The Killers- Interativa

23 Capítulo 22- Fim da Linha- Parte I


Notas iniciais
O nosso antepenúltimo capítulo, espero que gostem!

Aquilo não estava mais divertido, na realidade aquele jogo do desespero já estava ficando mais cansativo do que esperava. No início tudo ia como planejava, os estudantes pareciam se jogar no desespero tal qual um suicida em um abismo, assassinatos e execuções, aquilo era realmente excitante, bem que Junko havia lhe falado o quanto o desespero poderia ser bom. E era verdade, ver os dezesseis estudantes do Curso Reserva se entregando totalmente ao desespero, se corrompendo aos poucos enquanto enfrentavam o banho de sangue daquele jogo.

Upupu... Como aquilo era bom, muito bom, infinitamente e desesperadamente bom. Dançava de alegria no meio da pequena sala, dançava mesmo, pois sabia que em breve tudo chegaria a seu fim, aquele jogo tinha que acabar e não poderia ser de uma forma qualquer, chega de assassinatos, aqueles jovens eram muito espertos e resolveriam qualquer assassinato que acontecesse, então faria algo diferente, um jogo do tudo ou nada. Esperança contra o Desespero, qual deles sairia vitorioso?

Se as paredes não fossem a prova de som, todos ouviriam a sonora gargalhada do ser humano que todos conheciam como manda-chuva ou mestre das marionetes, que assim como os outros era um estudante da Academia Topo da Esperança, mas era um estudante “oficial” não apenas um “reserva”, mas quem ligaria para isso agora? O que importava era que o desespero estava se espalhando de uma forma bem rápida e por falar nisso, tinha que liberar o último andar do prédio, o andar que escondia diversos segredos, mas só o fato deles terem chegado até ali com certeza significava que eram dignos de descobrirem o que estava por trás de suas desesperantes vidas.

Passou os dedos nos arquivos empilhados, pegando um com o nome “Natsuri Kurama”, com uma risada maléfica carimbou na frente da foto da garota: “MORTO”. Restavam apenas seis estudantes, quantos deles morreriam? Quantos sairiam vivos? Aquilo estava ficando cada vez mais excitante, pois sabia que ao sair dali, teria que participar de um jogo e dessa vez não como manda-chuva, mas como um mero estudante, teria que enfrentar o desespero afinal também era um estudante não era? Mas não se importava, desde que fosse para agradá-la, a sua melhor amiga, sua rainha, a grande deusa do desespero:

– Junko, se você estivesse aqui, com certeza ficaria orgulhosa! Vamos minha rainha, aprecie o grand finale!

° ° °

Joey White Hunt

Inteligente de Nível Super Colegial

“Se você perturba a ordem, você é punido, não é essa a regra da sociedade?” — Monokuma

Tive que me segurar para não desmaiar, mas todo o meu corpo tremia de medo e de surpresa. Então era isso que ela estava fazendo? Foi essa a esperança que ela deixou para cada um de nós? Com certeza é algo assombroso, mas não é nada para a garota que recebeu uma vaga na Hope’s Peak por ser especializada em tecnologia. É realmente um projeto brilhante, mas é claro que todos estão surpresos, afinal não é todos os dias que se vê um robô andar e falar por conta própria.

– Isso é de verdade? — perguntou Kanoto, analisando o pequeno ser robótico com cuidado- a Natsuri realmente fez isso? Não que eu duvide, mas é quase impossível.

– É claro que eu sou de verdade- exclamou o robô voltando seus olhos luminosos para Kanoto- Se eu fosse de mentira não estaria nesse momento falando com vocês, minha mestra me montou com cuidado e instalou um software bastante complexo o que me permite entender e formular frases como vocês, mas não devem estar interessados nisso.

– Se você sabe tanto assim, poderia nos dizer porque a Natsuri lhe criou? – perguntou Adari, sua expressão séria escondia a ansiedade que eu podia notar em seus olhos, aquele robô poderia nos tirar dali- qual a sua função... Beep não é?

– Exatamente, vou lhe explicar com cuidado Adari Addolarata, eu sou como disse antes uma unidade de pesquisa, minha mestra me coordenou para pesquisar sobre esta escola, tudo o que envolvesse o nome Hope’s Peak Academy, a academia Topo da Esperança.

