Notas iniciais
Oi pessoas, desculpem-me pela demora, mas é que eu tive uns problemas, mas enfim, isso não interessa, tenham todos uma boa leitura :3

Chuva de Sangue

“Humanos trabalham melhor com suas vidas em jogo”

A garota andava risonha por entre os escombros enquanto olhava em volta, aquilo tudo era tão divertido, tão divertido, uma desesperante diversão. Enquanto saltitava por entre os blocos que um dia já haviam sido prédios, ela notou que anoitecia. Era hora de se recolher, porque as “turmas da pesada” saíam sempre a noite. Ela lembrava-se do dia em que alguns sobreviventes desavisados foram torturados por uma das “sombras da noite”- apelido carinhoso que ela dera aos que frequentavam a turma da pesada- e ela não queria morrer, pelo menos não ainda.

Phantom havia perdido o seu amigo de viagem, ela soube depois que ele havia sido capturado por uma chamada Fundação Futuro, uma organização tosca que tentava salvar o que já fora condenado, e agora ela andava sem rumo pelo mundo a procura dos seus antigos amigos, seus colegas de classe, talvez já estivessem mortos, mas ela procurava por eles mesmo assim, pois depois que reunisse todos ela voltaria a ser feliz como antes.

– Estou chegando amigos, em breve vamos rir de tanto desespero! – ela gritou para que todos ouvissem.

° ° °

O elevador abriu-se e uma luz intensa inundou minha visão. Depois de piscar algumas vezes consegui enxergar onde estava. Era uma sala realmente peculiar. O teto era bastante alto e havia um lustre imenso pendurado sobre ele. O piso era preto e branco, enquanto que as paredes eram azuladas decoradas por cortinas vermelhas com flores desenhadas em dourado. Haviam pilastras de mármore nos cantos da sala, as quais eram rodeadas por trepadeiras prateadas.

No centro do local, havia um círculo formado por dezesseis pódios, o centro do círculo era vazio. Em um dos locais, havia um cavalete no qual fora colocado um retrato de Albert, estava sério, como uma daquelas fotos que tiramos para documentos, o mesmo tinha a moldura de madeira decorada por tiras vermelhas na parte de cima e estava em um tom preto e branco e havia um “X” sangrento na frente de sua face, eu havia entendido bem o que Monokuma quis ao colocar aquele quadro ali- os mortos devem olhar o julgamento- suspirei fundo enquanto via Monokuma sentado em uma espécie de trono alto, rindo enquanto olhava para nossas faces:

– Upupu... Finalmente apareceram, eu estava ficando muito entediado. Mas vamos, cada um desses pódios possui uma placa com os seus nomes, fiquem nos seus respectivos lugares e vamos começar isso logo sim? – cada um de nós ficou no lugar que estava com seu respectivo nome, de qualquer lugar poderia ver todos os outros, a minha direita estava Mikazuki e a minha esquerda o cavalete com a foto de Albert- hoje vocês irão debater sobre quem é o assassino de Albert McFinnigan, se acertarem, o culpado será executado, mas se errarem, o culpado será libertado e todos os outros serão executados em seu lugar. Entenderam? Porque eu não vou explicar mais de uma vez.

Class Trial Start

[Clica]

– Ele falou para discutirmos, mas- Aya sibilou lentamente- não sei por onde devemos começar...

– Que tal pela cena do crime- Onihiru exclamou- ela nos diz muitas coisas necessárias não é mesmo? Vamos pela ordem cronológico dos fatos.

– Primeiro vimos Albert descendo as escadas e indo até o banheiro masculino, depois disso nós saímos do hotel por alguns minutos, e quando voltamos ele não estava mais lá- Mayu falou levando o indicador ao queixo- então ele voltou para a cozinha no tempo em que estávamos fora, e depois encontramos o seu corpo já sem vida.

– Tem algo que eu não consigo entender- Mikazuki falou lentamente, enquanto arregalava os olhos de forma incomum- quando eu examinei o corpo, ele estava gelado, o que indicava que devia estar morto a algum tempo, no entanto, fazia poucos minutos que havíamos visto ele... como isso é possível?

– Talvez ele estivesse doente- comentou Cody- por isso o resfriamento iminente. Não é Percy?

– Acho que não, não existe uma doença que faça um cadáver esfriar mais rápido, a que a única alternativa que nos resta é que ele foi morto a mais tempo do que imaginamos.

