The Hybrid Diaries
7 Surpresas
Notas iniciais
P.O.V. Alec.
Desde que ela foi embora, o Castelo parece um cemitério. É como se tudo e todos tivessem apagado. O silêncio é sepulcral.
Então, Aro convocou a Guarda na sala dos Trono.
—Jane, você está sendo acusada de traição, alta traição. E a punição para este crime é a morte. A verdadeira morte.
Então, a fala tocou na minha cabeça. E sem perceber, a recitei:
—Sejam bons um para o outro, lutem um pelo outro. Não faz sentido agora, mas mais pra frente vai fazer. Preciso que se lembrem que eu disse.
—Alec, querido estou no meio de...
—Não! Você não vai encostar na minha irmã!
—O que disse? Como ousa?!
—Ela bem que podia ter te deixado morto. Mas, to feliz que não deixou.
—Isso é bom.
Então completei.
—Assim eu mesmo posso te matar.
Jane mirou nele e o fez sofrer.
—Dor.
Comecei a liberar a névoa. Vi o pânico no olhar dele.
Quando minha névoa o atingiu, Jane parou. E nós os desmembramos e dai queimamos. Os outros dois ficaram chocados.
—Vamos pegá-los!
Gritou Félix.
—Vamos queimá-los!
Gritou Dimitri.
—Vamos matá-los!
Toda a guarda, cada mísero membro. Uma legião de guardas cercou Caius e Marcus e eles não tiveram chance. Foram massacrados.
—Vamos pegar as esposas!
P.O.V. Renesmee.
Fiz xixi em um monte de palitinhos diferentes e...
—Porra!
Fechei os meus olhos e ouvi e o que eu ouvi me fez dizer outro palavrão:
—Puta que pariu!
Em dois meses eu já tava imensa.
—Já contou ao Alec?
—Não. Estou tentando, mandei um monte de mensagens, mas... estou sendo ignorada. Aparentemente, vou ser mãe solteira.
Meu avô cuidou do pré natal. Meu avô e uma bruxa amiga minha Lily.
—Não dá mesmo pra saber se são duas meninas, dois meninos ou um de cada?
—Posso tentar.
—Por favor, Lily.
Me deitaram numa maca e a Lily colocou o talismã dela sob a minha barriga, funcionava como pêndulo.
—Acho que são meninas.
—Sério?
—Não, espera.
—Oh, por favor me diga que não vou ter dois mini Alecs.
—Eu não sei, é confuso. Vou tentar de novo.
Dava duas meninas então, eu decidi ficar com esse pensamento. Depois que a Lily foi embora já era tarde e fiquei no meu quarto, deitada na cama. Olhando a minha barriga, tocando, e decidi tentar falar com eles.
—Oi bebês. É a mamãe. Bebês, podem me ouvir?
Então, senti elas chutando.
—Acho que podem. Se forem nem que seja um pouco como eu, já devem saber quem eu sou. E eu amo vocês.
De repente começou a doer. Cara, dói muito.
—O que foi querida?
—Acho que vai nascer!
P.O.V. Alec.
Depois da queda dos Mestres, a guarda se espalhou. Cada um foi para um canto e sabe para onde eu vim? Forks.
Jane e eu viemos. E conforme nos aproximávamos da propriedade dos Cullen dava para ouvir uma gritaria. Foi a primeira vez em que ninguém veio nos receber.
Jane e eu corremos mais rápido.
—Vovô tá doendo! Eu vou morrer!
—Não vai morrer. Respire fundo. Querida, vá ferver água, Alice vá buscar panos. E Edward, ligue para Lily.
Dava para ver a correria lá dentro, o Cullen falando ao telefone nervoso, irritado. E dava pra ouvir os gritos. Então, ouvi a seguinte frase:
—Um pouquinho mais querida. Só um pouquinho mais. Empurre.
Empurre? Não esperei mais não, eu entrei e no quarto principal me deparei com aquela cena. Renesmee explodindo de grávida, as pernas abertas e o Doutor encima dela, com as luvas de plástico, aquelas de médico.
O suor escorria pelo rosto da híbrida que usava uma camisola branca.
—Isso querida, empurra! Só mais um pouco.
Dai eu ouvi... um choro de bebê.
—O que é?
—É uma menina.
Então... ela começou a gemer de novo e a ouvi dizer:
—Lá vem o outro. Ai! Volturi filho da puta!
Eu? O que eu tinha a ver com isso?
—Respira fundo querida. Respira e empurra.