Todos nos entreolhamos surpresos, então aquele robô deveria saber algo sobre essa loucura que estamos vivendo de matarmos uns aos outros. Sobre ficarmos a vida toda presos na escola, sobre tudo isso que está acontecendo, espero que ele possa nos ajudar com isso, para que possamos sair daqui. O robô deu algumas voltas na pequena mesa encarando individualmente cada um de nós, abaixou a cabeça desanimado antes de dizer:

– Eu descobri algumas coisas nos arquivos dessa escola, foi difícil descompactar os documentos, mas eu consegui algumas informações.

– Quais? – todos perguntaram em uníssono.

– Em primeiro lugar, sobre o plano de isolamento do colégio Topo da Esperança, não há muitas informações sobre ele, apenas que algo aconteceu, uma grande catástrofe, conhecida como “o incidente mais desesperador de toda a humanidade”. Depois disso os alunos da Topo da Esperança foram isolados pela escola, para se protegerem da catástrofe.

– É o que está acontecendo conosco não é? — perguntei- isso significa que alguém transformou um lugar que era para nos proteger em uma gaiola de onde não podemos sair.

– Sobre isso- o robô ponderou alguns minutos antes de finalmente dizer- esta não é a verdadeira Topo da Esperança, eu analisei os dados geográficos, essa ilha está localizada próxima a costa dos EUA, mas a verdadeira e oficial academia está localizada no Japão nunca houve outra.

– Espere um pouco- disse Esther- o que você quer dizer com isso? Que nós não somos alunos da verdadeira academia?

– Não, seus nomes estão nos registros, assim como a garantia de suas matrículas, além de indícios de pelo menos seis meses de aula.

– Seis meses? Mas nós estamos aqui a poucas semanas? — exclamou Daniel surpreso.

– Era isso que diziam os arquivos, mas voltando ao assunto, sim, vocês são alunos da academia, mas não como os outros, algumas informações estão mesmo muito compactadas e criptografas, ainda estou processando elas, por isso não tenho mais informações- o anúncio de horário noturno pode ser ouvido por todos, o robô nos encarou- voltem aqui uma vez por dia e estarei atualizando vocês.

° ° °

Carlos Lins

Lutador de Nível Super Colegial

“A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita” — Mahatma Gandhi

Como não descobri isso antes? A resposta estava ali o tempo todo e Natsuri parecia ter entendido o enigma da caixa, e agora eu estava com a oportunidade de abri-la diante de mim. A chave de seu colar, era ela o tempo inteiro que abriria a caixa. Sentia o nervosismo dentro de mim, uma ansiedade incontrolável, segurava a pequena caixa com cuidado, a chave já estava em sua fechadura, a depositei com cuidado em cima da minha cama, girei a chave duas vezes ouvindo um pequeno estalar, abri a tampa da caixa com cuidado analisando seu conteúdo.

Eram pastas, como aquelas usadas para guardar arquivos, eram de cor negra e brilhante, com o símbolo da escola desenhado em sua frente, contei-as, eram dezesseis. Estava nervoso, qual seria o conteúdo daquela caixa. Peguei uma qualquer, e abri, na primeira página havia algo escrito, algo que eu não esperava que estivesse:

Hope’s Peak Academy- Reserve Course

Alunos de Intercâmbio

Segundo o novo projeto da escola Topo da Esperança, estes arquivos contêm informações sobre os nossos possíveis estudantes. Talentos em ascensão que mesmo não sendo bons o suficiente para entrarem no Curso Principal, receberam uma vaga na escola, no entanto tendo que pagar taxas mensais e em troca, depois da formatura, poder usar o nome da escola para ter sucesso na vida. O Curso Reserva já existia no Japão onde fica a escola original, mas aceitava apenas estudantes japoneses ou que morassem no mesmo, mas agora estamos expandindo isso, buscando talentos em ascensão em outros países, que serão nossos Alunos de Intercâmbio e receberam o mesmo tratamento, o mesmo conhecimento e o mesmo prestígio que alunos comuns.

