The Journey: Into the Darkside
21 Cap. XXI - "Segurança vs. Risco"
Notas iniciais
O episódio se inicia em uma manhã confortável de céu aberto, sem nenhuma nuvem no céu, no município de Trenton, em Nova Jersey. Era sábado e já muitas pessoas estavam livres para aproveitarem os finais-de-semana, e um homem passeava com seu cão no momento em que a cena se abre para a residência de Isabelle Rebirck e Leonard Charlott, nos fundos do restaurante de comida japonesa “Hitoshimo’s Dinner”. Uma casa minimalista, limpa e de aparência aconchegante. Dentro, Isa aparece abrindo sua geladeira, vestindo uma grande camiseta (nitidamente maior do que ela, considerando inclusive sua pequena estatura) que parece ser masculina, exibindo o nome da Universidade de Princeton em sua frente. Ela pega um chocolate e oferece para sua amiga, Diana Fudiangan, antes dela mesma dar uma mordida em um pedaço. Diana se nega, dizendo estar mais interessada no quê veio fazer ali.
Diana pergunta da presença do namorado de Isa, Leonard, quem ela diz que não estava presente por estar cumprindo seu turno como super-agente disponível para eventuais missões lá na base dos Twelve, em Nova York. Ela então comenta que quase nunca o via efetivamente entrando em ação, já que não era incomum dele se negar a participar da maioria das que eram eletivas, além do fato do próprio Connor, superior das duas, evitar de selecioná-lo. Isa admite que, realmente, Leonard era uma peça desencaixada ali, mas ainda buscava ser presente mesmo não sendo a pessoa mais indicada para estar lá. Neste momento, a anfitriã chega a um quarto de hóspedes e revela várias caixas com muitas ferramentas, peças, maquinários. Seu bracelete padrão com o computador portátil que todos os agentes da Twelve recebem, mas que ela raramente usa por ser irrelevante para ela, por conta de sua armadura, estava caído no chão e desmontado até em sua fonte de energia.
Diana se surpreende com o quê vê, e Isa explica que a conversa que elas e seus colegas tiveram dias antes abriu seus olhos para o como eles, na agência de segurança global Twelve, eram descartáveis e pouco valorizados. Ela, especialmente, estava indignada em descobrir que suas invenções estavam sendo exploradas e replicadas através de engenharia reversa, mesmo que sem bons resultados. Então, ela decidiu criar um projeto que faz a mesma coisa com a tecnologia da Twelve, e que pretendia criar os subsídios para eles poderem ser independentes deles. Com isso, ela apresenta sua plataforma de teletransporte que consegue operar sem, necessariamente, estar sincronizada com a rede de satélites da Twelve. Funcionava já em 40km de alcance, e ela pretendia expandir isso. Diana admite que as habilidades de Isabelle eram impressionantes, mas sabia que ela estava cometendo um crime para o código de conduta da agência e podia ser presa. Isa diz que Connor jamais iria descobrir, mas ela afirma que conseguir problemas com um dos homens mais influentes do mundo, nas sombras, que não estava envolvido com o submundo seria até perigoso para a própria missão deles de lutarem contra a rede de tráfico de mutantes.
Desanimada, Isa pergunta se realmente ela não teria o apoio dela, e Diana afirma que ela não estava errada. Agora vê como os Twelve “não eram os heróis da história” como ela supôs ver, mas ainda eram os meios legais, o sistema pelo qual eles podiam fazer a diferença. E, na verdade, era como ela tinha dito antes, não podiam se desfazer dele tão fácil. Afinal, mesmo com a tecnologia, seria muito difícil fazer algo estando na mira tanto dos criminosos e sua rede, a Aliança, e só mesmo tempo os Twelve. Frustrada, ela diz que entendia, mas como se estivesse mentindo. De sua bolsa, seu celular ascende o visor revelando que ela recebeu uma mensagem.
