The Journey: Into the Darkside

20 Cap. XX - "Crise de Identidade"


Notas iniciais
Este é o quarto episódio do terceiro arco de The Journey: Into The Darskide. Aqui, a super-equipe secreta da agência de segurança global, Twelve, já se estabeleceu extraoficialmente como importantes agentes para desmantelar a fria e utilitária rede de tráfico de mutantes que opera em diferentes eixos em todo mundo. Sua coragem e benevolência, coordenada pelos esforços de Diana Fudiangan, encontra aqui o seu grande primeiro obstáculo. Um senhor das sombras, aliado ao crime organizado internacional como um todo, conhecido como Mistério, arquiteta sua vingança a projetando para a figura mais pública do grupo: Arthur Luczien. Agora alvejado, com sua imagem pública abalada, e ciente das intenções e defeitos vindos de seus próprios benfeitores, os Twelve, encarnados na figura autoritária e diretor principal da instituição, Connor Frances Giuseppe, tanto Arthur quanto seus amigos são obrigados a encarar a verdade mais sombria sobre suas posições no mundo.

O episódio começa um dia após quando terminou o anterior, em um parque consideravelmente amplo repleto de árvores e arbustos, com grama bem cortada e, no fundo, um lago. Basicamente, o Cadwalader Park do município de Trenton, em Nova Jersey. Já era praticamente o fim-de-tarde e Isabelle Rebirck e Leonard Charlott caminhavam de mãos dadas, pensativos, após um dia de expediente concluído para Isa na base principal dos Twelve, em Nova York. Apesar das turbulências que aconteciam em sua volta, eles pareciam satisfeitos com o rumo que a vida conjugal deles estava tomando. Apesar de calados naquele momento, parecia que realmente estavam decididos em degustarem cada dia estavam vivendo, sabendo que aquele começo que inauguravam era especial e merecia ser aproveitado.

Isa dá um passo sozinha em direção a margem do lago, e o olha fitando seus olhos até o fundo que denunciava a cidade. Ela então pergunta a Leonard se ele estava realmente decidido em não ir a reunião que Diana e Karslie promoviam entre eles, membros da super-equipe, em Brownsville. Leonard admite que, apesar de entender a motivação de seus colegas e apoiar sua causa, sabia que não fazia verdadeiramente parte daquilo por reconhecer estar aquém, em valor, como membro daquele grupo. Isa diz que não era verdade, e que o problema estava que Leonard nunca se entregava naquilo que estava fazendo, preferindo sempre uma posição de afastamento emocional e até físico, e isso fazia com que ele fosse mais subestimado: porque não o conheciam. Leonard então pergunta como ele poderia ajudar nessa crise de identidade que o grupo estava tendo, após as revelações de que o chefe dos Twelve, Connor Francis Giuseppe, além de não se interessar pela iniciativa que faziam parte, os via como pouco além de peões. Isa diz que assim ele “jogava baixo”, pois frente essa magnitude política até ela estava aquém do esperado. Mas, comenta que talvez eles tivessem enxergado muito os Twelve de uma forma messiânica, como as pessoas que queriam melhorar a humanidade, enquanto eles eram só uma agência de segurança que funcionava com a lógica das comparações que eles estão acostumados em Nova Jersey.

Leonard, então, revela seu desejo de se desligar dos Twelve. Afinal, ele apenas recorreu a eles para ajudar com seus poderes mutantes, mas sempre se viu envolvido em missões secretas de cunho geopolítico. Sentir que estava fazendo pelo bem, mesmo com seu famoso mau desempenho, até era satisfatório, mas com a noção que nem isso... Isabelle o adverte, dizendo que eles ainda faziam o bem. Só não era um bem alheio de interesses, e pergunta o quê Leonard iria fazer da vida. Ele ri e diz que iria realizar o seu sonho de entrar em um programa de mestrado na Universidade de Princeton e trabalhar em projetos do programa de Física Nuclear de lá. Isa diz que entrou nos Twelve por causa dele, e não queria ficar sem ele. Mesmo com todos os amigos que fez. Leonard então olha nos seus olhos e diz que, agora, eles sempre iriam ficar juntos. Isa sorri, e diz que ele deveria fazer o quê era melhor para ele. Os dois se beijam.