– Mas aí é que está o problema- eu falei- todos nós vimos ele descer as escadas, ele estava vivo, não havia como isso acontecer. De qualquer forma, seria pensar em outras coisas, a causa da morte por exemplo.

– Asfixia- Aru falou lentamente- isso está escrito nas MonoFiles.

– Ei, você é um geneticista, não é? Não poderia ter feito um exame de DNA ou algo assim, o assassino deixou marcas no pescoço da vítima- Miya grunhiu apontando para o moreno- seria bem mais simples não.

– Eu faria, se tivesse tempo e o equipamento necessário, coisas que não estão à minha disposição.

– Não será necessário exame algum para descobrir quem é o culpado- Onihiru falou sorrindo enquanto estalava os dedos- basta apenas conectar uma coisa à outra. Se todos estavam no hall do hotel, e Albert foi morto na cozinha, significa que o assassino estava na cozinha com ele, mas... por onde o assassino escapou?

Era realmente uma pergunta interessante. Nós não vimos ninguém sair durante o momento do assassinato e quando encontramos o corpo, não havia nenhuma outra pessoa no restaurante. Ou seja, o assassino já havia saído de lá, mas como ele havia fugido? Não havia nenhum local onde ele pudesse se esconder sem que fosse visto e nenhuma rota de fuga sem ser percebido por nenhum dos estudantes que estavam lá embaixo. A menos que... é isso, isso com certeza explicaria tudo.

– E se- eu falei confiante- a pessoa que vimos, não fosse Albert?

– O que está insinuando- Annie falou cruzando os braços- está tentando nos confundir? Você é a culpada por acaso?

– Quero dizer, todos os que estavam no hall, ninguém viu Albert claramente, era apenas uma pessoa com as roupas dele, e como estava com capuz poderia ser qualquer um de nós. Ou seja, a essa altura Albert já teria sido morto a algum tempo.

– Tudo bem, vamos assumir que a pessoa que entrou no banheiro não tenha sido Albert, mas fosse o culpado- Onihiru falou sorrindo- vamos Yuuka-san, conte-me, por onde ele fugiu?

– Existe um pequeno corredor na lateral do hotel, nesse corredor existem duas janelas que dão para os banheiros, se você usasse o box do banheiro como apoio ou subisse em algo, alcançaria a janela facilmente, e ela é um pouco grande, por isso qualquer um pode passar. E nesse mesmo corredor, eu encontrei uma troca de roupas recém-compradas, que de início pensei que eram de Albert.

– Por que de início? – Perguntou Kazuyo surpresa- tem alguma pista nelas?

– Nelas em si não, mas é que a dois dias atrás, eu recebi um buquê de flores de Albert, e a nota fiscal do buquê estava no casaco dele, ou seja, ele estava com o mesmo casaco de dias atrás, então não poderia estar usando aquelas roupas que eu achei no corredor.

– E se ele tiver trocado? – Sibilou Aya.

– Não teria sentido ele ir ao banheiro trocar de roupa e jogar a nova pela janela- Mikazuki falou em tom sério- então temos pistas de que quem vimos ali era o culpado.

– Sinto que estamos chegando a algum lugar- Kocho sorriu.

– Espere um segundo, além de você, quem mais sabia da existência desse corredor? – Kazuyo perguntou, com uma expressão realmente séria no rosto.

– Eu e a Watashima- respondi quase que automaticamente.

– Então- Annie falou num sorriso macabro- vocês duas se tornariam as maiores suspeitas, já que eram as únicas que sabiam da existência daquele corredor.

Senti um calafrio percorrer o meu corpo, olhei para Watashima no mesmo momento, ela estava pálida. Eu tinha certeza de minha inocência, mas será que ela havia feito alguma coisa? Seria Watashima a culpada por tudo o que tinha acontecido? Fora ela quem descobrira o corredor, e ela tinha força o suficiente para conseguir asfixiar Albert. Balancei a cabeça, ela não teria coragem, as lágrimas que ela soltara antes, eu tinha certeza que não eram falsas.

– Eu achei um bilhete junto ao quarto da Watashima, um bilhete de Albert que a convidava para uma conversa íntima- Kazuyo disse em tom sério, mostrando para nós o mesmo bilhete que ela havia me mostrado- e como ela sabia da existência do corredor, logo ela seria a maior suspeita daqui,

– Eu não matei o Albert- ela gritou- eu não poderia ter feito isso, eu realmente recebi um convite, mas eu sequer cheguei a ir. Antes de eu chegar ao hall, ele já havia sido morto.

