The Keepers of The Universe

1 Capítulo 1 - O Caso de Outro Mundo


Notas iniciais
Bem gente, essa é a minha primeira fanfic. Ainda não sei se vou continuar ou não, mas o primeiro capítulo está aí. Espero que gostem :)

Sherlock juntou as mãos e apoiou os cotovelos na mesa, olhando além do que a realidade poderia informar. A situação não era das melhores, um caso difícil esse em que tinham se metido. John o olhava como se uma bomba pudesse explodir a qualquer momento.

– Então? – John finalmente pergunta.

Sherlock deixa suas mãos caírem com força sobre a mesa.

– Impossível – disse ele – Simplesmente impossível. De acordo com as pistas, a mesma pessoa esteve em quatro lugares ao mesmo tempo, matando a mesma quantidade de pessoas, mas é impossível. Impossível – John abria e fechava a boca ao longo da conversa, sem emitir sons – E não. Ao contrário do que está pensando, eu não estou errado. Mesmo horário. Mesma pessoa. Como...?

A porta da cafeteria se abriu novamente, o sino, emitindo o mesmo som irritante que tirava Sherlock do sério. Revirou os olhos. O homem que entrou vestia um terno bege, com uma camisa social branca, uma gravata borboleta e um penteado engraçado. Combinação estranha para vir até uma cafeteria, um olhar louco na cara, era com certeza mais velho do que aparentava. As mãos estavam dentro dos bolsos da calça social. Parecia se divertir com alguma coisa.

– Sherlock? – John o tirou de seus pensamentos. Encarava o mesmo homem do penteado engraçado, tendo certeza de que era estrangeiro ou algo assim. Talvez Sherlock estivesse tentandolersua personalidade agora, mania irritante.

O homem do penteado estranho olhou para os dois e esbanjou um sorriso. Sherlock, é claro, retribuiu com uma careta. John bufou.

– Certo. Você não tem nenhuma teoria?

– Temo que não – Sherlock voltou sua atenção novamente para John – Deve haver alguma explicação, algum truque – John até tentou abrir a boca para falar algo. Como previsto, interrompido pelo amigo – Não, não. Eu não erro, não pode ser.

– Hey, vocês – Disse o homem da gravata borboleta. Sherlock, ocupado afundando nos seus pensamentos, não havia notado que o homem puxara uma cadeira e já estava sentado na mesa, apoiando a cabeça nas mãos. – Por acaso estão discutindo sobre os assassinatos recentes?

John olhou para Sherlock em busca de alguma ajuda. Deveria contar ao homem? Nem o conhecia.

– Como é possível uma pessoa estar em quatro lugares diferentes ao mesmo tempo? – Sherlock olhou para o homem que nem mesmo conhecia. O caso estava mesmo o irritando – Sem falar na evidente semelhança entre as vítimas. Policiais, militares... mas o que isso significa?

– Oh, humanos, humanos. Eu amo vocês – O cara apenas não parava de sorrir. – Não entendo o motivo de toda civilização se interessar em vocês, considerando a tecnologia atrasada em relação ao resto do universo, e o desconhecimento do próprio, mas vocês continuam tentando. Incrível!

O homem sorria como uma adolescente conhecendo o seu ídolo. Olhando de Sherlock para John, e para Sherlock de novo.

– O que quer dizer com “humanos”? – Perguntou John – soa como se você não fosse um.

– Não seja ridículo – O Homem disse, e depois piscou. – Eu sou o Doutor.

– John – os dois apertaram as mãos.

John esperou durante dois longos minutos, mas Sherlock parecia um paciente em coma. Respirou fundo, tentando manter-se calmo.

– Este é Sherlock – Disse

– Sherlock? Sherlly? Sherll? – o Doutor levou a mão ao queixo como se estivessem pensando – Vocês estão indo bem, sim, sim, mas deixaram passar a coisa mais importante. Não é “quem” fez isso, e sim “o que” fez isso – o Doutor agora tinha uma expressão séria.

– O que quer dizer com “O que”? – Sherlock franziu as sobrancelhas.

– Eu não tenho certeza. Pode ser qualquer um – o homem levantou um pouco a cabeça, parecia morder a parte interior da bochecha. – Qualquer um que não deixe muitos rastros.

