The Hybrid Diaries
21 Fim de festa parte I
P.O.V. Katherine.
Ela roubou meu namorado, minha melhor amiga, minha fantasia, minha vida e ainda me humilhou na frente de todo mundo!
—Você vai me pagar sua vadia, ainda não sei como, mas vai.
Cheguei em casa chorando de raiva, de ódio. Tirei a fantasia e fiz algumas pesquisas.
P.O.V. Marius.
Não posso simplesmente matar o humano, porque se eu fizer... ela se virará contra mim, jamais me perdoará. Tenho de ser inteligente em se tratando de livrar-me dele.
As pessoas começaram a despedir-se e a partir. Quando todos finalmente partiram, ela pareceu dar falta de alguém.
—Alguém viu a Geni?
—Não. A última vez que a vi ela estava dançando encima da mesa e bebendo cerveja.
Haviam copos vermelhos espalhados por todo o recinto, bebida derramada, sacolas, o ambiente estava uma bagunça.
—Vou desligar o som e começar a guardar o equipamento.
Disse um rapaz que havia ficado.
—Tudo bem Chuck.
—E eu vou buscar sacos de lixo, produtos de limpeza e começar a limpar.
Disse a garota, Emily.
—Vou encontrar a Geni que deve estar desmaiada em algum lugar, levá-la pra casa e depois volto para te ajudar Emily.
O garoto Chuck. Isso lá é nome de alguém respeitável? Enfim, o rapaz começou a manusear toda aquela tralha, enrolando uma espécie de corda preta e a colocar tudo em sacolas.
A menina Emily, estava pegando os copos vermelhos e a jogando-os dentro de sacos também pretos de um material parecido com aquele do qual os copos eram feitos. E o irmão a ajudava fazendo o mesmo.
Mas, Rosalice caminhava por aquele monte de quartos, ela entrou em todos os cômodos da imensa residência.
—Que merda, cadê a Geni?
—Posso ajudar?
—Oh, por favor me ajude a encontrar a minha irmã. Somos gêmeas, idênticas. Ela está fantasiada de índia.
Após um longo tempo de busca, nós a encontramos desmaiada no jardim.
—Ai Geni, porque em toda a festa que a gente vai você sempre dá PT?
—PT?
—Perda Total. Ela sempre acaba... desse jeito.
Disse apontando para a garota inconsciente.
—Pelo menos dessa vez ela não desmaiou no próprio vômito. Vou levá-la pra casa, dar um jeito nela e depois eu volto.
Rosalice pegou os pertences de sua irmã, colocou numa das carruagens móveis, depois carregou sua gêmea inconsciente para dentro da mesma. E foi embora.
P.O.V. Rosie.
Não consigo ler a mente dele e isso me assusta. Esse vampiro que é imune á feitiço de barreira, sai do nada, é um ancião e parece muito interessado em mim.
Cheguei em casa, carreguei a minha gêmea inconsciente para dentro, deitei-a na cama e tirei os sapatos dela.
—O que houve?
—O de sempre. Geni bebeu até desmaiar. Vou tirar essa fantasia, tomar um banho e voltar para ajudar a Emily a limpar.
—Tudo bem. Só... lembre-se de quem você é. Do que eu te ensinei, matança desenfreada não é a resposta. Você é melhor, é superior. Seja superior.
Disse minha mãe me abraçando.
—Eu sei mãe. Tem algo errado?
—Só, tenha cuidado com quem você confia. Não deixe ninguém nublar o seu julgamento.
Depois de eu me arrumar voltei para a casa dos Howard e ajudei a Emily a limpar. Eu estava esfregando o chão, mas a fala da minha mãe não saia da minha cabeça.
—O que foi?
—Nada.
—Rosie, eu já te vi pelada, molhada, ensanguentada, ensaboada. Pelada, molhada, ensanguentada e ensaboada. Nós fizemos amor.
Senti Jared fazendo carinho no meu cabelo.
—Eu acho que minha mãe está escondendo algo de mim. E de repente, esse vampiro que não sabe nada do submundo, do mundo humano sai do nada e está interessado em mim. Porque?
—Porque você é incrível?
Disse ele tentando me confortar.
—Jared eu fiz um feitiço de barreira nesta casa que repeliu um exército! Um exército! De recém criados. Me repeliu. E ele simplesmente passou pra dentro como se a barreira nem tivesse lá.
Então ouvi aquela voz falando:
—É porque não está. Não mais.
—Dafne?! Sua cobra traiçoeira! Você tem muita coragem para vir aqui de novo!
—Foi minha culpa. Eu não sabia, mas quando tranquei o seu lado lobisomem, inutilizei o feitiço. Quebrei-o.
—Ótimo! Vou ter que fazer de novo.
E eu fiz. Fiz o feitiço novamente, tive que ser convidada a entrar, de novo.
—O que você quer?
—Meu colar de volta.
—Sério?
Desta vez, foi minha vez de prendê-la. Prendi-a e quebrei seu pescoço. Não prendi só o corpo, prendi a alma.
—O que está fazendo?
—Eu te avisei o que aconteceria se alguém que eu amo sofresse por causa da sua vingancinha. Disse que iria atrás de você e te estraçalharia. Mas, não preciso ir atrás de você, Dafne. Você já está aqui.
