The Last Survivor - Interativa
4 Primeiros passos para o fim.
Notas iniciais
Sophia POV — Day 4.
Representando a Escócia, ganharei este jogo. Eu já tenho o meu alvo, vamos atrás dele agora. Ontem ela estava perto da praia, hoje ainda deve estar. Dormi por perto para pegá-la de surpresa, agora deve ser mais ou menos 11 horas da manhã, ela deve estar descansando ainda.
Estava indo em direção para a praia, chegando lá, vi que o abrigo que ela tinha feito estava fechado, ou seja, ela ainda não devia ter acordado. Fui me aproximando da praia, me deparei com uma armadilha, ela devia ter feito isso antes de ela ir se deitar, ou seja, ela soube que tinha alguém por aqui, mas continuou aqui, isso seria muito estranho.
Olhei ao meu redor, procurando para ver se tinha mais armadilhas, não achei nenhuma armadilha. Procurei se tinha alguém por perto, também não vi ninguém.
Ouvi o barulho de passos, quando olhei para trás, era o meu alvo. Pelo que pensei, ela era da África. Ela segurava uma rapier, ao tentar me acertar, me esquivei para o lado e logo me escondi perto de algumas árvores.
Fui pega de surpresa, o jogo ficou interessante de repente. Não tinha medo de ter que matar meus inimigos, eu estou acostumada a sempre vencer.
– Apareça. — A menina disse, mantendo a sua calma, enquanto fazia movimentos com a sua rapier, logo ela se aproximava, pensei no que fazer, mas só pude me aproximar dela e dar uma rasteira nela e continuei correndo. Não esperei um ataque dela.
Enquanto corria, acabo esbarrando em outra menina, a mesma segurava uma katana. Me preparei para enfrentá-la, mas ela não queria lutar.
– O que houve? Sou Isabela. — Ela me falou, percebi que ela não queria me matar, então pedi ajuda.
– Tem uma menina atrás de mim. — E logo após isso, a menina apareceu, percebendo que estava em desvantagem.
– Makena? Você é da África, né? — Isabela perguntou.
– Sim. Fique longe dela, ela é perigosa. — A tal Makena respondeu.
Eu não queria usar a Isabela, mas... Era necessário para eliminar alguém forte.
– Não, você é o perigo aqui. Deixe-a. — Isabela me defendeu, achei incrível, para alguém que ela nem conhecia, ela defender desse jeito.
– Certo. — Logo a africana pegou seu rapier. — Enfrentarei as duas, se assim tem que ser.
– Só eu já está bom o suficiente. — Isabela respondeu, ambas cruzaram olhares. Não sabia se Isabela era boa com uma katana, mas Makena era boa com rapier.
Makena foi para cima de Isabela, que também foi para cima de Makena, ambas trocavam golpes que não levavam em nada, se eu ajudasse Isabela a chance de Makena ser morta, era muito grande. Mas, naquele momento, eu não podia tentar arriscar, pois eu poderia acabar morrendo. Apenas podia recuar, e é isso que eu fiz.
Makena POV — Day 4.
A menina canadense tinha jeito com a katana, pelo que eu soube, o Canadá era um lugar aonde tinha muitos jogadores bons, mas treinei mais do que qualquer um para vencer o Mundial, mesmo não sabendo que seria um jogo real.
Sei que me estressar em um jogo não me leva em nada, por isso sempre joguei com calma e agora estou aqui, mesmo com toda essa pressão, na maior calma.
Ela me acertou perto do meu braço, foi um corte de leve, mas algo que me atrapalharia a usar o rapier com a minha mão direita, então comecei a usar no lado esquerdo, apesar de não saber se agüentaria.
Anos de treinos deu certo, eu estava conseguindo usar normalmente, no momento em que a menina abaixou a guarda, acertei-a no rosto, que começou a sangrar, não foi um machucado profundo, mas a atrapalharia. Quando percebemos, a escocesa não estava mais ali.
– Está lutando pela sua amiga? Ela te deixou agora. — Eu falei para a menina, que ficou surpresa.
– Não pode ser... — Ela disse, não acreditando. Logo ela tirou do seu bolso uma bomba, até bombas tinha nesta ilha? A bomba explodiu e uma grande fumaça cresceu, ela apenas recuou, estava muito fraca para continuar, mas eu também devia me curar e achar um novo abrigo.
Sakichi POV — Day 4.
Estava começando a anoitecer, o dia inteiro foi calmo e achei comida para este dia, eram apenas algumas frutas, mas dava para se alimentar. Não ouvi gritos, explosões, nem nada, parecia até uma vida normal. Mas não era, a qualquer hora, alguém poderia me atacar e eu poderia morrer, sem mesmo perceber ou ninguém do Mundo real sentir a minha falta e isso era realmente algo que me deixava até um pouco depressivo.
Imagino daqui a algumas semanas, os sobreviventes, ficando loucos e começando a matar todos, na esperança de sair daqui e rever os amigos, familiares, etc. Nem todos daqui são como eu.
De um dia ensolarado, para uma noite chuvosa, esta noite realmente havia ficado fria de repente, não tinha nada para me aquecer, peguei algumas madeiras e fiz uma fogueira, embaixo de um pequeno abrigo em que eu encontrei.
Completava meu 4º dia nesta Ilha, não consigo parar de pensar se eu irei sobreviver. Não tenho físico, tenho apenas estratégia. O americano não apareceu mais, ele deve estar agindo escondido, apenas não sei por onde encontrá-lo.
Quando me perdi em meus pensamentos, apareceu um adolescente que era gordo na minha frente, era o brasileiro.
– Por favor, me dê abrigo! — Ele implorou para mim de joelhos, ele era o que eu menos confiava, mas eu deixaria para ver como ele é no jogo. Ele parecia ser muito '' perdido '' em um jogo como esses. Mas, em jogos online, as pessoas aproveitam essas características para se aproveitarem, não iria abaixar a guarda, apenas ia dar uma de bom para ver como esse cara era.
– Claro. — Eu sorri para ele, que parecia se sentir mais confortável, mas eu não estava nada confortável. Ele era muito previsível, agora bastava eu esperar.
Era mais ou menos 23h, ele havia dormido, eu me deitei, mas claro que sem dormir.
–-
José POV — Day 5.
Era mais ou menos 1h da manhã, era a hora de eu agir. Me levantei e peguei a minha pequena faca, prestes a matar o japonês. Que cara mais idiota, vai morrer por isso!
Me aproximei dele, mas quando ia enfiar a faca na garganta dele, a mão dele me parou.
– Achou que eu não desconfiaria de você? Você é muito previsível, não passa de um jovem que só pensa em si mesmo e não quer ajudar os outros. Não queria fazer isso, mas para evitar mais mortes depois da minha... Você precisa morrer, brasileiro. — Ele me pegou de surpresa e logo fiquei assustado.
O que eu faria?
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