- Agora, você me leva para a cama.

Era como se Wanda tivesse acabado de ultrapassar uma última barreira. Observou a determinação nos olhos esverdeados por um instante e não teve dúvidas da certeza que a habitava, o que foi o suficiente para que tomasse a própria decisão.

Bucky não fez questão de afastar os dedos místicos de seus lábios quando fechou a distância entre eles e beijou o canto dos lábios dela, escorregando sem pressa pela mandíbula. Notou satisfeito quando a ruiva fechou os olhos esverdeados, maleável, entregue à sensação de sua boca nela ao fechar os dedos em sua nuca, como que para mantê-lo exatamente onde estava.

Logo, seus dentes se juntaram à boca contra a garganta macia e o pescoço alvo, que, no momento se encontrava lascivamente avermelhado pelo contato com sua barba por fazer. Porém, a julgar pela maneira como a ruiva se encarregou de fechar qualquer espaço entre seus corpos e pelos arrepios que a percorriam de quando em quando, isso parecia distraí-la bastante.

Seguiu beijando por todo o caminho quente e molhado até o ombro feminino, onde afastou a massa atraente de cabelos ruivos, lentamente, como que esperando um sinal de que estava indo longe demais, como as garotas de sua época faziam, mas não havia nada em Wanda que soava como incerto e inseguro. Depois de todas aquelas semanas, a Bucky parecia como se estivesse tomando as rédeas de suas próprias vontades, não apenas em relação aos que a rodeavam, mas quanto à Feiticeira também.

Por um momento, desejou conferir se o fundo escarlate se encontrava presente nos olhos esverdeados, mas logo suas mãos voltaram a contornar o corpo macio e ele deixou qualquer dúvida dúbia de lado, seguindo das costas aos quadris espalhados sobre ele e subindo pelas costelas até alcançar as laterais dos seios para contornar de maneira calma, mas atrevida. Eram nesses pequenos instintos que podia sentir os resquícios do antigo Bucky Barnes ainda o habitando e isso o aliviava, especialmente ao notar como ela se arrastou em seu colo, buscando mais contato.

Escondendo um sorriso satisfeito pelo efeito, se afastou para encarar a quase pintura que uma Wanda Maximoff ofegante e excitada fazia sobre ele. Para além das bochechas delicadamente coradas e o corpo molhado pela água da banheira, ela era inteiramente expectativa, o que o deixava no mesmo estado, quase como se nem soubesse o que fazer com tudo isso.

- O que foi? — Os dedos brincaram distraidamente por seu peito, fincando as pontas como se esperasse que não houvesse o tecido da camiseta a impedindo de chegar onde queria.

- Você disse que estava decente. — Murmurou vendo o olhar esverdeado brilhar em confusão. Por isso, apenas sorriu e a manteve junto de si para que pudesse contornar os quadris sobre o vestido molhado e subir, arrastando os dedos, até o seio delicado, que se revelava de forma inteiramente excitante através da transparência do tecido branco encharcado. A viu prender a respiração e os lábios e voltou a encarar o mamilo claro, escondido como se fosse algo proibido, provocando sem muitas reservas apenas para vê-la não conter o ofego. — Isso não é decente, Wanda.

Os olhos, adornados por um brilho quase rebelde, o avaliaram por um instante e ela meramente sorriu no que percebeu ser apenas uma provocação — boa o bastante para arrepiá-la bem junto ao ouvido ao dizer -, fechando os lábios nos seus em um beijo tão provocante quanto, enquanto levava as mãos inquietas à fivela de seu cinto, o que acabaria com suas estruturas, se não a tivesse bem no seu colo para se segurar.

Assim, aproveitou que estava momentaneamente distraída e tentando, ao mesmo tempo, não se perder nas mãos atrevidas, e segurou firmemente os fios ruivos ao direcionar os beijos molhados para a garganta alva, ouvindo o arfar satisfatório enquanto abaixava a alça clara do vestido pelo ombro. Wanda apenas puxou o cinto e o jogou no canto do banheiro antes de fechar os dedos em sua camiseta e o encarar, permitindo que a conduzisse como quisesse.