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A cena passa então para o mesmo dia, mais tarde, na base principal dos Twelve. Diana está caminhando entre os demais agentes no refeitório, todos usando seus típicos trajes branco com cinza, reforçados como se fossem um colete ou uma armadura, claramente criando uma diferença para com ela, que usava roupas mais diversificadas. Ela os via conversando, trocando histórias ou simplesmente comendo e começa a sentir como se eles estivessem em um mundo diferente do dela, mesmo que dentro do mesmo lugar que ela. Chegando até o escritório de Connor, ela se reporta a ele e lhe entrega um relatório com todas as missões que ela e sua equipe realizaram naquele mês. Ele o recebe, e pergunta a ela se eles pararam com sua luta contra a rede de tráfico, pois não os via mais partindo para tais “aventuras”.
Diana diz que ainda estão, ela só está examinando qual seria o próximo caminho a seguir para desmantelar a rede. Ele então decide colocar o dedo na ferida e perguntar do pendrive que o Arthur deu a Karslie. Seu interesse era saber como o grupo recebeu a notícia de que os Twelve realmente estavam preparados para qualquer insurgência mutante. Diana, então, quebra seu decoro e desabafa que viam aquilo como uma quebra completa de confiança. Connor, então, se explica que os Twelve não existiam para manter boas relações com todos, construir amizades, fazer networking. Eles tinham um propósito de estabelecer a ordem no mundo, ter o controle de tudo o quê é perigoso ou pode ser, e que seria ingênuo pressupor que só porquê estavam do lado deles, não deveriam ter medidas para os neutralizar se necessário. “E se nós quiséssemos derrubar os Twelve?”, desafia. “Ninguém derruba os Twelve”, ele responde.
Diana lhe lembra que, em meio aos apocalipse que se surgiu há quase dois anos, eles foram os únicos agentes que os Twelve tinham que eram importantes o suficiente para conseguirem deter Satanás. Um titã quase onipotente. Connor diz que, por isso, desenvolvia o esquadrão Beta, para eles terem esse poder mesmo se os Alfa, eles, fossem desligados. Connor, porém, afirma que não quer os desligar e diz que ele nunca dá satisfações a ninguém se não quisesse. Lembrando de como agiu com Arthur, de uma maneira bem fria, despertando um misto de sentimentos na jovem que é amiga dele. Ela repreende Connor, dizendo que Arthur merecia apoio institucional, não o que teve. “Você acha que eu tomo minhas decisões baseado unicamente na minha vontade, nos meus interesses? Tenho homens de peso e sabedoria para me ajudar a refletir sobre minhas ações, e todos concordavam que já estava na hora de remover Arthur dos Twelve”, diz ele. “Você pode dizer o quê você quiser, mas Arthur ainda é meu amigo”, retruca ela. Connor então diz que são opiniões divergentes, mas nos Twelve tratavam de negócios, não de amizades.
Parecia que aquela conversa apenas serviu para fazer Diana querer ficar ainda mais afastada de Connor, mas ela ainda lutava para se manter ali. Connor, então, entrega um dossiê para Diana e pede para ela montar uma equipe em 2h para uma missão especial. Ela pergunta qual seria ela, e ele sorri e diz que seria algo que lhe faria se sentir em casa. Ela estranha, pega os documentos e se retira.
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A cena muda para a sala separada para uso exclusivo da super-equipe na base principal dos Twelve, em Nova York. Diana agradece a Karslie Imota e Alecsandra Petrovich por terem se disponibilizado a estarem ali, os olhando sentados no sofá, um bem próximo do outro. O motivo por agradecer? Nenhum outro estaria disponível para aquela missão. Alex admite que entendia o porquê e revela que ela e Karslie tinham planos para namorar na praia de Birdstown, Califórnia, onde ela mora. Mas, entende como era importante não deixar ninguém na mão. Karslie pergunta qual era a missão que Connor lhe repassou, e ela então explica.
