The Journey: Into the Darkside
19 Cap. XIX - "Revelações"
Notas iniciais
O episódio começa no quarto de uma pequena garotinha de onze anos, em um apartamento no décimo segundo andar de um prédio no centro de Washington D.C., nos Estados Unidos. Ela estava escutando uma tenra canção de ninar em sua cama, cantada por seu pai, Bennedict O. Jackson, um homem de aproximadamente 50 anos, não muito alto e que usava óculos. Ela demonstrava amor em seu olhar para ele, e o mesmo era verdadeiro. Lentamente, ela dorme com ele lhe fazendo carícias assim que terminava de cantar. Quando ele acaba, um barulho podia ser ouvido da cozinha e ele, estranhado, vai lá checar o quê estava havendo. Não havia ninguém mais naquela casa além deles dois.
Quando chega, se surpreende. Uma mulher não muito velha, com cerca de 29 anos, estava ali tomando uma de suas cervejas, deixando a geladeira aberta. Suas roupas eram estranhas, todas em couro, mas mostrando que ela carregava um arsenal entre seus muitos bolsos como se fosse para uma guerra. Seu rosto era protegido por uma máscara amarrada em sua nuca, toda preta, que apenas revelava sua boca com um tom forte de vermelho em seus lábios, o olhos profundos, azuis. Sua pele era tão clara quanto o leite, mas sua expressão fazia com que ela fosse temível: era assustadora. “Você estava cantando Hush Little Baby, não estava?”, diz ela. Ele pergunta o quê ela fazia em sua casa, mas a jovem o ignora, dizendo que em sua infância sua mãe também cantava essa canção enquanto tentava fazer ela e suas irmãs não perceberem o som de tiros que a briga de gangues de seu bairro tinha. Um dia, no entanto, ela voltava do trabalho e foi baleada em uma dessas mesmas brigas. Algo que ela acreditava ser irônico.
Ele diz que iria chamar a polícia, mas ela não se importava, “a caçada” tornaria tudo melhor. Ela então se apresenta como a “Artilheira-Negra”, e diz que uma recente publicação de Bennedict sobre a corrupção em Washington desagradou pelo menos 56 políticos da ala republicana e 43 da democrata. Bennedict era jornalista, e estava organizando uma companha contra um específico senador conhecido por suas falcatruas, senador este que encomendou sua morte. Ele não estava entendendo, até ela sacar um revólver, mas dizer que não queria traumatizar sua filha com o som de um tiro. Ele se afasta, mas ela é mais rápida e o segura, lhe amarrando e o empurrando até a janela. Ele implora que ela não o mate, mas ela diz que não o escutava por causa do trânsito e o joga para a morte. Ou era o que ela esperava. Quando repara algo errado, ela percebe que ele não caiu no asfalto. Dois jovens aparecem atrás dela e dizem que o assassinato estava cancelado, um deles já conhecido na série como Renato Moonstar, um ex-membro do grupo anarquista Anarco-Mutantes. Sua presença ali sugere que Bennedict foi salvo por conta de seus poderes de criar portais através das sombras, algo que a noite lhe dava de sobra. A Artilheira usa uma besta e dispara flechas na dupla, que Renato desvia através das sombras e faz voltar nela, que desvia. O outro mutante, Chad, usa seus poderes para desarmar a inimiga quebrando besta a distância, se revelando como alguém com poderes telecinéticos.
