The Kill
1 Prólogo
Notas iniciais
---------------{Kath\'s pov}
Chamo-me Kathleen Castejon. E na minha vida vejo muitos assassinos. Não que eu seja uma. Na verdade, a única coisa que já assassinei foi o português, e só. O verdadeiro motivo é que trabalho na polícia, no setor de homicídios. Já resolvi dois casos. Pode não parecer muita coisa, mas para uma novata como eu isso é muito bom. Mas parece que alguns invejosos mexeram uns pauzinhos e me colocaram em um caso muito complicado.
A dois meses vem acontecendo assassinatos em séries com características bem diferentes do normal. As vítimas foram mortas por lâminas altamente afiadas e não por balas. Todas receberam algo antes, como um aviso de morte. O mais recente recebeu um cartão de parabéns.
Passei a investigar, mas não consegui achar nada, até receber uma visita inesperada.
-- Fiquei sabendo que você está interessada no caso dos advogados e juízes que foram assassinados. Bom, vim tirar-lhe algumas dúvidas.
-- Er... Pode entrar. – fui pega completamente desprevenida. Antes da chegada do homem misterioso eu estava limpando a casa. Então dá para ter uma pequena noção de minha situação.
-- Me chamo Robert. – falou, como se tivesse lido meus pensamentos. – Sei que está no caso dos assassinatos em séries.
-- É. E em cada assassinato alguém é favorecido. – fui até meu quarto para pegar uns arquivos – Pode se sentar. – gritei do quarto, depois de alguns minutos voltei com algumas folhas nas mãos. Entreguei as mesmas para Robert. – Aqui estão umas pesquisas que eu fiz. Aí mostra que uma hora depois dos assassinatos determinadas pessoas depositavam 1 bilhão em suas contas. Ou outras pessoas depositavam.
-- Essas pessoas que são favorecidos são líderes de clãs. – explicou-me.
-- Líderes de clãs?
-- Sim. Por mais que parece loucura, em pleno século XXI existem clãs ninjas. Os mais famosos são os clãs “Chamas Negras”, “Lobos Assassino” e “Víboras”. Para cada clã existe leis específicas. Assim como também muda os recados pré-morte.
-- Pera... ninjas? – eu não consegui absorver essa informação
-- Não tenho mais tempo. – Robert levantou-se, pegando um envelope que estava dentro de seu palito e me entregando – Aqui estão mais informações. Tenho que ir, ou você correrá grande perigo.
Passaram- se duas semanas depois. O corpo de Robert foi achado no dia seguinte a sua visita a minha casa. Foi decapitado. Fiquei sabendo mais sobre os clãs e suas regras com os arquivos contidos no envelope. E um dia, ao voltar para casa me deparo com, não só o meu prédio mas os dois ao lado sem luz. E alguns moradores “acampando” em frente aos mesmos.
-- O que houve? – perguntei ao meu vizinho, que estava sentado em uma cadeira de plástico bebendo cerveja.
-- Apagão. Acontece todo mês.
-- E agora? Tenho que pegar umas coisas no meu apartamento.
-- Aproveita que os bombeiros deram uma saída e vai logo! – disse-me, e foi isso mesmo que eu fiz.
Fui em direção a entrada do prédio, esbarrando em um vizinho no processo, desculpe-me e continuei. Meu apartamento ficava no décimo andar de um prédio com doze andares. Por morar sozinha e trabalhar bastante, minha pequena moradia acaba sempre ficando bagunçada. Peguei uma lanterna que deixava na bolsa e entrei em meu apartamento. Como de costume fui me esbarrando nos móveis e chutando uns papéis e roupas que estavam pelo chão. No meu quarto peguei uma muda de roupas e alguns papéis que continham mais pesquisas. Foi aí que escutei. Era o som de passos, como se alguém estivesse correndo em meu apartamento. Mas do mesmo jeito que surgiu desapareceu sem deixar rastros. Fui até a sala, a procura da fonte do barulho, mas nada enxerguei.
Voltei a me concentrar nos papeis, foi aí que vi um envelope. Comecei a tremer, imaginando o significado daquilo. Peguei o envelope e abri. Dentro vinha o mesmo cartão que apareceu para três advogados mortos. Depois as coisas foram acontecendo estilo dominó. Os passos voltaram, como se alguém me rondasse, esperando o momento certo para dar o golpe. Mas foi interrompido por outra sombra misteriosa. Que cortou-lhe a cabeça. Por instinto peguei um cabo de vassoura quebrado, na tentativa de me defender.
Foi assim que tudo começou.
---------------------------{continua...}
Notas finais
-> riviews ? *------*'
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