Notas iniciais
https://youtu.be/7pRscLNN4iQ-Renesmee look. https://youtu.be/_TlUiBg4CRs-Renesmee e Alec passam seu aniversário juntos.

P.O.V. Alec.

Eu percebi que eu a amava. Pela primeira vez em minha longa existência, eu realmente me apaixonei.

Quando bati á porta esta foi aberta e vi aquele monte de malas atrás dela. Ela estava usando uma blusa azul de manga longa com uns detalhes na gola e calças jeans.

—Porque todas essas malas?

—Não achou que ia ficar aqui neste lugar pra sempre achou? Eu cumpri a minha missão e agora vou pra casa.

—E porque está com raiva?

—Realmente não sabe?

—Chealsea disse que você foi me procurar e que parecia chateada.

—Claro. A garota de toalha.

—Toalha?

Ela olhou tipo, sério?

—Não! Não. Chealsea é uma amiga.

De novo o mesmo olhar.

—Chealsea é membro da guarda, servimos juntos á muito tempo. É minha amiga mais antiga. Nada romântico, nunca.

—Ela ficava me encarando, foi esquisito.

Disse enfiando as mãos no bolso de trás da calça jeans ela fazia isso. Era uma daquelas coisinhas pequenas. Colocar as mãos nos bolsos da calça jeans e ficar na ponta dos pés, se balançar para frente e para trás. Olhar para baixo quando ficava encabulada e colocar o cabelo atrás da orelha. Cruzar os braças quando fica brava.

—Então, porque você... foi lá?

—Eu... foi um erro. Um erro total.

—Ah, fala comigo Ness.

—Uau! É a primeira vez na história do mundo que me chama pelo apelido. Que não me chama de Cullen.

Ela falou o sobrenome num tom enojado. E jogou as mãos pra cima em sinal de frustração.

—Tem nojo da sua família?

—Não! Claro que não. Idiota.

—Uau! Pensei que estivéssemos ficando amigos.

—Você não sabe como é. E nem precisa. Ninguém sabe. Nem mesmo meus pais ou meu avô.

—Como é o que?

—Ser um híbrido. Quero dizer, olhe pra você... existem milhões de você só neste castelo. Você é um espécime perfeito da raça vampira. Esses olhinhos vermelhos, a pele pálida, o brilho quando sai no sol. Super-velocidade, super força e é claro aquela sua... fumaça.

Disse gesticulando como se aquilo lhe desse raiva.

—Mas, eu? Não tem ninguém como eu no mundo. Tenho todo o Poder do mundo e ainda assim eu não tenho nada. Era legal quando pensei que era meio humana, meio vampira. Quando conheci Nahuel, mas ai descobri... não sou meio humana, meio vampiro. Sou meio bruxa, meio vampira. E mesmo com todos os outros hereges, ainda sou diferente porque sou mais forte.

Vi as lágrimas escorrendo pelo rosto dela.

—Ei, você é a mais forte do mundo. Você matou o Aro e o trouxe de volte. Trouxe sua tia de volta, literalmente das cinzas. Você, Renesmee Cullen é extraordinária.

—Isso vindo do cara que me chamava de mestiça e me despreza totalmente é meio inacreditável.

A despreza?

—Me acostumei com isso. Todos os puros sangues me odeiam. A mestiça, a coisa, abominação. Eles só vem atrás de mim quando querem alguma coisa. Oh, Ness minha querida me dê uma demonstração do seu poder, oh Ness, cure a minha mãe, ache a minha irmã, me ajude a cuidar da minha filha. Faça a cura pra mim.

—Eu estava pensando se você não gostaria de ir á um barzinho. Comigo.

—Você vai sair?

—Jane tá me arrastando.

—Porque?

—É meu, nosso aniversário.

—Uau! Feliz aniversário, então. Onde está indo?

—No bar Luna Nuova. Você vai?

—Na verdade, acho que... vou... ficar aqui hoje. Mas, feliz aniversário, de novo e diga Jane que eu desejei feliz aniversário.

—Direi.

Eu sai.

P.O.V. Renesmee.

Fechei a porta lentamente e olhei enquanto ele partia. Fiquei no quarto, jogada na cama por uns dez minutos encarando o teto.