Ela levanta seu arco e dispara uma flecha no outro prédio, e prepara uma tirolesa com ele para fugir, enquanto Renato avisa alguém com um comunicador da movimentação. Quando a Artilheira chega lá, uma águia se aproxima e pousa no teto, para se revelar como Peter Hunter, um outro mutante com poderes de metamorfose. Ele se revela como líder daquele esquadrão e que sabia dos muitos crimes da assassina ao redor do país e que iriam prendê-la. Artilheira diz que muitos mutantes já tentaram, mas todos perderam, e quando ela se preparava para pegar um revólver é surpreendida por vários socos, vindos de múltiplos lados. De repente, uma moça de cerca de 24 anos, com um traje colado e óculos de proteção, chega e bate sua mão na de Peter, se desculpando pelo atraso. Seu poder? Super velocidade. Ela corre em um ritmo circular ao redor da Artilharia, lhe dando tantos socos que seu nariz sangra. Ela solta pequenas bolas no chão que se revela como explosivos e derrubam Becca Reynolds no chão, torcendo o pé e sendo acudida pelo colega. Artilheira aproveita a oportunidade para fugir, e usa seu arco para fazer uma nova tirolesa, mas o fio é cortado por Chad e seus poderes. Ela então se vê em um destino irônico: ela estava caindo para a morte. De repente, um portal de luz a salva e deixa o quarteto perplexo. Eles se perguntam quem a salvou, e Peter se mostra apreensivo em como iria reportar aquilo.
Em um prédio abandonado próximo ali, o portal de fecha e a Artilheira cai, ilesa. Do escuro, Jhonatan Felps selagem revela e está logo na mira do revólver da mulher. Ela diz que sabia que ele trabalhava para os Twelve e não o deixaria o levar, mesmo se lembrando de um encontro passado que tiveram. Ela acredita que ele estava com os seus oponentes recentes, mas Jhon diz estar sozinho ali. Ele então a chama pelo nome completo, Kaitlin Jones, e afirma que com ele não havia necessidade de segredos. Se ele quisesse a capturar, já teria o feito. Ela suspira, e até retira sua máscara revelando um rosto sério e duro, contrastado com uma considerável beleza de uma jovem loira e esbelta. Ela pergunta o quê ele queria, e Jhon diz que estava em busca de um amigo, mas sem alguém de peso, não conseguiria chegar até ele. Assim, ele queria contratar seus serviços. Quando questionado do como iria pagar, ele apenas diz a Kaitlin: “com o quê você sempre procurou”. Ciente dos poderes de Jhon, ela entende a proposta e, bem, fica muito tentada a aceitar.
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A cena, então, muda para a nova casa de Isabelle Rebirck e Leonard Charlott em Trenton, Nova Jersey. Assim, se revela que do último episódio para esse houve um salto de tempo de uma semana, onde a maioria das coisas ali já estava arrumada e os dois já estavam começando a desenvolver o começo de sua experiência de coabitação em seu relacionamento. Muitas coisas ainda estavam nas caixas, e eles oscilação entre momentos de preguiça e momentos onde encontravam soluções criativas para conseguirem organizar o espaço. A verdade é que eles não imaginavam que, ao se juntarem, iriam ter tantas coisas assim para guardarem.
Isa, sentada em um sofá e aproveitando o seu dia de folga com uma roupa confortável e uma boa série numa plataforma de streaming, assistia debochando como que Leonard fazia todo o trabalho de faxina sozinho e comenta que não esperava que ele fosse tão limpo assim, embora já suspeitasse. Leonard comenta que em sua antiga casa, em Princeton, ele vivia a experiência de ficar a maior parte do tempo sozinho enquanto seus pais, médicos, viviam fora em seus expedientes no hospital universitário de lá e, de alguma forma, tinha que aprender tais habilidades que eram úteis. “Nunca pensei que você sabia alguma coisa que era prática”, debocha ela, para depois se corrigir e dizer que estava aprendendo nesses últimos anos muito mais coisas sobre ele do que esperava quando se conheceram, nos tempos de faculdade.