– Tem algum álibi? Tem como nos provar que você não encontrou com ele? – Onihiru perguntou em tom sério.

– Eu não o vi desde ontem à noite. Eu juro, não fui eu quem fiz isso.

(Clica)

– Você anda muito tenso desde o vídeo Albert- a loira comentou chamando a atenção do moreno para si, o mesmo parecia bastante avoado com tudo- tem algo que lhe preocupa?

– Bom sabe Watashima-san, não é que eu esteja desconfiando de ninguém. Mas acho que a qualquer momento algo pode acontecer e eu quero fazer algo antes disso.

– Algo? – a loira arregalou os olhos curiosa, sem entender a que ponto ele queria chegar.

– Eu estou gostando de alguém, de uma menina, mas eu sinceramente não sei como dizer isso a ela, sabe eu nunca tive jeito para essas coisas- Watashima deu uma alta risada enquanto o garoto fazia uma expressão irada- não ria é sério... enfim, eu queria que você me ajudasse com isso.

– Ora, ora. Então o pequeno Albert está apaixonado- a garota falou apertando as bochechas do outro- pode deixar, eu vou ajudar você.

...

– E foi isso, eu não matei ele, eu não tinha nenhum motivo para fazer isso. Eu nunca quis que nada de ruim acontecesse.

– E se esse bilhete que ele recebeu foi enviado a outra pessoa- Mayu sugeriu dando um leve sorriso- eu não acho que ela tenha realmente matado alguém.

– Mas apenas ela e a Yuuka sabiam da existência do corredor, poderia ter sido apenas uma das duas- Nathan disse lentamente- quem mais poderia saber isso?

– Você estava na frente Kazuyo, você não viu nada?

– Não, talvez o assassino tenha saído quando eu caí e por isso eu não o vi, mas isso não tira a suspeita sobre ela.

– Espere- eu falei entusiasmada- e seu alguém estivesse no banheiro enquanto eu e Watashima conversávamos no corredor? Essa pessoa teria escutado toda a conversa e saberia da existência do corredor, de forma que qualquer um poderia ter cometido esse assassinato.

– É, até que faz sentido- Miya sibilou.

Suspirei aliviada. Eu sabia que Watashima não era a culpada, voltei a olhar para os meus colegas. Qual deles havia feito aquilo tudo? Qual deles era o verdadeiro culpado? Suspirei enquanto abraçava o meu próprio corpo, era uma sensação realmente desconfortável estar ali, tendo que duvidar de tudo e de todos.

– Então voltamos à estaca zero não é mesmo? – Aya suspirou visivelmente desanimada, realmente, não havia nenhum suspeito no momento, ou seja, estávamos de volta ao início.

– Pelo menos sabemos informações importantes. Sabemos que a pessoa que foi ao banheiro é o assassino, que ela usou aquele corredor para fugir e que havia sido convidada por Albert minutos antes.

– Talvez o bilhete que eu achei então, não era para Watashima-san, mas para outra pessoa- Kazuyo sibilou- sinto muito ter desconfiando de você.

– Já que não sabemos quem é o culpado, vamos todos fechar os olhos e ele vai erguer a mão- Miya falou com ar de riso- que foi gente, foi só para descontrair.

Kon revirou os olhos desprezando a atitude da loira, enquanto que Cody apenas ria um pouco desconcertado enquanto ajeitava os óculos, colocando-os em cima do cabelo. Suspirei, daquele jeito não chegaríamos a lugar nenhum. Monokuma nos encarava com ar infantil, com certeza devia estar adorando aquilo, nos vendo desconfiar uns dos outros em busca de um culpado, porque ali alguém sairia morto de qualquer modo.

– Ei garoto, você se diz um médium, porque não tenta conversar com o espírito de Albert para ele nos dizer quem o matou? – Annie disse lançando um ar ameaçador ao pobre Kocho.

– São os espíritos que vêm até nós, e não o contrário- Aya explicou docemente enquanto todos a olhavam surpresos- sou sacerdotisa, eu entendo dessas coisas. Não é mesmo Kocho-kun?

– Sinto que ela disse a verdade- ele sorriu desconcertado.

– De toda forma- Mikazuki falou interrompendo a conversa deles- não podemos nos guiar por coisas assim, temos de nos basear em fatos. Provavelmente a pessoa que o enforcou, estava em cima dele, ou seja, para mantê-lo nessa posição teria de ser mais pesada que ele não?