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Em Brownsville, Texas, já de noite, o grupo se reunia em uma pista de skate que ficava no bairro periférico onde Karslie Imota morava, conhecido por ser basicamente isolado e pouco frequentado pelos moradores locais. Aos poucos, cada membro da equipe, usando os teleportadores portáteis acomplados aos mini-computadores que tinham, na forma de braceletes, como parte obrigatória de seus trajes como agentes da Twelve. Apenas duas ausências: Leonard e Jhonatan Felps. Isa justifica a ausência do namorado como ele simplesmente estando desiludido com tudo aquilo que estavam vivendo, e não querendo participar. Diana diz a ela que entendia o porquê disso, e ela também havia ficado desiludida.

Recapitulando o passado recente, uma artimanha do terrorista procurado, e profundamente desconhecido, Mistério, promoveu um confronto entre Arthur Luczien e Connor que fez ele ser destituído de seu cargo como líder da equipe. Com interesses pessoais, Connor já pretendia fazer uma reforma no sistema de sua agência e ver a imagem pública de Arthur envolvida em um escândalo em Boston apenas deu a chance para ele fazer isso. Por outro lado, a rede internacional do crime organizado vou a fragilidade emocional e vulnerabilidade política de Arthur como uma oportunidade de o atacar mais brutalmente, matando sua namorada, Bridgette. Nessa seara, Diana (quem narrava tais eventos) foi escolhida para substituir o buraco que a ausência de Arthur deixou, usando como atrativo a possibilidade de não precisar mais agir nas sombras para promover uma luta contra a rede de tráfico de mutantes.

O problema é que as informações que Arthur conseguiu coletar através do auxílio de um aliado inesperado, Peter Hunter, um membro da nova super-equipe que Connor estava montando para os substituir, com o interesse de serem mais submissos que eles... Que invadiu o escritório de Connor e recolheu tais dados... Bem, apenas revelava que o privilégio de ser descartável não era só de Arthur, todos seriam demitidos eventualmente. O pendrive que ele deu a Karslie revela uma insatisfação de Connor com a equipe desde os tempos em que eles estavam nascendo, na base do Kayman, e que o único incentivador da existência da equipe no alto escalão dos Twelve era o então líder, Patrick Giuseppe, pai de Connor, que estava em uma cama de hospital já em seus 92 anos.

Karslie compartilha com cada um relatórios feitos com dados levantados sobre eles, que assustam. Afinal, eram planos que uma equipe especial de Connor construiu baseado no desempenho de cada um, que simplesmente seriam voltados para os derrubar e até os prender em caso de se rebelarem. Isa se impressiona, pois nas análises tinha até o tipo sanguíneo dela, preferências alimentícias, tendências a determinadas doenças pela genérica e expectativa de vida natural estimada (quando iriam morrer). Rodney lê assombrado aquele relatório, e se pergunta se os Twelve nunca foram seus aliados. Se lembrando de como sempre foi uma pessoa muito desconfiada, e até cobrando Alecsandra Petrovich por o ter feito mudar de ideia e dar uma chance aos Twelve, ela e o Arthur. Alex se desculpa, nem ela fazia ideia daquilo.

