The Keepers of The Universe

2 Capítulo 2 - Definitivamente um dia estranho


Notas iniciais
Se você ainda está lendo a fic, muuuuito obrigada. Sério, eu te amo. Então, comentem o que vocês acharem do capítulo, espero que gostem :) Se vocês acharem que eu posso melhorar em alguma coisa nos capítulos, fazer mais longos, mais curtos, melhorar a gramática, avisem por comentário.

– Ai! – Dean protestou.

– Sai de cima de mim! – Sam sussurrou logo abaixo do irmão.

Tinham acabado de pular o muro da indústria mais próxima. Dean tinha, “acidentalmente”, caído em cima do irmão mais novo. Apontou a lanterna para a cara de Sam e riu ao ver uma careta.

– Foco, Dean – Sammy respondeu, enquanto aceitava a ajuda de Dean para se levantar, com uma expressão meio risonha na cara.

Passaram as lanternas pelo lugar. Parecia vazio, exceto por uma estranha cabine telefônica azul no canto. Não deram muita importância. Havia uma porta perto dali. Sam colocou o dedo indicador na frente da boca, dizendo ao irmão para fazer silêncio. Estendeu a mão e tocou a maçaneta. Dean se encostou na parede, pronto para atacar.

– Um... – Sam disse sem emitir som – dois... Três.

Sam abriu a porta, que bateu na parede com um estrondo. Dean se virou por puro impulso, de frente para o quarto, e apontou a arma e a lanterna para o cômodo.

Parecia ser um armazém. Algumas caixas empilhadas aqui e ali, fazendo corredores pelo quarto que aparentava ser grande. Seguiram por um corredor, virando à esquerda, depois à direita, depois à esquerda de novo, até chegarem à outra porta. Um brilho estranho aparecia nas bordas. Sam não fez mistério, abriu a porta e apontou a arma.

A criatura de dentro era, com certeza, a coisa mais estranha que ele já tinha visto. Sua pele era laranja e viscosa, as veias vermelhas se sobressaindo em alguns lugares. Os olhos eram vermelhos, e possuía presas gigantescas. Tinha o formato do corpo de uma mulher, e um tipo de cabelo moicano feito da mesma matéria da pele, que ia até um rabo.

Assim que os viu, a coisa grunhiu. Haviam outros dois homem ali, amarrados em duas cadeiras, com um pano na boca que os impedia de falar. Um usava roupas pretas e um cachecol estranho. Tinha os cabelos escuros e olhos azuis acinzentados. O outro parecia ser mais baixo, com cabelos loiros e vários fios grisalhos a mostra.

Dean atirou sem escutar qualquer questionamento que ele tinha certeza que Sam iria fazer. A bala passou pela criatura como se não fosse nada. Ela olhou para a barriga, onde a bala tinha a “atingido”. Grunhiu outra vez. Outras duas daquelas coisas, exatamente iguais à primeira, apareceram de trás dos irmãos, amarrando seus braços e forçando eles para duas cadeiras ao lado das dos outros dois homens, emitindo sons estranhos.

Dean, como Sam esperava, continuava tentando se livrar das cordas. A coisa aproximou o rosto da do irmão mais velho, e o inclinava de um lado para o outro como se tivesse acabado de descobrir algo novo. Sam sabia exatamente o que Dean estava pensando. Aquilo simplesmente não podia ser real.

– Shojead askard cuah wizar – A coisa perto de Dean disse para os outros. Dean fez um barulho entre uma risada e algo parecido com desgosto. A criatura buscou uma faca perto dali, e estava pronta para atacar Dean, quando um cara estranho se pendurou na beirada da porta. Usava um terno bege e blusa social branca, com uma gravata borboleta vermelha.

– Hm... Um pouco lotado, não acham? – Ele deu um sorriso estranho. As criaturas ousaram se aproximar, mas ele levantou... nada mais nada menos que uma chave de fenda – A-ham. Pra trás, vocês. Isso mesmo. – Ele acendeu uma luz esverdeada e apontou para as criaturas. Se a situação não fosse aquela, Dean teria caído na gargalhada ali mesmo – Apenas como eu imaginava. Toliens. Oh, mas vocês são lindos – Ele andava pelas criaturas. Pegou os óculos do bolso e colocou-os no rosto, com uma mão no queixo. O olhar dele caiu nos reféns amarrados. Sam levantou uma sobrancelha. – Oh... claro. Um minuto.