—O que diabos estou fazendo?

Troquei de roupa e fui até o bar. Escolhi a roupa que a Elena usa para ir ao aniversário do Stefan na 1 temporada episódio oito. Só Deus sabe porque.

Quando cheguei vi, Alec e Jane jogando sinuca. Sorri. Nunca nos meus sonhos mais loucos pensei que veria aquilo. Eles estavam sorrindo, rindo. Então, me apoiei numa coluna e assisti.

De repente, o Dimitri passa por mim.

—Alec sorri. Chocante, eu sei.

—Porque está tão irritado?

—Ele te ama sua hibrida idiota. Ficou devastado quando você disse que não vinha.

—Eu não queria vir, para não arruinar a noite. Estava meio... mal. Mas é o aniversário dele.

—Lógica interessante.

—Se me der licença.

Fui até o bar onde Jane estava pegando tequila.

—Oh, a famosa Renesmee.

—Garota da tortura.

Ela deu de ombros e falou:

—Já fui chamada de coisa pior. Aqui.

Jane deu o copo na minha mão.

—Não sabia que vampiros bebiam.

—O álcool ajuda com a sede.

—Sério?

—Sério.

Disse Jane virando o copo.

—Nunca imaginei o Alec bêbado ou você bêbada. Ele sempre pareceu tão...

—Controlado?

—Eu ia dizia dizer intimidante, mas controlado serve. Mas, não com você.

—É. O benefício de conhecer alguém á novecentos anos.

—E de ser irmão.

—Sim.

—Á propósito... feliz aniversário.

Estendi o pacote pra ela.

—Caveirinhas?

—Me lembrou de você. Abre ai.

P.O.V. Jane.

Era um chaveiro com o nome do Alec gravado.

—Acho que você trocou os presentes.

—Não. Não troquei. Fiz de propósito. Assim você e seu irmão sempre se lembrariam de ficarem juntos não importa o que.

Isso foi chocante.

—Obrigado. Se importa?

Perguntei apontando para o copo.

—Não, vai nessa. Com licença, ainda tenho que dar o presente do seu irmão.

—Claro.

P.O.V. Alec.

Ela apareceu. E me deu um presente.

—Acho que você trocou os embrulhos.

—Não. Não troquei. Fiz de propósito.

A festa decorreu foi divertido.

—Você veio.

—É claro, não poderia perder o seu aniversário de novecentos e tantos anos.

E de manhã foi uma surpresa e tanto.

—Cacete eu dormi com um Volturi!

—Uau! Não fui seu primeiro fui?

—Bem que você queria, mas não. Não foi. Mas, foi meu primeiro vampiro.

—Rodada ein Cullen?

—Cala a boca. Só estive com um outro cara e ele me chutou no segundo em que descobriu que eu não podia lhe dar pequenos lobinhos.

—Lobinhos?

—Temo que eu seja estéril. Bom, eu tenho que ir agora. Tenho que pegar um avião.

Fomos até a sala do Trono e ela se despediu de todos os membros da guarda, absolutamente todos. Por isso demoramos tanto tempo para chegar á Sala do Trono.

—Alec e Jane. Vocês são tudo o que a sua mãe poderia desejar, sejam bons um para o outro, lutem um pelo outro. Não faz sentido neste momento, mais pra frente vocês vão entender o que quero dizer. Mas, preciso que se lembrem que eu disse.

Ela abraçou Félix, Dimitri, eu e Jane. Chorou.

—Vou sentir falta de vocês. Tchauzinho.

—Tchau patricinha.

Ela riu e respondeu para Félix.

—Tchau marombeiro.

Felix a tirou do chão e a abraçou então ela berrou:

—Ai a minha coluna!

Ele imediatamente a largou. E a mesma explodiu numa gargalhada gostosa.

—Te enganei.

—Você é uma peste Cullen.

—Devia ter visto a sua cara.

Felix acabou rindo também e ela se virou para Dimitri.

—Tchau GPS ambulante.

—GPS? Por favor, eu posso vencer qualquer GPS do mundo.

—Vou cobrar isso ein.

Eles se abraçaram.

—Adeus Mestres.

—Não ganharemos abraços?

Ela respondeu na cara e na lata.

—Não.

Então pegou as malas e saiu.