Karslie comenta que a agência de segurança dos Twelve era muito ampla, abrangia todo o mundo, tinha diversas bases e dirigentes. Eles não poderiam colocar todos no mesmo barco, até mencionando como o diretor da base do Kayman, Antônio Rodrigues, era diferente, e como estava os auxiliando até na luta contra o tráfico. Alex diz que essa compreensão mudava como ela enxergava os Twelve, como era reveladora, e que agora via Antônio como um herói porque os protegia como um pai da realidade nua e crua da agência que eles trabalhavam. Diana diz que nunca se iludiu com os Twelve, que já trabalhou com organizações criminosas implacáveis, mas no fundo, imaginava que os Twelve tivessem uma missão que vale a pena mudar. Isso mudou. Eles não queriam mudar o mundo, apenas preservar a ordem. Isso não os tornava melhores do que aqueles quem lutavam, embora ao menos ainda eram éticos e não infligiam sofrimento aos inocentes, como o crime. Todos concordam.

Rodney ainda estava em choque sobre como ele estava em um lugar que achava seguro, mas poderia acabar dissecado através de armas de intenso calor, como dizia seu relatório que o enfraqueceria. Diana ri e diz que o único que, no relatório, os Twelve acreditam que era invencível era o próprio Jhonatan, mas que não era uma ameaça pelo seu próprio desinteresse em ser alguma coisa. Ressaltando que nem ele estava ali, confirmando isso. Isa então faz uma onomatopeias esbravejada, e compartilha com todos um projeto nomeado internamente como “Neo-Hefesto”, em referência ao mitológico ferreiro grego, que pretendia estudar as versões já destruídas de sua armadura, a NIA, para fazer engenharia reversa e aprimorar os trajes dos demais agentes da Twelve. Ela questiona porquê não contataram diretamente ela para isso, e Karslie lhe diz: “para não lhe dar os créditos”.

Indignada, Isa toca na ferida e pergunta qual a razão deles continuarem trabalhando para Connor. Inspirada no próprio desejo de seu namorado, Leonard, de se desligar. Alecsandra suspira, e diz que existe um motivo muito simples. A maioria deles não tinha mais uma vida fora da realidade dos Twelve. Eles precisavam deles, seja pelo dinheiro, seja pelo acesso a tecnologia, seja a informação, seja pelo propósito. Eles não haviam construído uma vida fora disso. Rodney, neste momento, abaixa a cabeça. Isabelle questiona, dizendo que isso era contornável. Alex diz que não. “Quem nós seríamos sem os recursos dos Twelve, os Anarco-Mutantes?”. Uma referência a um grupo de mutantes anarquistas que eles desarticularam. Isa ainda estava relutante, mas Diana concorda. Sem os Twelve, a maioria deles só teriam condições para viver uma vida civil, e não teriam como levar adiante causa nenhuma.

Alex diz que nem isso. Sem o salário que recebia, ela seria apenas uma encostada no Karslie com os dois tendo de viver na casa da família dele, algo que os dois sabiam que era impossível. Ela não tinha nem onde morar, pois estava morando de favor no apartamento do seu irmão de consideração, o Arthur. Ela questiona quem não vivia um dilema assim. Isa diz que seria capaz de encontrar um emprego, e a Diana a lembra que de toda forma estariam fora do jogo geopolítico. Ronald pergunta se não era esse o objetivo do Mistério, afinal, e Diana cerrando os dentes, com indignação, é obrigada a concordar que sim. Mas, agora que eram conscientes, o brio se foi.

Isabelle diz que Diana estava valorizando pouco os dons que eles possuíam, e inspirada no projeto Neo-Hefesto, ela diz que poderia fazer engenharia reversa nos principais sistemas que eles usavam dos Twelve para poderem usar sem a dependência com eles. Diana diz que é uma ideia amadora, como iriam usar os bancos de dados deles, por exemplo, sem eles. Isa brinca que poderiam invadir, calando a amiga momentaneamente. Diana então encerra sua fala dizendo que a verdade é que, se eles ainda quisessem ser eficientes, deveriam ainda atuar dentro do sistema, mesmo que resignados. Até o dia em que não for mais possível. Isa pergunta se todos concordavam com isso, e percebe que apenas Rodney mostrava resistência.