Ele acendeu o aparelho e o apontou para as cordas de Sam. Elas cortaram com rapidez. Ele se pôs de pé e retirou o pano de sua boca. O Doutor fez o mesmo com os outros, que se livravam das cordas.

– Que diabos é isso? – Dean sussurrou.

– Você de novo. – Disse o cara estranho de roupas pretas para o cara da chave de fenda.

– Eu de novo – O homem com a gravata borboleta vermelha sorriu. – Oow, você é o cara da cafeteria!

– Com licença, mocinhas – Dean interrompeu – Mas eu gostaria de ser atualizado do seu grupinho de conversa. Que merda está acontecendo aqui?

– Simples – começou o homem com a chave de fenda – Esses alienígenas são Toliens, eles absorvem a inteligência de quem eles... se alimentam. Vieram aqui atrás de soldados, militares, o que quer dizer que eles querem começar uma guerra – Ele pôs novamente a mão no queixo – E vocês realmente achavam que ninguém iria notar? – Perguntou para as criaturas.

– Shiwed Wick Gradiuns!

– Ah, vamos! Vocês são mais inteligentes que isso!

Dean e o homem de cabelos loiros trocaram olhares. E o Winchester nem mesmo sabia o nome dos outros dois reféns. Nem do responsável pelo seu suposto resgate, embora ele tivesse certeza de que conseguiria se livrar daquilo sem a ajuda de um bêbado.

– E por que a Terra?

– Fridon Gargaliuns Caridos.

– Sim, sim, faz sentido. O planeta violento mais próximo, entendo – Ele tirou os óculos. – Mas sinto-lhes dizer que a sua visita acaba aqui. – Os seres falaram mais e mais coisas, aparentemente discordando do homem, avançando para atacá-lo.

– Oh, sim – ele deu um passo – vocês vão para casa hoje. – continuou avançando – Eu não tenho medo de vocês. Eu sou o Doutor. Vocês tem medo de mim.

As coisas imediatamente pararam, quietas. De repente, mostraram as presas, grunhiram, e disseram algumas coisas, mas continuavam a recuar.

– Vocês – O Doutor chamou. Jogou algemas para Sam e o homem loiro. – Prendam esses dois aliens, eu prendo esse aqui. Já capturei o quarto, aliás – Disse, com orgulho.

Dean começou a se sentir levemente tonto. Aliens? Impossível. E quem era aquele homem, como ele sabia de tudo aquilo?

– Vocês vão se manter caladinhas, mocinhas – Disse para as criaturas, enquanto Sam, ele e o loiro carregavam eles para fora do depósito. – E quietas.

Já fora do armazém, o Doutor tateou o bolso até achar uma chave. Inesperadamente, abriu a cabine telefônica.

– Uou, uou, uou. – Protestou Dean – Como você espera que todos nós caibamos em uma cabine telefônica? E o que você espera, que ela nos teletransporte magicamente para outro mundo? – Dean quase riu com aquilo tudo, mas, ao ver a expressão de divertimento do Doutor, parou.

– Você é bom – Ele disse. – Quase adivinhou, mas é algo assim. Vamos, entrem logo.

Dean esperou que todos entrassem, até chegar a sua vez. E ele apenas não acreditava no que estava vendo. Era maior por dentro do que por fora. Alguma coisa que ele achava ser onde se controlava aquilo tudo, se localizava no meio de... o que quer que fosse aquilo. Subiu as escadas, olhando ao redor, boquiaberto. Os outros, não muito diferentes.

– É maior por dentro do que por fora – Disse, inutilmente.

– Adoro quando vocês dizem isso – Respondeu o Doutor, sorridente.

***

O Doutor se dirigiu até o que pareciam os controles. Apertou alguns botões, abaixou uma alavanca aqui e ali, subiu algumas. Sam conversava com o loiro perto dali. O outro estava observando a coisa, tão surpreendido quanto Dean.

– John Watson – Disse o loirinho para Sam.

– Sam Winchester – Sam apertou a mão de John, que estava ali estendida.

– Aquele é Sherlock – Watson explicou – Ele não é simpático. Nem amigável, mas ele... Hm... Quer saber, não ligue pra ele. Aquele é seu irmão?