Há pouco mais de seis semanas, surgindo absolutamente do nada, algo que é descrito apenas como “terroristas não identificados” surgem em importantes usinas hidroelétricas do Japão e assassinam os funcionários e guardas, removendo seus corpos, e criando destruição que faz com que o país enfrente duros problemas com apagões e necessidade abrupta de reconduzirem a transmissão do sistema elétrico do país a partir de novas opções. As usinas de Sakume e Kurobe já caíram desse jeito, e quando o exército japonês mandou vários de seus homens proteger as de Kisenyama e Okutadami, bem... Todos os soldados foram mortos, e estranhamente a estrutura do lugar dessa vez permanece intacta. Karslie acha estranho esse modus operantis, se perguntando qual era o objetivo desses terroristas. Ela mesma diz estar surpresa, e achava que era como se eles estivessem chamando a atenção das autoridades japonesas simplesmente para uma armadilha.
A missão não envolvia intervenção, era puramente de observação. Projeções indicavam que o próximo ataque ocorreria daqui meia-hora, já de madrugada no horário local, na usina de Kannagawa. Alex se pergunta como eles conseguiram ver soldados serem assassinados sem fazerem nada, e Diana argumenta que eles não sabem como esses homens estavam sendo mortos. Não restava corpos para examinar. Assim, descobrir como isso acontecia era essencial. Karslie brinca se não eram kaijus, e Diana lhe dizer que o único kaiju que realmente existe do Japão era ela (um aceno óbvio aos traços japoneses de sua ascendência).
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Aqui, a cena muda para Kannagawa. A Lua estava exuberante em sua fase minguante e o céu estava estrelado. No chão, a profundidade da represa de Minamiaiki era fascinante, correndo em uma velocidade impressionante em direção a usina, que estava sendo fortemente defendida em seus dois geradores de energia operantes. Alex estava usando seus poderes de aerocinese para voar por cima daquele horizonte, e segurava Karslie em sua cintura em uma situação um tanto cômica, já que ele não conseguia voar por si mesmo. Ele pergunta para ela se ela estava confortável, o quê Alex diz que com certeza não, mas sabia que era necessário.
Ele então pede para irem até a margem daquela represa, e quando chegam lá, Karslie quebra um bloco de terra do solo e usa os seus poderes de geocinese para também se elevar os céus. Isso impressiona sua namorada, enquanto ele se gaba de não ser mais tão dependente dela quanto parecia, afirmando que aprendeu esse truque com a Diana. De repente, o bloco não consegue se sustentar mais no ar e Karslie cai rapidamente na água, fazendo Alecsandra disparar com uma risada tão alta que até preocupou os dois de chamarem a atenção do exército japonês. Ela então ajuda ele a voltar a margem, e reclama de agora estar molhada. Karslie, completamente enxergado, diz que iria se infiltrar em terra e pede para Alex patrulhar a instalação em altitude, e manter contato.
Ela assim o faz, Karslie consegue se segurar entre os guardas e escuta que os homens identificaram intrusos na instalação, provavelmente os terroristas que procuravam. Ele diz para Alex chegar, e ela vai até o segundo gerador de energia. Lá, vários soldados atiravam contra uma figura misteriosa que parecia uma mulher, armada tão somente com uma katana. Ela usava aquela espada para bloquear todas as balas e, então, avançava procurando esfaquear seus adversários. Seu olhar era sério, cabelos curtos até os ombros, alta, 1,75m. Uma mulher alta e imponente, claramente japonesa, usando um conjunto preto que remetia a uma armadura tradicional do país. Apenas com suas habilidades corporais, ela dominou o esquadrão que a atacava e os matou a sangue frio. Demonstrando prazer com a morte.
Alex olhava aquilo sem acreditar, assustada, e usando da tecnologia que trajava, mais particularmente lentes que mandavam o quê ela via diretamente para a central, em Nova York, onde a Diana acompanhava a missão, mostrando finalmente o rosto da terrorista para as autoridades. Diana cruza os dados com o banco de certidões de nascimento e identidades do Japão e a identifica tão somente como Kanako. Ela, porém, parecia reconhecer aquele rosto, só não estar lembrada. Assim que termina de assassinar o último soldado, Kanako diz saber da presença de Alex nos céus. Ela então pergunta como, e Kanako diz que ela “apenas estava ali, assim como ela” Diana sugere que a amiga se teletransporte dali e avisa Karslie que Alex estava em apuros, o mandando para lá.