Ele sorri e diz que não entendia o quê ela viu nele, e Isa diz que nem ela entendia. Ao perceber que o namorado ficou chateado, ela então admite que sempre viu em Leonard uma pessoa diferente das outras, mais autêntica, mesmo que afogada em uma tsunami de timidez. Ela estava muito acostumada a se envolver com homens que viam nela um “pedaço de uma mulher quem podiam comer a noite, e fingir que não conheciam no outro dia”. Ou, pessoas que apenas a julgavam pela aparência e queriam viver assim, indo para festas e eventos, enquanto ela não era nada disso. Desde sua infância, seus pais queriam algo dela, mas seus poderes vieram e humilharam a expectativa deles, a tornando alguém totalmente fora de curva.
Pegando uma das caixas, Leonard descobre projetos da NIA com datas anteriores a quando eles se conheceram. Isa então disse que ela era isso que ele via, uma “garota popular com o espírito de uma nerd”, e Leonard a lembra que Isa construiu pelo menos uns seis modelos da NIA e todos foram brilhantes, e que ela era incrível por se permitir ser quem era. Ela diz que sim, mas ele era a “porcaria” que sempre a inspirou, o aluno mais brilhante do curso de Física da Universidade de Princeton, e que desde que o conheceu sempre foi quem ela queria ser. Diante da revelação, Leonard se choca, pois para ele, Isa sempre foi quem ele queria ser, graças aos seus desembaraço social tendo em vista que ele nunca foi de muitos amigos. Isa ri e diz que eles são o casal mais estranho do mundo.
Ela então lhe pede um copo de refrigerante, e ele percebendo a folga da sua garota, ri e diz que ia pegar.
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O episódio então se alterna para um ambiente hostil, um grande pátio que se localizava no município de Wilmington, em Dellaware, mais especificamente durante uma madrugada consideravelmente fria e cheia de neblina. Parque industrial da cidade, um lugar onde praticamente ninguém ousava pisar. Haviam muitos caminhões e pátios localizados ali e estava havendo um tiroteio entre pelo menos uns dezesseis homens e Karslie Imota, que estava abrigado atrás de um dos tais caminhões, separado de seus colegas, Ronald Coparsini e Rodney Accotach, escondidos atrás de outro. Um dos capangas de um tal de Phil Hamilton adverte os outros que seu chefe não iria querer um arranhão na carga, e se de alguma forma eles fizessem algo que promovesse tal dano deveriam temer alguém pior do quê quem eles estavam enfrentado.
Karslie, se revelando como o líder daquela missão, diz que Ronald estava com a vantagem tática por não estar sendo alvo dos disparos e que ele deveria abrir caminho para eles poderem agir. Tocando em um poste de luz, Ronald se reveste com aquele metal criando uma armadura e avança naquele campo de batalha, sendo alvejado por tiros, mas se mostrando imune a eles por conta de seu revestimento. Ele então descarta parte de sua armadura para criar algo parecido com uma algema nos braços de um dos seus inimigos, que o prende ao poste atrás dele, deixando cair sua arma. Ele então luta contra os homens, conseguindo dominar todos e percebendo um carro chegando, com mais criminosos vindo.
Karslie cria uma grande muralha de pedra ao redor deles, os isolando, e Rodney se transforma em sua forma de monstro aquático para ir até lá, lutar contra eles. Batendo palmas, Phil vai até lá e diz estar impressionado com o potencial do grupo, comentando que também está impressionado com a inversão moral de Coparsini. Afinal, ele se lembra de quando tinham negócios com sua gangue, de Nova York, e que nunca o esperou trabalhando com os mesmos homens que fizeram de tudo para o prender. Ronald diz a Phil que uma hora todos os homens renunciam seu ego frente o quê era certo, e este ri, dizendo que sabia exatamente o quê ele buscava. Neste momento, ele faz uma oferta para a dupla (Rodney ainda estava em sua briga a parte) sob a condição de o deixarem em paz: $ 50.000,00. Ronald diz que era muito dinheiro, e ele diz que estava apenas pagando pelo potencial que percebia.
