The Love Doenst Have Age, o que Aconteceria se Você Apaixonasse por Alguém com Metade da Sua Idade??
2 Capítulo 2 - Alguém inesperado bate à sua porta.
Logo, os meninos desceram e nós almoçamos à mesa. Eu não estava a fim de comer, mas fiz isso só por causa do meu filho, afinal eu não queria que ele soubesse que eu estava mal. Na verdade eu sempre fazia de tudo pra ele nunca saber que seu pai e eu estávamos cada vez mais de mal a pior. - então...o que você faz da vida Rose? – perguntou o amigo do meu filho me olhando fixo nos olhos. Eu larguei o garfo em cima da mesa o encarei.- eu e meu marido fundamos uma empresa juntos. - empresa de que?- ajudamos pequenas empresas a entrarem pro ramo da competitividade, resumindo, ajudamo-las à não falirem. - interessante. Um dia pretendo ter uma empresa. Quem sabe não te contrato? – e eles riram. Eu também ri balançando a cabeça negativamente percebendo qual era a intenção do garoto falando aquilo.
- é...Quem sabe. Empresa do que Sr. Way?- não sei. De qualquer coisa, ainda não pensei em qual negócio seguir. - pensei que fosse virar cantor. O meu filho vive falando que sua banda é uma das favoritas da escola. - é, mas se não der certo irei tentar outra coisa, não? - você pensa em tudo. Assim como Josh. Meu filho pretende cuidar da empresa mais tarde. - é, também quero ter uma família assim como você e o pai. - ah... – sorri e engoli num só gole todo aquele vinho da minha taça. -...Espero que seja tão feliz como sou meu filho. – disse com um sorriso forçado no rosto.No dia seguinte quando acordei, não havia ninguém ao meu lado. Meu marido Brian não havia chegado ainda já que o lado dele da cama estava intacto. Me levantei, coloquei meu roupão por cima do pijama e desci. Olhei em cada cômodo e nada dele estar por ali. Subi de volta aos quartos e Josh ainda dormia. Entrei no quarto e o acordei pra ir à faculdade. - bom dia mãe.- bom dia filho. – disse descendo as escadas depois do banho e indo tomar um café. - o papai não veio pra casa?- veio. – menti. – saiu mais cedo por causa de uma reunião.- e você não foi?- não. Estava muito cansada. - hoje volto mais tarde, pois vou fazer um trabalho em grupo e outras coisas...- outras coisas?- mãe, acho que consegui uma nora pra você.- uma nora? Mas que noticia boa. E quando vai trazer pra conhecer? - ainda estamos ficando. Mas pode deixar que eu vou pedi-la em namoro. Acho que ela é a pessoa certa, mãe. - que bom meu filho. – e alisei o rostinho dele contente. - ta bom mãe. Tenho que ir. Tchau.- tchau. – ele me beijou no rosto e saiu de casa em seguida. Quando ia pra cozinha a porta se abriu. – voltou? – mas ao me virar vi que não era Josh, e sim Brian chegando todo bêbado. – onde esteve? – perguntei cruzando os braços e sem acreditar que ele estava chegando naquela hora em casa e bêbado.- não te interessa. – respondeu todo grosso passando direto por mim.- é claro que interessa. Se não me interessasse eu não estaria perguntando. - ah! Cala a boca. – disse subindo o primeiro degrau da escada.- Brian, onde esteve toda essa madrugada? Provavelmente bebendo. Enchendo a cara. É o que melhor sabe fazer. Estou cansada disso.- está cansada? – ele se virou e desceu os poucos degraus que havia subido. – então o que faz aqui? Vai embora. – disse se aproximando de mim e eu me afastava dando passos pra trás até bater de costas na parede. – e então? Por que não faz as malas e vai embora?- essa casa é minha. Você sabe muito bem que eu comprei essa casa com o meu dinheiro. Saia você se quiser. - é isso que você quer? Pois pra mim tudo bem. Eu saio hoje mesmo. – disse se virando.