Fiquei pasmo, então nós pagávamos para estudar? Isso não pode ser verdade, porque se for então meu título de lutador é uma farsa, uma grande farsa. Na outra página havia uma foto de Sea, com alguns de seus dados. Nas páginas seguintes haviam registros de aula, notas, desenvolvimento nos estudos, e uma espécie de tabela de “Desenvolvimento de Talento”, mostrando o quanto de seu talento ela tinha aprimorado entre outros dados escolares.

Mas o que mais me chamou a atenção, foi nas últimas páginas, uma grande imagem do Monokuma pintada na folha. E o nome “Arquivos Monokuma” abaixo dele. Passei a folha com cuidado, e quase senti um nó no estômago. Haviam ali toda a vida obscura da garota, como ela causou a prisão do próprio pai, o que ela fez depois disso e o mais interessante era, ela havia se envolvido em um grupo de vandalismo da própria escola, chamado de “Super Highschool Level Despair”, aquilo era realmente muito estranho.

E assim fui lendo pasta por pasta, todas dizendo a mesma coisa, alguns dos estudantes faziam parte do grupo, outros se opunham totalmente a este, mas curiosamente na minha pasta havia lá “Neutro”. Como assim neutro? Nossa, não estou entendendo nada. Faltava apenas uma pasta a de Joey, li ela com cuidado, vi que de todos nós ele era o mais próximo de ter conseguido o título e a vaga no curso principal, só não conseguiu pois outro estudante já havia tomado seu lugar.

Cheguei aos “Arquivos Monokuma”, lendo tudo com cuidado, o incidente com sua família, o que ele passou depois disso e espere... Não, não pode ser, eu tenho que falar isso a todos os outros, eles precisam saber.

– Atenção desgraçados, dirijam-se as escadas para o nosso quinto e último andar, um novo mundo se abre para vocês, Upupu! – Monokuma ria na tela, será que ele não sabia de nada?

° ° °

Estávamos todos lá, enquanto a grade subia lentamente, eu olhava para Joey com o canto dos olhos, mas o garoto não percebia pois estava olhando para o seu cartão Eletrônico atualizado com o último andar, eu tinha que falar para os outros, apenas seis de nós restaram eu não posso esconder mais nada deles:

– Existem poucas salas no último andar, apenas sete. A sala do diretor, o jardim, outra enfermaria, uma sala de documentos, clube de música, sala de jogos e algo que diz aqui como Sala de Pesquisa e Avaliação, o que será isso? – perguntou-se Adari.

– É o único andar sem salas de aula não é mesmo? – disse Kanoto- estranho, mas vamos investigar isso logo, ainda temos que ver, “aquela coisa”.

Todos concordamos e fomos subindo as escadas, mas eu tinha que dizer aquilo logo, poderíamos investigar depois. Corri para frente de todos e puxei as pastas do meu casaco, encarando-os com nervosismo, todos tinham uma incógnita na cabeça, mas eu iria explicar a todos:

– Essas pastas estavam dentro do baú que recebi do Monokuma, e elas contêm coisas absurdas sobre nós. Nós não somos alunos da Topo da Esperança, somos alunos de intercâmbio que faziam parte do curso reserva e que pagavam para estudar aqui.

– Você só pode estar brincando- riu Daniel- como assim pagava? Mas e os nossos talentos onde ficam?

– Eu também não sei, mas essas pastas são originais, podem ver se quiserem, mas eu quero falar sobre alguém em particular. Alguém que mentiu para nós esse tempo todo! Saibam que temos um assassino entre nós.

– Assassino? — perguntou Adari- seria ele o manda-chuva?

– Acho que não, mas ainda assim você deveria ter contado... Joey, você é o novo Rei Negro não é?

Todos encaravam o garoto que apenas mantinha-se em silêncio de cabeça baixa, havíamos descoberto que ele era o sucessor de um antigo assassino que costumava deixar peças de xadrez junto dos corpos de suas vítimas, e que os pais de Joey foram as últimas vítimas do Rei Negro original que segundo os Arquivos Monokuma havia morrido de uma doença terminal e deixado um sucessor, o próprio Joey.

– Fale algo Joey, que história é essa! — gritava Esther- você é o Rei Negro não é?