Alecsandra então encerra a reunião implorando que ali não se encerrasse também nenhuma amizade, que estavam todos juntos, apenas estavam desiludidos com o quê descobriram. Isa ri, e diz que era óbvio, mas não ia se dar por vencida. Diana e Karslie assistem enquanto todos se espalhavam.

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A cena então muda para o início da manhã do dia seguinte, agora no município de Toronto, e Ontário, Canadá. Rodney estava caminhando em seu traje de banho pela beira que ficava próxima a orla, no Bluffers Park, em um ponto em que não havia ninguém e tendo certeza que embaixo, na praia, também não frequentava ninguém que pudesse testemunhar os seus poderes entrando em ação. Ele deixa uma bolsa preta com alguns pertences ali, inclusive seu celular, bem escondida detrás de uma pedra, e então se prepara para se transformar. Sua pele, mesmo que mais endurecida, do caucasiano se transforma em cinza azulada com brutas escamas a reforçando. Suas unhas se transformam em garras e seu maxilar se projeta para frente, com uma boca agora assustadora. Guelras se formam no seu pescoço, barbatas nas costas e suas pernas se juntam para formar uma espécie de calda que governa seus movimentos, agora na água.

Rodney demonstra sua proficiência submerso, nadando em velocidades equiparada a de um torpedo. Porém, em seu rosto, estava clara a expressão de alguém que estava vivendo incertezas. Ele estava profundamente abalado pelo fato da única instituição que se entregou depois de sua vida em estado selvagem na sua cidade de origem, Smallocean, no norte de Ontário, havia traído sua confiança. Embora em conflito por conta do quê disse seus amigos. Naquele momento, ele percebe uma criança perto de um barco de pesca, caída na água e se afogando, como quem estava precisando de ajuda. Ele parte para lhe prestar apoio, e salta da água com ela a levando até o barco, onde estavam seus pais. Ao ver seu rosto, monstruoso, a criança se apavora e corre em direção a seus pais. Eles também entram em pânico e, Rodney, se chateia se lembrando dos 16 anos que viveu sendo principalmente o monstro, e de como era isolado pelo fato das pessoas terem medo dele.

Rodney volta para a água e nada para longe, enquanto a família o olhava confusa. Neste momento, o celular de Rodney toca sem ele ver: era Júlia Bollagnare.

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Agora de noite, naquele mesmo dia, a cena muda para o porto de Algeciras, no município homônimo, perto do estreito de Gibraltar, no sul da Espanha. Claramente se tratava de uma missão oficial a qual Karslie e Diana estavam desempenhando, se esgueirando entre os contêineres para não serem vistos por funcionários locais. Karslie, então, revela sua dúvida sobre o porquê aquela missão tinha de ser secreta ou solitária, acreditando que se eles revelassem que uma grande quantidade da carga que estava esperando deslocamento na manhã seguinte pertencia a organização criminosa Los Hermanos del Diablo, poderiam a tirar de circulação de uma forma mais eficiente do que eles estavam fazendo ali. Sua colega e ex-namorada, então, lhe revela que haviam dois motivos para não fazerem isso. O primeiro era que a missão não envolvia acabar com o carregamento de cocaína que os Diabos estavam transportando pelo mar até o interior da Europa. O segundo é que ela, em seus momentos em que era assassina profissional, em sua juventude, conhecia e diversas vezes visitava o porto de Algeciras especialmente porque o sistema que o administra era muito corrompido.

