The Killers- Interativa
22 Capítulo 21- Amigos, amigos... Desespero a parte!
Notas iniciais
Class Trial
O corpo de Ryan Queen foi encontrado na Sala de Esgrima, o abdômen perfurado por uma das espadas utilizadas no esporte, provavelmente ele foi encontrar-se com outra pessoa para dizer-lhe algo antes de ser assassinado, as pistas não apontam para nenhum dos estudantes em especial e não há nada que eles possam suar para chegar a um resultado. Quem é o assassino?
° ° °
Adari Addolarata
Detetive de Nível Super Colegial
“O que somos nós se não pequenas pragas do universo?”
Já esperava que isso fosse acontecer, para ser sincero, perdi todas as esperanças de que possamos viver em paz nesse lugar. Me pergunto quantos vão sobrar no meio desse jogo, será que perderemos mais alguém hoje? Será que dessa vez o culpado escapará? Fico com medo de que não consigamos encontrar a conexão entre as pistas e que seis de nós morram, eu mesmo temo pela minha vida e de meus amigos. Me pergunto o que o manda-chuva devia estar pensando, com toda certeza estava se deliciando com cada minuto de desespero que vivíamos.
O elevador sacolejou um pouco e suas portas se abriram, entramos no tribunal em silencia, olhando uns para os outros com certo receio. Um deles havia matado alguém, um deles havia nos traído e mandado mais um colega para a cova. Agora nos lugares de Nina- que na verdade era Alina- e de Ryan, haviam dois cavaletes com suas fotos riscadas por um X vermelho, antes esse tribunal estava cheio, mas agora tudo o que vejo são fotos de pessoas mortas que não vão mais voltar.
– Ora, ora... Não pensei que vocês fossem voltar a este tribunal mais uma vez- a voz irritante de Monokuma ecoou pelo salão, ele era o mais contente com tudo o que estava acontecendo- eu avisei, bastava apenas aceitar viver em paz aqui para sempre, mas a teimosia de vocês e o apego que sentem pelo miserável mundo além dessas paredes faz com que matem seus amigos. Upupu... Vamos deixar de conversa, vamos logo a mais um Julgamento Escolar! Quem de vocês matou Ryan Queen?
Enquanto ele dava altas gargalhadas, fomos todos para os nossos devidos lugares, aquilo iria começar mais uma vez, um jogo de desconfiança e cheio de enigmas a serem revelados, mas precisávamos descobrir qual de nós era o assassino, ou, todos iriam morrer. Eu não quero que isso aconteça, por isso darei o melhor de mim, e espero que os outros façam o mesmo. Que nenhum deles caia no desespero, que nenhum deles deixe de ter esperança de que um dia possamos sair daqui.
– Vamos, vamos, comecem logo com isso. Eu tenho muitos compromissos! – Monokuma bufou em seu trono, enquanto nos encarava com um semblante sério- porque não começam falando sobre a hora e o local do crime.
– Tudo bem, então vamos acabar logo com isso- Carlos bufou puxando o seu cartão eletrônico do bolso- não aguento mais ficar nessa sala.
(Prova N°1- Monokuma Files)
– Segundo o que diz aqui, a causa da morte de Ryan foi hemorragia causada por algum objeto afiado que atingiu seu abdômen, além de alguns sinais de violência, a hora da morte foi aproximadamente as 23h20min- era Kanoto quem lia- e o local da morte foi mesmo na Sala de Esgrima.
– A arma do crime com certeza é a espada de esgrima, o ferimento tem o mesmo formato que a ponta dela- comentou Esther- e também não haveria mais nenhum objeto afiado naquela sala, a menos que o assassino tenha trazido a arma de outro lugar.
– Acho que não- sibilou Joey- haviam sinais de violência no cadáver, acho que o assassino atacou Ryan para deixá-lo cansado e depois matou-o com a espada, a menos que o assassino fosse muito idiota e tivesse esquecido de usar a arma que ele mesmo tenha trazido.
Voltei a olhar para o Cartão Eletrônico, porque o assassino teria feito tudo aquilo se ele teve a oportunidade de mata-lo facilmente sem interrupções? Será que o assassino na verdade não queria matar Ryan? Será que Ryan tentou convencer o assassino a não matar ninguém? Espere, é isso!
