Notas iniciais
Amores, desculpe-me a demora, mas ando com o tempo bem corrido. Ultimamente não atualizei pois estava em semanas de prova, mas agora tentarei postar sempre. Por isso pergunto a vocês: Posso postar capítulos menos(mais ou menos a mesma quantidade que este capítulo), porém por mais vezes ou preferem que eu demorem e poste um capítulo mais longo?

Estávamos quase terminando o café da manhã, passei a maior parte tentando ignorar seus olhares sobre mim e quando finalmente resolvi o encarar, torcendo para que ele não estivesse fazendo o mesmo, mas por obra do destino que, mais parece me odiar, ele me fitava com suas íris de mar de sonhos. Ele levou sua mão à ponta de seu nariz o coçando rapidamente e por instinto fiz o mesmo, arrancando de seus lábios um belo sorriso. Chegando ao salão feminino peguei um livro e me sentei no canto mais distante das meninas, tentava com calma ler cada linha do livro, mas meus pensamentos sempre me levavam para a questão: O que o príncipe queria comigo?. Fui cortada de minha falsa leitura e de meus pensamentos alucinados, pela única das meninas, que de fato, poderia considerar como uma amiga.

— Fico aliviada de não termos sido nós as mandadas embora ontem — disse Kate sentando-se ao meu lado no salão feminino.

— E quais foram mandadas embora?

— Bem... Emma Swan, Sansa Stark, Rachel Green, Monica Geller e Lucy Snow.

— Hmm... Confesso que fiquei decepcionada por uma delas não ter sido a Caroline — falei normalmente fazendo Kate rir.

— Acho que todas nós ficamos decepcionadas por isso... Soube que a Skye será a próxima a ter um encontro com o príncipe — falou tristonha.

— Fique tranquila, logo ele a chamará para um encontro e com certeza se tornará a preferida.

— Você realmente me impressionada... Nenhuma delas iria dizer isso.

— Bom... É porque eu reconheço que você é a melhor opção de todas aqui, no requisito torna-se uma princesa — sorri.

— Você também tem e muito por sinal...

— Está enganada…

Uma servente aproximou-se de nós com duas xícaras de chá, porém, abaixo da minha tinha um pequeno papel que logo me encarreguei de esconder, para que ninguém o visse. Dei a desculpa de que iria ao banheiro e assim que saí da sala, o li.

Encontre-me em seu quarto.
Damon

Corri apressadamente para o meu quarto e me surpreendi ao ver que nenhuma das meninas estavam nele, Damon estava olhando para o jardim através da sacada do meu quarto, só de imaginar encarar seus olhos azuis, já sentia um arrepio crescer. Aproximei-me dele com calma tentando não fazer nenhuma barulho, o que foi falho pois logo ele começou a falar.

— Você sabe que consigo ouvir o bater do seu coração, certo? — falou virando-se com um sorriso em seus lábios.

— Isso não é justo… Você poderia pelo menos ter me dado a oportunidade de o surpreender — bufei.

— Desculpe-me por não resistir à tentação de ouvir seu coração pulsar dizendo-me que está bem — aproximou-se e acariciou meu rosto ocasionando uma leve eletricidade pulsar ao nosso contato — Você é a primeira pessoa, que não seja da minha família, que eu realmente posso considerar verdadeira comigo… uma amiga verdadeira.

Não sei porque, mas o ouvir me chamar de amiga verdadeira me deixou um tanto intrigada.

— E eu fico muito feliz em saber que você se preocupa comigo e principalmente me considera verdadeira — sorrio fraco e depois continuo — Mas enfim… o por quê me chamara?

— Não sei se soube… mas hoje terei um encontro com Skye Johnson, mas antes de encontrá-la gostaria de saber o que acha dela.

— Bom, ela não está no meu ciclo de amizades, mas acho que ela pode ser uma das boas opções… Desde que não seja aquela sem sal da Caroline — deixei minha voz elevar um pouco ao falar da oxigenada recebendo um olhar duvidoso do vampiro.

— E por que não gosta dela? — suspirou — Ela tem o jeito mimada, mas me parece ser uma boa pessoa.

Ok, ouvir ele falar algo bom dela me deixou mais irritada do que estava.

— Sério? Você como um vampiro deveria saber que ela é uma falsa, que faria de tudo para conseguir o que quer — o fito furiosa — Afinal, você não consegue ouvir o bater do coração dela para confirmar o que digo?

Ele suspirou passando a mão em seus cabelos negros.

— Eu não uso muito meu lado vampiro quando converso com as meninas, só em ultimo caso — pareceu pensar em algo — E esse jeito dela de fazer o que for preciso para conseguir o que deseja, na realeza é algo bastante necessário — sua voz embargou um pouco.