Karslie afirma que eles não são esse tipo de gente, e que naquela luta Phil estava em desvantagem. Ele diz que ele deveria ter certeza, quando revela mais de seus homens prontos para agir. Karslie então sorri, quando vê um disparo indo até o peito de seu inimigo, que leva um choque e imediatamente desmaia. Os criminosos tentam atirar, mas suas armas falham e também são eletrocutados. Agentes da Twelve aparecem e se preparam para os levar, e o líder tático daquela operação pela parte dos Twelve agradece Karslie por oferecer não só uma distração, como também um motivo para Phil se revelar e poder ser preso.
De volta a base principal dos Twelve, em Nova York, o trio retorna apenas para confrontarem uma verdade: Diana Fudiangan aceitou o acordo com Connor Francês Giuseppe, se tornando a nova líder da equipe substituindo seu amigo, Arthur Luczien, que estava desaparecido. Karslie imediatamente fala com Diana, reportando o êxito da missão. Enquanto Ronald e Rodney se retiram, ele pergunta para ela se sua missão pessoal de localização de Arthur havia dado certo, ciente de relutância firme de Connor em ajudá-los com isso por desafeto pessoal. Ela diz que nem mesmo o celular de Arthur estava rastreável, provavelmente desligado, e que tudo o que soube era o quê já sabiam: sua namorada, Bridgette Torres, foi encontrada morta supostamente por overdose de drogas em seu apartamento em Vancouver, Colômbia Britânica.
A verdade, porém, era que seu assassinato havia sido orquestrado pelos dirigentes da organização texana Hidden Face, que Karslie conhecia muito bem, porque seu pai, Franchisko Imota, era um dos operativos deles. Isso é interpretado de uma maneira chocante para ele, pois percebia como que o amigo estava sendo alvo de toda a represália que a rede internacional de mutantes estava mandando contra eles por suas ações. Diana reconhece que eles deveriam querer o tomar como uma testa de ferro para os assustar de continuar, e reconhece que a estrada contra eles andava sendo bem árdua. Especialmente pela morte de Annie Marie Lebronck, algo que Karslie admite que sua namorada, Alecsandra, ainda estava sofrendo em seu luto.
Diana diz que não iria desistir de Arthur, e qualquer novidade iria avisar. Ele então se retira e resolve checar suas mensagens. Alex, que estava lhe mandando memes da Taylor Swift, mas também um número desconhecido que lhe mandava uma localização e um endereço para uma reunião. O nome de quem ele se dizia ser? Arthur Luczien.
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A cena se muda mais cedo, na noite anterior, em um dojo da Liga da Morte localizado na periferia do município de Nagoya, Honshu, no Japão. Vários homens armados e perigosos guardavam aquele lugar de maneira atenta e vigilante, mas do alto de uma árvore eles não percebem que estavam sendo observados por uma figura alta, magra, com longos cabelos pretos no alto de uma árvore. Conforme o tempo ia passando ele calmamente se dirigia até a área externa do dojo e, se aproveitando da distração e isolamento dos guardas, um por um, ele ia os derrubando e os desarmando, deixando-os acumulados num canto escondido por arbustos. Quando percebe que estes eram poucos, se revela, e num combate calculado consegue os derrubar.
Com um traje mais desgastado, até mesmo com uns rasgos, essa figura se revela como Arthur, que invade o dojo em busca de seu diretor: Shigeru Nakamoto. Caminhando pelo longo corredor daquele lugar, ele percebe que nenhum homem resolve lhe atacar, como se estivessem petrificados como estátuas aguardando ordens. No grande saguão, Shigeru observava Nagoya como quem não temia a pessoa que estava prestes a enfrentar. Ele então diz: “é a morte que você procura aqui, meu garoto. Parta antes que você a encontre”. Arthur diz que não iria partir antes de obter as informações que procurava, então ele lhe dizer: “Você não é a Diana, a Liga da Morte não lhe deve respeito ou tributação. Você não está em posição de negociar, somos cientes do preço que sua cabeça tem no submundo e não nos faça ter o interesse em cortá-la”. Um pouco abalado, mas ainda determinado, ele diz que não seria refreado.