– Sabe, já pensaram na hipótese de que o assassino não tivesse a intenção de mata-lo? – perguntei, olhando bem para todos.
– O que quer dizer com isso? – perguntou-me Daniel, ele com certeza estava chocado com a morte do recém-amigo.
– Que talvez ele e o assassino tenham discutido sobre alguma coisa e depois de uma briga feia, o assassino tenha se desesperado e matado Ryan.
– É uma boa hipótese Adari, faria sentido- disse Natsuri levando a mão direita ao queixo como se estivesse pensando em algo- mas, por qual motivo eles brigariam? Não vejo o Ryan dando motivos para sair brigando com alguém daqui.
– Talvez ele apenas quis se encontrar com o assassino pra conversarem, para tentar traçar um plano de fuga ou...- Esther disse em tom pensativo.
– Para combinar um assassinato? — eu disse, sabendo que era isso que ela queria falar.
Daniel nos olhou com certa fúria, batendo o
– Será que não podemos deduzir quem foi pelas marcas de violência? — perguntou Carlos.
(Prova N°2- Sinais de Violência)
– Espera- disse Esther exaltada- quando Carlos e eu observamos o corpo, nós vimos diversas manchas roxas e outras avermelhadas, principalmente nos braços e no corpo.
– E o que isso tem a ver? – perguntou Daniel.
– Quero dizer que havia sinais de que ele tinha sofrido violência, mas não havia sinais que ele tivesse batido em alguém.
– E como você deduz isso? – Kanoto perguntou.
– Olhe para nós, alguém aqui parece ter saído de uma briga feia? O Ryan com certeza levou socos e tapas, talvez chutes, mas nenhum de nós parece ter sequer um arranhão.
– Então está tentando dizer que ele deixou que batessem nele? – perguntou Joey- Faz sentido em questão dos ferimentos, mas não acho que alguém deixaria que outra pessoa lhe espancasse, sem essa se defender.
– Tem razão, mas deve ter algum motivo pra isso. Algo que conecte todas as pistas de modo que elas façam algum sentido. Já sabemos que ele pode ter discutido com alguém, este alguém deu uma surra no coitado e depois o matou.
– Será que ninguém viu Ryan e outra pessoa saindo dos seus quartos? Não é possível que ninguém tenha desconfiado de algo estranho que havia acontecido.
– Espere, tem uma pista que pode conectar ambos os casos.
– E qual é?
– Os presentes que recebemos, alguém deve ter colocado eles lá não é?
(Prova N°3- Presentes Misteriosos) / (Prova N°4- Testemunho de Esther)
– Tem razão, os presentes, foi alguém que os colocou lá não é? – disse Kanoto entusiasmada- todos receberam um não foi?
– Exato, e provavelmente foi um de nós que os deixou lá, afinal o Monokuma não iria nos presentear com nada- bufou Carlos- mas onde eles conseguiram aquelas coisas?
– No depósito, com toda a certeza- ponderou Joey- existem muitos itens do tipo lá.
O depósito, então alguém foi até ela para pegar os presentes, enquanto Ryan era assassinado, ou, talvez essa pessoa seja o assassino. Mas isso não faz o mínimo de sentido, com certeza deve ter algo mais nessa história, mas para podermos tirar a dúvida precisamos primeiro descobrir quem era a pessoa que estava deixando os presentes em nossas portas e depois descobrirmos quem é o assassino, tenho medo, quase morremos no outro julgamento, e eu não quero morrer neste.
– Alguém viu ou ouviu essa pessoa deixar os presentes em nossas portas? — perguntou Natsuri- será que todos os quartos são insonorizados?
– Na verdade, quando se deixa a porta entreaberta você pode ouvir facilmente os sons que vem do corredor- disse Esther ajeitando os cabelos- como eu tinha dito antes ao Carlos, ontem a noite eu tinha saído para a cozinha e quando voltei, deixei a porta entreaberta, então eu escutei passos, achei que fosse o urso maligno de início, mas a pessoa apenas deixou algo na minha porta e saiu depressa, então eu fechei a porta, pois eu tinha medo.
– Foi você! — gritou Daniel.