Karslie fica sem entender, até que ela revela que os funcionários que aparentemente estavam atuando de forma legal, na verdade, eram pagos e até substituídos por agentes da organização espanhola. Ela apenas pede para ele a seguir até uma região menos vigiada da porto onde vê uma câmara e, através de seu bracelete, lança um dardo que faz as filmagens de todo o lugar entrar em loop. Então, ela vai até um contêiner e usa sua força para o abrir e jogar um rastreador ali dentro. “Pronto, missão cumprida”, diz ela. Então, ela pega um pacote da cocaína e o abre, esparramando uma boa quantidade em sua mão e jogando o resto na água. Karslie pergunta a ela o quê ela estava fazendo, e ela apenas diz: “nada mais importante mesmo, não preciso me esforçar em ser boa”. Então, ela cheira aquela quantidade deixando seu colega completamente incrédulo, e com medo de terminar a missão com ela “doidona” seu lado.

Diana, então, lhe assegura que isso não ia acontecer e que seria até engraçado se acontecesse. Dizendo que seus poderes a deixavam mais insensível aos efeitos das drogas, embora a cocaína a ajudava a dar uma animada. Seria seu antidepressivo, já que admite que passou o dia mal graças as revelações que Arthur trouxe para eles. Neste momento, em uma central de controle, uma mulher espanhola com uma tatuagem de rosa vermelha bem trabalhada no braço direito observa em seus computadores algo estranho nas câmaras. Ela acreditava que alguma coisa estava errada, e creditava a isso uma operação da Interpol. Neste momento, Ana Suarez faz uma ligação para um subordinado, Enrico Gutierrez, quem a recebe muito receptivo e com um tom que sugeria um romance entre os dois. Ana, de uma forma sedutora, ataca a competência dos homens que Enrico coordenava e sugere que o porto estava sendo invadido por agentes que visavam acabar com sua organização. Ela ameaça contar para seu superior, Fernando, sobre o incidente e Enrico se gaba de nunca ter sido pego de surpresa. Ana então lhe manda ir ver pessoalmente, e ele promete, dizendo que se não fosse nada ela estava lhe devendo um jantar. Ela ri, e desliga o telefone. Neste momento, ela puxa uma arma da gaveta e se levanta, como quem iria a algum lugar.

Diana e Karslie caminham pelo porto e assistem, calados, a Lua cheia iluminando as águas. Ela então comenta que fazia muito tempo que eles não iam para uma missão juntos, só ela e ele, e Karslie comenta que desde quando eram um casal. Diana repreende o clima que comenta haver, dizendo que ele e Alex formavam um ótimo casal apenas para o alfinetar sobre sua traição, um beijo, com Hannah Petrovich. Surpreso em saber que ela sabe, Karslie logo diz que ocorreu impulsivamente e no mesmo momento a freiou para evitar algo pior. Diana diz que não ligava para isso, já terminaram mesmo, mas teria sido legal se ele fosse honesto com ela desde quando ocorreu. Já que ela mais do quê ninguém entenderia ele. “Se eu soubesse, também teria te traído”, ela disse brincando. Karslie se envergonha, e então sorrindo, Diana diz que era muito bem o ter como companheiro de campo de qualquer forma, alegando que já podiam ir se ele quisesse.

Neste momento, os homens do Los Hermanos acionam um forte holofote na dupla, que percebe que sua localização havia sido revelada. Enrico comenta que havia perdido um jantar, mas com certeza “iria ainda fazer uma sopa com os invasores”. Ele ordena que abram fogo, atirando fogosamente contra dupla que se esconde atrás de um contêiner. “Espanhóis, sempre atirando antes de conversar”, comenta Diana, quem faz um enorme pisão que repercute como um terremoto naquele lugar, ameaçando o porto de se romper e cair rumo ao oceano. Os criminosos se assustam, e Enrico fica perdido sobre o que acontecia. Diana constrói um escudo com o concreto de lá e protege os dois para tentarem fugir. Os criminosos vão atrás, até que os cercam perto de um cais. Karslie fica perdido com aquilo, mais pela exaltação que percebia em Diana por causa da cocaína, e ela apenas diz: “essa não, vocês me pegaram. Tinha tantos sonhos, tantos desejos. Agora minha última chance de vida é fugir e nadar no meio desse oceano”. Ela puxa Karslie para as águas, e Enrico ordena que atirem. Passado um minuto, ele nota que eles não voltaram, então presume que foram mortos. Ana aparece detrás e ordena que mergulhadores confirmem a morte, e Enrico lhe xaveca comentando que sempre vence. Ana, convencida, lhe dá um beijo como recompensa.

