O dia amanheceu totalmente gelado. Desde que adentraram novembro, o clima estava cada vez mais frio e as cores, cada vez mais escassas. As árvores começavam a perder a folhagem e, aquelas que ainda possuíam alguma, estavam mais amareladas do que verdes.

Ao menos isso, não tinha a ver com os seres místicos que habitavam aquela região, pensou ao recolocar a cortina da sala da Bruxa no lugar. Wanda quis acordar cedo para ir até a casa dela, então o dia mal começara a amanhecer e podia enxergar até mesmo alguma neblina desenhando sombras inexistentes abaixo das árvores que rodeavam a pequena, mas confortável casa.

A Bruxa fez questão de servir chá para eles e comentar que o Dia de Ação de Graças estava chegando, algo que ela costumava apreciar quando era mais jovem e ainda tinha uma família e entes queridos para agradecer. Ela não parecia ter nenhuma pressa para começar as sessões com a ruiva e, quase que empoleirado próximo à janela, Bucky apenas apertou os lábios e moveu os olhos para Wanda.

Definitivamente o sotaque da senhora tinha passado despercebido e também para a outra. Não imaginaria que uma mulher vivendo em meio à inóspita Europa Central pudesse ser americana, como ele e Steve, mas lá estava ela sugerindo nas entrelinhas que pudessem comemorar juntos, algo para o que não anuíram em momento algum.

Minutos depois, todos seguiram para a outra sala, ajeitada da mesma forma que da última vez, e ambas, Wanda e a Bruxa, se posicionaram frente a frente, enquanto a mais velha reforçava o que havia explicado da última vez.

— Como eu disse, pense neste feitiço como uma muralha que está levantando ao seu redor, invisível, mas totalmente cimentada.

Bucky cruzou os braços e apenas observou o jeito floreado como a Bruxa tentava repassar a Wanda aquele conceito, que, ao menos para ele, soava abstrato demais. Era quase que totalmente impossível imaginar como poderia blindar sua mente daquela forma, mas imaginava que, para pessoas como elas, isso pudesse fazer algum sentido para além do metafórico.

Porém, não esperava que, como na primeira vez, a ruiva fosse ser lançada contra a parede de forma tão violenta. Piscou, atônico, e encarou a Bruxa, que pareceu tão surpresa quanto ele ao olhar como Wanda parecia abalada pelo o que acabara de acontecer. Era como se, simplesmente, não tivesse levantado barreira alguma, mesmo sabendo que o ataque invisível da outra estava a caminho.

— Wanda…

— O que está errado com você? — A observou engolir em seco e apoiar as duas mãos no chão para se levantar, contrariada, enquanto os fios ruivos deslizavam por seu rosto. — Parece totalmente vulnerável.

— Eu não… Estava preparada.

Então, viu como ela fincou melhor os pés no chão e desceu os olhos para ver como os dedos se moveram uns contra os outros, antecipando a atenção, em um reflexo dos olhos mais escuros. No próximo ataque, ela cambaleou e a mandíbula se apertou em uma concentração, que ultrapassava a barreira mental e chegava ao físico, mas claramente conseguiu resistir melhor.

Se perguntou até quando Wanda apresentaria dificuldades para aprender aquele feitiço, afinal, ela parecia assimilar muito rápido tudo o que dizia respeito ao seu lado místico. Sua atenção se voltou à Sprite, escorada contra a porta, tão em expectativa quanto ele sobre o desempenho de Bucky, que em momento algum deixou de se lembrar como ela parecia saber sobre a invasão à cabana ou, no mínimo, que algo poderia acontecer naquela madrugada.

Mesmo que ela fosse um ser Eterno, como a ruiva havia contado, não explicava sua relação com os outros seres, o culto que estava interessado no Livro que Wanda guardava e, consequentemente, na própria Maximoff, pois só assim poderia saber sobre tudo.