Kanako afirma reconhecer Petrovich como uma norte-americana, e não entendia o interesse dos Estados Unidos em assuntos locais do Japão. Mesmo assim, ela sabia que ela era uma mutante, e queria saber se a cor de seu sangue era mais azulada ou avermelhada. Alex diz que não queria problemas, mas Kanako não se importava. Ela fecha os olhos, meditativa, fazendo Alex se perguntar o quê era aquilo. Então, rapidamente, ela avança nela e lhe dá três cortes com sua katana: um no braço, um no peito e um no rosto, fazendo uma mecha de cabelo dela voar. Rapidamente ela começa a sangrar e Kanako diz: “avermelhado, quem diria. Não é tão diferente de nós”. Alecsandra até tenta lutar contra sua oponente, mas ela desvia de seus golpes e lhe dá um forte golpe na costela, a machucando, então se joga contra uma parede e volta, a empurrando para a represa.
Neste momento, Karslie aparece e se irrita em ver sua namorada sendo machucada. Neste momento, um homem também japonês aparece, derrubando ele no chão e preparando seus nunchakus para o enforcar. Karslie consegue se soltar, e uma luta física começa a se seguir, com Karslie sofrendo duros golpes nos ombros que tornam sua defesa com os braços mais dolorida e difícil. Alex, molhada, retorna para a batalha, e Kanako sorri enquanto retoma sua luta, a atordoando com vários golpes assim como Karslie sofria. Num momento, os dois são jogados um contra o outro, e o choque de suas cabeças os faz desacordar. Hayato, o homem, cumprimenta sua irmã, Kanako, pela vitória. Ele pergunta o quê fariam com eles, e ela diz que os deixaria como um aviso enquanto partem para destruir os geradores de energia da usina.
Diana fica desesperada, tentando contato com os dois, que é falho. Quando ela se teletransporta para lá, a dupla já tinha evadido, com os dois geradores em chamas.
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Em Trenton, já no domingo, Isabelle está trabalhando na reconstrução de seu bracelete no quarto de hóspedes. Leonard aparece, e diz que o almoço estava quase pronto. Quando Isa ri, comentando sarcasticamente que muito provavelmente tinha medo do quê iriam comer, já que nenhum dos dois sabia cozinhar, ele revela que encomendou uma porção de frango frito com batatas em um aplicativo de delivery e lá dizia que já saiu para entrega. Então, ele pergunta para Isa se ela ainda estava chateada por conta que seus colegas na super-equipe da Twelve preferiam ainda manter laços com Connor, ao invés de seguir sua ideia de criarem uma equipe independente.
Ela diz que estava, sim, chateada, mas que os entendia porque realmente era o estabelecido. Mas, mesmo assim, não iria deixar de preparar terreno para isso se um dia acontecesse. Ela ainda agradeceu o namorado por revisar seus cálculos para projetar a plataforma de teletransporte, que agora estava com um alcance maior. Leonard se sente lisonjeado em ajudar, e brinca sobre como um casal, eles eram estranhos. “Ser estranhos é o nosso charme”, diz ela. Neste momento, a campainha da casa toca e Leonard vai atender supondo que era a refeição que aguardava. Ao abrir a porta, vê duas pessoas: um homem não muito alto de olhos verdes penetrantes, vestindo um casaco cinza, e uma mulher com um sorriso expressivo e usando roupas caras, num porte elegante.
Ele simplesmente não acreditava, mas naquele momento estava conhecendo pessoalmente a mãe e o irmão mais velho de Isabelle: Jacqueline Reebirck e Jhonatan Reebirck, respectivamente. Assim que Jhonatan os apresenta, Isa sai do quarto reconhecendo sua voz e lhe dizendo seu apelido: “Jhonny!?”. Os dois se dão um abraço muito afetuoso, e ele pergunta como ela ia agora em sua nova vida de “casada”. Isa responde que era muito nova para ainda se sentir uma senhora, e que apenas “morando com seu namorado estava bom” Jacqueline comenta que, com o dinheiro que recebiam, não precisavam morar na periferia detrás de um restaurante. Isa olha, rindo, para Leonard, e ele explica que era a melhor forma de viverem uma vida discreta.