Na base dos Twelve, Diana e Karslie são teleportados chamando a atenção de todos por virem com uma quantidade de água. Ela estava rindo, e brinca que Los Hermanos del Diablo pareciam não a conhecer, os chamando de amadores. Karslie, então, pede para ela nunca mais cheira cocaína. Das câmaras, Connor os vigiava insatisfeito.

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Retornando a Rodney, voltando no tempo para ainda naquela manhã, a cena muda para ele entrando no centro de auxílio a moradores de rua no centro de Toronto, Ontário, com Júlia imediatamente comentando que ele estava atrasado e que estava tentando falar com ele fazia um bom tempo. Ela justifica que, naquele dia, iriam receber uma visita de um dos membros do conselho da cidade que pretendia repassar um incentivo para a ONG se visse um bom desempenho. Rodney se desculpa, e diz que se distraiu enquanto estava tentando colocar a cabeça em ordem. Júlia lhe pergunta se aconteceu alguma coisa, e ele apenas diz que teve revelações que o pegaram de surpresa no lugar onde trabalha. Ela pede para ele lhe contar a história enquanto a ajudava, mas Rodney diz que não estava muito afim de compartilhar aquela história.

Júlia lhe olha com um olhar repressivo, e Rodney fica sem entender. Ela então diz que ele sempre busca guardar para si tudo sobre ele, mas que também percebeu que ele é o tipo de pessoa que precisa justamente o contrário, desabafar, por ter muitas coisas guardadas. Um outro colega que estava ali, Henry Lombard, entra na conversa falando que é preciso sempre poder falar sobre os sentimentos, porque é como se fosse uma limpeza emocional. Grande e forte, Henry não passava a imagem de alguém muito sensível, e Rodney comenta isso. Ele então diz que a Júlia, “infelizmente”, conseguiu fazer sua cabeça e ela era realmente uma boa ouvinte. Rodney concorda, o que a faz sorrir, e essa reação para ele foi inesperada.

Rodney, então, vai a cozinha e começa a trazer algumas coisas que Júlia iria usar, da geladeira para a mesa. Enquanto isso, diz que o problema era que ele nunca foi muito de confiar nos outros. “Não me diga”, brincou ela. Logo então, ele diz que porém confiou na empresa em que ele trabalhava e se dedicou ao máximo de uma forma que nunca fez na vida. Aí, em uma mudança de chefia, eles demitiram um dos funcionários mais leais simplesmente porque podiam, e descobriu que era conversado de que deveriam fazer o mesmo com ele e sua equipe. Henry comenta: “assim, do nada?”. Rodney diz que o chefe era sedento por controle, e que acabou de provando como hipócrita e infiel.

Júlia disse que passou por algo assim, quando tinha 19 anos e trabalhava em um supermercado. Ela era amiga de todos os seus colegas, os cobria para folgas, mas em um momento o dono da rede resolveu a demitir porque queria colocar a filha do gerente no seu lugar. Rodney pergunta o quê ela fez. Henry riu, e diz que xingou todo mundo e foi embora. Júlia diz que haviam certos lugares que não o mereciam, e ao invés de se implorar para eles ao aceitar, simplesmente ele deveria mostrar seu valor e sair. Rodney fica perplexo, porque ela tinha razão. Júlia diz que sabia que sim, e pergunta onde ele trabalhava, já que não sabia até então. Com um ar de quem guardava segredos, ele diz que era na área da segurança. Júlia diz que seu irmão também trabalhava nessa área, e poderia o indicar se ele se demitisse. Rodney sorri, e agradece a disposição da amiga. Ela retribui da mesma forma.

