The Hybrid Diaries
5 Castelo de Cartas
P.O.V. Sulplícia.
Acabo de receber a notícia da morte do meu marido. Aro está morto.
A Híbrida o matou. Eu chorei, negação e então... fúria.
—Vou matar esta cria de Cullen eu mesma!
Fui até o quarto dela, mas ela não estava lá. Então procurei pelo castelo, apenas para encontrá-la no Salão dos Tronos. Marcus e Caius estavam lá, estavam abismados e o mais chocante de tudo. O cadáver de meu marido estava lá. Deitado num altar de mármore cercado de velas e com um buraco no peito.
—Oi Sulplícia, estava te esperando.
—Sua criatura maldita!
—Talvez. Mas, para qualquer idiota que tenha alguma ideia de buscar vingança ou retribuição, vou dar ao seu finado marido algo que ele nunca deu á ninguém. Uma segunda chance.
—É meio tarde pra isso não acha? Ele está morto.
—Sério? Então acho que vamos ter que dar um jeito nisso.
—Ninguém pode trazer os mortos de volta.
—É o que você acha.
Disse a híbrida furiosa olhando para mim. Ela passou a mão sob o ferimento no peito do meu marido e... o ferimento cicatrizou e ele respirou.
—Vampiros de Volterra! Membros da Guarda! Contemplem. O Meu Poder, o Poder de superar a própria morte. Eu não sou sua inimiga, seu inimigo está diante de vocês. Seu inimigo, rouba vocês de suas famílias, vira família contra família, irmão, contra irmão. E os força a esta existência miserável de servidão! Seu inimigo mata suas crianças, os acorrenta. Qualquer um que deseje partir, pode partir. Terão a minha proteção, vocês são livres. Mas, a liberdade implica em assumir a responsabilidade pelos seus atos. Se quiserem ficar, fiquem. Vocês vão ficar e lutar por mim, por suas famílias, pelo seu povo. Como pessoas livres?!
Ela levantou o meu marido dos mortos. Sem dizer uma palavra.
P.O.V. Jane.
Caramba! Puta que pariu!
—Bem vindo de volta á terra dos vivos. Sua vez agora Caius. É sua vez de me ajudar.
Vi o medo nos olhos do Mestre Caius.
—Você não precisa ter medo de mim. Você matou a minha tia sabendo que ela era inocente e agora vai me ajudar trazê-la de volta.
—Como?
—Não preocupe. Não sentirá nada, vou te colocar para dormir. Não vai morrer. Quando acordar, vai se sentir um pouco fraco e desorientado, mas não será nada que uma boa noite de sono não vá curar. Eu prometo.
Então ela puxou uma faca, não um punhal. A lâmina era brilhante como nada que eu já tenha visto, o cabo era todo trabalhado.
Heidi veio andando.
—O que foi Heidi?
—As irmãs Denali estão aqui.
—Agora não...
—Manda elas entrarem. E eu vou precisar de uma piscina.
—Uma piscina?
—Sim.
Arrumamos uma piscina pra ela. Ela jogou umas ervas na água que a deixou negra, haviam velas em volta da piscina por todo o ambiente. E tinham várias mulheres de capas negras.
—Renesmee Cullen. Dizem que você é a herege mais poderosa do mundo.
—O povo fala muita coisa. Todo mundo pronto?
—Sim. Vamos nessa.
—Tá pronto Caius?
—Faça logo.
—Felix, por favor fique atrás dele e segure-o quando ele cair.
—Unluca me tema anistam. Unluca me tema anastiam, sio siena vidaa.
Ela falou aquelas palavras doidas, teve um vendaval e o Mestre Caius caiu.
—Ele está morto?
—Não. Ele está sonhando. Feitiço bela adormecida. Entorpece completamente os sentidos.
—Eu poderia ter feito isso.
—Sei que sim, mas ele estaria consciente de estar entorpecido. Eu preciso dele imóvel. Seu poder causaria pânico e histeria nele. Tenho tudo o que preciso. Vamos começar.
A híbrida puxou a adaga e cortou a garganta de Caius enquanto pronunciava aquelas palavras.
—Nimo unes aninabus carnum.
—O que?
—Coloque-o na água.
Disse Tânia Denali.
—Pelo amor de Deus, coloque-o na água.