“Eu sempre lhe oferecendo o luxo, e você sempre o rejeitando para viver do seu jeito”, comenta Jacqueline para sua filha. Isa diz que assim ela gostava, e assim seria. Leonard os convida para conhecer a casa, e verem como era melhor do quê parecia. Eles logo entram e Isa comenta do porquê da visita, especialmente porque vinham de longe, Jersey City. Com um olhar mais tenso, como se tivesse medo da reação da irmã, Jhonatan comenta que disse a mãe deles sobre o projeto que Isa estava tramando. “Você o quê!?”, exclama ela. Leonard, perdido, pergunta o quê estava acontecendo. Isabelle explica que procurou Jhonny, que era médico, para poder atuar favorecendo auxílio ao grupo que ela montar caso não pudessem mais contar com o plano médico absoluto dos Twelve. Ela só não esperava que ele iria “a caboetar”.
Jacqueline explica que Jhonny apenas estava preocupado com a irmã, especialmente com a ideia dela sair dos Twelve e agir por conta própria, e que ele estava certo disso. “Não somos mais crianças”, argumentou Isabelle. Sua mãe, porém, disse que uma coisa era fugir de casa com o namorado aos 18 anos para fazer uma tatuagem nos flancos de duas flores desabrochando, outra era a de se envolver com o submundo do crime esperando sair viva. Leonard se mostra surpreso em saber a origem das tatuagens de Isabelle, e ela diz que não vinha ao caso. Ela argumenta que já trabalhava com os Twelve há quase três anos, e já enfrentou até o estado islâmico, não tinha o quê tanto temer. O submundo era o mesmo. Jhonny diz que uma coisa era estar protegida por uma agência como os Twelve, outra era agir por conta, e compara isso com o quê aconteceu com o Arthur. “Mas, o quê aconteceu em Boston aconteceu enquanto ele ainda estava com os Twelve”.
Jacqueline, então, revela que nunca concordou com a ideia de sua filha trabalhar em uma área tão perigosa como essa. Seu sonho era a ter em seu escritório de advocacia em Nova York, sendo uma juíza, não se colocando em risco todos os dias em prol da segurança dos outros. “Sinto muito se eu sou uma decepção”, argumenta ela. Jhonny diz que a questão não era essa, mas que eles colocam tanto a vida deles em situações perigosas que acabava que não podiam nem viver a própria vida, e no fundo eles queriam os ver bem, como o casal que se tornaram. Apesar de querer apoiar sua namorada, Leonard reconhece que são seus pensamentos ali. Isa se sente quebrada com essa intervenção familiar, e apenas diz que “sua mãe não poderia acabar com seu sonho”.
“Que sonho?”, perguntou ela. “O de poder usar meus poderes para construir um mundo melhor”, retruca ela. Jacqueline fica desconcertada, e apenas admite que a aflige a ideia de poder perder Isabelle. Ela diz que não irão. “Como você pode dar certeza disso?”, retruca Jhonny. Isa diz que não tem como, mas faria de tudo para evitar isso. Ela apenas pedia para confiarem nela. Apesar de relutante, Jacqueline concorda e então mãe e filha se abraçam, como se fazia tempo que não se viam. Jhonny, então, comenta que ficariam para o almoço e Leonard, nitidamente perdido naquela conversa, apenas responde que eles comeriam frango frito.
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Um briefing estava acontecendo na base de Nova York dos Twelve, com Diana comentando que achou aquela situação que viveram na usina de Kannagawa muito intrigante, especialmente pelo fato dos terroristas não serem mutantes e serem tão proeminentes em artes marciais. Ele queria mais dados sobre eles, especialmente porque não conseguiram encontrar nada além do primeiro nome de ambos, que nem tinha certeza se era verdadeiro. Alecsandra e Karslie, machucados, ela com um expressivo corte na bochecha, e ele com hematomas pelo corpo, a olham insatisfeitos. Alex a diz: “se ele quer, porque não vai ele mesmo?”. Diana argumenta que até cogitaria em ir com eles, mas não conseguia entrar em contato com Isabelle e, sem ela, precisariam de alguém para coordenar a missão por trás.