—Eu não aguento. Vovô, eu não consigo. Estamos nisso a quase um dia.
—Ta acabando. Empurra.
E ela empurrava e gritava. Tava pálida, branca que nem cera.
Eu já vi muita coisa que faria um humano passar mal na minha existência, mas ver o corpo dela abrir daquele jeito e ela colocar a criatura pra fora foi... absolutamente nojento.
—O que é?
—Outra menina. Gêmeas idênticas querida.
Infelizmente a híbrida desmaiou.
—E então?
—Duas meninas. Aqui Rose, limpe-as. vista-as.
—Tudo bem.
O Doutor deu sangue intravenoso para a neta e a mãe ficou ao seu lado fazendo compressas.
Depois da correria, eles finalmente notaram a nossa presença.
—Tá meio atrasado né?
—O que?
E Emmett Cullen continuou falando.
—Passamos pela descoberta, a fase do vômito, a fadiga, ultrassonografias, exames malucos de bruxas. Descobrimos que eram duas meninas e nada de você atender o celular ou responder as mensagens.
Então, me lembrei. Eu dormi com ela. Foi uma noite. No meu aniversário. Ai caiu a ficha.
—Puta merda, eu sou pai. Eu tenho filhas. Gêmeas.
—Isso sem contar o sequestro, ai tivemos que ir salvar as três. O maluco tirou o sangue dos bebês e fez alguma coisa que a Ness não fala á respeito.
Então, o médico desceu as escadas.
—E então? Encontrou alguma coisa errada com elas?
—Não. As duas garotinhas são perfeitamente saudáveis.
—E a monstrinha?
—Exausta, inconsciente, mas está bem. Vai se recuperar.
Olhando em volta eu notei que haviam vários badulaques coloridos, penduricalhos, chocalhos, mamadeiras, cadeirinhas e coisas de bebê para todos os lados.
—Alice e Rosalie exageraram. Como sempre.
Disse Edward Cullen respondendo ao meu pensamento.
—Vamos colocar as bebês ao lado dela. Vai ser bom que ela as veja quando acordar.
Levou umas boas duas horas, mas ela acordou. Levantou.
—E quanto aos meus bebês?
—Uma de cada lado.
E haviam dois bercinhos um de cada lado da cama.
—E agora que você aparece?
—Desculpe. Estava salvando minha irmã, matando os Mestres e contendo uma guerra civil.
—Bom, vendo seus motivos... não foi tão... terrível assim.
Depois dela tomar banho e se trocar, pegou os bebês e levamos pra baixo.
—Elas precisam de um nome Ness.
—Eu sei. Hope? Zoe? Katherine?
—Não.
—Rosalice?
—É bom. Eu gosto. E quanto a você, Jane o que acha?
—Rosalice é bom.
—Então, uma de vocês já se chama Rosalice. E a outra?
—Jalec.
—Credo tio Emmett! Que mistura horrível. Sem ofensa.
—É horrível realmente. Porque não um nome que comece com A.
—Alexandra?
—Não. Eu sou Alecssandro e eu não sou muito fã.
—Genevieve. Era o nome da sua mãe.
—E como diabos você sabe disso?
—Foram as vozes. No fim, vocês eram sim bruxos e sua mãe era Genevieve Levesque uma das bruxas mais super poderosas do mundo. Se tivessem vivido o suficiente seriam ainda mais poderosos.
—Tá falando sério?
—Eu não mentiria. Não sobre isso. Assuntos de família são absolutamente sagrados. E se ela não fosse bruxa, as vozes não falariam dela.
—As vozes?
—É a ligação com as ancestrais. Cem bruxas mortas tem tipo, um milhão de descendentes vivos e a coisa com as bruxas é que elas se importam com os seus.
—E como vocês estão... mortos para todos os efeitos, a sua magia fluiu direto e reto para as duas pestinhas. Então, elas tem a magia que deveria ser sua, a que deveria ser da Jane, a da sua mãe falecida, parte da da Ness e da Bella. Esses bebês são tipo bombas atômicas.
—Isso sem contar que elas provavelmente terão habilidades vampíricas.
—E se minha teoria estiver correta, as meninas herdaram a névoa de Alec.
—Espera, o que?
—Renesmee herdou a telepatia de Edward e o escudo de Bella, então é muito provável que Rosalice e Genevieve tenham herdado todas as habilidades da minha neta mais a sua névoa.
—Caramba!
Não sei se estou preparado para isso.
—Ninguém nunca está. Mas, elas são suas. São sua responsabilidade também.

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