– Eu acho que você pode ter feito isso- Onihiru sorriu de forma macabra enquanto me encarava, senti um arrepio em todo o meu corpo- Yuuka-san, você o matou não foi?

– E-eu? Mas porque diabos está duvidando de mim? – gritei surpresa enquanto dava uns passos para trás, eu não havia matado ninguém, porque Onihiru fez aquele comentário assim de uma forma tão estranha- eu não matei Albert.

Todos os outros estudantes olharam para mim, eu me sentia como um réu em um tribunal, estavam realmente acreditando que eu matara Albert? Eu era inocente, e não havia nenhuma prova que apontasse para mim, então porque ele havia falado aquilo? Seria uma tática para descobrir o verdadeiro culpado, ou apenas um motivo para incriminar outra pessoa e se safar? Onihiru mantinha o sorriso em seu rosto, engoli em seco enquanto ele continuava a falar:

– Você era bem íntima da vítima, além de ter conhecimento da existência do corredor, sem contar que ele confiaria em você o suficiente para deixar que você fizesse “coisas” com ele. Talvez você o tenha matado.

– Mas eu estava no hall com os outros quando o culpado passou. Como eu estaria em dois lugares ao mesmo tempo?

– Ninguém garante que aquela pessoa seja mesmo o culpado, isso pode ser tudo apenas um truque, você pode estar colaborando com outra pessoa para isso- ele riu- você é mesmo a culpada.

– Pare- Watashima gritou de forma inesperada- o que está tentando fazer Onihiru? Nós dois sabemos que ela não é a culpada. Ele não a chamou para visita-lo na cozinha, porque ela era a pessoa de quem ele gostava.

Arregalei os olhos enquanto olhava para Watashima. Como em um flash, Albert reapareceu em minha mente. Era eu? Ele gostava de mim? Por isso então ele nunca havia me contado nada sobre isso, por isso ele tinha procurado outras pessoas para ajudá-lo. Senti as lágrimas escorrerem pelo rosto, mas limpei-as imediatamente, não era hora para chorar, eu tinha que descobrir quem era o culpado por honra a ele:

– Sinto muito não ter contado antes Yuuka-san, mas ele me pediu segredo e enfim... Não sei porque Onihiru-kun veio com essas acusações sem fundamento, mas você não é a culpada.

– Então, o culpado é o Onihiru? — Nathan comentou em tom desinteressado.

– Antes de voltamos a mais acusações sem sentido, tem algo que realmente me intriga! – Mikazuki comentou apoiando as mãos no pódio- porque o assassino asfixiou a vítima?

– O que quer dizer com isso? – Miya perguntou.

– Numa cozinha cheia de facas, cutelos, e outros objetos cortantes capazes de matar alguém com extrema facilidade, porque optar por asfixiar uma pessoa? Seria burrice fazer isso, afinal é algo demorado e poderia chamar atenção de quem passasse.

– Talvez o assassino não tivesse conseguido pegar uma arma- Cody comentou, antes de virar-se para Miya e sussurrar- essa garota é bem macabra.

– Acho que não- ela falava calmamente, estranhava o modo como ela tratava os assassinatos- deve ter outro motivo que não estamos querendo enxergar.

– Falando em enxergar, alguém aqui viu o rosto do culpado? – Kon falou repentinamente- nosso inconsciente grava tudo o que vemos e com um pouco de concentração é sempre capaz de nos lembrarmos de qualquer coisa, se todos estavam reunidos no hall, alguém deve ter visto o rosto dele ou dela nem que seja por um único segundo.

– Não sei se virão alguma coisa. Eu, Mikazuki, Mayu, Yuuka, o próprio Kon e eu. Nós éramos os únicos que estávamos lá- Aru sibilou tentando relembrar o que aconteceu- e nos distraímos com o vaso que Mikamaru quebrou.

Vaso... Era isso, havia uma pista que nenhum de nós tinha percebido, o fato que nos levou a não ver quem era o culpado, fora justamente o vaso que fora derrubado por Mikazuki, em poucos segundos tudo se tornou claro como água, era como se todas as ideias tivessem finalmente surgido.

– Era isso- eu gritei alarmada- era isso o tempo todo, existia mais uma pessoa que sabia da quebra do vaso e essa pessoa é você... Kazuyo Sakey.

– Eu? – a cosplayer gritou surpresa enquanto me encarava numa expressão de medo- o que tem eu?

