The Love Competition
6 Six
Notas iniciais
— Não sabia que seu irmão era qualquer um — ironizei o encarando.
Ele pareceu pensar um pouco e logo falou — Você entendeu o que eu quis dizer — respondeu sentando-se ao meu lado.
— Enfim, vai me dizer o que está acontecendo ou não?
— Alguém já lhe falou que você é irritada demais para a sua idade?
Mesmo simples, o modo como falou me fez rir.
— Não, nunca me falaram isso... você é o primeiro — sorri — Mas vai me dizer sim ou não o que está acontecendo?
— Ok apressadinha, vou lhe dizer — fixou seus intensos olhos azuis na cama a nossa frente — Há um bom tempo vem acontecendo essas coisas, só que agora mais constantemente, meus pais os chamam de selvagens e eu os chamo simplesmente de rebeldes, pois acredito eu que eles não são ignorantes como muitos supõem e sim pessoas que não aceitam as leis impostas por uma autoridade maior ou que até mesmo não aceitam uma autoridade.
— E por que eles simplesmente não protestam pacificamente ao invés de saírem quebrando tudo? — desviou seu olhar da cama fixando-os nos meus.
— Esse é a forma que eles escolheram para protestar, provavelmente devem achar que algo pacífico não iria realmente surtir efeito, e sinceramente, concordo com eles — pausou por um momento — e além disso, acho que não se trata somente de um grupo, mas sim de dois ou até mais.
— Como assim mais de um grupo? — sem perceber elevei um pouco a minha voz o fazendo por suas mãos em minha boca no intuito de abafar o som.
— Minha pequena judgey, por favor fale baixo — riu fraco tirando suas mãos de minha boca — Não sei exatamente se estou certo, mas a forma como eles agem me leva a crer que não são somente um grupo porque a forma de atacar deles são diferentes, o grupo que eu denominei como rebeldes do sul eles só fazem a bagunça e nada além disso, já o grupo rebeldes do norte eles além de fazerem a bagunça sempre tiram a vida de muitas pessoas — era perceptível que minha expressão havia se tornado algo preocupante pois ele logo encarregou-se de concluir o que falava — mas não se preocupe, esse grupo já não ataca o palácio a muito tempo e eu não deixaria nada acontecer à vocês.
Engoli seco — E... e os outros grupos?
— Bom estes são mais por instinto mesmo, estava tendo mais uma dessas rebeliões em um dia qualquer e como muitos guardas estavam despreparados eu e meu pai entramos no combate para proteger o palácio, então quando estava lutando contra um rebelde pude sentir por poucos segundos que a aura deste ser era completamente diferente de todos os outros que já haviam posto os pés aqui, cheguei a falar sobre isso com meu pai, mas ele dissera que isso era só mais uma bobagem pois ele não sentira nada — suspirou — provavelmente eu devo ter sentido mesmo que tenha sido por poucos segundos graças ao sangue de bruxa em minhas veias, mesmo eu não tendo me tornado um híbrido em si.
— E como isso é possível?
— Damon... — a loira oxigenada nos interrompeu com a voz manhosa — não estou me sentindo muito bem, você pode ficar um pouco comigo? — Damon direcionou sua visão a mim questionando se ele poderia ir e logo ela chamou nossas atenções novamente — Creio eu que a nossa querida Bonnie não vai se importar — sorriu de forma angelical, porém sabia muito bem que era falsidade.
— Ela está certa, estou bem o suficiente para ficar sozinha... já ela deve está meio abalada e fraca — fiz uma expressão tristonha a observando revirar os olhos — pode ir cuidar dela.
Ele assentiu com a cabeça e o observei se levantar sendo puxado por Caroline que logo abraçou com força seu braço virando somente a cabeça em minha direção com um sorriso triunfante que foi ignorado enquanto eu me levantava para deitar um pouco. Fixei meu olhar ao teto pesando em tudo que havia acabado de acontecer e de todas as informações que Damon me falara, pensei também em como deveria estar a minha família se eles realmente estariam bem e consequentemente deixei meus pensamentos levar-me para o dono de vibrantes olhos verdes que sempre acabava me torturando, sei que já deveria o ter esquecido, porém além de termos crescidos juntos ele foi e continua sendo o amor da minha vida que um dia, infelizmente, resolvera despedaçar meu coração e foi com esse pensamentos que senti minhas pálpebras pesarem de modo que sem demora senti-me cair em um sono aconchegante apesar da cama um tanto incomoda.
