The Hybrid Diaries
20 Rixa Parte II
Notas iniciais
P.O.V. Desconhecido.
Estive esperando por ela por séculos. Estou procurando-a a anos. E eu a encontro num festival, colocando uma camponesa humana no seu devido lugar. As bruxas conseguiram capturar-me, trancaram-me numa tumba onde fiquei passando fome por séculos. Mas, ela me libertou. Libertou-me no segundo em que nasceu.
Quando entrei no recinto ninguém pareceu assustado ou chocado.
—Ai, fantasia maneira.
Fantasia. Eles acreditam que é falso. Mas, não é.
Apesar dos ruídos estranhos, ainda conseguia me focar para ouvir a conversa.
—Relaxa, vou pegar sua fantasia de volta.
—O que você disse foi tão...
—Verdade. E sim, foi cruel, mas alguém tinha que falar. Você não é tapete para ela ficar te pisando, nem você e nem o Jered. Você é minha amiga Emily e Jered é meu namorado. E ninguém, ninguém, muito menos uma patricinha mimada trata meus amigos assim.
Então ela me viu.
—Espera um pouco, eu já volto.
Ela veio até mim. E não parecia contente em ver-me.
—Você é um vampiro. O que quer que pretenda, é melhor não fazer. É melhor você se mandar.
—Me mandar.
—Ir embora. Se está aqui procurando encrenca vá embora. Se quer uma presa, seja discreto e fique longe do Jered e da Emily. Eles são meus amigos.
—Bom, então sorte minha que não procuro nenhuma destas coisas.
A expressão dela mudou rapidamente. A carranca transformou-se num sorriso e ela se apresentou.
—Bem, neste caso... eu sou Rosalice Volturi, mas pode me chamar de Rosie.
Disse estendendo-me a mão, a qual eu beijei.
—Muito prazer, sou Marius. Marius Corvinos.
—O prazer é meu.
Ela até mesmo tirou o capuz. Creio que seja um bom sinal.
—Você não parece com qualquer outro vampiro que eu já tenha conhecido e eu conheci muitos.
—Não sou como os outros, minha querida. Nem de longe.
P.O.V. Dafne.
Existe uma profecia. Que o nascimento de uma primogênita gêmea da linhagem dos Originais, os libertará e juntos eles farão o mundo sangrar. Por gerações, os bruxos da linhagem Levesque fizeram o que deviam fazer, sacrificaram as primogênitas que tinham gêmeos ou gêmeas. Se fossem duas garotas, a que nascia primeiro... tinha que morrer. Mas, então... os humanos tentaram queimar Alec e Jane Levesque, os vampiros se envolveram e pensamos que finalmente haviam colocado um fim na maldita profecia, mas infelizmente... a híbrida Cullen gerou as Tribridas. Genevieve e... Rosalice, a primogênita.
Estamos tentando matar a criança desde antes dela nascer, mas obviamente falhamos.
P.O.V. Renesmee.
Rosalice não sabe sobre a profecia. Nenhuma das duas sabe, eu não acredito nestas besteiras. Nós fazemos nosso próprio destino, então não tem motivo para encher os ouvidos das minhas filhas com essas baboseiras. E mesmo se for verdade, vou amar o pior delas até os oceanos virarem poeira. Até o dia em que o inferno congelar e além.
Eu as eduquei, as ensinei a diferença entre certo e errado, a terem misericórdia, compaixão, mas admito não criei nenhuma princesa de conto de fada.
—Em que está pensando?
—Tive um mau pressentimento e aquela profecia estúpida me veio na cabeça.
—Pensei que não acreditasse.
—Não acredito. Mas, elas já passaram por tanta coisa Alec, seria fácil simplesmente se entregar á escuridão. Parar de lutar e ceder aos seus impulsos mais sombrios.
Senti Alec me abraçar.
—Elas não vão fazer isso. Especialmente não a Rosie. Ela é tão teimosa quanto a mãe dela.
Sorri. Me virei e dei um beijo nele.
—Obrigado. Por me tranquilizar.
P.O.V. Marius.
Notei um colar no pescoço dela. Era um brasão com certeza.
—Este é o brasão de sua família?
—Da parte do meu pai é sim. E este aqui é da família da minha mãe.
Disse mostrando-me a pulseira cheia de coisas penduradas, entre elas um brasão com um leão que mostrava os dentes e a enorme língua saia de dentro da boca.
—O V, é de Volturi, suponho.