Com um último olhar à ruiva, que depois de alguns ataques bem recebidos, parecia mais confiante, se aproximou de Sprite e acenou para que ela saísse da sala, seguindo-a pelo portal antes de fechar a porta atrás de si. O ideal era que continuasse a vigiar a interação da Bruxa e de Wanda naquela relação entre mestre e aprendiz, mas sabia que a ruiva, ou a própria Feiticeira Escarlate, poderia se defender bastante bem em qualquer situação atípica.

Avaliou Sprite cruzar os braços e levantar uma sobrancelha astuta para ele, sem realmente temê-lo. Não tinha como ser uma simples jovem, que ajudava a Bruxa esporadicamente, de fato. Ela parecia ter visto muito, mas, ao mesmo tempo, parecia ter vivido uma vida lúdica, pois parecia ter saído direto de uma história infantil ou algo do tipo — como Peter Pan.

— Como sabia sobre o ataque à cabana?

— Eu não sabia. — Ela dispensou com uma das mãos, mas Bucky apenas meneou a cabeça e a observou andar pela sala, remexendo em um objeto ou outro como desculpa para não encará-lo. — Tive apenas um pressentimento ruim.

— Espera mesmo que eu acredite nisso? — O canto dos lábios dela subiu em um sorriso esperto.

— O que eu espero é que seja um pouco mais atento. — Bucky apenas esperou que ela continuasse. Falar com Sprite era como falar com uma esfinge repleta de enigmas, mas se sentia assim, também, sobre muito do que acontecia ao seu redor, ultimamente. — O tempo está passando e Wanda fica cada vez mais próxima de seu objetivo.

— Bem… Essa é a intenção, não? — Ela apenas bufou e revirou os olhos em uma atitude tipicamente adolescente, mais condizente com sua aparência. Então, decidiu tentar outra abordagem. — Wanda me contou que você é um Eterno… É assim que soube sobre o que poderia acontecer na cabana? À nós, se voltássemos para lá durante a madrugada?

Então, viu todas as expressões no rosto da garota se transformarem em algo mais solene e tenso. Ainda que parecesse uma menina, também soava como se fosse aquele algo antigo e poderoso que Wanda mencionara, mantendo aquele ar de que sabia de algo que Bucky não estava por dentro. Demorou um pouco, mas, por um fim, Sprite resolveu se pronunciar.

— Eu não sou mais como eles. Um Eterno. Fui transformada em uma humana comum, com anseios humanos e comuns e limitações humanas e comuns. — Bucky franziu o cenho. É claro que, consciente de que ela fosse um ser imortal, não imaginava que tal “transformação” pudesse ser possível. — Como eu disse, foi apenas um pressentimento comum e humano, pois isso é tudo o que posso ter.

— Você… Perdeu seus poderes? — Ela se jogou no sofá de um jeito infantil, parecendo farta daquela conversa.

— Acredito que alguns resquícios de ter vivido através dos séculos tenham restado em meu âmago e, por isso, tenho esses… insights estranhos. — Ela seguiu explicando a questão de como conseguiu antecipar o ataque. — E não… Eu não perdi meus poderes. Eu desisti deles.

— Porquê?

De repente, enquanto o analisava de volta através de seus olhos muito claros, quase amarelados, Sprite aparentou ser mais tangível e alcançável, mesmo que não se conhecessem, de fato.

— Acho que… Tendo vivido uma vida relativamente longa, você sabe que sentir é muito mais importante do que assistir as coisas acontecendo. — Ela meneou a cabeça de cabelos curtos, como se soubesse que havia encontrado um nervo nele. — Eu vi tudo por tanto tempo, acompanhei todos vivenciando cada pequena coisa, e nunca pude… Experimentar de verdade. Não como os humanos. E enxergar à distância se tornou mais e mais dolorido através dos séculos… Em teoria, eu era superior, mas na realidade… Tinha inveja por não poder sentir e experienciar sensações diversas como os humanos, então… Me tornei como eles.

