversaram muito até chegarem ao instituto e assim que deixaram o elevador Emma desejou poder voltar. Izzi e a pirralha demo estavam paradas encarando as duas, como se fossem as piores criminosas do mundo.
–Isso são horas? –começou Isabelle batendo com vontade os pés no chão.
–Que isso mãe, ainda está claro. E..... somos caçadoras.... –começou Rose sendo interrompida pela Gwen.
–Não importa, estão encrencadas, vão ser punidas e mortas. –saiu saltitando e cantarolando pelo saguão.
Emma fechou os olhos e contou até mil, já que a vontade de quebrar as pernas da garota era tão forte que fazia suas mãos se moverem involuntariamente.
Braços fortes e um perfume familiar desanuviaram a mente de Emma, mesmo antes de abrir os olhos ou fazer qualquer coisa ela retribuiu o abraço e sumiu nos braços do pai como sempre fazia. O único lugar que ela não ligava de ser como realmente era.
–Sentiu minha falta anjo? –Jace sussurrou baixinho para ela.
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