Um riso, um riso que começou fraco e quase inaudível, mas que foi aumentado a cada segundo, uma risada macabra e que fez meu coração acelerar. Joey ria alto com as mãos no estômago, seus olhos ausentes de lucidez, o que estava acontecendo? O garoto segurou-se na barra da escada, enquanto aos poucos parava de rir, e com uma voz distorcida disse:

– Sim, eu sou o grande, o indomável, o indescritível Rei Negro, desde a morte dos meus pais, fui eu quem cometi todos os assassinatos até agora. É claro que o pobre Joey de antes ainda vive em mim, e graças aquela tal de Rachel eu quase fui extinguido dos seus pensamentos. Isso mesmo meus queridos colegas, eu o Rei Negro quase fui expulso do mundo dos vivos.

– Isso não pode estar acontecendo, você veio aqui para nos matar não foi? Não foi? – Kanoto gritava desesperada.

– Oh, minha pobre colega infeliz. Se eu quisesse matar um de vocês, teria feito isso a muito tempo, mas a verdade é que, o Joey gênio e inocente, me impede que eu toque um único dedo em suas vidas insignificantes- ele nem parecia o verdadeiro Joey, o calmo e compreensivo, aquilo estava enlouquecendo minha mente- e agora que já sabem a verdade façam o que quiser com ele!

A voz distorcida sumiu e Joey- ou o Rei Negro, não sei- caiu de joelhos ofegante, Joey nos olhou com piedade, lágrimas caíam de seus olhos e eu nunca pensei que veria Joey White Hunt chorando daquele jeito, ele levantou-se aos poucos enquanto enxugava as lágrimas:

– Sinto muito, eu não queria esconder isso de vocês, mas vocês não confiaram em mim se soubessem que eu era um assassino.

– E porque você não contou para ninguém? — gritei- porque escondeu isso de nós?

– Rachel sabia- ele falou calmamente- e Aya também, as duas sabiam o tempo inteiro quem eu era, e sabiam também que eu não machucaria nenhum de vocês, eu não me perdoaria se isso acontecesse.

– Devemos confiar nele?- Daniel perguntou.

– Sim – Adari disse secamente- se Joey quisesse o nosso mal, teria cometido um assassinato muito antes disso tudo, não teria nos ajudado em todos os casos até agora e foi como o próprio assassino disse, ele não permite que nenhum de nós seja machucado.

Nos entreolhamos por alguns segundos e depois concordamos, era difícil confiar em um assassino, mas naquele ponto, todos eram suspeitos de serem o manda-chuva:

– Sinto muito Joey- disse calmamente.

– Tudo bem, pelo menos agora vocês sabem quem eu realmente sou, vamos logo investigar esse andar.

° ° °

Kanoto Kimuzi

Garota da Moda de Nível Super Colegial

“Com o tempo, a morte será um mistério até para mim”

Todos juntos investigamos uma a uma as salas do último andar. O jardim era um pátio imenso e verdejante, um chafariz jorrava água em seu centro enquanto que uma cúpula com purificadores de ar nos separava do mundo lá fora. Árvores frutíferas, legumes, e todo o tipo de flores viviam ali, algumas as quais eu nem conheço. Além de uma colmeia artificial de abelhas sem ferrão, e alguns pássaros, era um local realmente belo e tranquilo de se ficar. A brisa fresca entrava por ela assim como em um jardim comum, no chão estava desenhado o símbolo da academia, e eu realmente queria ter ficado mais tempo ali.

A sala do diretor e a sala de documentos estavam trancadas, por isso não conseguimos entrar nelas e finalmente ver o seu conteúdo, o que significava que coisas importantes estavam escondidas ali, coisas que o manda-chuva não queria que víssemos. A sala do clube de música era realmente belíssima, paredes negras cheias de lâmpadas brilhantes, o piso branco e brilhante que chegava a cegar os olhos, um pequeno palco improvisado além é claro de muitos instrumentos, todos os que pudéssemos imaginar, como microfones gravadores e uma pequena sala de dublagem dentro da própria sala de música, era um verdadeiro estúdio, algo realmente interessante, mas não trazia pista nenhum para nós.