“Muito bem”, diz Shigeru. Batendo palmas, vários guerreiros da Liga da Morte aparecem com espadas prontos para matá-lo, e Arthur se prepara para o combate. Surpreendendo a todos, Jhonatan surge só lado da Artilheira-Negra, que revelam estar ali para prestar apoio a Arthur. Interessado, Shigeru resolve assistir a batalha, que começa de uma forma bem energética. Arthur parte de uma forma bem agressiva, inicialmente, contra os homens mais altos e fortes e mesmo encontrando certa resistência, consegue os vencer. Jhon era mais difícil de matar naquela zona de guerra, e toda vez que era acertado por uma escada usava a intangibilidade que a magia lhe oferecia para a fazer atravessar por ele, logo devolvendo o golpe com um sabre de gelo que ele mesmo moldou.
Ele então resolve construir com seus poderes mutantes de hidrocinese também uma maça, que ele usa para atacar ofensivamente os agentes da Liga da Morte. Kaitlin usa seu arco de uma forma profundamente criativa, disparando uma série de flechas que tinha diferentes efeitos naqueles homens, e graças sua grande agilidade, nunca era atingida. Ela pergunta a Jhonatan se podia usar poder de fogo naquela luta, algo que ele autoriza, e ela sorri. Devolvendo o arco para a aljava, ela saca dois revólveres do seu bolso e começa a metralhar os guerreiros, que resolvem fazer o mesmo. Novamente usando o arco, ela usa uma flecha, que se prende ao teto, para se erguer até o lustre do saguão, onde tinha visão para alvejar quase todos ali, até cobrindo a retaguarda desprotegida de Arthur.
Kaitlin estava profundamente feliz em matar aquelas pessoas, se movimentando energeticamente e derrubando o próprio lustre sobre Shigeru. Ao fim, o trio é vencedor e Arthur se aproxima daquele senhor do crime como quem lhe devia respostas. Shigeru pergunta se ele esperava pisar naquele dojo e sair sem uma sentença de morte, e Arthur afirma que não se importava mais, pois já havia perdido demais para se importar com sua própria vida. Em um gesto de empatia pela dor do inimigo, Shigeru diz que sabia o quê ele procurava, mas não tinha as respostas que ele queria saber. Arthur exige saber a identidade de Mistério e onde ele estava, mas Nakamoto afirma que embora ele fosse cliente recorrente da Liga da Morte, nunca souberam nada sobre ele suficiente para o identificar formalmente. Perdido em raiva, Arthur ameaça a vida de Shigeru querendo saber a verdade. Jhon, porém, repreende o amigo e diz que aquela era a verdade.
Arthur, então, recua e se prepara para partir. Shigeru diz que Arthur não iria querer cruzar os caminhos da Liga da Morte de novo. Saindo pelo corredor, agora vazio, daquele lugar, Arthur pergunta a Jhon o quê ele veio fazer ali. Aliás, impressionado com sua companhia, visto que a Artilheira-Negra era uma assassina procurada. Jhonatan diz que sabia o quê Arthur estava enfrentando e estava ali para ajudá-lo, dizendo que os caminhos que ele trilhava iriam o levar a ruína. Arthur então questiona o amigo, o lembrando de seus poderes muito conhecidos de onisciência. “Por que você não me avisou sobre a Bridgette?”. Jhonatan suspira, e diz que a morte de Bridgette era um fato imutável do destino. Pessoas do seu nível de compreensão são capazes de entender os rumos do universo, mas sabem que não podem fazer nada a respeito.
