The Killers II- Interativa

23 Capítulo 19- We're in the city of wonder


Notas iniciais
Olá waifus, tive um surto de inspiração e consegui terminar o capítulo de FTE bem rápido. Espero que gostem ^^

Estamos na Cidade das Maravilhas

"Então se for errar, seja prudente"

Disturbia- Rihanna

O urso avançou para cima dele numa fúria tremenda, mas o tiro foi certeiro, explodindo sua cabeça em mecânica em centenas de pedaços. Carlos sorriu ao olhar e ver todos os ursos destruídos diante dele. Kanoto e Esther saíram de seus esconderijos, enquanto que Adari e “Joey” recarregavam suas armas, já que haviam gastado tudo com os robôs Monokuma que encontraram naquela cidade desolada:

– Isso é tão divertido, chega a ser mais divertido que matar pessoas- “Joey” disse entusiasmado, um sorriso psicótico no rosto, afinal era sua personalidade de Rei Negro que se encontrava ali no momento- quando é que poderemos matar mais bichos como esse?

– Não acredito que ele fica tão insano assim- Kanoto disse se sentindo um tanto desconfortável com tudo aquilo- de qualquer forma parece que estamos no caminho certo, não é Esther?

– Exato- a loira falou ajeitando os cabelos, em seguida mostrando o GPS que Beep lhes dera, que mostrava a direção para onde deviam seguir- estamos no caminho certo, embora ainda seja muito perigoso.

Carlos começou a repor as balas em sua arma, eles haviam partido em busca de um grupo de estudantes da academia, que haviam se isolado em uma espécie de Cidade Escolar criada pela Topo da Esperança. Ao que parece, eles eram de extrema importância para a Fundação Futuro, pois ajudariam na terapia dos conhecidos como Shsl Despair, e ajudar o mundo em sua reabilitação. Carlos seria o tanque do grupo, por ser mais forte e ter mais experiência em lutas, ele treinou cada um ali, além de ter aprendido rapidamente a manusear armas. Joey era o estrategista, bolando planos e sabendo como sair de determinadas situações. Esther ficara com a tarefa de descobrir e orientar a localização deles, Kanoto com os primeiros socorros e Adari como um observador, sua tarefa seria analisar o local e ver se era perigoso ou não.

Apesar de serem um grupo não muito bem preparado para tais missões, era o que a Fundação possuía no momento. Com muitos Shsl Despair ainda soltos, os principais membros precisavam caçá-los antes que eles levassem mais pessoas ao caos. Afinal aquele mundo precisava de renascimento, de esperança, e não de pessoas loucas se explodindo nas ruas por nenhum motivo aparente:

– Me pergunto o que será que encontraremos lá- Adari falou calmamente- tenho medo de que seja tarde demais para eles, assim como foi para nossos colegas.

– Não pense assim Adari- Kanoto falou no seu habitual tom meigo- tenho certeza de que eles estão bem. Vamos conseguir salvá-los. Não é mesmo pessoal? — todos mantiveram-se em silêncio, até Kanoto lhes lançar um olhar reprovador.

– Claro- Carlos forçou um sorriso antes de voltar a caminhar.

Eu espero que sim.

° ° °

Free Time Events

Tempo aqui é algo ao qual não temos acesso. Eu não faço a mínima ideia de que ano era, que mês, que dia. Estamos presos aqui a cerca de dois meses. Dois meses sofrendo com as mortes de nossos colegas, dois meses esperando voltar para casa e reencontrar nossas famílias e rezar para que tudo isso seja somente um pesadelo coletivo ou algo do gênero. E nesses dois meses eu lutei para manter a esperança dentro de mim, para que meus amigos não caíssem em desespero e pudéssemos viver juntos aqui até acharmos outras saída. E eu confesso que era difícil.

Depois de ficar horas dentro do meu quarto, pensando bobagens resolvi que era hora de passear um pouco. Talvez quem sabe conhecer as trilhas do novo bairro. As quais ainda não visitei, poderia procurar alguém parar ir comigo caso achasse um dos meus colegas no caminho. Troquei de roupa e fui até o novo bairro, andando tranquilamente. Assim que cheguei no local, vi Mayu perto da estátua. Ela olhou parar mim e sorriu meigamente:

– Bom dia Yuuka-san, veio dar uma volta eu acho? – ela falou sorrindo, mas logo tomou uma expressão de raiva- eu realmente odeio saber que existem animais presos aqui. Zoológicos só aumentam minha raiva.