Acordei no dia seguinte com Kate me chamando com certa calma, abri meus olhos lentamente tendo a visão da morena com um sorriso enorme, espreguicei-me levantando aos poucos e em seguida ficando sentada de frente para ela.
— Hey dorminhoca — sorriu sem mostrar os dentes.
Explorei o esconderijo com o olhar estranhando o vazio — Onde foram todos?
— Já subiram, o príncipe pediu para que eu a acordasse... como se eu já não fosse fazer isso — riu fraco — agora vamos, levante-se logo dorminhoca.
— Ok, vamos — sorri.
Levantei com certa dificuldade, pois meu corpo sentia toda a carga negativa de dormir em uma cama dura, para um palácio isso é realmente incomum, porém como a família real é vampira eles pouco importavam-se com essas coisas. Caminhei tranquilamente pelo cômodo e pelo corredor que levava a escadaria cambaleando algumas vezes devido ao sono ainda evidente. Conforme chegava ao segundo andar do palácio senti um pequeno calafrio percorrer meu corpo que estava apreensivo com como o palácio deveria estar após toda a confusão da noite anterior , mas principalmente por imaginar o que Faith irá dizer sobre tudo que me vira fazer.
— Bonnie? — Kate tirou-me de meus devaneios.
— Han? — respondi balançando minha cabeça no intuito de manter-me lúcida — Desculpa estava pensando nos acontecimentos de ontem.
— Percebi, te chamei por um bom tempo...
Ela iria terminar de responder se não fosse pelo impacto ao ver o estado em que o palácio encontrava-se com suas paredes que antes possuía um intenso branco agora estava repleta de marcas de guerras, a decoração já não tinha mais o mesmo encantamento que antes, agora tudo estava completamente destruído. Corri em direção ao meu quarto a qual as meninas já estavam limpando-a, precisava ter certeza de que não levaram nada procurei pela as gavetas tento a certeza de que minhas cartas ainda estavam lá e logo levei meu olhar à penteadeira que ficava em frente a cama segui até a mesma e mais uma vez procurei entre as joias do palácio o broche que guardara com tanto carinho, finalmente o encontrei. Sorri para mim mesma.
— Não se preocupe, normalmente eles não levam nada — sussurrou Faith aproximando-se.
— Fico mais aliviada, pois isto eu ganhei de alguém muito espec... — sacudi a cabeça espantado os pensamentos que com certeza iria terminar comigo chorando — Como vocês estão? Desculpa, acabei não perguntando.
— Estamos bem, só a Charlotte que precisava descansar... mas ela está bem — observou o quarto e logo voltou a falar — Falando sobre ontem... a senhorita sempre faz essas coisas?
— Er... Não fiz nada demais — procurava milhares de desculpas que a fizesse esquecer-se do acontecido, mas nenhuma delas sortiriam o efeito desejado.
— Não fez nada? Seus olhos de repente tornaram-se branco de repente um vento forte que saiu de sua direção lançou aqueles homens contra a parede... — fitei meus pés ao ouvi-la pensando no que iria acontecer daqui para frente, provavelmente percebera pois logo concluiu — Não se preocupe, ninguém saberá.
Olhei novamente para Faith — Não irá contar para ninguém?
— Por que eu contaria? Afinal é um segredo seu e prefiro que o mantenha somente para você, para sua própria segurança — sorri agradecida para a loira e em seguida a abracei.
— Obrigada — sussurrei.
— Senhoritas — a voz rouca disse fazendo-me olhar em sua direção.
— Majestade — disse Faith fazendo uma reverencia — É uma grande honra.
— Para mim também — sorriu de lado observando uma Faith sorridente nos deixar a sós — Preparada para hoje?
— E o que tem hoje? — perguntei curiosa.
— Hoje é o dia de se apresentarem no programa nacional — falou como se fosse algo obvio.
— Ok, acho que agora tenho que ficar desesperada — joguei-me na cama — não estou preparada.
— Dance comigo.
— O que? Como assim?
— Sempre me falam que a melhor forma de relaxar é ouvindo uma boa música e nada melhor que ter uma companhia para aproveitar o momento — ergueu uma de suas mãos em minha direção, segurei a mesma e logo fui puxada para próximo de seu corpo sendo envolvida pelo os seus braços másculos.
— Mas e a música?
— Soube que você canta muito bem, então deixe-me ouvir sua bela voz transforma-se em meu vício.