– Eu lembro muito bem quando você disse.

° ° °

– Oh! É só um caco do jarro que Mikamaru-san quebrou.

° ° °

– No entanto você não estava presente conosco no momento em que ela quebrou o vaso, e ninguém comentou sobre isso durante todo o tempo, então como você sabia?

– Isso é só uma acusação sem fundamento- ela gritou em tom furioso enquanto apontava para mim de forma furiosa- eu posso ter dito isso por qualquer motivo, eu não fiz nada.

– Na verdade Kazuyo-san, existe outra prova que leva a você – eu falei com um sorriso vitorioso- você tem fobia a sangue, ou seja, se matasse Albert usando uma das facas da cozinha, você entraria em pânico ao ver o sangue e seria o seu fim. Por isso você o matou por asfixia não foi?

– Eu não matei aquele inútil, deixe de falar bobagens.

– Quem melhor para a Super Highschool Level Cosplayer para se disfarçar de outra pessoa? Era uma tarefa simples não era- Onihiru falou de forma sutil- você devia estar no banheiro quando escutou as meninas falando sobre o corredor e o bilhete que você mostrou, não era para Watashima, era para você. Você foi a outra convidada.

A cada palavra ela ficava cada vez mais aterrorizada, nos olhava com medo na face, como se estivéssemos desmascarando-a aos poucos. Ela pôs as mãos no ouvido e se ajoelhou de frente ao pódio, chorando e berrando alto.

– Eu não fiz nada, por favor, eu não queria- ela falava de forma rápida e confusa, em meio a berros e soluços, estava realmente em pânico.

– Você queria ganhar tempo acusando a Yuuka, não é? – Kon comentou- você é um policial esperto.

– Sempre- ele falou sorrindo- Misaki-san, poderia fazer o resumo do caso.

– S-sim...

“Albert McFinnigan havia pedido a ajuda de duas colegas suas em algo pessoal, ele estava gostando de uma garota e não sabia como falar isso a ela. Para isso ele havia mandado um convite escrito para uma delas e falado pessoalmente com a outra. A outra convidada, o culpado do caso, percebeu que seria sua chance de escapar desse lugar. E ele como sendo um cosplayer renomado, arquitetou um belíssimo plano, comprou roupas parecidas com as da vítima e vestiu-se como a mesma, pegou a vítima de surpresa e matou-a por asfixia na cozinha, já que ele tinha fobia a sangue. Depois disso era só descer as escadas com o capuz cobrindo o rosto e entrar no banheiro, usando a janela para acessar um corredor atrás do hotel, trocou de roupa e foi para a frente do hotel, simulando uma queda, assim essa pessoa teria um álibi, no entanto por um simples comentário acabou se entregando, não foi mesmo? Kazuyo Sakey.

Por favor... eu só queria sair daqui...

– Upupu... se já sabem quem é o culpado, votem com o botão presente em seus pódios, basta apenas apertar os botõezinhos- apertei os botões até chegar na foto de Kazuyo e apertei o botão maior, esperei concentrada, quando num telão apareceu a foto de uma roleta de cassino que girou até chegar na foto da cosplayer e confetes começaram a aparecer- Yahoo! Vocês votaram e está... correto! Kazuyo Sakey, é a assassina da vez.

– Porque você fez isso? – Watashima gritou de forma desesperada- porque tinha que nos trair dessa maneira?

– Eu não tive escolha- ela gritou- aquele vídeo, tinha coisas horríveis, eu não podia ficar aqui sabendo o que estava acontecendo com as pessoas que amo, eu não podia. Então eu fiz o que qualquer um faria.

Todos engoliram em seco enquanto a garota chorava, eu não a culpava por nada, por mais raiva que eu tivesse da situação, eu só culpava uma pessoa. Monokuma, o mesmo estava rindo em seu trono, vendo como todo o seu plano macabro havia dado certo.

– De qualquer forma, você é a culpada, e as regras são claras, por isso preparei uma belíssima execução para a nossa querida cosplayer.

– Não, por favor, eu não quero morrer- ela gritava olhando para cada um de nós, que apenas viravam os olhos- eu não posso morrer.

– Se pode ou não, isso não me interessa, porque chegou a grande e excitante... Hora da Punição!

Logo uma corrente surgiu quase que magicamente, prendendo-se ao pescoço da garota e arrastando-a por um longo corredor, um telão ligou-se e eu sabia, ela seria executada.