- não! – gritei desesperada quando ele falou em ir embora eu me arrependi do que tinha dito. – me desculpa Brian. Esquece o que eu disse. Não vá, por favor. – supliquei.- por que?- pelo Josh. - só por ele? E por nós?- acho que não existe mais o “nós” Brian. Você nem se comporta mais como um marido. Chega todo bêbado e fedendo, passa a madrugada na rua enquanto eu tenho que ficar inventando um monte de mentiras pro nosso filho. - cala a boca vadia! – ele voou pra cima de mim e me imprensou na parede com suas mãos nos meu pescoço. Fiquei com medo, não era a primeira vez que isso acontecia, da ultima ele apertou tanto que meu pescoço ficou marcado por várias horas. - Brian não! – disse tentando me soltar das garras dele.- repete o que você disse! Repete! Quero ver se é tão corajosa. - por favor, me solta. – suplicava. As lágrimas escorriam pelo meu rosto. Ele não tirava aquelas mãos do meu pescoço que o apertava mais e mais. - você tinha que morrer sabia? É por isso que muitos maridos matam suas esposas por aí. São tudo um bando de vadias reclamonas. O que mais você quer? Eu te dou tudo.- quero meu marido de volta. O que eu casei e que me amava.- esse já morreu há muito tempo. Quem iria se interessar por uma coisa ruim que nem você? – eu comecei a chorar magoada por aquelas palavras horríveis e por aquele aperto no meu pescoço. – você está velha e não presta mais pra nada.
- me solta! – supliquei mais uma vez. – pense no Josh! O Josh não quer isso Brian. - Dane-se o Josh! – e ele me deu um tapa no rosto.- não Brian! Para com isso. – gritei quando ele puxou meu cabelo. Foi então que a campainha tocou e me livrou de toda aquela tortura. – deve ser o Josh, me solta. – ele me olhou com raiva e me soltou. - você foi salva dessa vez. Seja rápida. Quando voltar, vai se arrepender de ter dito tudo o que disse. – disse ele subindo as escadas. Eu fiquei ali encostada na parede em estado de choque chorando. A campainha tocou mais uma vez insistente. Ajeitei meu cabelo e me olhei no espelho e meu rosto do lado esquerdo estava vermelho. Limpei minhas lágrimas e a campainha tocou novamente. - já vou. – gritei e o choro voltou. Me recompus e fui até a porta. Quando abri, era o mesmo menino que esteve na minha casa no dia anterior com o Josh. - Senhora Rose... – e ele me olhou espantado ao me ver daquele jeito. - O Josh não está...Gerard não é? Seu nome?- sim.- o Josh não está, ele saiu. Foi pra faculdade. – respondi rapidamente, estava muito nervosa.- eu não vim pelo Josh. – olhei espantada pra ele. O que ele estava fazendo ali então? - então...? – antes que eu pudesse terminar aquela frase fui tomada por um beijo dele. — o que está fazendo? – disse empurrando o menino. Olhei pra trás com medo de que Brian tivesse visto aquela cena. - me desculpa. Não sei o que pensei quando fiz isso. – disse ele meio constrangido. - ROSE! – ouvi Brian gritar do andar de cima e meu coração disparou de medo. - menino, você está de carro? — perguntei ao garoto que ainda tentava se explicar.- sim, estou. - por favor, me dê uma carona até o motel mais próximo. - o que? – o garoto arregalou os olhos espantado.- não é o que está pensando, calma. Eu te explico no caminho. – e empurrei ele da minha frente e tranquei a porta. Entramos no carro dele e ele me levou embora dali. Eu não queria continuar naquela casa. Tinha medo do que o Brian me faria se eu entrasse em casa de novo. Estava decidida a sumir dali por um tempo, até ele se arrepender do que fez comigo.
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