—Sim. Que tipo de vampiro é você que nunca ouviu falar do infame Clã Volturi?
—Então, sua família é importante?
—Minhas famílias são super poderosas. Tipo, realeza vampira. E graças ao meu pai e sua ascendência maluca, minha irmã e eu somos lobisomens.
Disse a palavra sussurrando.
—E somos realeza lobisomem também.
—Você é lobisomem? Como Cassius?
—Eu não sei quem é o Cassius, mas sou lobisomem sim. Vem, vou te apresentar para os meus amigos.
Rosalice pegou minha mão e arrastou-me pelo local absolutamente lotado de humanos fantasiados que pulavam, bebiam e dançavam.
—Quem é o cara?
—Jered, esse é o Marius. Marius, esse é o meu namorado Jared e a irmã dele Emily.
—Você é um fantasma.
—Não é só um truque. Ainda estou muito viva, graças á Deus.
Fechei meus olhos e ouvi o coração da garota. Constatando sem sombra de dúvida que ela estava de fato viva.
—Truque impressionante. Me pergunto quanta magia teve que empregar neste feitiço, bruxa.
—Espera... ele é...
—É.
—Um de verdade?
—Sim.
—Mas, pensei que a pedra impedisse os vampiros de verdade de entrarem sem serem convidados por nós.
—Você tá certa. Emily, você tá certa. Vampiros ou híbridos meio vampiro não podem entrar nesta casa sem um convite, de jeito nenhum. Então, como está aqui?
—Parece-me que a bruxa lhe enganou minha querida.
—Não enganou. Porque quem lançou o feitiço fui eu.
—Você? Não, espere um momento. Está me dizendo que é uma lobisomem e uma bruxa?
—E uma vampira. É meio que o que me torna uma Tribrida. A minha vó paterna era uma bruxa de uma linhagem superpoderosa.
—Estou realmente impressionado.
Então, a música mudou.
—Eu adoro esta música!
Eu a convidaria para dançar, mas infelizmente não sei dançar esta melodia caótica.
—Quer dançar?
—Sim!
Rosalice e o humano Jared começaram a dançar. Batendo palmas, ele a girava, a conduzia e a segurava no alto. Mas, fora isso eles dançavam separadamente.
Após o termino da dança, ele a beijou. Nos lábios. Voltaram de mãos dadas. Isso pode ser um problema.
Tentei me focar em outra coisa e esta outra coisa foram as vestes de Rosalice. Nos pés botas com enormes pontas atrás, e cadarços que iam desde o principio até o fim do calçado na parte frontal, havia aquela meia que marcava todas as belas curvas de seu corpo, uma saia curta com enchimento, o corpete e o que quer que fosse aquilo embaixo do corpete que tinha um decote generoso e algumas rendas. Tudo no seu traje era preto, exceto a capa que era curta demais.
—Estou usando uma blusa se é o que quer saber, uma camiseta regata, as pontas atrás das botas são saltos. São consideradas botas de bruxa essas com cadarços assim, sabia?
—Não. Não sabia.
Seus lábios estavam tão ou mais vermelhos que a capa.
—Por que estou usando batom. E delineador preto nos olhos. Você não sabe o que é salto ou maquiagem ou música eletrônica. O que te fizeram, te trancaram num caixão e deixaram o mundo de fora?
—Não um caixão, mas uma tumba.
Ela olhou para mim com total incredulidade e perguntou:
—Você tá falando sério?!
—Temo que sim.
—Bom, isso explica a toga. Mas, se você não trocou de roupa desde que saiu da tumba... isso significa que você tem dois mil anos no mínimo.
O choque a atingiu.
—Papai falou que Aro tinha cinco mil.
—Aro. Sim, eu me lembro dele. Era um senhor de terras, um Dominus muito poderoso. Eu o encontrei em seu leito de morte e ofereci-lhe a vida eterna, a qual ele aceitou rapidamente. Minha primeira cria. Aquele em que confiei mais do que qualquer outro. Aquele que traiu-me, jogou-me numa tumba e tomou tudo o que era meu por direito. Aquele bastardo ingrato!
—Então, você transformou o Aro que, transformou os irmãos e depois transformou meu pai e minha tia?
—Aro transformou meus descendentes em vampiros?!
—Sim. Era isso ou eles morrerem queimados vivos por aldeões raivosos.
—Bem, se foi um meio para salvá-los.
—Você tem muita coisa para por em dia.

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