— Então se ela matar alguém para se tornar a princesa vocês simplesmente iriam aceitar?Ah é… tinha esquecido que você é um vampiro também e que precisa de sangue para sobreviver. — falei em tom de ironia.

— Bonnie acho que você está sendo um tanto precipitada, de fato como um vampiro preciso de sangue para sobreviver… Mas o que eu quis dizer é que esse jeito de conseguir tudo o que quer de Caroline pode a ajudar muito caso ela se torne a princesa e logo depois a rainha.

— Então está realmente pensando na possibilidade dela se tornar uma rainha?

— Todas que ainda estão no palácio é uma possibilidade, até mesmo você que não quer ser.

Ele caminhou em direção ao espelho olhando as fotos presas no mesmo e logo levou seu olhar para o broche que estava preso no meu vestido.

— Você e sua irmã realmente se parecem, ambas são muito belas — ele voltou a aproxima-se de mim e segurou o broche — E quem lhe deu esse broche acertou em cheio, pois combina perfeitamente com seus olhos esverdeados.

— O-Obrigada — gaguejei.

— Bom… acho melhor eu ir antes que me atrase para o meu encontro — piscou e sorriu de lado — te vejo em breve passarinho.

— Sério? Novo apelido? E o porque passarinho?

— Você é repleta de perguntas judgey, mas respondendo a sua ultima… Desde que chegou ao palácio você sempre demonstrou ser livre e gostar da liberdade, você é como o mais belo passarinho existente e o palácio é como sua jaula — sorriu mostrando seus dentes brancos, me fazendo retribuir no mesmo instante. Ele já estava pronto para sair do quarto, quando lhe perguntei.

— E você seria quem?

— Bem… o “humano” estúpido que por amar tanto o som que sua voz emite ou por achar que você é o ser mais belo do universo, te prende nessa jaula, por medo de lhe perder para sempre — Damon forma em seus lábios mais um de seus sorrisos perfeitos e em seguida saindo do quarto me deixando sozinha com meus pensamentos. “Por amar tanto o som que sua voz emite”. Será que Damon estava começando a nutrir sentimentos por mim? Não, ele deve falar a mesma coisa para as outras garotas quando as vêem, quem me garante que ele só esteja tentando descobrir mais sobre mim, sobre esse meu lado bruxa que tanto tento esconder. E foi com este pensamento que voltei a ler, por poucos minutos, meu grimório. Jogo-me na cama pensativa e depois ouço o sapatear vindo em direção a cama e logo constato que se tratava de Faith com uma pequena bolsa nas mãos, ela sorrir e coloca a bolsa ao meu lado, antes que eu pudesse perguntar algo, ela começa:

— Sei que não deveríamos mais falar sobre isso... Mas, desde que a vi fazendo aquelas coisas não consigo tirar isso da minha cabeça e, por favor, me escute — ela tirou da bolsa dois livros de tamanho um pouco maior que meu grimório e voltou a falar — Ontem, me lembrei de uma estória que meu pai me contava quando criança, sobre uma bruxa poderosa...

— Daenarys?

— Sim! — disse animada — A estória que meu pai me contava, que muitos dizem ser mito ou só uma invenção, era sobre ela e um bruxo...

— A Lilian nos contou sobre isso, mas o que essa estória tem a ver com meus poderes?

— Bom... Os livros contando estórias desse tipo, foram banidos do nosso país a muito tempo, porém, ainda existem poucos e um desses ficou com meu pai que, antes de morrer, pediu que eu o guardasse com muito carinho e assim fiz. E nesse livro diz que a descendência dela e desse bruxo ainda existe, alguns clãs de bruxos em tempos antigos, até comemoravam com uma festa que eles nominavam de Halloween. Agora adivinhe qual era a linhagem desse bruxo poderoso?

— Hmm. Não sou nada boa com adivinhações — ri fraco — Por favor, fale logo... Você vai acabar me deixando maluca de tanta curiosidade.

— Está bem! Está bem... Nesse livro, diz que... Hm... Que ele era um Bennett! — ergueu os braços animada.

Permaneci estática, não sabia o que falar e muito menos como reagir. Levantei-me em um pulo, andava de um lado para outro, negava mentalmente essa ideia maluca que acabara de ouvir e com a que estava se formando em minha cabeça.

— Você só pode está maluca se pensa que eu sou descendente deles.

— E porque não seria? Posso não ser bruxa e muito menos vampira, mais vivi tempo suficiente para conhecer as pessoas e sei que nenhum bruxo, nos dias atuais, consegue fazer o que você faz.

— Mas isso é muita loucura e sem contar, é apenas um mito...Não?

— Ninguém sabe...

— Senhorita!!!

Angel adentrou correndo no quarto e nos interrompendo. Recuperou o pouco do ar que lhe restava e prosseguiu:

— A aula da senhorita Lilian já começou — a fitei por alguns segundos.