Não sabia dizer ao certo o que estava sentindo, mas ouvir essas palavras saírem de sua boca deixou-me completamente amolecida fazendo-me inconscientemente levar minhas mãos ao seu pescoço e depositar minha cabeça em seu peitoral e assim comecei a cantar, uma música calma que ao seu ritmo nossos corpos moviam-se em uma sincronia única.
— Saiba que hoje irei mandar cinco garotas para casa — imediatamente levantei minha cabeça em sua direção, ele percebera o que eu iria perguntar, sorriu de lado e prosseguiu — Se depender de mim você ficará até o final... mas se você quiser sair eu a permitirei — senti seu sorriso desfazer-se aos poucos tornando sua expressão passiva.
— N-não... eu não quero ir embora, não antes de lhe ajudar à encontrar a garota certa para você — sorri.
— Como assim? — perguntou duvidoso.
— Bom, você sabe que não quero me tornar uma princesa, não sirvo para este cargo e... Como eu conheço muita das garotas daqui, posso lhe ajudar a escolher a certa — suspirei — você merece alguém bom o suficiente para você, não posso lhe deixar casar com qualquer uma.
— Fico feliz em saber que se preocupara comigo — sorriu de lado, mas não como antes, seu sorriso agora estava tristonho.
Voltei a depositar minha cabeça em seu tórax e a cantar, sentia-me protegida envolvida pelo os seus braços fortes, até mesmo o seu corpo gélido era ainda assim aconchegante, mas não iria negar que meus sentimentos por Kai continuaram os mesmos e principalmente, não usaria Damon para tentar esquecê-lo. Ficamos dançando por tanto tempo que mal percebemos que já estava no horário do café, iríamos continuar assim se não fosse por um dos guardas nos interromper.
— Desculpe-me Majestade... mas o Rei lhe chama — falou seriamente.
— Diga que já estou a caminho — observou o guardar assentir e retira-se do quarto — Desculpe-me por isso minha pequena judgey... Prometo que depois terminamos nossa dança — piscou — Acho que como não vamos ter um relacionamento típico de como vou ter com as outras... talvez devêssemos usar um meio diferente de comunicação.
— Como assim um meio diferente?
— Bem, como você será meus olhos e ouvidos perante às outras meninas... quando quiséssemos nos comunicar em frente aos outros — ele continuou a falar, fixando o seu olhar em mim— usarmos um sinal do tipo... passar a mão no cabelo quando quisermos falar um com o outro em particular.
— Passar a mão no cabelo pode ser atraente, mas e se por caso você tiver que usar a coroa ela irá acabar caindo quando você mexer no cabelo... E sem contar que eu vivo mexendo no meu, você iria acabar ficando confuso.
Ele contorceu seus lábios assentindo com a cabeça.
— Bem pensado... — pensou por um tempo andando de um lado para o outro — que tal coçar a ponta do nariz?
— É acho que essa é uma das melhores opções, além de ser simples será engraçado vê-lo coçar o nariz — ri fraco.
— Só não pergunto o por que de você achar isso, pois já deixei o rei esperando tempo demais — e assim aproximou-se novamente depositando um beijo demorado em minha testa — Te vejo em breve e lembre-se, sempre que precisar falar comigo é só coçar a ponta do nariz... E você parece muito com sua irmã.
O dia passara rápido e como sempre reservei meu tempo para a dança e para a leitura do grimório, agora mais do que nunca precisava ter controle completo da magia, não poderia correr o risco de acontecer de novo o que acontecera quando estava na presença de Faith. O final da tarde chegou e com ela a nossa estreia no Programa Nacional Linóvia, infelizmente nossa participação era obrigatória, mas pelo menos desta vez seriam apenas a nossa estreia e e o famoso apresentador Daron Eifleyr iria nos apresentar ao público, revelando nossa raça e trabalho.
As meninas vestiram-me com um vestido longo tomara que caia verde água, com corpete de renda que deixava minha cintura perfeitamente delineada e meus seios avantajados, fizeram uma maquiagem simples somente de blush acobreado, delineador e um leve brilho labial, olhei para o meu reflexo no espelho e pela primeira vez me senti linda e ainda assim continuava sendo eu mesma, sorri com os meus pensamentos de que mesmo apesar da mudança continuava sendo a Bonnie Bennett, despedi-me das meninas saindo do quarto em seguida.