– Entendo que fique zangada Mayu-san – falei encabulada, tentando escolher as palavras com cuidado- mas o que acha de esquecermos o zoológico por hoje. Não quer ir visitar uma dessas trilhas comigo?

– Bom, por mim tudo bem- ela falou pegando em meu braço, e começamos a andar até uma das trilhas.

Mayu era uma das pessoas com quem eu tinha menos contato, não que eu não quisesse. Ela parecia ser uma garota alegre e simpática, e eu a sempre via andando por aí, principalmente na companhia da Watashima- estranhei elas não estarem juntas- mas não sabia quase nada sobre ela. Com exceção das minhas pesquisas, mas só sabia da vida profissional dela e não de sua vida real, eu precisava conhecer, uma curiosidade de repórter talvez.

– Sabe Mayu-san, eu sempre falo com você, mas eu...

– Não sabe quase nada sobre mim não é mesmo? – ela falou sorrindo- todo mundo sempre fala isso na verdade. Acho que não costumo contar muito da minha vida para as pessoas, e nem sequer tenho tempo para isso muitas vezes.

– Entendo, deve ser muito puxado cuidar de uma clínica sozinha, ser repórter também não é tão mole quanto parece ser- eu falei bocejando- é bem cansativo na verdade.

– É sim! Mas eu não me importo com o cansaço nem nada do tipo, cuidar dos animais é algo que eu amo fazer e tenho certeza de que farei isso pelo resto da minha vida. Por mais cansada que esteja quando vejo aqueles olhinhos carentes brilhando de felicidade, eu me sinto... Completa- ela falou com um brilho intenso nos olhos, ela realmente amava os animais, talvez mais do que qualquer outra pessoa- sei que pareço uma maluca falando isso, mas para quem veio do interior e só teve como amigos os animais é algo sério.

– Eu não duvido de você, mas... Você não teve nenhum amigo mesmo?

– Não muitos, na época só tinha a minha irmã. Mas ela era muito reclusa entende? Fora que assim como outras pessoas da minha família ela mexia com ocultismo- eu arregalei os olhos, aquilo realmente me pegou de surpresa- eu não estou brincando está. Ela realmente mexia com pactos e rituais. E as pessoas as vezes me evitavam por medo que eu fizesse o mesmo.

– Mas e agora? Ela continua realizando essas coisas?

– Ela morreu faz um tempo- Mayu mudou o seu tom simpático para um tom sério e silencioso, vi em seus olhos um brilho diferente, imagino que fosse pela perda minha irmã- ela foi assassinada sabe? Foi horrível.

– Eu sinto muito...

– Não, está tudo bem. Vamos por aqui- ela falou apontando por um dos caminhos da trilha, e seguimos por ele.

– Mas quando começou a trabalhar como veterinária? Digo, profissionalmente?

– Isso está parecendo uma reportagem- ela riu ajeitando os cabelos- bom senhorita repórter. Se quer mesmo saber, eu comecei atendendo aos animais da região, cuidando de ferimentos e doenças, consegui um dinheiro para pagar uns cursos e fui estudando cada vez mais. Acabei ficando famosa, ganhando patrocinadores e montando minha própria clínica.

– Então você é mesmo digna do título que tem Mayu-san – falei dando um pequeno soco em seu ombro, e ambas começamos a rir até chegarmos ao fim da trilha, que levava ao outro lado do lago- toda esse volta para chegar aqui? Quem fez essas trilhas devia estar num dia ruim.

– Caminhar faz bem à saúde Yuuka, ou vai me dizer que é uma daquelas repórteres virgens e sedentárias- ela falou num tom de sarcasmo.

– E quem disse á senhorita que eu sou virgem- ela arregalou os olhos levando as mãos a boca, como se tivesse recebido um choque, eu apenas ri.

– Vai me dizer que você já... Meu Deus, e eu aqui pensando que você era a puritana. Bom, mas com quem foi? Não foi com o Albert né? Oh, desculpe...

– Não, não foi- infelizmente talvez- foi com um ex-namorado, ele trabalhava no jornal como assistente. Namoramos um tempo e aconteceu.

– Mas, porque terminaram?

– Ele me trocou pela estagiária nova- ironicamente a filha da mulher por quem o meu pai supostamente traiu minha mãe, irônico demais- de qualquer forma me fez um favor, ele era chato demais.

– Entendi. Desculpe ter falado no Albert, ele devia ser importante para você.

– Ele era sim... Mas e você, não tem ninguém “importante”?