– Ahn... – Sam estava um pouco distraído tentando entender aquilo tudo. Muita coisa. Muita coisa para entender – Ah. É sim. Dean.

A coisa deu um solavanco e fez um barulho estranho. Logo após isso, Sam só se lembrava de ser jogado ao chão pelo impulso, como se a coisa estivesse levantando voo.

– O que está acontecendo?! – John perguntou.

– Estamos indo para Tolian! – O Doutor disse, rindo logo após isso.

– Você é um psicopata! – Dean gritou, se agarrando fortemente ao corrimão das escadas. Sam tentou não rir imaginando o que o irmão estaria sentindo agora. Tinha medo de voar.

A máquina finalmente parou.

– Então – O Doutor começou. Dean havia se sentado no chão e colocara as duas mãos na cabeça – Vamos começar. Essas belezinhas aqui – Apontou para as criaturas chamadas Toliens, que rosnaram – invadiram o seu planeta em busca da inteligência sobre batalhas que vocês, humanos, carregam. Provavelmente, estão para iniciar uma guerra. Bem, não mais. Woops. Os Toliens possuem o mesmo DNA. Sim, iguais. Todos eles são como um só. Isso explica os quatro lugares com a mesma pessoa. Mas... – o Doutor se aproximou deles – Onde estava a sua nave?

– Whiki maiah! – Respondeu um deles.

– Como você se atreve? – O Doutor fez uma careta. – Não vamos usar esse tipo de linguagem aqui. Temos visitas.

– Ca-ham – Sherlock pigarreou – Como você consegue entender o que eles falam?

– Vocês não... oh. Eu devo ter desligado o tradutor – Ele pulou até os controles e apertou um botão – prontinho. Agora, vocês, comecem a falar.

– Eles nos deixaram aqui. – Disse o mesmo Tolien, com uma voz fina – Disseram que iriam nos buscar depois que o procedimento estivesse acabado.

– Claro. – O Doutor correu até a porta e a abriu. – Tragam eles aqui.

Sam, Dean, Sherlock e John se levantaram e pegaram os Toliens. Sam sentiu a pele viscosa da coisa e fez uma careta. Dean o olhou e riu.

– Sinto falta dos meus hamburgers – Disse. – E isso é tudo sua culpa.

– Quem foi que teve a ideia brilhante de ir para a fábrica mesmo? – Sam levantou uma sobrancelha, rindo da cara de derrota do irmão.

– E vocês – Perguntou Dean a Sherlock – Como chegaram aqui?

– Seguindo as pistas, é claro – Sherlock respondeu – Os padrões. Fábricas, quatro pessoas, quatro lugares restantes, quatro fábricas restantes. Viemos para a mais próxima.

Dean olhou ao seu redor. Nada mais que um mero quarto.

– Não abram a porta – O Doutor disse, apontando para a porta no fim do quarto – Apenas... não o façam.

O Doutor olhou para a porta como se lembrasse de algo. Algo bem constrangedor. Balançou a cabeça como se estivesse tentando afastar os pensamentos.

– Por aqui – Abriu uma porta que deu para o mundo afora. – E... parem. Por enquanto, a atmosfera da Tardis só vai até aqui. Antes de soltarem elas, quero dizer-lhes uma coisa. – Ele olhou bem para a cara de um dos Toliens. – Nunca mais, nunca mais, tente invadir a Terra e matar pessoas desse jeito. E se eu ficar sabendo de vocês envolvidos em alguma guerra, haha, vocês vão se arrepender de ter me conhecido 430 anos atrás. Tenham um bom dia.

Ele se voltou para a cabine telefônica. Eles largaram as criaturas ali e acompanharam o Doutor.

– 430 anos atrás?! – Perguntou John, andando rápido para acompanhar o homem do penteado estranho. – Como isso é possível?

– Você já não viu “impossível” o bastante para acreditar que eu tenho 900 anos? – O Doutor deu de ombros.

– 900 anos? – John parou em seu canto, tentando ao menos entender no que tinha se metido.

– Woops. – O Doutor sorriu.

Notas finais
Não tenho certeza de que vou postar mais capítulos amanhã, porque eu prefiro ter dois capítulos extras, só por precaução. Fiquem a vontade para comentar sugestões, ou, se houver algum erro gramatical no capítulo, avisem por comentário também.