Enrolei o colar na minha mão direita.
—Je ca se incendea rendovan candier.
—Não. Não por favor, por favor, não faça isso por favor.
—Sugiro que olhem para o outro lado.
—Je ca se incendea rendovan candier!
P.O.V. Jared.
A mulher tava morta, mas ainda estava diante de nós. Era um fantasma. Um de verdade. Mas, isso não importou para Rosie. Ela agarrou a mão da garota fantasma. Elas fizeram contato físico real!
—Não! Não por favor, por favor vai quebrar o círculo! Por favor, não!
A menina começou a sangrar pelos olhos, pelo nariz. A gritar como se tivesse sentindo uma dor terrível. Então, círculo quebrou e a garota fantasma sumiu. Só ficou o corpo caído no chão.
P.O.V. Detetive Carson.
Continuei procurando, cavando e os corpos drenados eram apenas a ponta do Iceberg.
—Temos outro múltiplo homicídio.
Quando chegamos á cena do crime, um amigo meu estava lá. Ele estava algemado.
—Você fez isso Vincent?
—Não. Mas, você nem imagina para o que está olhando. Você acha que é um bando de corpos, mas não é.
—Então, para o que exatamente estou olhando?
—Estes são os Silver Moon's. Eles estão longe de ser humanos, Will. E também não estão mortos.
—O que quer dizer não estão mortos? É claro que estão mortos.
Cheguei perto de um que tinha um cano atravessado no peito e ele me agarrou e me mordeu, mas graças ao Vincent eu não morri.
—O que diabos é isso? Algum tipo de vampiro?
—Algo assim. Eles não são vampiros normais, eles são híbridos. Meio bruxos, meio vampiros. É por isso que são um Coven e não um Clã. Isso? Isso que está investigando... isso não é ataque de gangue, assassino em série, nem é humano. Isso é uma Guerra Civil.
—E o massacre em Londres?
—Um exército. Um exército de vampiros puro-sangue, recém-criados. Eles foram feitos para lutar contra um Clã extremamente poderoso. Felizmente, os recém-criados perderam.
—Bucha de canhão. Se você se envolver, frágil como você é, vai ser bucha de canhão.
—O que?
—Interroguei uma suspeita e ela me mandou recuar, deixar pra lá. Foi o que ela me disse. Se você se envolver, frágil como você é, vai ser bucha de canhão. Os humanos que morreram nas mãos do tal exército não eram o alvo não é?
—Não. Eles foram dano colateral. Essa sua suspeita tem um nome?
—Rosalice Cullen Volturi.
—Sim, uma das Tribridas.
—Tribridas?!
—Sim. Parte vampiras, parte bruxas, parte lobisomem. O Clã delas era o alvo. Os Clãs Cullen e Volturi eram rivais, os dois Clãs de vampiros mais poderosos do submundo. Mas, um dos membros do Clã Volturi se apaixonou por uma Cullen e... bem, unificação. Agora que os Clãs se uniram... eles são invencíveis.
—Tem mais de uma Tribrida?
—Sim. Elas são gêmeas. Rosalice e Genevieve Cullen Volturi. O pai delas é Alecssandro Volturi um dos vampiros mais letais do submundo, realeza. Elas são bruxas Levesque com um pai vampiro, uma mãe híbrida e gene de lobisomem. Descendentes de duas linhagens Originais.
—Isso.
Disse Vince apontando para a bagunça, os cadáveres á nossa volta.
—Tudo isso. É porque elas estão tentando unificar as facções.
—E como você sabe tudo isso?
—Porque eu sou um bruxo. E eu estou lutando pelo meu povo. Rosie e Geni nunca quiseram isso, elas querem paz. Mas, em se tratando de Poder, submundanos são iguais aos humanos. E para piorar, tem um ancião á solta. Não apenas um ancião. O ancião. Talvez dois.
—O ancião?
—O primeiro vampiro do mundo. O mais forte, mais velho, mais poderoso.
—E porque talvez dois?
—Porque esse ancião... tem um irmão. Cassius, o primeiro lobisomem do mundo. Também é o mais forte de sua espécie. Á muitas gerações atrás, eles quase expuseram o submundo, quase afogaram os dois mundos em sangue. Espalharam cadáveres por toda a extensão do mundo conhecido na época, queimaram cidades inteiras até o chão. Foram necessários dez Covens para fazer o feitiço que os prendeu. Que os conteve. Porque eles não podem ser mortos.
—Como assim não podem ser mortos?
—Eles não podem ser mortos. Coloque fogo neles e eles curam, despedace e ponha fogo, eles curam. Envenene Cassius com prata, esfaqueio-o com uma adaga de prata pura, balas... ele cura. Ele morre, mas retorna ainda mais forte. Eles morrem, mas retornam ainda mais fortes. O sistema imunológico deles... é mais mutável que o vírus da gripe. E adivinhe quem tem o mesmo sangue, o mesmo sistema imunológico?
—Quem?
—Rosalice e Genevieve. Elas são ainda mais potentes do que os anciões. São descendentes deles.
—Ótimo.
—Se não fosse pela humanidade que a mãe delas lhes ensinou, os valores humanos... elas seriam os anciões, versão dois ponto zero. E verdade seja dita, as gêmeas são a única chance real que temos de derrotá-los.

Fale com o autor