— Angel! Pensei que fosse algo sério, já estava ficando preocupada!!

— Desculpe-me... Mas é que a senhorita, além da Skye que está em um encontro com o príncipe, é a única que não está na aula e isso pode lhe ocasionar uma eliminação.

Nesse instante percebi a preocupação de Angel, calcei meus sapatos apressadamente e corri pelo os corredores do palácio. Por mais que eu não quisesse ficar, tinha que cumprir minha promessa com o Damon e o ajudar a encontrar a pessoa certa, e disso, não iria desistir nunca. Abri a porta com calma e por sorte Lilian estava de costas, adentrei no salão calmamente e me sentei na cadeira mais próxima.

— Senhorita Bennett! — virou-se sorridente — como última a chegar, será a primeira a recitar todas as leis de nosso país.

Sorri envergonhada, posicionando-me a frente de todas as meninas, Caroline possuía em seu rosto o mesmo de sempre, um sorriso cínico e divertia-se com a situação a qual me encontrava. Porém, firme, tentei lembrar-me de tudo que meu pai me ensinara mais nova sobre a história de nosso país. E assim fiz, com certa calma e nervosismo recitei tudo o que sabia. Ao terminar meu pequeno discurso, Lilian liberou todas para que pudessem ir para as aulas especifica de cada ser, porém chamando-me em seguida.

— Bennett, desta vez eu aceitei seu atraso, na próxima será mandada direto para a realeza.

— Desculpe-me...

— Está bem, agora vá.

Saí da sala das mulheres indo em direção para a minha próxima tarefa, treinamento de magia obrigatório das bruxas do palácio. Estávamos todas no jardim posicionadas a frente de um instrutor que, no momento, citava algo sobre a história dos bruxos. Depois ele pediu para que cada uma tentasse levantar algumas penas que foram jogadas a nossa frente. Com calma, tentava tranquilizar-me do nervosismo eminente que sentia, levantei pena por pena, até que todas, juntas, estivessem flutuando. Fitei as outras meninas para saber se elas estavam conseguindo fazer o mesmo, caso contrário, teria que diminuir ainda mais a forma como eu expunha minha magia. Porém, uma figura potente, deixou-as desconcertadas e desatentas ao uso da magia. Damon não pareceu perceber o caos que havia acabado de formar, cumprimentou-nos com a cabeça e seguiu seu caminho. Assim que sua silhueta já não pudesse mais ser vista, as meninas cochichavam, perguntando-se como deveria ter sido o encontro do príncipe com a Skye. Chegaram a perguntar-me algo, entretanto as ignorei.

Um pouco antes do almoço voltamos para o salão feminino, estava em uma mesa junto à Clair, Kate e Lexi quando de repente uma confusão do outro lado do salão chamara nossa atenção. Caroline e Abbie estavam discutindo sobre algo que não fora possível decifrar, em um piscar olhos Caroline estava sendo lançada contra a parede, todas, inclusive eu, estávamos paralisada com tudo que estava acontecendo.

— Nunca, mas nunca mais, fale isso novamente! — Abbie, que sempre era calma, estava visivelmente irritada.

— O que está acontecendo aqui? — um dos guardas perguntou.

— Essa maluca me atacou — gritou Caroline, possivelmente fingindo dor.

— Ela me provocou!

Os guardas se entre olharam e depois encararam Abbie.

— Sinto muito senhorita, mas segundo as regras, devemos levá-la ao Rei e assim, você será mandada embora. — falou simplesmente.

— O que? — sussurrou apavorada.

Os guardas a levaram, sem mais e sem menos, Caroline sorria vitoriosa e depois me fitou desafiando-me com o olhar. Neste momento senti uma grande vontade de ter tido a sorte de Abbie Mills por finalmente, dar o que a loira merecia, mas infelizmente e felizmente, ainda tenho algo a cumprir.



Amores, desculpe-me a demora, mas ando com o tempo bem corrido. Ultimamente não atualizei pois estava em semanas de prova, mas agora tentarei postar sempre. Por isso pergunto a vocês: Posso postar capítulos menos(mais ou menos a mesma quantidade que este capítulo), porém por mais vezes ou preferem que eu demorem e poste um capítulo mais longo?

Emma Swan: Once Upon A Time

Sansa Stark: Game Of Thrones

Rachel Green, Monica Geller: F.R.I.E.N.D.S

Lucy Snow: Personagem Criada.

Abbie Mills: Sleepy Hollow

Notas finais
Amores, desculpe-me a demora, mas ando com o tempo bem corrido. Ultimamente não atualizei pois estava em semanas de prova, mas agora tentarei postar sempre. Por isso pergunto a vocês: Posso postar capítulos menos(mais ou menos a mesma quantidade que este capítulo), porém por mais vezes ou preferem que eu demorem e poste um capítulo mais longo?