Ainda que a imagem dela sobre Bucky fosse poderosa e até intimidadora, também soava como uma vitória por tê-la tão entregue e sem reservas. Era como viver um sonho, em que podia desfrutar, de verdade, de todas as sensações que proporcionavam um ao outro. Fechou os lábios em torno do mamilo endurecido, claro como tinha imaginado antes, quando sob o tecido molhado, notando o estremecer do corpo, que agora rodeava seus ombros como que para mantê-lo exatamente onde estava.

Suas mãos se fecharam fortemente em torno da cintura fina, pressionando-a de encontro ao seu membro já enrijecido, entre eles apenas o tecido de sua calça e da calcinha dela, vendo-a morder os lábios para tentar evitar ser completamente tomada por sua boca e língua e, momento depois, sorrir discretamente, aparentemente também satisfeita pelo efeito que tinha, mantendo o lento atrito ao deslizar contra ele enquanto abaixava a segunda alça do vestido branco, expondo completamente os seios redondos e bem desenhados. Tudo sobre ela parecia ter sido alinhado para o seu toque e a sincronia deles.

Contornou o quadril de forma lasciva e sua língua rodeou o mamilo com mais convicção, o que a fez gemer um pouco mais alto, os dedos finos se fechando nos fios dele de forma arrastada e o corpo se curvando contra o seu em um reflexo excitante. Engolindo os próprios sons, reuniu algum esforço e levou a boca à dela novamente, segurando o queixo entre os dedos para observá-la da forma como queria enquanto o braço metálico em torno da cintura a mantinha firme em seu colo.

- Acho que vai ter que ser um pouco mais discreta.

Murmurou contra os lábios vermelhos o que terminou em um beijo quase casto demais considerando o estado em que se encontravam. Wanda apenas estreitou os olhos anuviados e inclinou a cabeça, tomando tempo para analisá-lo, os cabelos ruivos se alongando pelas costas enquanto os lábios inchados e úmidos se destacavam contra a iluminação amarelada daquele banheiro. Deus, provavelmente a adoraria sob qualquer luz, pois todas a favoreciam.

- Eu sou naturalmente discreta, Barnes. — O sotaque dela foi mais pesado e fajutamente sério, no que Bucky não pode evitar sorrir.

- Agora eu sou “Barnes”? — A ruiva apenas respondeu com um levantar de sobrancelha orgulhoso e ele inclinou a cabeça, em uma meia concessão. — Ok.

Mesmo com ela em seu colo, não teve qualquer dificuldade em se erguer com o braço metálico firmemente preso em torno da cintura fina, mantendo-a junto de si ao se colocar de pé para deixar para trás o chão duro e o banheiro molhado, mas a rapidez a surpreendeu e Wanda apoiou as pernas em torno dele num reflexo.

- O que está fazendo?! — Ela colocou os braços em seus ombros com pressa, como se houvesse a mínima chance de deixá-la cair, mas não se importou, pois simplesmente a mantinha mais perto.

- Eu estou… — Fechou a porta do banheiro atrás de si ao voltar para o quarto. — Levando você para a cama.

Wanda mal conseguiu esconder o breve sorriso, que insistiu em se erguer no canto de seus lábios enquanto a acomodava na cama, sem se importar com o vestido molhado mal seguro por uma das alças, o que o fez dedicar alguma atenção ao pescoço alvo e ao seio nu novamente, pois era uma visão excitante demais para que se cansasse facilmente.

Ela voltou a suspirar de forma audível — provando que jamais conseguiria discreta -, agora sob o corpo dele, gradativamente encontrando mais e mais espaço para se ajeitar contra ela da maneira mais confortável possível, em sincronia com as pernas desnudas pelo tecido indecentemente levantado, que se acomodavam em torno de seus quadris, concedendo espaço para que ficasse exatamente onde queria em um movimento que pareceu quase ensaiado.

Continuou a beijar o corpo da ruiva, inebriado pelo aroma viciante emanando da pele macia e quente recém saída da banheira, enquanto seus dedos se ocupavam em provocar distraidamente o mamilo aparente sob o vestido branco. Apesar do contexto, já adorava aquela peça e mal conseguia pensar para além dela e dele ali, completamente estacados um no outro, por isso alcançou a boca dela novamente, sendo imediatamente recebido pelos lábios receptivos e a língua atrevida.

