The Light of Dawn
1 A Primeira Canção - Prelúdio
Notas iniciais
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No início, havia somente Eru e a escuridão. Da vontade de seus pensamentos foram criados os Ainur e então as primeiras canções foram cantadas: Ainulindalë, o princípio de tudo. A sinfonia cantada pelos Ainur preencheu a morada de Ilúvatar, ecoou pelo vazio e alastrou-se pela escuridão dando origem à Arda, o mundo como é.
Mas o mundo era disforme e escuro.
Yavanna, a Rainha da Terra, amava tudo aquilo que crescia em Arda e compadecida pela escuridão que acometia aquele mundo e seus seres, cantou a sua mais poderosa canção. Então, no alto de Valinor surgiram duas árvores feitas de luz: Telperion e Laurelin. O Sol e a Lua.
E quando os raios das árvores se tocaram pela primeira vez, surgiu Calad — a luz do amanhecer. Aquela era a promessa de Yavanna, para lembrá-los de que jamais haveria escuridão em Arda porquanto a Primeira Luz existisse.
Yavanna amou a filha de Telperion e Laurelin como se fosse a sua própria e deu-lhe o nome de Cálë — A Luz do Amanhecer. Melkor, o soberano, sentiu inveja da canção de sua irmã, ordenou que ambas as árvores fossem destruídas e Calad fosse roubada.
A escuridão de Melkor corrompeu a inocência da Primeira Luz, fazendo com que esta tomasse forma humana e — somente então — pudesse ser morta. Mas Ilúvatar se apiedou da obra de Yavanna e compôs sua última canção, fazendo com que Cálë ressurgisse eternamente.
Mas o preço da imortalidade era alto: a Primeira Luz estava fadada a iluminar os caminhos da Terra Média em cada um de seus nascimentos até que não houvesse mais canções a serem cantadas.
E assim foi até o início da Terceira Era, quando Sauron — o aprendiz de Melkor — reunia forças para atingir o desejo de seu mestre e finalmente dominar Arda.
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