The Hybrid Diaries
23 Grávida
Notas iniciais
P.O.V. Genevieve.
Eu sou a irresponsável, a egoísta, a que bebe até desmaiar e vomitar, a inconsequente e no fim... Rosie acabou grávida. De um vampiro que por acaso é o primeiro de sua espécie.
No meio de uma Guerra Civil.
—Comecemos com um brinde. Ao dom que compartilhamos, a imortalidade. Um vampiro sente o mundo duma forma que um humano jamais conseguirá. Após dez mil anos, podemos esperar que a vida nos afete menos, que sentimos menos, suas belezas e suas mágoas diminuam com o tempo, porém como vampiros elas continuam a nos afetar, nós sentimos mais profundamente do que os humanos jamais poderiam imaginar.
Era um banquete. Literalmente. Com comida humana e humanos de comida.
—Necessidade insaciável. Dor excruciante. Ás nossas vitórias e ás nossas derrotas.
Os humanos estavam sangrando nas taças.
—Á minha família, minha casa. Que o sangue nunca pare de fluir e festa jamais acabe. Á Londres.
—Á Londres.
—Imagino que alguns de vocês devam ter perguntas sobre a recente mudança de liderança. E eu os convidei aqui esta noite para assegurar-lhes que vocês não foram derrotados, não. Minhas intenções são para celebrar o que temos. O que meu descendente tomou e construiu. Uma verdadeira comunidade estruturada de vampiros.
—E quanto a ela? A loba.
—Se me deixar terminar, Jonathan saberia é claro que há um problema á mais que gostaria de frisar. Como muitos de vocês sabem, a garota está carregando meu filho. Consequentemente, eu espero que todos vocês lhe demonstrarão o devido respeito, entretanto compreendo que alguns de vocês estão preocupados com este terrível rumor. Que eu planejo usar o sangue... de nosso filho...
Disse ele pegando no ombro da Rosie.
—Para criar um exército de híbridos. Eu lhes asseguro que os rumores são falsos.
—Pai do ano.
Disse a Rosie com ironia.
—Parece-me que terei que ganhar sua confiança. Então, vamos eliminar a raiz do problema. Como eu poderia, gerar algum híbrido... se não houverem mais lobisomens vivos, em Londres, para transformar?
—O que?! Marius não.
—Então, comam, bebam e celebrem. E amanhã, sugiro que cacem alguns lobos.
—E eu sugiro que não! Não á menos que queiram saber como é ter o veneno de uma tribrida nos seus corpos.
—Vão em frente, divirtam-se. Matem todos eles.
P.O.V. Rosie.
Maldito vampiro sexista, racista, filho da puta!
—Aqueles lobisomens que você mandou matar, eles são minha família. Nossa família!
—Não por muito tempo, minha cara. Esta que você chama de família, não fizeram muito por você, fizeram? Você mesma confessou-me. Eles usaram-na, abandonaram-na. Talvez seja sua vez de fazer o mesmo.
—Talvez eles tiveram seus motivos. O que estou tentando fazer aqui é unificar as facções!
—E eu também tenho minhas razões lobinha, se os lobisomens morrerem então, os vampiros tem menos desejo de te ver morta.
—Que tocante.
—Estou tentando mantê-la segura. Não que você aprecie o esforço.
Respirei fundo.
—Eu aprecio, mas isso não vai funcionar. Seu plano não vai funcionar só, vai piorar tudo. Você é só mais do mesmo. E só pra eu saber, no momento em que eu parir esse bebê, o que acontece comigo?
P.O.V. Marius.
Eu não tenho resposta. Não pensei á respeito.
—Certo. Você está cantando vitória antes da hora. E você me trata como se eu fosse uma incubadora ambulante. Adivinha só, não sou. Então, sorte a minha que eu tenho um pouco mais de tempo antes de descobrir. Oh, espera eu já descobri. Serei o alvo. E nossa filha vai crescer sem mãe. Você e Aro são iguais. Sempre tomando o caminho do ódio, da vingança e olha como foi que a sua primeira cria acabou? Ele tá morto, não sobrou nada dele. Nem as cinzas. Todos o odiavam. Não tinha amigos, apenas inimigos, inimigos saindo pelas orelhas. E neste meio tempo, vou achar um jeito de proteger os lobisomens e acabar com você por isso. Enquanto eu for parte da família bem, você não pode fazer nada á respeito.
Então, ouvi aquela voz que nunca tinha escutado antes.
—Meu querido irmão. Sempre com sangue nas mãos.

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