Seu rosto estava extremamente vermelho, os punhos fechados e uma expressão de fúria, nem mesmo depois da morte de Tyler eu havia visto ele daquele jeito, o garoto parecia que ia ter um ataque cardíaco, enquanto apontava o dedo em tom de ameaça para Esther que apenas piscava sem compreender o que o garoto dizia:
– Você disse que voltava da cozinha? Você deve ter matado ele, você é uma assassina.
– Eu não matei Ryan, está me acusando sem provas sabia?
– Dane-se, só pode ter sido você, você já matou antes não foi?
Dessa vez foi Esther quem ficou vermelha, olhando com fúria para o garoto, ela respirou fundo tentando se acalmar enquanto os outros apenas encaravam os dois, seria mesmo Esther a assassina? É claro que ela matou uma vez, mas pelo que ela me disse na sala dos professores, ela não queria matar ninguém. Ela apenas queria que todos saíssem e suas palavras me pareciam verdadeiras.
– Não me lembre disso seu idiota. E porque eu sou a assassina? Que provas você tem que me incriminam.
– Foi você sim, você foi a única a sair dos quartos no horário da morte.
– Como assim? – Joey perguntou calmamente- como pode ter certeza que ela foi a única a sair dos quartos?
O garoto parou estatelado antes de fechar os olhos, eu podia ver lágrimas saindo deles. O que era aquilo? Daniel estava chorando? Eu não sabia que ele era tão sentimentalista assim, sempre o achei um tanto quanto arrogante e egocêntrico, mas com certeza algo deve ter feito ele mudar, talvez uma chama de esperança tivesse nascido dentro dele. Mas como ele sabia que ela fora a única a sair, será que ele era o assassino? Será que Daniel havia matado Ryan e tentado pôr a culpa em Esther por algo que ele havia feito.
– Eu vi, eu estava lá no corredor, eu vi ela chegar de algum lugar eu só posso deduzir que ela o matou.
– E como você a viu? O que estava fazendo no corredor? – perguntei.
– Estava entregando os presentes.
(Prova N°5- Pessoa Misteriosa)
– Então era você? – Kanoto exclamou- você colocou os presentes em nossas portas, mas... porquê?
Daniel enxugou as lágrimas enquanto encarava a cada um de nós, depois de alguns segundos de completo silêncio ele disse:
– Logo quando eu cheguei a essa escola, eu abominava todos vocês, odiava o fato de ter que estar preso aqui com pessoas tão fúteis, tão chatas, tão inferiores a mim. Vou confessar algo a vocês... Eu sou um sociopata. Ou era pelo menos, mas depois de um tempo, mais especificamente depois da morte de Tyler, eu comecei a mudar aos poucos, comecei a sentir algo dentro de mim aquecendo, como que uma esperança se renovando cada vez mais dentro de mim. Eu não queria mais me render ao Monokuma, não queria mais me render ao desespero que ele estava causando em cada um de nós e também não queria que nenhum de vocês se desesperasse porque eu sabia o que aconteceria depois disso, mortes e mais mortes. Eu não queria isso, por isso eu procurei Ryan, ele também tinha mudado muito aqui dentro, então nós formamos um plano. Todas as noites íamos entregar presentes a vocês, pedindo para vocês manterem a esperança viva dentro de seus corações, assim ninguém precisaria mais matar ninguém porque nós estamos juntos nessa não é mesmo? Mas, parece que o plano falhou, perdi Tyler que era um bom amigo e depois perdi Ryan que passou a ser meu amigo também e tudo porque Esther matou o Ryan, ela foi a única que eu vi chegar perto da hora do crime.
– Eu já lhe disse que eu não matei ninguém! Será que é difícil isso?
– Espere- Carlos gritou para que eles parassem- Natsuri, você me disse que tinha visto Ryan conversando com alguém?
– Sim, eu vi.
(Prova N°6- Testemunho de Natsuri)
– Foi a duas noites atrás, eu tinha visto Ryan conversando com alguém perto da Sala de Manutenção, na penumbra eu não vi quem era, mas só podia ser homem. Achei que ele fosse convidar alguém para treinar esgrima ou fazer outra coisa.