Neste momento, um barulho é ouvido pela porta de gritos. Um voluntário comenta que um assaltante acabou de ameaçar uma mulher com uma faca e lhe roubou o telefone e a bolsa. Todos ficam assustados, desacostumados com esse tipo de violência, e vão prestar apoio. Aqui, sentindo que deveria fazer algo, Rodney pergunta a mulher a descrição física do meliante e o vê ainda correndo descoordenando naquela avenida. Ele então decide fazer algo, espantando a todos, especialmente por verem como ele era rápido perseguindo o sujeito. Rodney vive um dilema, por não poder usar seus poderes para não se revelar um mutante. Ainda assim, ele o alcança e consegue o derrubar, pegando os pertences da mulher de volta e o deixando segurado por outros populares.

Muitas pessoas que assistiram aquilo ficam impressionados e batem palmas para Rodney, que fica sem reação. Ele vai até a vítima e lhe devolve o que foi roubado, sendo agradecido por ela. Henry elogia o amigo, dizendo que com certeza ele era o melhor segurança da cidade. Rodney fica envergonhado ao ver o olhar de Júlia, de admiração e surpresa, e um silêncio constrangedor revela um clima entre os dois. Entre as pessoas que viam aquilo e comentavam, Rodney vê justamente a criança que salvou mais cedo, sorrindo para ele com seus pais.

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A cena, então, vai para o apartamento de Arthur Luczien, na madrugada do outro dia. Assistindo TV, Alecsandra estava deitada no sofá comendo pasta de amendoim com uma coberta nos pés. Ao ver Karslie entrando, ela pergunta como foi a missão na Espanha com a Diana. Ele diz que foi boa, embora estava começando a ficar preocupado com um vício emergente dela em drogas. Surpresa, Alex pergunta se ela usava drogas. Karslie afirmou que não, embora naquela missão ela cheirou uma pilha tão grande de cocaína que qualquer um teria uma overdose. “A Diana é a Diana, né”, comentou Alex. Vendo sua namorada toda suja de pasta de amendoim ainda a comendo, ele então diz que agora estava com medo de seu vício em lanches noturnos.

Alex admite que precisava de um conforto emocional depois de todas as perdas que passou, e disse que se ele estivesse a chamando de gorda iria dormir no telhado. Karslie olha para a barriga seca de sua namorada, definida como a de uma típica combatente, e diz que “com certeza ela era gorda” Ele então diz que todos viveram perdas. “As eu perdi duas irmãs”, retruca, dizendo que tinha medo de ser três. Ela pergunta que, quando ele viu o Arthur, se ele estava bem. Karslie diz que achava que não, estava com um aspecto de quem estava cansado e psicologicamente aflito. Alecsandra então admite que ela sempre soube que tanto ele como ela eram depressivos, mas enquanto ela se derrubava em suas crises, ele tentava as negar, dizendo que era mais forte.

Ele então promete a ela que iriam o convencer a abandonar a sua cruzada solitária por justiça e o trazer de volta a casa. Ela sorri e o abraça, envolvendo um momento de ternura. Imediatamente, porém, ele pergunta se podia experimentar a pasta e ela pega sua colher e lhe dá em sua boca.

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No fim do episódio, a cena para a casa de Isa e Leonard em Trenton, Nova Jersey. Já era alta madrugada, e Leonard chama Isa para ir dormir no quarto depois de umas quatro tentativas. Indo até lá para ver o quê a namorada estava fazendo, em um dos quartos de visita, ele se surpreende ao a ver sentada no chão trabalhando em uma plataforma caseira de teleporte. Perguntando o quê era isso, ela revela que era a emancipação deles dos Twelve, usando seus poderes para sincronizar aquela plataforma com o satélite dos Twelve e materializar até ali uma maçã, da macieira detrás da casa do casal.