Imaginou como poderia ser uma realidade como essa. Viver por séculos, acompanhar os humanos, talvez guiá-los e nunca poder ter acesso a emoções como as humanas. Bucky se sentia distante de si mesmo e de seu lado mais vulnerável quando o Soldado Invernal tomava conta, sabia como era assistir, de camarote, enquanto o outro agia sem nada sentir, como uma peça programada. Mas, ainda assim, era capaz de sentir os altos e baixos das emoções.

Se aproximou da janela em um costume muito temerário, pois estava sempre procurando por ameaças invisíveis e se voltou a ela após uma rápida olhada pelo terreno lá fora.

— Porquê disse que preciso ficar mais atento? — Sprite apenas soltou uma risadinha e se levantou, não dando importância ao assunto enquanto seguia para as escadas de madeira.

— Ao longo do tempo, vi nascer e morrer muitas histórias como a sua e a dela, Sargento Barnes. Eu reconheço… O sentimento, quando vejo.

Odiava a forma como, às vezes, pessoas como ela falavam coisas do tipo e, simplesmente, sumiam. Apesar de tudo, não queria, nem de perto, adentrar essa seara. Estava ajudando Wanda no que ela precisava, nenhum dos dois precisava deste elemento no momento, pensou ao estreitar os olhos para o local onde a garota havia sumido. Talvez fosse uma espécie de teste, tinha que ser. Wanda e ele não nutriam esse tipo de sentimento um pelo outro. Só a ideia lhe soava impossível. Afinal de contas, a ruiva já tinha sua própria história com Visão.

Não pode se debruçar muito sobre a questão, no entanto, pois, no momento seguinte, a própria Maximoff abriu a porta da sala da bruxa de maneira abrupta demais e seguiu para o lado de fora, sem sequer olhá-lo. Pelo rápido vislumbre que teve de suas feições, parecia furiosa e a última coisa que conseguiu enxergar foi os fios avermelhados sumindo enquanto ela descia os degraus da porta. Franziu o cenho, sem compreender como ela evoluiu tão rápido para aquele estado em que seus olhos se encontraram fixos e avermelhados, assim como parte da pele de seu rosto.

Por outro lado, antes que pudesse segui-la, a Bruxa saiu da sala parecendo tranquila, apesar de tão pensativa quanto sobre o estado de Wanda, e cruzou os braços sob o portal, apenas o encarando através de olhos com cantos enrugados, mais pensativa do que falante pela primeira vez em algum tempo.

— É melhor ir ver como ela está.

— O que aconteceu agora? — Questionou de forma cautelosa, antes de se dirigir para a porta.

— Wanda deverá responder. Volte assim que ela se ajustar.

Bucky apenas revirou os olhos, já praticamente acostumado às respostas evasivas de todas as mulheres ao seu redor. Percebeu que o leve chuvisco precipitava de forma insistente assim que fechou a porta da casa da Bruxa Branca e a avistou já dentro do carro, através do parabrisa.

Estreitou os olhos para a figura de braços cruzados encarando muito mais do que a paisagem arbórea e cinzenta do lado de fora e, rapidamente, percorreu o caminho até o carro sem se importar com os pingos umedecendo a costumeira jaqueta preta, antes de entrar no banco do motorista. Não podia deixar de pontuar a ironia de como, nos primeiros dias, Wanda fazia questão de sempre dirigir e depois, com o tempo, simplesmente anuíra à ideia dele ali.

Bateu a porta devagar e a encarou, notando a tensão em sua mandíbula e a forma como evitava se virar para olhá-lo, calculando até mesmo a respiração. Além disso, mesmo sob a manhã nublada, podia enxergar claramente o fundo escarlate sob o brilho esverdeado dos olhos dela. Não deixava de fazer um conjunto bonito e até intimidante, mas, ainda assim, este estado parecia indicar que algo estava errado.

Porém, sabia que ela não diria nada ali, nem naquele momento, pois ainda estava diluindo em sua mente o que havia acabado de acontecer, seja lá o que fosse. Em um suspiro resignado, Bucky deu partida, seguindo para a cidade e o hotel em que estavam hospedados.