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Monokuma Files
Natsuri fechou a porta da sala com cuidado enquanto olhava para ambos os lados vendo se tinha alguém por ali, tinha medo que algo acontecesse a ela por estar saindo assim todas as noites. Foi quando ela ouviu uma voz familiar:
– Precisamos fazer isso amanhã a noite, é o único tempo que teremos, o quanto antes começarmos melhor- era Ryan.
– Sim- respondeu uma voz masculina- vamos começar amanhã a noite. Mas, vamos os dois juntos?
– Não, você vai na frente, antes eu tenho que falar com alguém.
° ° °
– Homem? Tem certeza?
– Sim, absoluta- ela falou rapidamente.
– E conseguiu ver quem era?
– Não, mas agora tenho certeza que era o Daniel- ela falou calmamente, com certeza estava escondendo a tristeza por perder o seu melhor amigo- eu disse ao Carlos que tinha estranhado que os dois andavam juntos demais ultimamente, mas agora eu sei para que era.
– Então não foi Daniel- Kanoto disse ajeitando os cabelos- mas Ryan tinha dito que ia falar com alguém não era? Então isso não tira a suspeita de Esther.
– O que eu preciso fazer para vocês acreditarem que não fui eu? – ela falou gritando, estava calma, se fosse realmente culpada deveria agora estar desesperada.
– Só pode ter sido você Esther, você estava fora do quarto perto do horário da morte dele. Foi você, com certeza!- gritou Daniel
– Esperem- falou Joey- Daniel, a que horas você começou a entregar os presentes?
– Cerca de onze horas e dez minutos ou próximo a isso eu acho. Porque?
– O horário da morte foi as onze e vinte, ou seja, não teria como Esther aparecer no quarto as onze e dez e em dez minutos ir até a sala de esgrima para matar Ryan, isso é quase impossível.
Daniel olhou para o chão tristemente, numa expressão de raiva, estava ficando cada vez mais difícil conseguir uma prova definitiva de quem era o assassino. Mas precisávamos tomar cuidado, uma acusação errada e todos nós acabaríamos mortos, eu preciso pensar, preciso pensar sobre cada prova, tentar achar as pistas ocultas que nos levam ao assassino. Vejo Monokuma tapar as mãos com a boca para tentar esconder a risada, para ele aquilo deveria ser a maior das diversões, mas eu não ia ser morto por aquele urso maníaco.
Vou tentar recapitular tudo, se Ryan chamou alguém, é porque ele queria falar algo para essa pessoa, mas o que ele queria falar? Seria algum segredo? Ou ele apenas chamou para ensiná-la a lutar esgrima, e essa pessoa se aproveitou da chance que teve para fazer um crime perfeito e sair daqui.
– Se o Ryan chamou alguém, então ele queria falar algo a essa pessoa não é? Alguém tenha ideia do que seja?
– Espere- disse Carlos estralando os dedos- aquele papel na mão dele.
(Prova N°7- Papel com Segredo)/ (Prova N°8- Convite de Ryan)
– É mesmo, aquele que dizia “Você é adotada”. Acho que ele devia ter ido contar a alguém que os pais dessa pessoa não eram seus pais verdadeiros, com certeza a pessoa deve ter enlouquecido e o matado- disse Natsuri calmamente- deve ser um choque para alguém descobrir que sua família, seu nome, sua vida, nenhum deles são seus.
– É verdade, mas ele disse “adotada”, no caso então seria uma mulher não? — perguntou Daniel.
– Provavelmente ele convidou uma das garotas para treinar esgrima quando na verdade seu intuito era simples, ele não aguentava mais guardar segredo então revelou a ela- disse Joey- mas como Esther tem um álibi do horário, então podemos ter certeza que não foi ela, então se formos olhar por esse lado, temos apenas Kanoto e Natsuri como suspeitas.
– Espere, eu? — sibilou Kanoto- M-mas eu estava no meu quarto o tempo inteiro, posso garantir eu não mataria ninguém.
– E como você nos garante isso? — perguntei- tem alguma prova de que você não é a culpada Kanoto?
– Não tenho nenhuma prova, mas eu não matei ninguém. Eu sequer vi o Ryan aquela noite, e também não recebi nenhum convite dele para treinar esgrima ou nada do tipo, eu nem era tão chegada a ele assim.