– Do que está falando? – John afastou o pensamento de que o cara estava drogado antes de levar isso muito a sério.

– Qual a data de hoje? – Perguntou o Doutor.

– 24 de setembro. Por quê? – John franziu as sobrancelhas.

– Não, não. O ano. Em que ano estamos? – Ele olhou para os lados, provavelmente em busca de alguma informação.

– Ahn... 2014. Algum problema? – Sherlock continuava afundado em seus próprios pensamentos. – Isso é relevante?

– Pra mim, sim. – O homem voltou a levar a mão ao queixo – Toliens, Balaurces, Cons, Prityrus, Allins, Cratus... – Levou as mãos ao cabelo e bufou, irritado – Pense, pense, pense... Tantas opções. Vocês, humanos, andam chamando muita atenção nesse universo. Muita...

– Do que diabos você está falando? – John fez uma careta. O que significavam todos aqueles nomes?

– Obviamente, este homem encontra-se drogado – Sherlock abanou uma mão em direção ao Doutor como se ele fosse um inseto, irrelevante.

– Drogado? Não, não. Interessado e empolgado, talvez, mas drogado não. – Levantou-se da mesa em um pulo. – Bem, foi um prazer conhecê-los.

Com as mãos no bolso, o homem saiu como se nada tivesse acontecido.

– Como eu disse, drogado. Bêbado. Algo parecido.

John respirou fundo. E se o tal Doutor não estivesse drogado, nem bêbado?Não seja ridículo, disse a si mesmo. Pediu mais uma xícara de chá antes de voltarem para o apartamento.

***

Dean jogou suas pernas por cima do sofá. Pegou a sacola que Sam havia trazido agora a pouco e tirou um embrulho. Torta. Sim, ele amava tortas. Saboreou o máximo que podia cada mordida.

– Ca-ham – Sam estava parado na sua frente, com uma pilha de livros nos braços. Acenou para a mesa com a cabeça. Dean bufou.

– Você tem que começar a pensar na minha alimentação – Disse, levantando para sentar-se com o irmão – Eu como, sabia?

– Dean, tente se focar um pouco – Sam tirou o notebook da mochila. Dean começou abrindo um dos livros.

– Então, o que acha que estamos procurando? – Perguntou.

– Eu não faço ideia – Sam respondeu, um pouco distraído com suas pesquisas. – Já liguei pro Bobby, ele disse que ia pesquisar sobre isso também. E o Cas... bem, você conhece o Cas. O problema é que nada do que nós enfrentamos parece com isso. Quatro lugares diferentes, ao mesmo tempo, a mesma pessoa, mesma quantidade de vítimas nos quatro cantos... que diabos é isso?

Dean apenas negou com a cabeça, e a apoiou numa das mãos, virando uma página com a outra.

– Metamorfo?

– Não – Negou Sam.

Virou mais uma página. Os olhos de Sam se moviam rápido com a leitura.

– Demônio?

– Definitivamente não – Negou outra vez. O irmão mais velho bufou de frustração.

– Então o que é isso?

Sam negou com a cabeça, mantendo os olhos na tela do notebook. Os olhos se arregalaram.

– Achou alguma coisa? – Dean logo perguntou.

– Um padrão – ele diz. – Vê? Todas as fábricas foram perto ou na cidade, e todas de produtos de limpeza. Se houver uma próxima vez...

– Vai ser nas outras fábricas restantes – Dean completou – O que da exatamente... quatro.

– Mas em que dia?

– Hoje – Dean jogou os braços para o ar como se fosse óbvio – Quatro fábricas, quatro pessoas. E faz quatro dias desde o último massacre.

– Não é uma certeza. – Sam inclinou a cabeça levemente.

– É isso ou esperar pra ver. – Dean deu de ombros.

Sam respirou fundo. Estava claro que não aprovava por completo a escolha do irmão, mas era a única opção que tinham. Iam visitar uma das fábricas ao anoitecer daquele dia.

Notas finais
Como eu disse, é a minha primeira fanfic. Qualquer erro gramatical, por favor me avisem por comentário.Eu realmente espero que vocês gostem, se quiserem dar sugestões, de personagens ou qualquer outra coisa, podem falar por comentário também, e obrigada por ter lido isso aqui.