Arthur estava indignado, se Jhon lhe avisasse que o Enoque estava indo até a casa de sua namorada para a sequestrar, ele poderia ter feito algo concreto para a salvar. Mas, não, a perda de Bridgette era algo necessário para a história do Arthur. Jhon, porém, se revela hipócrita, porque ele mesmo estava tentando alterar o destino naquele momento tentando convencer Arthur a justamente não seguir sua história, e sabia que seria ignorado. O amigo, cansado dos enigmas de Jhon, diz que aquilo era incompreensível e de uma crueldade tamanha que não dava para ser perdoada. Kaitlin intervém em favor de Jhon, e diz que é impossível entrar no submundo sem perder algo para ele.
Arthur, porém, questiona a própria presença de Kaitlin, a lembrando de quando ela tentou o assassinar em uma missão em Miami, junto a Karslie, Jhon e Leonard. Ela ri, e olha para Jhonatan o lembrando que foi quando eles se conheceram. Jhonatan afirma que não queria perder Arthur, e se lembra que no passado ele também fez o mesmo. Arthur diz que estava muito deprimido com tudo o quê estava passando para conseguir não querer justiça pela morte da Bridgette, e pede para ele não o atrapalhar. Arthur então parte, com Jhon cabisbaixo, dizendo que o destino nunca era vencido. Kaitlin, então, o recorda de sua dívida com ela, brincando que era seu destino a pagar. Jhon concorda, revelando que o principal desejo da Artilheira-Negra era reencontrar sua família, quem não via desde um episódio pessoal que a fez se perder dela aos 11 anos. Com um portal, Jhon revela a localização deles e Kaitlin sorri. Ela retira roupas civis da sua aljava, e retira sua máscara agradecendo Jhon de uma forma sincera, e entrando no portal.
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A cena, então, se direciona para os esgotos da cidade de Nova York. Bem próximo da estátua da Liberdade que, com algumas rachaduras, se revela em reconstrução devido a batalha contra Satanás quase dois anos antes. Karslie caminhava por aquele lugar suspeitando de uma armadilha, e tendo Diana como quem estava o orientando por detrás de seu comunicador. Ele não sabia quem iria encontrar, mas sabia que havia a esperança de ser com Arthur. Ao chegar em determinado ponto, ele se encontra com alguém inesperado: Peter Hunter, o mesmo agente metamorfo que havia aparecido no começo do episódio. Ele, com seus 21 anos, contratava com o aspecto maduro de Karslie Imota, em seus trinta, além de sua presença de uma barba já espessa. Karslie pergunta se foi Peter quem lhe chamou ali, e ele diz que pensava que havia sido ele.
Neste momento, Arthur se revela das sombras. Seu aspecto era de quem parecia que não dormia há dias, barba por fazer, e estava com um aspecto bem machucado. Inclusive, com o olho roxo do ataque do “Sexteto do Terror” ainda sendo visível. Peter se impressiona com o aspecto de Arthur, quem ele revela encarar como seu herói naquele mundo, especialmente por ser um mutante como ele. Ele agradece a boa consideração, e lhe pergunta se estava com o quê ele pediu. Karslie se pergunta o quê era aquilo tudo, e Peter entrega a Arthur dois pendrives, um que ele deixa com seu amigo. Ele revela que descobriu que os Twelve não estavam sendo muito transparentes com eles. Revelando saber da reforma que Connor pretendia fazer em tudo o quê se relacionava a mutantes, Arthur apresenta Peter como líder de uma iniciativa que o próprio Connor gerenciava para criar uma nova super-equipe que, eventualmente, pudesse os substituir. Karslie pergunta porque ele faria isso, e Arthur diz que por desejo de controle já que eles haviam se tornado “uma ponta solta e destoante do cenário mundial”.
O próprio Connor, então, aparece revelando que era verdade. Arthur se surpreende, perguntando se Peter havia o entregado. Connor diz que não, que percebeu que há alguns dias, Arthur invadiu o servidor dos Twelve em busca de todas as informações sobre a rede de tráfico mutante disponíveis, além do próprio Mistério, e acabou descobrindo mais coisas do que pretendia. Nessa seara, Arthur acusa Connor de os ver apenas como ferramentas e os usar como armas em prol de objetivos que podem ser mais genuínos que os criminosos, mas ainda era uma outra face da mesma moeda. Connor pergunta a Arthur que se ele visse pessoas com grande periculosidade, ele iria preferir as ver trabalhando para o governo ou para cartéis criminosos. Arthur diz que iria querer as ver livres.