– Vamos para as próximas pistas- disse Daniel- e veremos se você é ou não culpada.
– Bom, como podemos ter certeza de que ele realmente chamou essa pessoa para revelar o segredo? — disse Natsuri- Talvez ele tenha convidado outra pessoa para realmente treinar esgrima e no final de tudo daria a ela o segredo para que ela o revelasse a tal pessoa. Então nesse caso qualquer um de nós poderia ser o assassino.
– Não, podemos ter certeza de que ninguém treinou nada ali- disse Esther- eu mesma conferi.
(Prova N°9- Espada de esgrima) / (Prova N°10- Depósito Intocado)
– Para se treinar esgrima- disse Joey- é preciso ter todo um preparo, além é claro de equipamentos de proteção pois aquelas espadas podem machucar e até matar como vimos hoje, no entanto, como a própria Esther nos falou, apenas uma única espada fora retirada do depósito e esta foi a arma do crime.
– Tá, mais qual a importância disso para o caso? — perguntou Kanoto.
– Isso significa que o treino era só uma fachada, na verdade Ryan chamou a pessoa para conversar sobre um assunto em particular, ou apenas para dizer aquela pessoa que ela era adotada.
– Daniel e Natsuri eram os mais próximos a ele, tem certeza que ele não comentou com nenhum dos dois com quem ele iria conversar aquela noite?
Ambos acenaram negativamente, eu tinha de estar deixando algo passar, algo que eu tenha deixado passar despercebido antes, a prova que vai nos levar até o assassino. Foi quando ouvimos um grito de Carlos, ele estava com os olhos arregalados enquanto olhava para nós surpreso, como se estivesse tendo uma alucinação, mas depois que ele se recompôs apenas disse:
– Eu já sei quem é o assassino- falou cabisbaixo, triste, como ele teria descoberto.
– Como assim? Você sabe? Então nos diga logo, ande! — gritou Daniel, ele com certeza era o mais animado para descobrir logo o assassino de Ryan.
– Quando Ryan desapareceu, eu, Esther e Natsuri fomos procurar assim como todos os outros, e nós três o encontramos. No entanto teve um detalhe que eu devia ter notado na hora, mas eu acabei deixando passar.
– Que detalhe? – perguntou Joey.
– O anúncio de descoberta de cadáver. Ele é dado quando três pessoas exceto o assassino encontram o corpo, como eu disse, Esther, eu e Natsuri achamos o corpo, no entanto o anúncio só foi dado quando Kanoto chegou a sala.
Todos ficamos boquiabertos, pelo que sabíamos o assassino era mulher, tinha sido convidado por Ryan para revelar um segredo e Esther tinha um álibi perfeito, então só nos restava...
– Natsuri- Carlos continuou- você é a assassina.
– Eu? Mas eu não mataria o Ryan, ele era meu melhor amigo, vocês estão errados, estão deixando alguma pista passar eu não sou a culpada- ela gritava desesperada- eu não matei ninguém.
– Não tente nos enrolar Natsuri- Daniel gritou- Esther tem um álibi e Carlos não poderia ter matado ele, só restou você.
– E como Carlos não poderia- ela falou apontando para o lutador- e se ele o matou? E ele está falando esse negócio de anúncio de cadáver para confundir a gente? Ele é o assassino, ele!
– Foi você Natsuri- eu falei calmamente- assuma logo e vamos acabar com isso.
– Assumir? Acaso você tem alguma prova concreta de que seja eu? Tem?
– Sim eu tenho- ela parou boquiaberta enquanto me encarava surpresa, ela com certeza não esperava por isso e eu já me lembrei da prova que eu tinha- a minutos atrás você falou que o papel de Ryan continha as palavras “Você é adotada” no entanto, apenas Esther e Carlos viram esse papel e não nos disseram o conteúdo, então Natsuri, como você sabia?
Ela ficou cabisbaixa, as lágrimas saindo do seu rosto enquanto ela soluçava, eu não podia acreditar que ela tenha feito aquilo, logo ela, a menina que tem nos ajudado tanto a descobrir como sair daqui, justo Natsuri tinha que se render ao desespero e matar o seu melhor amigo.