Implorou a irmã e Felix obedeceu. Para nossa total surpresa o corpo do Mestre Caius não afundou, boiou.
E então todas as mulheres encapuzadas começaram a repetir as palavras. Era um feitiço, algum tipo de ritual.
As chamas das velas foram nas alturas. Notei que no meio de toda aquela confusão, a água negra, as bruxas, as velas, havia algo que parecia estar fora de contexto. Um tabuleiro de xadrez.
De repente, vários vampiros caíram ao chão. Gritando, havia algo em suas veias como se estivessem queimando.
—O que está acontecendo?!
—Renesmee está quebrando a ligação.
—Que ligação?
—Você não sabe? Há uma ligação mística entre o vampiro recém criado e o criador. Uma teia infinita de energia. A ligação entre Caius e todo e qualquer vampiro que ele já transformou está sendo quebrada.
—E porque estão gritando?
—Porque o veneno nas veias deles está queimando. Queimando a ligação.
Então, a água da piscina explodiu como milhares de chafarizes e a híbrida desmaiou. Os vampiros pararam de sofrer, simplesmente se levantaram.
—Uau! Isso foi doloroso, mas agora eu me sinto... completamente livre.
Depois de alguns minutos de inconsciência, Renesmee Cullen se levantou.
—Seu nariz está sangrando.
—Vou ficar bem.
Disse limpando o sangue do nariz.
—Esta energia não vai durar para sempre.
As outras bruxas desenharam símbolos no chão de forma circular.
—Trouxeram as cinzas?
—Aqui. E agora?
—Mãos sob o frasco e palmas pra cima.
As irmãs Denali obedeceram e ela fez um corte na mão de cada uma com a adaga deixando o sangue pingar dentro do frasco.
Colocou a urna no chão no meio daqueles símbolos.
—O sangue de duas irmãs e as cinzas de outra. Le sang de duares le son de la mort.
Ela repetiu umas três vezes até que... Irina Denali renasceu das cinzas, voltou a ser de carne e osso.
—Puta Merda!
Disse Dimitri. E a última coisa que a Cullen falou antes de desmaiar de novo não fez sentido na hora.
—Pegue as rainhas, as mulheres que ele traiu, o representam.
P.O.V. Athenodora.
O meu marido não acorda. Nós o tiramos daquela água negra, lavamos, fizemos tudo, mas ela não acorda e o ferimento não cicatriza.
—Precisamos acordá-lo!
—E como sugere que façamos isso? Tentamos tudo senhora. Tudo!
Então, Jane falou:
—Pegue as rainhas, as mulheres que ele traiu o representam. O tabuleiro de xadrez!
Jane saiu correndo e voltou carregando duas rainhas, duas peças de xadrez, uma preta e uma branca. Ela as ia destruir quando uma das bruxas a impede.
—Pare! Pare! Se destruir as Rainhas nunca vai acordá-lo.
—Então, como vamos acordá-lo?
—Não vão. Eu vou. Faço isso não apenas porque acredito no que ela esta fazendo, mas por Jonas. Enquanto os seus Mestres reinassem absolutos e incontestados, Jonas e eu nunca poderíamos ficar juntos. Me dê as Rainhas.
Relutantemente entreguei as peças nas mãos da bruxa.
—Vou acordar o seu marido porque ela me pediu, porque é superior. Mas, em troca você, todos vocês vão deixar Jonas ir. Nos deixarão em paz.
—Temos um acordo então.
Ela recitou o encantamento e as rainhas viraram pó na mão dela.
—Sua...
—Veja.
Disse a bruxa com certo esforço já que eu a estava estrangulando. Vi o ferimento no pescoço do meu marido cicatrizar e em seguida ele despertou.
Larguei a bruxa que respirou com dificuldade, tossiu.
—De nada, sua vagabunda ingrata.
—Quando vi as rainhas...
—Se destruir do jeito errado você fecha a porta e tranca o indivíduo dentro da própria mente pra sempre. Veja bem, vampira, havia uma âncora trancando seu marido dentro da própria mente. Feitiços muito poderosos e ou muito antigos precisam ser limitados por algo, algo representativo. Um objeto ou coisa parecida. Ancorados ou atados. Ou eles engolem tudo ao redor.

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