Karslie diz que ela era mais útil na linha de frente do que nos bastidores, e Diana concorda, mas era isso o quê podia fazer para manter a equipe em pé. Neste instante, Ronald Coparsini aparece pela plataforma de teletransporte e Diana diz que pediu para ele os acompanhar na missão, porque era o único que estava disponível. Ronald comenta sarcástico que agradecia o rótulo de importância que a amiga lhe deu, e Diana ri e diz que ele não podia ser simplesmente cortado por uma katana, o quê o tornava útil. Alex agradece, entendendo aquilo como uma indireta. Um momento de silêncio se aflora, então Diana confessa como também estava insatisfeita com os rumos que as coisas foram, especialmente a ideia de trabalhar para o Connor, mas era o quê tinham como possível e pede para tentarem colaborar para pelo menos internamente eles serem unidos. Alex e Ronald se olham, sabendo do leve ranço que Alex sentia por ele, e no final eles concordam.
As projeções de Connor era um novo ataque ocorrendo daqui três dias, agora na usina nuclear de Takahama. Presumindo que, pelo calibre mais importante para o Japão, perigoso por envolver ogivas nucleares, e ao mesmo tempo desprotegido, já que o país focava apenas em usinas hidroelétricas, fazia de Takahama o alvo perfeito. Karslie pergunta como ele podia ter certeza, e Diana apenas argumenta: “se é atenção que eles estão querendo...”.
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Agora, em uma noite de quarta-feira, em Takahama, a cena caminha para mostrar a usina nuclear da cidade, que está com apenas três dos quatro reatores funcionando. Muitos trabalhadores lutam para manter aquele sistema de energia estável e, na segurança, um número razoável de soldados do exército fazia a patrulha e são rapidamente abordados pelo trio. Karslie, que estava na mira de um rifle, argumenta que vieram ajudar e diz que é sabido que naquela noite os dois assassinos conhecidos como Hayato e Kanako iriam invadir aquela usina promovendo um banho de sangue, e pede para evacuarem o lugar. O soldado questiona o rapaz, dizendo que não iria deixar seu posto graças ao conselho de um estrangeiro, e que não sabia de suas intenções.
Alex diz que o ataque era certo, e pede para que pelo menos os civis saíam dali. Apesar da tensão, um dos soldados concorda, mas antes avisa seu superior que queria saber para quem eles trabalhavam. Antes que pudessem responder, um tremor é ouvido e identificado como um ataque a um dos reatores. O trio é acusado de estar ali para os distrair, mas Karslie diz que não, e que iriam colaborar para checarem a ameaça. Enquanto isso, os funcionários da usina fogem. Diana argumenta que a explosão era estratégica, via comunicador, e que estava os atraindo para a morte. Ronald decide ajudar os civis a saírem em segurança, enquanto os demais iam checar o que aconteceu.
Uma vez no reator, Alex e Karslie, seguidos por um esquadrão de soldados, veem vários corpos de homens e mulheres mortos no chão e Kanako esfaqueando os últimos com sua katana, dizendo que os aguardava ansiosa. Imediatamente, Hayato os emboca e lança duas saís em alguns homens do exército, e salta entre as paredes evitando tiros, até conseguir cortar a cabeça de mais soldados com sua kama. Antes que a matança se prosseguisse, Alex faz uma proposta para os assassinos: os enfrentar, mutantes e mais poderosos que os demais presentes naquela sala, e deixar os demais irem embora. Kanako sorri, dizendo que não havia para onde fugir, e manda os soldados irem embora para tentarem a sorte.