A sala de jogos era bem grande, as paredes azuladas traziam desenhos pixelados de personagens de jogo, como pac-man, asteroids, e outros diversos, o chão negro parecia refletir as imagens das paredes e uma luz fraca no teto dava ao lugar o aspecto de um daqueles fliperamas famosos. Havia uma sinuca no centro da sala, diversos jogos de árcade e máquinas de jogos se espalhavam pela sala, e em um canto, uma Tv digital gigantesca conectada a um vídeo-game de última geração, alguns pufes coloridos a frente delas, uma estante cheia de jogos e uma máquina de sorvete- realmente o andar mais divertido até agora, espere, não é hora de pensar nisso- ficamos um pouco naquela sala antes de finalmente ir para as próximas.

A enfermaria era igual a do primeiro andar, mudando apenas o fato de que tinha mais remédios e materiais de cirurgia o que era realmente estranho, porque não acho que alguém venha a ser operado dentro de uma escola. Restava apenas uma sala, a tal sala de pesquisa e avaliação, era uma sala negra e gélida, estaria praticamente vazia se não fosse por uma mesa negra com quatro cadeira e dezessete freezers próximos as paredes, freezers bem grandes e sete deles não estavam funcionando.

– Que lugar mais estranho para uma sala de pesquisa- comentei- o que são esses freezers estranhos?

– Não sei, talvez devam estar conservando alguma coisa para pesquisar não é mesmo? Mas de todo modo, é melhor irmos logo ver aquilo- sugeriu Carlos- temos outras coisas a discutir.

– Upupu, já vão, não vão querer saber o que tem nesses freezers?

Monokuma saltou de um lugar qualquer impedindo nossa saída, seu olho vermelho brilhava mais do que de costume e ele parecia rir marotamente de nossas faces. O que será que ele queria? Senti meu coração palpitar enquanto um arrepio inumano passou pela minha espinha, aquilo me dizia que isso não iria terminar bem.

– Como assim? – disse Adari- o que tem nos freezers?

– Ora, ora, é só contar, dezesseis freezers, dezesseis pessoas...

– Não me diga que...

– Isso mesmo, estamos diante dos seus colegas que já partiram desta para melhor!

Todos nós nos viramos em direção aos freezers. Sea, Miranda, Klev, Crucius, Tyler, Rachel, Aya, Nina, Ryan e Natsuri. Eles estavam ali diante de nós, então era para cá que eles vinham não é mesmo? Eu senti um enjoo me invadir, mas me segurei, não era hora de passar mal, eu tinha que me manter forte.

– E é que aqui que venho anunciar que o último Julgamento vai acontecer em três horas.

– Último julgamento? Mas ninguém morreu!

– Essa vida colegial está ficando chata, por isso vou acabar logo com isso. Uma última batalha entre esperança e desespero, para esse julgamento, vocês terão que responder corretamente seis perguntas. A cada pergunta certa, um de vocês será salvo, mas a cada pergunta errada, um será executado. Olhem as perguntas em seus cartões eletrônicos, Upupu!

Perguntas... Respostas... Salvação... Execução. Eram as palavras que rondavam minha mente, meu Cartão Eletrônico piscou e vibrou, o peguei com cuidado e em sua tela as palavras apareciam:

Pergunta N°1- Onde nós estamos?

Pergunta N°2- Quem são vocês?

Pergunta N°3- O que foi a grande Tragédia?

Pergunta N°4- Qual a relação de vocês com Enoshima Junko?

Pergunta N°5- Quem é a verdadeira identidade do Monokuma?

Pergunta N°6- Qual a importância de Carlos em tudo isso?

As perguntas não precisam necessariamente ser respondidas em ordem, aproveitem o tempo que tem para investigar, todas as salas foram destrancadas para ser justo.

E assim, nossa vida colegial teria um fim... Definitivo.

Notas finais
Mais dois capítulos para o fim desta fic, além de um epílogo que teremos. E é claro, a segunda temporada. Agradeço a todos que permaneceram lendo a fic e me ajudando o tempo inteiro, agradeço de coração. Antes de tudo, gostaria de dizer que eu tinha um final diferente planejado, o Bad Ending, no caso, Joey iria matar Daniel, os estudantes iriam errar e todos menos ele seriam executados, se você é leitor fantasma, apareça pelo menos agora, obrigado e beijos!