Sentia minhas mãos tremulas e brilhantes devido ao suor pertinente, disseram-me que deveríamos chegar pelo menos dez minutos adiantadas, e assim fiz, dirigi-me ao estúdio um tanto nervosa para minha própria felicidade. As meninas chegavam aos poucos, enquanto multidões de pessoas corriam de um lado para o outro no intuito de dar os últimos reparos, que agora contava com duas fileiras de assentos para as selecionadas. Observei a produção ler e reler o roteiro arrumando seus acessórios. A maioria das meninas que se encontravam no local se olhavam no espelho alisando a cada segundo seus vestidos extravagantes e retocando suas maquiagens exageradas, eu ao lado delas estava simples, mas do jeito que gosto.
Peguei-me olhando na direção em que a realeza encontravam-se me deparando com o momento mais simples na vida de Damon que já presenciei. Sua mãe, a rainha Lilith arrumava os fios rebeldes do cabelo do príncipe enquanto o mesmo arrumava seu terno e bufava me fazendo rir com suas caretas. O príncipe mais novo comentou algo com ambos, recebendo de seu irmão um olhar sério e de sua mãe um sorriso divertido.
— Senhorita Bonnie — chamou Lilian com sua voz autoritária tampando a visão maravilhosa ao parar na minha frente — Já pode escolher seu lugar, mas saiba que toda a fileira da frente já fora ocupada pela as meninas — falou com a voz tristonha como se houvesse acabado de me dar uma má notícia.
— A-ah... Obrigada
Segui em direção das meninas, feliz por ter pego os últimos lugares e lá estava eu no estúdio, lugar que eu nunca iria imaginar estar, meu assento era entre Lexi e Hanna, que para minha tristeza atrás de Caroline, ficávamos de frente para várias das câmeras com luzes fortes em nossas direções e ao lado de onde a família real encontrava-se sentada em vossos tronos, tentei o máximo sorrir, mas já estava tediosa em ficar muito tempo sentada. Daron Eifleyr chamou minha atenção ao finalmente me apresentar, todas as câmeras focando em mim, fazendo-me sorrir obrigatoriamente.
— Bonnie Bennett, bruxa, canta e dança em casas de raças superiores — Caroline me olhou com um sorrio de deboche fazendo-me bufar de tédio.
Após apresentar todas as garotas, Daron fez perguntas ao rei e a rainha e logo continuou o programa com assuntos do dia a dia do país. Lilian pediu para que nos retirássemos e assim fizemos, estávamos dentro da salão feminino esperando sua ordem para que voltássemos ao nossos quartos.
— Nossa, você está tão linda Bon — sorriu Kate sentando ao meu lado.
— E você está fantástica — retribui o sorriso.
— Obrigada — ela sussurrou com as bochechas coradas — meu maior medo era de ter exagerado.
— Pois pode relaxar, você está linda e nem um pouco exagerada.
— Ah Bon, mas acho que o príncipe já tem sua escolhida — sorriu fraco.
— O-o que? — gaguejei.
— Não sei o que fizeram no seu encontro, mas acho que o deixou encantado por você.
— Não se preocupe, não fizemos nada além de conversar e acho que é só impressão sua mesmo — ri lembrando do acontecido no encontro.
— Meninas, o príncipe quer falar com cada uma de vocês — Lilian nos analisava — quem eu chamar levante-se e me sigam.
Todas que ela chamou a seguiram, algumas demorando mais que alguns minutos e em seguida voltando, quando chegou minha vez levantei-me com calma, sorri para Kate que estava ao meu lado e segui Lilian. Andei calmamente atrás de Lilian que me passavam instruções de como deveria agir perante a alteza, ela abriu a porta com calma e logo visualizei a imagem do príncipe sentando em uma mesa de frente para a porta. Adentrei o observando sorrir de lado, um sorriso que deixava minhas pernas bambas.
— Majestade — sorri.
— Judgey — retribuiu o sorriso indicando onde eu deveria me sentar — Você é tão má comigo, como quer que eu seja apenas seu amigo quando está sempre perfeita? — senti minhas bochechas corarem.
— Não exagera — falei tentando manter minha voz firme.
— Eu nunca exagero, você realmente está linda... E sinceramente? A mais bela de todas.
Senti minha respiração falhar com seus elogios, não sabia como responder, nunca fui boa com elogios. Simplesmente mordi meu lábio inferior fazendo-o olhar imediatamente para o mesmo, a tensão existente já era mais que visível até mesmo para os guardas que nos observava de longe.
