The Hybrid Diaries
26 Fruto da árvore venenosa
P.O.V. Marius.
Eu queria que ela fosse minha Rainha, queria que ela fosse minha. Porém, fui ofuscado.
—Onde está o Cassius?
—Ele não está aqui.
—Você fez alguma coisa com ele?
Fiquei furioso e não respondi. Então, ela tomou café, sentou-se diante de um computador e começou a digitar. Me ignorando totalmente.
E decidi responder.
—Ele foi até a cidade, resolver algumas pendências. Ele retornará logo.
Rosalice sorriu, um sorriso genuíno.
—Parabéns, acho que ser diabólico tem suas vantagens.
Disse rindo levemente.
—O que há no meu irmão que sempre inspira esta admiração instantânea? Você mal o conhece e ainda assim sente falta dele. Porque?
—Ele foi gentil comigo. Só isso.
Então falou em tom de piada:
—Eu dormi com o irmão errado. Ops.
Mas, eu sabia que havia algo de verdadeiro naquilo. Estava saindo da sala quando ela falou:
—Ei. Descobri algo hoje.
—E o que foi?
—Eu estava certa. É uma menina.
Ela disse como quem vence uma aposta e zomba do perdedor.
—E como descobriu isso?
—Me consultei com uma bruxa.
—Não estamos a um dia nesta cidade e você já conhece uma bruxa?
—Eu tenho amigos, que tem amigos que tem amigos. E para melhor ou para pior, todo mundo sabe quem eu sou. Todo o submundo.
P.O.V. Clarissa.
Fui falar com o meu Coven. Eu tive uma visão.
—Clarissa, nos diga o que você viu.
—É a garota. A Tribrida. A criança que ela está carregando, nos destruirá.
P.O.V. Rosie.
Malditas profecias. A bruxa que me examinou hoje teve uma visão e falou:
Nós vamos perder tudo, a criança nos tomará a magia.
Elas são abertas a interpretações! Previram que eu ia afogar o mundo em sangue e não afoguei. Pelo menos ainda não.
Eu tinha que tirar o pijama, mas eu estava tão cansada, estava com preguiça e enorme de grávida. Então que se danasse.
P.O.V. Marius.
Sou belo, sou imortal, sou um artista. Pinto, escrevo poemas e ainda assim... é a Cassius que ela ama.
Meu querido irmão que se transforma numa besta. Quando ele finalmente chegou, conseguimos conversar.
—O que foi agora, Marius?
—O que é que você tem... que eu não tenho? Você é meu irmão, sangue do meu sangue, mesmo pai, mesma mãe, mesma existência de merda. E ainda, ela escolhe você. Porque? O que você é? Magico? Sou magico também.
—Pela primeira vez, não é sobre você caro irmão. É sobre ela. Sempre foi sobre ela. Sobre Rosalice e seu filho. Quando foi que demonstrou qualquer tipo de preocupação para com Rosalice ou o filho dela, além é claro de seus próprios motivos egoístas?! E o que foi que um dia me disse? Todo Rei precisa de um herdeiro.
—Não importa. Porque o fruto cresce dia e noite, até virar uma maçã brilhante e meu inimigo contemplou seu brilho e ele sabia que era MEU.
Praticamente esfreguei na cara de Cassius que o filho era meu.
P.O.V. Cassius.
Aquelas palavras realmente me feriram. Porque gostando eu ou não, o filho de Rosalice não era meu, era dele.
Eram parte de um poema que Marius escreveu á alguns séculos atrás intitulado Fruto da Árvore Venenosa.

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