The Last Survivor - Interativa
5 Falta de confiança.
Notas iniciais
José POV — Day 5.
Era mais ou menos 1h da manhã, era a hora de eu agir. Me levantei e peguei a minha pequena faca, prestes a matar o japonês. Que cara mais idiota, vai morrer por isso!
Me aproximei dele, mas quando ia enfiar a faca na garganta dele, a mão dele me parou.
– Achou que eu não desconfiaria de você? Você é muito previsível, não passa de um jovem que só pensa em si mesmo e não quer ajudar os outros. Não queria fazer isso, mas para evitar mais mortes depois da minha... Você precisa morrer, brasileiro. — Ele me pegou de surpresa e logo fiquei assustado.
O que eu faria?
– Por favor, me perdoe! Eu não queria! — Comecei a chorar, apenas para tentar sobreviver, ele era burro, fingir estar triste e arrependido era o melhor a fazer.
– Tudo bem. — O japonês sorriu para mim, que cara otário.
– Sério? — Abracei-o.
– Não. — Toda a minha atuação acabou, ao sentir uma faca atravessando a minha barriga.
– Você é um mentiroso, por isso foi o primeiro a morrer. — Ele me disse, minha visão estava ficando ruim, coloquei minha mão na minha barriga para ver se o sangue parava um pouco, mas era impossível.
O erro foi meu? Por querer ganhar o jogo...? Eu não entendo, sempre me ensinaram a jogar dessa maneira, mas por que aqui não deu certo? Ele era mais inteligente do que eu? Era tarde demais para pensar, eu estava morto.
Finn POV — Day 5.
Estava escondido, perto de alguns arbustos. Não ouvia o barulho de ninguém se aproximando por certo momento, mas finalmente ouvi passos. Ao olhar, era alguém que eu ainda não tinha visto na ilha. Olhei para seu corpo, procurando algum ferimento e encontrei, no pé. O ferimento se curava pouco a pouco, era recente. Estava na minha hora de agir e matá-lo. Antes que eu fizesse algo, ouvi outra pessoa se aproximando. O homem também percebeu, pegando seu arco e suas flechas. Neste momento, eu não deveria arriscar, eu apenas teria que ficar ali, escondido, sem ninguém me ver. Mas estes movimentos pararam.
Eu não era o único atrás deste arqueiro. Mas que tipo de pessoa, faria tanto barulho, mostrando que estava atrás desse cara? Se fosse um iniciante, esta pessoa teria continuado, mas não foi o caso. Uma armadilha talvez? Era a única alternativa em que eu pensava, o rapaz logo abaixou o arco, mas ele virou no arbusto em que eu estava e mirou.
– Até quando vai ficar escondido aí? — Ele perguntou, suspirando. Ele era bem observador.
Logo saí dos arbustos, sorrindo.
– Olá.
– É ótimo te conhecer, americano. Foi você que espalhou várias armadilhas, não? — Ele me perguntou.
– Sim, vejo que isso prejudicou você um pouco e pode prejudicar mais, se não tomar cuidado. — Sorri para ele.
– Eu estava em uma caçada contra dois, você salvou-os. Não sei se você quer ganhar ou sair com todos vivos. — Ele abaixou o seu arco.
– Eu não preciso deixar eliminarem os fracos, elimino-os sozinhos. Os fortes, como você, que precisam ser prejudicados. Você fala como se tivesse alguma experiência. — Ele ficou bravo, ao eu falar isso para ele.
– Você vai perceber ainda o erro grande que você cometeu. Estou falando do japonês, que é meu novo alvo. Ele me atrapalhou ao querer matar uma menina. — O arqueiro cospe no chão, demonstrando certo desprezo por aquele japonês, Sakichi se não me engano.
– O japonês não é lá essas coisas. Mas se quiser, podemos nos unir, para derrotá-lo. Mas não juntos, você faz muito barulho. Quando encontrá-lo, certifique-se de me procurar, que eu irei caçá-lo. Certo? — Foram minhas ultimas palavras para ele, naquele momento. Me virei e fui embora, ele não fez mais nada.
Tayler POV — Day 5.
Sou da Holanda. Não me destaco em jogos, aprendi a ser o melhor, sendo o mais invisível. Mas sou observador. Não sou o único que ainda não se revelou, tem outro. Eu o vi no primeiro dia, quando chegamos aqui, ele era quieto e não demonstrava estar com medo, assim como eu, que não tenho medo daqui, pois sei que posso durar até o final.
Minha estratégia tem os seus fracos e os seus fortes. Se eu aparecer uma vez, posso morrer. Se fizerem uma aliança, entre 2 pessoas e eu ficar entre os 3, eu perco. Mas se todos ficarem sozinhos, eu posso vencer, pois ninguém nunca terá me visto e nem saberá me enfrentar. Sou muito neutro e sou bom em não aparecer muito, sei me virar sozinho com o que posso e com o que eu tenho, acredito.
Estou no mesmo lugar faz 5 dias, mas ninguém ainda me viu, minha desvantagem é não poder sair de noite, pois alguns animais selvagens aparecem. Não sei como esses animais ainda não comeram os outros participantes, que são meio... Descuidados... Até agora, nenhum desses animais me pegaram, mas já vi alguns. Rastejantes e devoradores, horrível de se enfrentar. Espero não ter que enfrentar um, pois é perigoso.
Este sou eu e o meu estilo de jogo talvez até um pouco sujo, não sei. Acredito que vencer um jogo desses, é questão de apenas sobreviver. A vida sempre foi e sempre será um jogo.
Luna POV — Day 5.
Era de noite, hora de agir. Segui-o dia inteiro, mas finalmente peguei o meu alvo. Aquele arqueiro não perde por esperar, me vingarei por ele ter tentado me matar. Ouvi a conversa dele com aquele americano, pelo jeito ele é o mais forte daqui, então irei eliminar o aliado dele por conta própria, antes que eu vire um alvo dos dois.
A melhor maneira de agir, é ao anoitecer, pois sei que fica mais difícil de me verem. Perseguições a noite são perigosas, pois a morte tem que ser silenciosa. Eu havia descoberto o esconderijo do arqueiro, no qual não sabia o nome e nem queria saber.
Ele ainda deve estar ferido, é hora de agir.
Cheguei ao abrigo dele, ele estava deitado, enquanto olhava as estrelas, arrumando as suas flechas. Este, seria o último dia de vida dele. Peguei uma faca que estava guardada comigo e me preparei para o ataque.
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