Ofegou, consciente de que estava tomado pela sincronia com que pareciam conduzir tudo aquilo, do beijo à forma como reagiam às provocações um do outro. Ao mesmo tempo em que a maneira com que se tocavam era leve, também era carregada de desejos inauditos, promessas silenciosas e cumplicidade latente — como se todas aquelas semanas tivessem existido, com tantos altos e baixos, apenas para resultar naquela expressão de sentimento mal contido.

Sua mão se fechou contra o quadril bem desenhado, mal coberto pelo vestido embolado ali, entre eles, tomando tempo para acariciar a pele suave, mapeando a textura em sua palma, além das reações ao toque cuidadoso, antes de juntá-la contra si para causar um atrito contínuo e irremediavelmente excitante, ainda que estivessem vestidos.

Sem conseguir se conter ante o contato lento, mas pesado, de suas intimidades cobertas por sua calça inconveniente e a calcinha dela, Wanda arfou, excitada e necessitada, em seu beijo, mas propositalmente não permitiu que se afastasse. Sua mão se fechou no queixo dela para mantê-la no lugar e Bucky continuou a beijando, distraindo e provocando.

As unhas alcançaram suas costas sob a camiseta preta e a perna que mantinha em torno dele parecia cada vez mais determinada a não deixá-lo se afastar muito, mas logo o ar se fez necessário e Wanda encerrou o beijo em meio a um novo gemido.

- Ah… Você não estava deixando mais fácil.

Apesar do tom indignado, ela esqueceu as unhas por um instante para simplesmente abraçá-lo e mantê-lo perto enquanto se inebriavam nas respirações arfantes e inúmeras sensações que causavam um no outro.

- Não conte com isso. — Com um riso breve, alcançou o lábio inferior dela com os dentes e esticou a mão para para alcançar o botão logo abaixo do abajur na mesinha de cabeceira, iluminando todo o pequeno cômodo em um amarelo antigo, gasto pelo tempo de uso da pequena luminária. — Eu quero ver você.

Ela piscou, escondendo um sorriso ao morder os lábios e inclinar a cabeça contra a cama, enquanto os dedos, sempre emblemáticos, logo voltaram à sua camiseta, levantando a barra para que tirasse, embora não conseguisse parar de olhá-la.

Descartou o tecido relutante por se afastar brevemente, notando como ficava ainda mais bonita naquele estado, o gritante contraste excitante dos cabelos ruivos com a luz parecia pensado para desestabilizar a mente de Bucky, ao passo que os olhos esverdeados também pareciam analisar seu corpo da mesma maneira detida como fazia com ela.

Com a mesma misticidade de sempre, os dedos voltaram a percorrê-lo, do peito ao abdômen, de forma que seria quase suave não fossem as feições distraídas e as intenções atrevidas que habitavam o rosto corado e os olhos lascivos, levando-o a estremecer e endurecer ao contornar seu osso pélvico marcado e fechar os dedos no cós de sua calça para puxá-lo para si novamente — mal permitindo que ele se concentrasse na anormalidade de seu braço metálico em contraste com o restante do corpo.

O beijo, dessa vez, foi quase um selinho, embora nada superficial enquanto as pernas se enroscavam entre as suas de forma tão confortável e conhecedora, que pareceu como se fizessem isso sempre. Porém, a ineditez do momento, e deles, o estava tirando dos eixos. Permanentemente o tirando dos eixos, pensou quando ela segurou seu rosto para aprofundar o beijo, conduzindo-o facilmente sob o ritmo da própria língua.

Wanda era… Inebriante. Imaginava se ela tinha consciência de que fazia sua cabeça praticamente girar com cada pequeno ato, mas essa era a verdade desde o primeiro instante. Desde que o intrigara, atraindo sua atenção, seu cuidado e, então, possivelmente, sem querer, suas emoções — como ela própria descrevera mais cedo.

