The Last Hope

1 O inicio de tudo


Me lembro das noticias de terrorismo no jornal da manhã, quando desci as escadas para tomar café da manhã com meus pais e minha irmãzinha Christi. Lembro exatamente as palavras apavoradas do repórter que dizia:
Não se sabe como, os cientistas e as forças armadas ainda tentam descobrir como os terroristas conseguiram transmutar o fungo Ophiocordyceps Unilateralis para o uso em humanos, os cientistas dizem que a possibilidades de os terroristas terem fundindo genes humano em uma mistura concentrada com o fungo. As forças armadas ainda não acharam o laboratório clandestino e dizem que...” E foi ai que meu pai desligou a TV dizendo que isso tudo não passava de mais um anuncio bobo para um filme de terror, meu pai era assim tudo na qual ele achava que fosse impossível ele dizia que era filme de terror e que não era para se preocupar ou ouvir tal bobagem. Já minha mãe muito religiosa achava que tudo de ruim ou extremamente ruim que acontecesse era uma praga divina e que ela iria rezar por todas aquelas almas perdidas. Já Christi com seus 7 anos e meio, sempre se agarrava em meu braço perguntando se eu a protegeria, e como sempre eu respondia que sim. Fomos atacados enquanto dormíamos. O quarto de Christi era o mais perto da porta, ela foi a primeira a morrer. Me culpo até hoje por sua morte. Acordei com os gritos de meus pais, não pude salvar minha família, estava sozinho e vivo por sorte. Quando ouvi bater em minha porta consegui sair pela claraboia em meu teto, na qual eu havia colocado minha cama embaixo dela para poder dormir vendo as estrelas. Como não sabia oque era que estava a nos atacar, coloquei os travesseiros por baixo das minhas cobertas como se fosse eu ali, e subi para o telhado. Quando meu agressor entrou, ele foi avido ao meu encontro, e logo se pôs em cima dos travesseiros e os mordeu, quando perceberam que eram apenas penas ensacadas gemeram de desgosto. Fiquei sobre o telhado até eles irem embora, quando me certifiquei que a casa estava vazia, desci ao meu quarto. Fui ver como estaria os corpos de minha família, minha mãe estava no chão com o abdômen aberto e devorado parcialmente, meu pai estava deitado na cama olhando para a porta como se esperasse alguém ir lhe salvar. Minha irmã foi pior, por ser pequena foi totalmente devorada, restavam apenas alguns pedaços daquele corpo frágil de criança. Mas que diabos estava acontecendo ali? Será que isso estava acontecendo na minha cidade ou no resto do mundo os canibais também havia devorado famílias como a minha?
Bem agora não importa mais, eu vou ajudar quem eu encontrar pelo caminho, não vou deixar mais ninguém morrer. Juntei oque pude em minha mochila para o exercito que meu pai havia comprado antecipadamente. Precisava de uma lista, igual a quando iamos acampar:

Um travesseiro inflável + colchão inflável (caso ache um lugar seguro para dormir)

Cobertor

Comida

Garrafas d’água

Doces

Armas + munição

Sei que para um garoto eu tenho a letra desenhada de mais, graças às aulas de caligrafia da minha mãe.
Precisa ver se nossos vizinhos os Wolshi’s (casal de velhos diabéticos viciados me doces e froot loops) estavam vivos pois se não estivessem, acho que eles não iriam se importar de eu pegar todos os doces escondidos pela casa. Por sorte minha ou azar deles, eles estavam mortos, havia tanto doce quanto a looping Landia (loja de doces na esquina da escola). Achei o Sr. e a Sra. Wolshi’s um na cozinha e outro na sala, apenas com seus pescoços devorados. Peguei tudo oque tinha para pegar, quando estava descendo as escadas para a sala percebi que o corpo do Sr.Wolshi’s não estava mais sobre o sofá.
– Será que oque os matou, voltou para buscar a refeição?
Ouvi um barulho na cozinha.
– Acho que foi pegar a Sr.Wolshi’s também bem acho que vou sair daqui antes que venha atrás de mim também!
Mas foi só eu fechar a boca e cena mais esquisita e assustadora me ocorreu, eu os vi de pé na minha frente. Eles estavam vindo para o meu lado, corri em direção da porta, e quando estavam chegando perto, eu fechei e os vi bater com o rosto no vidro. O Sr. Wolshi’s batia com a cabeça no vidro para quebra-lo e vir atrás de mim.
– Não vou esperar até vocês saírem dai!
Segui ao rumo da primeira loja de armas que eu conhecia, por mais que eu soubesse onde fica nunca me lembro do nome dela, que engraçado. Bem acho que irei ficar por lá, por hora. No caminho encontrei muitos “canibais semimortos”.
– Terei de encontrar uma rota segura. Acho que vou pelo beco atrás da casa da velha maluca, e vou entrar pela porta dos fundos, ninguém sabe daquela porta! – Foi isso que eu pensei, quando cheguei lá, tinha no mínimo uns 6 zumbis. Tive de improvisar, fiz barulho na outra ponta do beco quando eles foram para lá eu entrei correndo.
–Estou seguro, mas, até quando?