— Er... já sei com quem pode ser seu próximo encontro — mudei de assunto antes que algo a mais acontecesse.
— Podemos chamar o que tivemos de encontro? — perguntou duvidoso.
— Eu já pedi desculpas — murmurei.
— E se eu quiser que o próximo encontro seja com você novamente e não com uma delas?
— Você tem que conhecer as outras se não nunca saberá quem é a certa para você — suspirei — E acho que você deveria escolher a Kate.
— Kate Johnson?
— Existe outra?
— As vezes me esqueço como você é brava — bufou.
— Desculpa se sou brava demais para que a vossa alteza consiga aturar — resmunguei.
— Você está na medida certa... Mas levarei a Johnson em consideração — pausou por alguns segundos — Agora acho melhor voltar, antes que estranhem a demora.
— Certo, até logo Salvatore.
— Até logo Judgey.
Acordei sentindo lábios molhados depositarem beijos e mordidas leves em meu pescoço fazendo todos os pelos de meu corpo arrepiarem por completo, abri lentamente meus olhos dando de cara com os olhos azuis esverdeados que sempre faziam meu coração bater aceleradamente.
— Kai... O que está fazendo aqui? — ele agora estava com seu corpo sobre o meu.
— Estou aqui por você — disse entre descendo a alça de minha camisola lentamente.
— N-não... não podemos fazer isso aqui — gaguejei o sentindo beijar a cima do meu seio direito.
— Por que não? Eu sei que você quer
Sem aviso prévio desceu por completo minha camisola, mordiscando meus seios enquanto suas mãos passeavam pelo meu corpo, sua mão que antes estavam quentes se tornaram gélidas, mas algo que fez meu corpo estremecer ao seu delicioso toque fazendo-me soltar um baixo gemido.
— Como eu amo ouvir esse som sair de seus lábios — mordeu minha barriga e logo voltou a beijar meu corpo agora descendo até próximo ao meu clitóris, segurei o gemido que iria sair de minha garganta levantando imediatamente meus olhos em sua direção.
— D-Damon — gaguejei o observando sorrir de lado maliciosamente.
— Senhorita? — perguntou uma voz distante.
Sentei-me apressadamente na cama respirando fundo, meus peitos subiam e desciam em um ritmo acelerado devido a minha respiração agora ofegante.
— Você está bem?
Levei meu olhar por todo o quarto a procura de algo, ou melhor alguém.
— Sim... estou bem — suspirei aliviada — Meu banho está pronto?
Angel assentiu com a cabeça, levantei-me em um pulo da cama correndo em direção ao banheiro e em seguida tirei minha roupa sentindo a água gelada esfriar meu corpo, antes quente.
— Vai querer ajuda senhorita? — Charlote perguntou da porta.
— N-não... obrigada — mergulhei todo o meu corpo para o fundo da banheira.
Fitei o teto branco, meus pensamentos estavam completamente confusos uma mistura de tensão com vergonha. O que estava acontecendo comigo? Nunca fui de ter esses tipos de pensamento pelo Kai e muito bem por um príncipe de olhos azuis perfeitos que acabara de conhecer. Terminei meu banho, resolvi por o vestido mais simples que as meninas haviam feito, ele era azul claro repleto de pequenas flores brancas, coloquei também um salto pequeno branco prendendo meu cabelo de lado com um grampo. Desci para o café da manhã sentando no mesmo lugar de sempre.
— Bonnie! — sorriu .
— Hey Lexi — retribui.
— Adoro esse seu jeito simples de se vestir — piscou — a torna única.
— Obrigada, eu acho.
— Não precisa agradecer, só falei a verdade... De todas essas garotas você, Kate e até mesmo Blair com o seu jeito patricinha de ser, são as que mais me transmitem confiança.
Eu iria responder, se o príncipe que dominara os últimos segundos de meu sonho não tivesse aparecido com o seu sorriso maravilhoso de sempre.
— Bom dia meninas, todas estão muito belas — sentou-se em seu lugar e em seguida encontrando meu olhar, desviei imediatamente olhando para o outro lado da sala.
— Parece nervosa — sussurrou Blair.
— Você está bem? — falou Kate sem som para que eu pudesse ler somente seus lábios falarem calmamente.
— Eu estou bem — respondi ambas.
Porém meu interior gritava que eu não estava bem.
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