Mordeu o lábio inferior, vendo com deleite os olhos esverdeados se fecharem em simples prazer, e seguiu abaixo, levantando o rosto delicado com os dedos para alcançar a garganta, depois o vale entre os seios perfeitos e a barriga, que a fazia arrepiar de maneira quase desconcertante antes de descer para o ventre ainda coberto pelo vestido umedecido ao mesmo tempo em que suas mãos subiram pelas coxas desnudas até encontrarem o tecido lateral da calcinha também branca.

Os dedos se engancharam nas laterais com facilidade conhecida antes de começar a puxar e sua boca fez o caminho deliciosamente contrário, encontrando a pele delicada da coxa. Contudo, não pode mover o pedido por muito mais tempo, pois as mãos dela alcançaram as suas e apertaram, fazendo com que imediatamente pausasse qualquer movimento.

Levantou os olhos para olhá-la, silenciosamente ofegante, os seios subindo e descendo em excitação pouco contida, os cabelos uma massa ruiva completamente bagunçada e excitante. De olhos fechados, parecia querer se encontrar ou se encolher.

- O que foi? — Questionou em um murmúrio.

- Eu… Nunca fiz isso.

O mundo ao seu redor pareceu paralisar. As mãos de Wanda apertaram as dele novamente, mas agora como se quisessem traduzir sua breve aflição. A analisou, recapitulando seu comportamento por uns três segundos que soaram longos demais, mas… Não, não poderia ser. Então, seus dedos deixaram brevemente a calcinha e Bucky se apoiou no colchão, sobre ela, buscando as palavras certas. Afinal, poderia ser.

- Você quer dizer… Sexo?

- Não! — Ela murmurou e revirou os olhos, como se quisesse dizer que ele era estúpido, e gesticulou para eles, se apoiando nos cotovelos para encará-lo melhor ou, simplesmente, sentir que não estava tão vulnerável quanto se via naquele momento. — Isso.

Analisou a posição de ambos por um breve instante, bem como a forma como os lábios apertados dela pareciam, realmente, tensos, começando a compreender o que Wanda queria dizer e, apenas por isso, sorriu brevemente e se esticou pelo corpo dela para que pudesse segurar seu rosto e beijá-la com firmeza.

Nada sobre isso era um problema, ponderou se lembrando que, apesar de tudo o que vivera, a ruiva, em seus vinte e poucos anos, era mesmo muito jovem e, talvez, não tivera tempo de, simplesmente, se deixar ser uma garota descobrindo o que a agradava.

- Neste caso… Feche os olhos. — Beijou a bochecha dela, voltando a alcançar a calcinha sob o vestido ao encontrar o ouvido de Wanda com os próprios lábios, notando o arrepio que a percorreu. — E apenas sinta.

O tecido foi deslizado pela perna dela com calma, sua mão fria contornando a panturrilha quente enquanto ela, — que nunca tinha experimentado aquilo, mas parecia saber como deixá-lo de joelhos -, segurava seu olhar como ninguém.

Sua boca encontrou novamente a de Wanda, que ainda se apoiava contra os próprios cotovelos, enquanto empurrava a perna para o lado, para posicioná-la melhor, antes de descer novamente pelo delicioso e, agora, ansioso corpo. Apenas o fato de tê-la deixado tão claramente excitada o deixava à flor da pele, mas Bucky não tinha nenhuma pressa que aquela madrugada terminasse. Neste momento, era tudo sobre ela, sua satisfação, seu conforto, sua experimentação.

Sob aquela luz, arfante e com os lábios inchados como estavam, além dos cabelos vermelhos rodeando seu rosto como em um sonho, Wanda Maximoff voltava a parecer irreal. Nem mesmo o leve nervosismo que sentia por, finalmente, tê-la daquela forma, parecia verdadeiro. Mas era, provou assim que abaixou a cabeça e sua língua encontrou a umidade latente de seu centro, imediatamente o momento em que fechou os olhos em meio a um ofego silencioso, antes de jogar a cabeça para trás e, realmente, apenas sentir.


Notas finais
Depois de QUARENTA CAPÍTULOS, veio aí e nossos bebês finalmente se entregaram! Gostaram?