Amedrontados e assombrados com aquelas mortes, eles obedecem. Alex e Karslie se preparam para uma revanche, e Kanako e Hayato respiram calmamente, se preparando para os matar. Ao mesmo tempo, Ronald entra em casa sala de casa reator e avisa a todos para fugirem, coordenando as fugas, usando o tradutor de voz de seu traje para poder falar japonês e ser entendido. No Takahama-1, porém, ele vê a sombra de um homem perambulando para as proximidades do computador central. Quando ele desce e se prepara para mexer nele, é interceptado por Ronald. Seu traje era negro e parecia, em muito, uma armadura de antigos samurais. Um símbolo japonês exótico em vermelho aparecia em seu peito e ombreiras, que Ronald estranhamente se lembrava como sendo também a tatuagem que Diana carregava no ombro direito. Seu rosto não era visível, coberto por um capacete negro com um visor, um enorme X vermelho, mostrando apenas seus olhos frios e sem vida. Duas katanas estavam banhadas em suas costas. Ronald adverte ele para se afastar dos controles do reator, e ele apenas o olha sem dizer nada.
O silêncio era assustador, e pessoalmente deixava Ronald com medo. Ele tinha liberdade para se mexer ali, e vai até o próprio reator para absorver seu exterior blindado e criar uma das suas armaduras mais resistentes. O homem apenas o olhava, em silêncio. Quando Ronald resolve avançar, ele enfim se revela, dando-lhe golpes numa velocidade incrível que o faz perder a coordenação e cair. Com suas katanas, o homem quebra a armadura de Ronald até chegar num ponto onde conseguia o cortar. Ele paira sua katana sobre o pescoço de seu adversário, mostrando sua superioridade. Neste momento, algo chocante acontece. Arthur Luczien aparece, exclamando que veio obter sua vingança pela morte da Bridgette. Ronald fica sem entender, especialmente porque Arthur até então estava desaparecido. Arthur, então, revela a identidade do vilão: Mistério.
O homem fica em silêncio, apenas o observando. A fúria no olhar de Arthur revela que a briga era pessoal, algo que reverbera em estranhamento no seu inimigo. Ele enfim diz algo: “Não sei do que você fala, mas vou lhe dar o quê você procura”. Arthur o chama de hipócrita, e o assassino aponta suas suas katanas para ele. Então, uma briga começa. Arthur usa seus poderes de aerocinese para fazer alguns canos da sala se romper, criando uma névoa de gases. Do escuro, ele ataca seu inimigo, que é acertado suas vezes, e na terceira derruba Arthur com um soco. Ele volta para as sombras, e quando o terrorista lança sua katana para o cortar, Arthur usa um cano para se defender e faíscas saem dos dois instrumentos. Ele então volta para as sombras.
O homem o segue, e começam enfim um confronto mais físico, de socos e pontapés, revelando uma incrível posição de igualdade. O ápice da luta acontece quando eles se enfrentam em olhares, num momento onde Arthur desvia com sucesso de um soco do vilão, e neste momento ele lhe dá outro que lhe atordoa, por ser forte. Cansado daquela luta, ele crava sua katana no chão e vai brutalmente até Arthur, quem ele joga contra a mesma, cortando e machucando os músculos de sua coxa, lhe fazendo cair de dor. Temporariamente rendido, o homem aponta sua katana para seu rosto e diz não ter participação no assassinato “dessa tal de Bridgette”, mas não queria mais o ver em seu caminho de novo. Como um lembrete de que o mataria se o visse, ele usa sua katana para perfurar seu rosto, lhe fazendo um símbolo de seu clã e o fazendo chorar de dor.
Ronald assiste incrédulo aquilo, e avisa Diana da presença de Arthur ali. Ela mesma não acreditava, e ele diz que ele precisava de hospitalização. O homem vai até os controles e força o reator a se superaquecer, destruindo o computador que o controla. Ele pede para não ser seguido, e evade a usina. Por um comunicador, ele ordena a retirada de Hayato e Kanako, que estavam frustrados em partir deixando Alex e Karslie vivos, nitidamente machucados pela luta. Ronald avisa que o lugar iria explodir, e Diana avisa autoridades japonesas para criar um alerta sobre o evento.
A usina de Takahama, então, explode levando a um desastre nuclear que promove a morte de boa parte do vilarejo. Alex, Karslie, Ronald e Arthur se salvam via teletransporte. Alecsandra, mesmo ferida, se mostra incrédula em saber que seu irmão afetivo, Arthur, não só reapareceu como estava a salvo. O episódio se encerra com a vista daquele município em chamas.
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