Como de costume, estacionou em uma vaga próxima à Estação de trem e esperou que ela saísse imediatamente, para respirar fundo ou simplesmente digerir o que tinha acontecido. Mas não foi o que aconteceu, Wanda parecia tensa e fechada, especialmente quando se pronunciou, preenchendo o silêncio no carro.

— Acho que é melhor voltarmos para a cabana.

No banco do motorista, Bucky se voltou completamente à ela, analisando o perfil falsamente calmo e os olhos vidrados em um ponto qualquer do vidro, agora que a chuva começava a aumentar do lado de fora e a visão se tornava turna. De alguma forma, sabia que havia algo errado e não era algo tão simples assim.

— Porquê?

— Eu… Não a conheço, realmente. A Bruxa. Estou, simplesmente, apostando minhas fichas nela. E… — De repente, ela piscou procurando as palavras corretas. — Eu não posso me perder. Não posso me perder de mim mesma. De certa forma, a cabana me recorda o motivo da minha busca, então...

Por um momento, acreditou que Wanda sequer estava processando o que dizia, tão automática, fria e pesada parecia a fala. A maneira tempestuosa com que ela saíra da casa da Bruxa, minutos antes, ainda estava fresca em sua mente, portanto, era como se algo estivesse totalmente fora de lugar ali.

— O que aconteceu enquanto eu estava fora da sala? — A ruiva desviou os olhos para os próprios dedos e diria que era um gesto vazio, mas estava repleto de fundo escarlate.

— Ela disse que estou distraída.

Respondeu num tom baixo ante o suspiro resignado de Bucky, que se permitiu divagar por um momento. Tinham deixado a cabana justamente por não quererem estar suscetíveis às invasões e aos ataques, pois era um tanto sabido que era ali que ela ficava, provavelmente sob diversas camadas de feitiços de proteção, já que pouco ou nada acontecia quando ela estava no lugar.

Wanda não podia colocar sua energia em coisas demais ou ficaria tão fraca quanto nas semanas em que Sam e ele chegaram. Ela estava esgotada por não ter um limite, havia admitido na noite anterior. E agora que estava gastando energia aprendendo o feitiço de proteção, poderia abrir brechas para ataques sem que percebesse.

— Wanda… Os seguidores de Chthon só estão tentando encontrar uma brecha para te atacar e conseguir o livro. Se voltar à cabana e, por algum motivo, abaixar a guarda… Talvez eles consigam entrar novamente. — Disse tudo rapidamente. — Ainda lembro de como ferveu em febre porque seu corpo estava esgotado pela magia.

— E ainda assim eu mantive a proteção da cabana. — Ela empinou o nariz de forma pouco discreta e o soldado estreitou os olhos, cético pela teimosia.

— A Feiticeira Escarlate manteve. — Então, Wanda o encarou implacável, os olhos se mostrando em esverdeado difuso naquele momento de óbvia perturbação, pois ela não queria ser contrariada. Não sabia se se tratava da Feiticeira Escarlate ou da própria Maximoff, mas ela nunca queria ouvir algo diferente do que esperava. — Sabe que essa é a verdade.

— Não importa, ok? — Ela levantou as mãos. — Eu disse que tinha um propósito e eu não posso me distrair, não posso pegar um atalho, não posso me deixar levar, não posso…

Ela se interrompeu e soltou o ar, levando uma das mãos à cabeça, mas, de certa forma, não entendia como Wanda queria tomar uma decisão totalmente enviesada com o que vinha fazendo. Sabia que precisava estar na casa da bruxa e sabia que não podia se esgotar com a preocupação de manter a cabana em segurança e, talvez, se defender, como havia feito na noite em que ele fora esfaqueado. Era uma possibilidade real, pois ambos sentiam como as coisas pareciam estar se afunilando para um desfecho, para bem ou para mal.

— Me desculpe se estou preocupado com a sua segurança, Wanda. — Retrucou de maneira irônica, impaciente pelo pouco cuidado que ela insistia em ter. — Se bem me lembro, você me pediu para ficar exatamente porque não confia naquela Bruxa. Bem… Eu estou ficando e estou te alertando…

— Não diga isso! — Ela o encarou de forma alarmada, os olhos um tanto assustados em sua direção.