° ° °

[Clica]

Game Over

Kazuyo Sakey foi decidida como culpada.

Iniciando a punição.

° ° °

[Clica]

Dream Contest of Kazuyo Sakey

Kazuyo é colocada em um imenso palco, todas as luzes e holofotes apontavam para ela enquanto uma platéia de Monokumas vibrava e soltava confetes no ar. A garota olhava para os lados confusa, buscando uma saída sem que essa existisse, logo dezenas de Monokumas adentravam no palco, os mesmos estavam trajados como diferentes personagens de anime-as mesmas fantasias que Kazuyo costumava usar em seus concursos- e ficaram em fila como que para uma apresentação.Um Monokuma vestido de terno entrou no palco, levando uma prancheta em mãos.

Ele analisava um por um, e anotava a nota em sua prancheta mostrando ao público. Quando chegou em Kazuyo, ele fez uma expressão de fúria, rodeando-a diversas vezes enquanto gritava coisas desconhecidas. Ele rabiscou e mostrou a todos um imenso zero. A plateia começou a vaiar e invadiram o palco rodeando a garota que não tinha para onde fugir, pularam em cima dela com uma fúria animalesca, só se ouviam os gritos de dor dela, os Monokumas turbulentos se mexiam por cima da garota, os estudantes tentavam ver o que acontecia, mas não conseguiam enxergar nada além de muitos Monokumas, quando tudo acabou e a plateia saiu do local, viu-se a imagem de Kazuyo, estava cheia de hematomas e arranhões pelo corpo, suas roupas rasgadas, totalmente destruídas, duas lanças atravessavam seu peito, o jurado aproximou-se risonho, colocando uma medalha de 1° lugar em seu peito enquanto as luzes se apagavam. Os estudantes viam apenas a silhueta da garota, sem vida.

° ° °

– Oh! Isso foi extremo e excitante, cheguei a me sentir extasiado de tanto desespero- Monokuma saltitava entre nós de forma alegre.

– Isso foi horrível- Aya gritou desesperada- eu não quero isso, eu não aguento mais.

– Ora meus amiguinhos, se não aguentam mais então é muito simples, basta apenas que vocês aprendam a viver aqui como pessoas civilizadas e terem esse lugar como a casinha de vocês pelo resto de suas vidas miseráveis.

Sentia um nó no estômago, eu não iria mais deixar que ninguém morresse, não daquele jeito. Eu não iria aguentar ver outro dos meus colegas morrerem assim, eu vou livrar todos dessa de uma vez por todas, vou libertar todos os outros, e eu prometo que as mortes de Albert e de Kazuyo não serão em vão.

° ° °

Monokuma Files

A garota ajeitou os cabelos de frente ao espelho sem se importar com suas colegas de classe que apenas cochichavam sobre assuntos desinteressantes. A aula de Literatura iria começar em breve e ela tinha pouco tempo para se preparar para a avaliação do dia- não havia estudado nada na noite anterior, tinha ido dormir de madrugada terminando a sua nova fantasia- desabou na cadeira visivelmente cansada. Uma de uma de suas colegas sentou-se ao lado dela:

– O que houve Kazuyo-san? – a loira sibilou- você parece ter visto um fantasma.

– É que eu não consegui dormir bem ontem a noite, nem sei o que fazer na avaliação de hoje.

– Eu estudei muito- ela falou sorrindo meigamente- talvez o professor faça em duplas, caso seja isso, você pode ir comigo.

– Sério? – ela gritou surpresa- muito obrigada.

– Não, aí você fica me devendo uma- a outra respondeu piscando um dos olhos.

Pelo menos seus colegas a ajudavam, e ela amava imensamente cada um deles, um amor incondicional, cada um a ajudava de um modo e era isso que ela admirava.

° ° °


Alunos Sobreviventes

14/16

Notas finais
Espero que tenham gostado, sinto muito aos criadores pelos personagem que matei, no próximo capítulos teremos "lembranças" ou seja, é o como se o capítulo fosse um flashback apresentando melhor os personagens que morreram, além dos dois vou apresentar mais sobre outro, quero que vocês votem em um dos personagens ainda vivos para aparecer no próximo. Quem tiver Facebook, deixe o nome nos comentários que eu criarei um chat para a fic, para conversamos e trocarmos ideias, em breve criarei tbm uma fanfic de oneshots sobre esses personagens, mas só futuramente, beijos...