Ela me olhou com um sorriso bobo, e voltou-se para o lago silenciosa, pude ver seus olhos brilharem de uma forma diferente, que eu nunca havia visto:

– Talvez eu tenha, uma pessoa que eu considere... Interessante- ela levou as duas mãos ao peito- então Yuuka, o que me diria sobre o... Sobre o Nathan?

– O que? – gritei surpresa, encarando a garota com uma dúvida enorme- o baixinho psicopata? Você está louca?

– Você fala igualzinho a Watashima... Ele não é psicopata, só tem problemas em se socializar com as pessoas, ele é um filho da puta as vezes sim, mas ele é fofo e me ensinou a jogar vídeo game, acho que ele só precisa de um pouco de carinho.

– Bom, você quem decide não é mesmo? Sabe, por um segundo eu pensei que fosse falar o nome da Watashima-san – ela me olhou por alguns segundos e depois começou a rir descontroladamente- o que foi?

– Eu e Watashima somos apenas amigas, “amigonas” na realidade. Parece que conheço ela a tempos, mas acho que não teríamos um... Relacionamento. Olha Yuuka, não sabia que curtia um “yuri”.

– Tem coisas que está para descobrir sobre mim- ambas rimos muito e depois começamos a admirar o lago, talvez a esperança não estivesse tão longe assim de nós.

° ° °

Eu realmente não queria voltar para o quarto agora, ficar sozinha naquele lugar apenas aumentava as chances de ideias ruins entrarem na minha cabeça. Por isso resolvi dar uma volta pelos locais que eu realmente não dera muita importância- lugares que eu nunca achei muito chamativos- e andando pelo bairro esportivo, vi Watashima, que parecia ter vindo de algum treino ou algo parecido. Chamei por ela e corri em sua direção, não havia visto ela o dia inteiro:

– Oi Watashima-san, não te vi o dia inteiro. Nem com a Mayu você estava- falei demonstrando toda a minha curiosidade para saber o que ela estava fazendo.

– Eu resolvi treinar meu kendo hoje. Fazia um tempo que eu estava enferrujada- ela disse sorrindo- e também me ajudou a relaxar depois de um dia tão complicado como esse. Mas de qualquer forma, estou livre agora se quiser passear.

– Que tal pegarmos algo para comer no mercado ou no restaurante? – falei pegando ela pelo braço- estou realmente morrendo de fome aqui.

– Tudo bem então.

E fomos até o restaurante. Nos servindo de alguns bolos e sucos, eu realmente estava com muita fome e acabei comendo mais do que deveria. Logo Watashima teve que me ajudar a ir para o meu quarto me deitar um pouco, não é claro, sem ter me zoado primeiro por ter “comido feito um urso que acordou da hibernação” uma piada realmente sem graça. Mas eu não estava em condições de reclamar. Quando chegamos ao meu quarto me joguei na cama cheia de preguiça:

– Obrigado Watashima-san- eu vi que ela ia sair e a chamei- pode ficar aqui, preciso de alguém para conversar. É um saco ficar nesse quarto sozinha.

– Tudo bem então- ela falou jogando-se na cama de forma infantil, e ficamos ambas sentadas ali- vamos lá, sobre o que você deseja conversar?

– Que tal sobre... Você! – eu falei apontando para ela de forma ameaçadora, assim como Mayu, eu não sabia muito sobre a vida de Watashima e eu queria saber, afinal éramos como amigas.

– Bom Yuuka, não tem muito o que saber sobre mim, posso dizer apenas que amo kendo e tenho uma vida pacata e entediante- ela disse levando o indicador ao queixo- mas posso te contar um pouco sobre o meu passado se quiser.

– Sinta-se à vontade.

– Bom, eu morava com meus pais inicialmente, éramos uma família feliz até, mas com alguns problemas. Mas ocorreu um acidente e eu acabei sozinha entende, tive que ir para a adoção e tudo, até ser acolhida por outra família. Eles me cuidaram tão bem quanto a minha família original- ela falou sorrindo, enquanto parecia se lembrar de momentos felizes do passado- minha nova família me deu tudo o que eu precisava e me amou como se eu realmente fizesse parte deles.

– Eu sinto muito pelos seus pais biológicos- eu falei enquanto a abraçava- mas é bom saber que encontrou pessoas dispostas a amar você.

– Sim, o mundo está cheio de pessoas boas. Pessoas boas demais para estarem aqui, e eles até me mostraram o kendo sabia? Meu pai adotivo me ensinou como lutar e tudo e logo me tornei uma kendoísta famosa e de sucesso.