– Joey, poderia fazer um resumo do caso por favor?
– Sim.
– Cerca de 23h00min, Ryan Queen a vítima, teria mandado um convite para sua amiga para que ela viesse treinar esgrima com ele, pois este tinha medo de treinar sozinho. Ela aceitou o convite e foi falar com ele. Mas ao chegar lá, Ryan não queria treinar nada, apenas queria contar a sua amiga um segredo dela que ele sabia e que vinha sufocando-o cada dia mais, que ela era adotada. Quando ele finalmente contou e com o choque de saber a verdade, Natsuri agiu por impulso extravasando sua raiva em Ryan, o garoto permitiu que ela batesse nele, pois sabia o quão surpresa e desesperada ela estava, ele só não esperava, que ela fosse pegar a espada de esgrima que ele segurava e mata-lo com a mesma. Teria sido tudo perfeito, só que a assassina não contava que seu segredo fosse descoberto graças ao anúncio de cadáver, não foi mesmo? Natsuri Kurama.
– Sim, fui eu- ela falou calmamente- eu matei Ryan!
– Ótimo- gritou Monokuma- se já sabem quem é o assassino, então votem com o botão a frente de vocês!
Votamos e depois de algum tempo, Monokuma saltou em seu trono de felicidade, ele iria ter aquilo que ele mais gostava, desespero.
– Isso mesmo, quem matou o estudante Ryan Queen, foi Natsuri Kurama!
– Porque você fez isso- gritou Daniel- ele era seu melhor amigo, como você pode tirar a vida dele de uma maneira tão cruel assim?
– Eu estava desesperada, saber que minha família não era minha e que tudo o que eu tive até então foi apenas uma grande mentira, eu fiquei louca, e acabei descontando nele- ela deu uma pequena risada- e eu achava que ia sair daqui com todos vocês, sempre lutei contra o desespero e no fim, olha o que eu fiz? Sinto muito Ryan, eu sinto muito.
– Espere Natsuri- disse Carlos- ainda tem mais uma coisa, o que você tanto fazia na sala de manutenção?
Ela sorriu fracamente indo até ele e o abraçando com força, depois tirou o colar dela e o entregou ao rapaz sussurrando algo em seu ouvido, vi lágrimas caírem dos olhos do lutador enquanto Natsuri se desculpava para Ryan. Era uma cena triste, triste e cheia de desespero, ela sabia que iria morrer logo em seguida, mas estava um tanto quanto tranquila, poderia dizer que receberia a punição de braços abertos.
– Adeus, eu sinto muito, por todos vocês e por Ryan. Mas eu compensarei, deixei uma esperança para que vocês sigam em frente- foi quando eu vi seus lábios sibilarem algo- “armário 17”!
O que seria armário 17?
– Está tudo muito divo, muito lindo, cena digna de novela das nove, mas eu sinto muito pessoas, porque chegou a hora que todos nós esperávamos, chegou a hora de ver o circo pegar fogo! Vamos com a nossa Hora da Punição!
Ele pegou o seu típico martelinho batendo-o contra um botão vermelho, iríamos ver um colega morrer... de novo.
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Gamer Over
Natsuri Kurama
Natsuri foi pega em flagrante.
Começando a punição.
° ° °
Error! Error! Vírus Detected!
Natsuri está em um local totalmente amplo e escuro, está sentada sem que possamos ouvir ou ver nada além dela, podemos ver que em sua roupa foi colada uma pequena placa com o nome “Vírus”, foi quando um barulho de engrenagens pode ter sido escutado e paredes negras começam a se erguer do chão. Formando um gigantesco labirinto em volta de Kurama, a garota se levanta assustada, olhando para todos os lados com medo do que possa acontecer. O som de sirenes pode ser escutado, enquanto ouvimos a voz de Monokuma gritar:” Um vírus entrou no sistema! Antivírus ligado”. Vemos então que em uma das extremidades do labirinto, centenas de Monokumas surgem.