— O quê?! — Perguntou, sem entender.

— Não diga que… Está ficando. — Bucky se interrompeu, porque ela tinha a capacidade de tirá-lo dos eixos e era capaz de enxergar e considerar pontos que ele não era. Piscou, vendo-a tirar o cinto de segurança, que sequer se lembrava de ter reparado, os dedos trêmulos demais para apresentar alguma estabilidade. — Não pode dizer essas coisas desse jeito.

— Que coisas?

Questionou sem, realmente, entender o ponto dela naquela discussão. Ok, não havia, de fato, avisado a ela que iria ficar, não tinham sequer tocado no assunto, mas o que isso tinha a ver com o fato de dizer que estava ficando? E, pior, que estava ficando porque ela havia pedido para que ficasse.

Porém, Wanda não quis dar continuidade à discussão — a qual, não fosse a chuva que caía lá fora, certamente já teria chamado a atenção indesejada — e levou uma das mãos à maçaneta interna da porta do carro, decidida a sair. Bucky estendeu o próprio braço à frente dela e tapou a maçaneta, alcançando-a antes dela, o que visivelmente a frustrou ao extremo pelo grunhido que soltou.

— O que está fazendo? — Não era exatamente um questionamento. Ela suspirou pesadamente, claramente farta, e se voltou à ele, mais séria do que esperava, especialmente por conta do breve descontrole de antes. Notou que estava mais próximo do que imaginara quando ela o encarou e Bucky percebeu que tinha se inclinado sobre o banco dela e seu corpo para manter a porta fechada, mas não se intimidou. Ao contrário dela, que recuou um pouco contra o banco e ameaçou de forma lenta. — Bucky, me deixe sair agora. Ou eu faço você deixar.

Sabia muito bem que ela podia fazer isso e nem ficaria surpreso se tomasse essa atitude — talvez, até merecesse um pouco, embora fosse continuar a defender seu ponto ferrenhamente. Entretanto, não tinha medo de Wanda. Não de fato. Ela não o machucaria. De certa forma, era esse o nível de confiança que tinha nela. Ainda que o brilho que perpassasse seus olhos fosse bastante avermelhado àquela altura, conseguia enxergar também a agonia e o tom lacrimoso ao redor.

— Está simplesmente anuindo ao que ela disse. Foi só um dia ruim, Wanda. — Diminuiu o tom para que eles pudessem tentar restabelecer alguma paz ali.

— São muitos dias ruins, não é?. — Ela repetiu, como que para si mesma. — E eu sei, não de hoje… que a única coisa que está me distraindo, no momento, é você. — Sua respiração pareceu se comprimir em si mesma e Bucky a olhou alarmado, estacado em sua própria falta de reação e na contrariedade do tom dela. — E não preciso de bruxa nenhuma para me dizer isso.

Wanda afastou sua mão da maçaneta com um mero empurrão, sem necessidade de usar qualquer habilidade mágica, e abriu a porta, saindo do carro sem se importar com a chuva forte imediatamente a encharcando, enquanto caminhava de cabeça baixa até o hotel em que estavam.

Notas finais
Ei!!! Voltando mais cedo porque não me aguentei! Como vocês, quero que o slow burn realmente BURN rs Então... Este capítulo é mais uma continuação de todas as pequenas coisas do passado, mas com um passinho à frente, principalmente para Wanda. O Bucky segue tendo muitos receios e não quer nem adentrar nessa área do famigerado sentimento, mas, querendo ou não, a vulnerabilidade de Wanda faz com com que eles adentrem nisso, embora ela esteja ali por um objetivo. Então, com ambas nessas direções, acho que é impossível não surgir esse tipo de conflito sobre suas vontades. Enfim, como sempre, espero que tenham gostado! Muito, muito obrigada a quem tem comentado a incentivado a fic a chegar mais longe, vocês vão essenciais ♥ Até breve!