The Last Hope
2 A pirata e a princesa
Acordar de um sonho turbulento em meio ao um susto, não é nada bom para o coração, pode ter certeza disso.
– Tem alguém tentando entrar! – Corri para de trás do balcão peguei a primeira arma que vi, por sorte era um rifle semiautomático.– Deixe a gente entrar. Eu tenho uma criança comigo seu imbecil egoísta! Nos deixe entraaaaaar! – Veio de trás da porta, a voz de uma garota irritada! Corri e abri a porta o mais rápido que pude, e a cena na qual me deparo é um tanto cômica tão cena de histórias infantis quanto podia ser. Uma garota morena de cabelos negros, vestida de pirata carregando em seus braços uma princesinha, e a princesinha carregando um ursinho e um machado ensanguentado.– Não é todo dia que vemos a capitã gancho sequestrando uma princesinha! – Disse segurando a risada – Então...vocês estão indo para uma festa de dia das bruxas? Porque se sim, desculpe princesas, mas são fantasias marcadas, todas iguais. Se quiserem se fantasiar de zumbis são bem vindas à festa! Quando a pirata virou não pude conter uma forte gargalhada, ela tinha em seu rosto um bigode torto feito de lápis de olho talvez. Provavelmente trabalho da pequena. A princesinha escondia o sorriso atrás da cabeça do ursinho de pelúcia. Sim aquilo definitivamente era trabalho da pestinha, lembro quando Christi fazia isso com nosso pai...Christi, sinto tanto sua falta, e essa menina me lembra tanto você.– Do que esta rindo imbecil? Tenho cara de palhaça?– Olha de palhaça não, mas talvez de pirata francês com bigodes! – Disse quase chorando de tanto que ria do rosto enfurecido daquela garota. Quando disse “bigodes” ela correu para frente do espelho e soltou um grito que estouraria meus tímpanos caso eu estivesse do lado dela.– Clariceeeeeeeeee! Sua praga eu vou te largar de lanchinho para os zumbis! A pequena Clarice correu para o meu lado e se agarrou em meu braço, me fazendo uma pergunta que fez escorrer lagrimas em meu rosto novamente me lembrando de Christi– Você vai me proteger né?- disse Clarice com um rosto de pavor, quase de choro. E com todo o amor do mundo que tinha pela minha irmã eu respondi.– Sim, vou te proteger de tudo. Prometo de coração!- Me agachei para abraça-la. Quando ela viu minhas lagrimas passou sua mãozinha em meu rosto, e abriu o sorriso dizendo. – Não precisa chorar eu estou aqui, também prometo te proteger. Porque agora você também é o meu mano!– Quanta rasgação de seda. E garota você acabou de conhecer ele como você quer que ele seja seu irmão? Eu sou sua irmã, porque você não me trata assim peste?- parecia que ela estava um pouco brava com a pequena. Mas Clarice não deixou barato!– Porque você quer me dar de lanche pros zumbis, e vive me xingando. E ele disse que vai me proteger de coração!- Disse a mini mulher maravilha cruzando os braços e fechando o rosto para a irmã.– Ah então significa que eu não te protejo? Eu estou cuidando de você desde que nossos pais morreram, você é o meu fardo! Devia ter deixado você naquela casa para ser devorada! Clarice esticou os braços em minha direção pedindo colo, chorando ela escondeu o rosto em meu pescoço, e apoiando o ursinho do outro lado.– Você não deveria tratar sua irmã assim! Ela é a sua única família, vocês duas tem que se unir para se proteger, e não se matar. Ela é sua irmã mais nova, é sua responsabilidade amar e protege-la. Você não percebe que ela esta apavorada com tudo isso? Ela é apenas uma criança, você por outro lado não, mais se comporta como uma! – Disse irritado com aquela garota metida, algo nela me irrita profundamente. Talvez seja o modo como ela trata a pequena Clarice, ou talvez seja o modo como ela se vê por cima de mim!– Caso queira tomar um banho, e tirar essa roupa ridícula, subindo a escada ali no final do corredor tem um banheiro, e a segunda porta a direita tem um quarto com as roupas da filha mais velha do dono da loja. Pode ir lá que eu cuido do teu fardo, quem dera se a minha irmãzinha estivesse viva.- Virei de costas para a criatura mal humorada e mal educada, enquanto eu colocava Clarice na minha cama inflável e lhe entregava um pacote grande de MM’s, e aos poucos vi a pequena cair no sono e ao lado dela um pacote de MM’s caído manchando eu rostinho. Fiquei com ela ali, até que a irmã dela voltasse. – Acho que a garota não era muito adepta a calças!- Disse a pirata. Quando me virei para vê-la me deparei com uma garota linda, com um vestido branco pelo joelho e com botinha militar. O bigode feito de lápis sumiu e deu lugar a uma boca muito bem desenhada, uma boca que tinha uma cor que me dava vontade de beija-la. Ela parecia aquelas garotas dos anos 50, tão feminina...de boca fechada.– Mas que merda mesmo, essa maldita garota só tem vestidos e calças coloridas. Não tem nada descente, ei você não quer me emprestar as tuas roupas? — ela parecia um garoto vestida com um corpo de garota, ela apontou para a minha mochila como sinal que fosse mexer nela.
– Não, não empresto. E você ficou bem assim, assim ao menos eu identifico que você é uma garota! – Sorri de lado para a pirata, e sai do lado da pequena Clarice. – Você pode dormir ali com ela, eu me arranjo ali nas cadeiras ou encima do balcão. Me sentei no chão, e logo a pirata se sentou ao meu lado.– Ei você ainda não me disse seu nome, ou você prefere que eu continue te chamando de pirata?– Me chamo Christina , mas pode me chamar de Christi! – Disse ela abrindo um sorriso, ela tinha um sorriso tão bonitinho.- E você, qual o teu nome?– Me chamo Kiyan.– Hmmmm, você tem um nome forte para um sentimentalista!- que debochada essa garota!–Acho que não gosto de você!– Finalmente temos algo em comum!- disse a pirata debochando mais uma vez de mim, eu realmente odeio essa garota!– Espera, você disse que seu nome era Christi? – Uhuum, por quê? Em poucos segundos me via chorando novamente, minha irmãzinha, minha pequena Christi. Porque eu não podia ter sido morto também ao invés de continuar vivo, e carregando o peso da culpa de não ter podido protegê-la? – Você esta bem? Oque aconteceu? – Vi Christina preocupada comigo, seus olhos fixados em mim, ela me deitou em seu colo. Por que ela estava fazendo aquilo? – Me conta oque houve e qual o motivo do teu choro! Comecei a contar tudo para ela, e lá se foram mais de duas horas de conversa. – E agora, para onde esta indo?– Nem eu sei, só vou ir andando por ai e me mantendo vivo até eu achar o responsável por isso tudo!– Então vamos com você, primeiro não posso deixar você ir sozinho e, segundo Clarice enlouqueceria se te perdesse de vista!– E então para onde vamos?– Vamos para onde tudo isso começou...Novo México!
Fale com o autor