Eles começam a perseguir Natsuri que corre com todas as suas forças, ela corre pelo labirinto enquanto os Monokumas de garras afiadas a perseguem sem se cansar, tanto pelo chão quanto subindo em cima das paredes do labirinto. Podemos ver o desespero na face de Natsuri a cada vez que a voz de Monkuma diz: Exterminem o Vírus! Erro crítico! Erro Crítico. Foi quando a garota entrou em um longo corredor, correndo com todas as forças por ele, tentando buscar uma saída enquanto os Monokumas a perseguiam, foi quando se deu conta de que a passagem era sem saída, ela tentou escalar a parede mas não conseguia, então ela apenas encostou-se na parede aos prantos, enquanto que os Monokumas saltavam para cima dela e nós podíamos ver o sangue escorrer pelo corredor formando uma grande poça. Natsuri estava morta.
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– Adorei! Amei! Me apaixonei por essa execução, foi tão excitante que chego a perder os trilhos, agora vão seus bastardos, eu tenho mais o que fazer. Upupu!
Todos saímos da sala cabisbaixos, mais uma morte, mais um amigo que perdemos de forma brutal, eu não queria que isso acontecesse mais uma vez, pois se o fizesse seria terrível. Espere, ela falou algo em armário 17. Deve ser na sala de manutenção. Todos os seis sobreviventes foram até a sala, que estava um pouco bagunçada, isso significa que Natsuri trabalhava em algo por aqui, procurei pelos armários no fundo da sala e finalmente achei o de número 17, o abri calmamente e lá dentro não havia nada, apenas uma pequena bola metálica de cor branca com um botão vermelho, o coloquei em cima da mesa para que todos vissem.
– O que é isso? – perguntou Esther- foi isso que ela deixou?
– Talvez devêssemos apertar o botão- sugeriu Joey- anda Adari, não temos a vida toda.
Apertei o botão vermelho e podemos ouvir um pequeno ruído, a bola branca se desfez formando um pequeno tronco, dois braços e pernas minúsculas se formavam, enquanto dois olhos robóticos encaravam a cada um de nós antes de uma voz mecânica dizer arrancando gritos de todos nós:
– Olá estudantes da Topo da Esperança. Eu sou Beep, uma unidade de pesquisa escolar, a seu dispor!
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Monokuma Files
A loira riu encarando a pequena plateia que ela tinha, havia juntado todos eles ao seu grupo, iria começar desde já a espalhar o desespero pelo mundo e eles a ajudariam. Seus talentos com certeza serviriam para alguma coisa que Enoshima Junko fosse precisar. E por sorte, não apenas os alunos do curso Principal estavam do seu lado. Mas havia conseguido convencer oito alunos do Curso Reserva, oito deles também a apoiariam.
Junko riu alto enquanto olhava seus mais novos discípulos. Sea Daliver, a nadadora que causara a prisão do próprio pai. Miranda Taylor, a enfermeira de um orfanato que escondia sua opção sexual por medo de não ser aceitada. Joey White Hunt, o menino gênio que perdera a família para um serial killer e que guardava um grave segredo. Rachel Summers, a famosa escritora que estava banhada em desespero. Aya Nakamura, a bailarina que viu a própria casa ser engolida pelas chamas. Nina Baudelaire, que era uma assassina de bandidos e criminosos, e que mantinha um nome falso, quando seu verdadeiro nome era Alyna Romanova. Esther Spinnele, a cantora que matarão próprio namorado. Ryan Queen, o herdeiro que havia tido relações com o filho do inimigo político de seu pai para abalá-lo e não queria que ninguém soubesse disso. E por fim, Natsuri Kurama, a programadora que não sabia quem eram seus pais. E ainda Crucius Seamakker, aquele que a introduzira no desespero, mas este se mantinha agora no lado da esperança.
No entanto, sete estudantes mantinham-se do lado da esperança o que era ridículo, pois nenhum deles a venceria. A Super Highschool Level Fashion Girl Enoshima Junko, não se renderia a nenhum deles, nem mesmo a Crucius que agora estava arrependido, mas já era tarde, Junko iria dar desespero a todos eles.
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Alunos Restantes (6/16)
Miranda Taylor –X-
Sea Daliver –X-
Klev Bisharp –X-
Crucius Seamakker –X-
Tyler Beackforth – X-
Rachel Summers –X-
Aya Nakamura –X-
Alyna Romanova (Nina) –X-
Ryan Queen –X-
Natsuri Kurama –X-
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