Karslie, então, afirma a Connor que ele queria remover Arthur da equação para tornar mais possível esse projeto de se desempenhar, visto que estaria removendo a peça que poderia lhe trazer mais prejuízo graças a seu contato com o público. E, agora, estava os manipulando, inclusive a Diana, para dar sequência a seu plano. Ela, que ouvia a conversa do outro lado, começa a ficar irritada. Connor diz que não era errado que ele buscasse manter um estado de controle e segurança, aliás, era sua profissão isso. Arthur alega que os mutantes estavam sofrendo na mão do tráfico e ele nem sequer se importava com isso, mas ele apenas diz que nunca foi função exclusiva dos Twelve defender os mutantes.
Naquele momento, porém, Arthur cruzou uma linha. Apesar de acostumado com os privilégios de ser um agente dos Twelve, ele não mais era e sua invasão não poderia passar em branco. Karslie lembra Connor de como Arthur sempre foi um agente leal e prestativo, e encarava como injusto o tratamento que ele estava tendo, especialmente por estar vivendo um dos momentos mais vulneráveis de sua vida e foi justamente esse momento que Connor escolheu para levar adiante suas maquinações, o chamando de “desumano”. “Os sentimentos de Arthur nunca foram nossa propriedade”, ele responde. Arthur, então, jura que iria fazer justiça aos mutantes sequestrados, e mesmo renegado, ainda iria encontrar e derrotar Mistério.
“A partir de agora, você será classificado como um terrorista, Arthur. Qualquer envolvimento dos Twelve em sua cruzada será penalizado. Se lhe encontrar de novo, é você quem irá a justiça”. Sem acreditar no quê ouvia, Arthur diz a Connor que ele era pior do que muitos dos criminosos que ele já tinha conhecido, senão igual. Ele lhe responde dando um murro em seu rosto, tão forte que lhe faz sangrar. Arthur tenta revidar, mas é rapidamente rendido por um jogo de corpo. “Em respeito aos seus anos trabalho, eu lhe deixarei ir. Mas espero nunca mais lhe ver de novo” diz Connor, cortando seu antigo aliado. Ele ameaça Karslie do mesmo destino em qualquer traição planejada, e o mesmo a Diana ou qualquer outro que o desafiar. Connor então chama Peter para ir embora, e mesmo assustado, ele acata.
Caído no esgoto e humilhado, Arthur pela primeira vez desmorona, começando a chorar e tentando segurar as lágrimas. Karslie diz que ele não estava sozinho, e que iriam juntos encontrar o Mistério e acabar com a rede de tráfico. Arthur, porém, revela que via aquilo como uma jornada pessoal dele e que não iria envolver ninguém em suas lutas. Karslie lhe lembrou de quando a Aliança lhe tentou assassinar, em seus primeiros dias como líder da equipe, que ainda estava em seu começo, mandando o Nicolas para cumprir tal objetivo. Eles o abandonaram? Não, estiveram com ele, assim como estariam com Arthur também.
Apesar do ombro amigo, ele revela que não ia permitir que ninguém mais morresse por sua causa. Revelando uma culpa errônea que ele carregava sobre os acontecimentos recentes, não percebendo seu papel de bode expiatório em um grande jogo de poder. Karslie compartilha da angústia que sua namorada, Alecsandra, carregava pelo seu desaparecimento. Sua irmã de cirscso Arthur apenas desejava que ela ficasse bem, e parte rumo sua nova vida. Da saída daquele esgoto, Karslie apenas assistia atônito ao futuro sombrio que seu amigo escolheu trilhar.
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