– Você é realmente muito boa, já assisti suas lutas, eu nunca que enfrentaria você- falei com um sorriso, ela me olhou de forma desafiadora- nem venha com esse olhar, não vou lutar com você.

– Uma pena Yuuka, eu preciso treinar para o grande dia quando enfrentarei minha maior rival... Peko Pekoyama.

– A “Shsl Swordswoman”? Porque ela seria sua rival?

– Eu quase não entrei na Topo da Esperança por acharem que nossos títulos eram muito parecidos, embora tenham conceitos um tanto diferentes. E se eu enfrenta-la e mostrar que sou melhor do que ela no kendo, isso será resolvido não é mesmo? Não tenho nada contra ela no pessoal.

– Entendo perfeitamente, eu realmente não conheço outra pessoa que tenha um título parecido com o meu.

– Sortuda- ela falou num tom de birra- existe um tal de Gundam Tanaka, com um título parecido com o da Mayu, eu pesquisei antes. E tinha um da Miya também, um “Shsl Actor”. Pois é, existem muitos títulos parecidos, mas cada um tem seu talento próprio não é mesmo?

– Claro, é isso que nós faz especiais na verdade.

– Eu espero que possamos sair daqui um dia- ela disse com um brilho esperançoso no olhar- vamos sair todos os que sobraram juntos e levar a esperança para o mundo lá fora. Vamos encontrar os outros estudantes da Academia e vamos fazer uma revolução global. A nova ordem mundial!

– Não acha que está exagerando?

– Claro que não, e você será a primeira testemunha de que o mundo será tomado pela esperança.

– Sim, pode crer que eu serei- e continuamos conversando e rindo por um bom tempo, eu confiava nas palavras de Watashima.

A esperança iria dominar o mundo um dia.

° ° °

Kazuyo ajeitou o uniforme pela quinta vez, era um dia extremamente quente e desconfortável. Ela odiava ter que ir à escola naqueles dias, e para completar ainda estava perdendo os preparativos para o evento cosplay do verão, tudo porque teria uma prova de Estudos Sociais naquele dia. Mas o que ela podia fazer? Ela sabia que entrar numa das melhores escolas do mundo teria seu custo não é mesmo? Precisava apenas estudar e tirar boas notas, e quando se formasse teria o futuro garantido. Poderia ser o que quisesse. “Talvez um dia eu organize meus próprios eventos de cosplay” Ela pensava enquanto caminhava até a entrada da escola:

– Kazuyo-san – a voz de Yuuka inundou seus ouvidos, e ela virou-se recebendo a amiga com um sorriso largo no rosto, vendo logo atrás dela Mayu e Watashima que conversavam sobre qualquer coisa- bom dia.

– Bom dia para você também Yuuka, pensei que não fossem vir hoje. Já não passaram em Estudos Sociais?

– Mas não poderíamos deixar a nossa amiga sozinha nessa escola- Yuuka falou pegando no braço de Kazuyo- não é mesmo meninas?

– Claro que sim- as duas outras falaram em uníssono e todas se abraçaram rapidamente, como o grupo de amigas íntimas que eram.

Elas ficaram amigas logo nas primeiras semanas de aula, por algum motivo as quatro se sentiam tão ligadas que não foi muito difícil de se aproximarem e formarem o “Clube do Quarteto Mágico” como Miya adorava chamar as quatro amigas. Kazuyo gostava da amizade delas, elas a ajudavam no que podia, faziam eventos de cosplay juntas e confessavam segredos uma a outra. Não importava o problema, elas sempre resolviam da melhor maneira.

– Estudos Sociais é tão chato- Watashima reclamou bocejando, como sempre fazia- porque temos que estudar isso? Poderiam deixar a gente escolher o que quer estudar pelo menos.

– Mas isso é para sua formação Watashima-san- Yuuka interviu- eu também não gosto, mas temos que tentar.

– É que ela é uma preguiçosa- Mayu disse sarcástica- copiou todo o dever de casa por mim no caminho para cá.

– Que feio Watashima- Kazuyo falou em meio a uma risada alta- esperava que você fosse mais esperta do que isso.

– O que está insinuando? – Watashima falou, lançando um olhar raivoso em Kazuyo que apenas continuou a rir com as outras.

E as quatro continuaram andando até a entrada da escola, rindo e se divertindo. Sendo observadas por outro quarteto, que apenas riam de forma desesperante.

Notas finais
Sacaram a referência ao quarteto de SDR2 (MahiruXSaionjiXIbukiXMikan). Eu pensei nessas quatro, porque pelas personalidades elas se dariam muito bem como amigas. Enfim, espero que tenham gostado.