The History of Avatar
1 O Garoto no Iceberg
Notas iniciais
'' Eu odeio admitir para mim mesmo ou para Katara, mas se ela tem esperança que uma antiga lenda inventada e reinventada por centenas de pessoas através dos séculos é verdadeira, eu devo acreditar também. Katara é impressionada, mas eu sou o líder da minha tribo, e tenho, por obrigação, protegê-la. Eu sou cético e não vejo muitas razões para acreditar em um monge careca que tem a capacidade de dobrar os quatro elementos, afinal, Katara nem mesmo dobra o elemento dela. Mas, ela acredita; realmente. Depois que meu pai partiu para o Reino da Terra, para lutar na guerra contra a Nação do Fogo, eu tenho a responsabilidade de proteger a família, e não vou deixar nenhum mal acometer Katara ou mesmo a vovó. A Nação do Fogo já tirou muito do nosso povo, dos Nômades do Ar e do Reino da Terra, mas um dia o Senhor do Fogo, Ozai, pagará por cada massacre. E, quando este dia chegar, faremos churrasquinho de Dobradores de Fogo. Afinal, eu sou o homem da casa agora. Se eu acredito no Avatar? Pela Katara, sim. '' — Sokka Vahari.
Frio. A canoa de dois jovens se movimentava lentamente na superfície das águas cristalinas do oceano antártico. Ao redor, havia somente os vários quilômetros de água e as grandes geleiras rachadas e de tamanhos variados. No interior de uma simples canoa de madeira com a insígnia de sua tribo, estavam dois jovens de pele morena inertes em seus próprios pensamentos e atividades. A garota de pele de oliva, tinha seus cabelos docemente contidos em uma trança única que impedia os fios revoltos de correrem para seus olhos, e estava em pé na extremidade da canoa, enquanto fazia gestos bizarros com as mãos e mantinha seus íris de um mel escuro fixados para a superfície da água, que sofria com leves ondulações aleatórias. Enquanto isso, um rapaz magricelo e ossudo, cujo cabelo era apenas um rabo de cavalo centralizado em sua careca, mantinha sua concentração nas águas ao redor da canoa, e esperava acertar um peixe que nadasse ao alcance de sua lança para, enfim, pegá-lo. O tamanho de sua frustração estampada em seu semblante se dava sempre que um peixe ousado para nadar ao alcance de sua arma era inexplicavelmente jogado para o casco de sua canoa, fazendo-o errar a água.
— O que está acon... — resmungava ele ao virar-se. — KATARA! — gritou, fazendo sua voz ecoar. A menina virou -se para ele imediatamente, fixando seus olhos tão azuis quanto o azul do mar em seu irmão.
— KATARA, o que você tá fazendo?? — indagou ele, parecendo furioso.
— O quê? Se você não consegue dar conta de apanhar uns simples peixes para o jantar, deveria ter trazido a vovó para fazer o trabalho! — retrucou Katara, no mesmo tom de voz usado pelo irmão.
— Você está espantando meus peixes com essa coisa estranha que você faz. Quer comer gelo no jantar? — exprimia-se ele aos berros. Voltou então a pegar sua lança e virar-se, esperando que caça-se algum peixe para o jantar. Sua irmã voltara a se concentrar também aos seus afazeres. Enquanto Sokka tratava de conseguir o jantar, Katara fazia o mesmo a sua maneira; a disputa entre eles era algo comumente em seus dias.
— Primeiro: Não é estranho, é Dobra de Água. Segundo: Vou conseguir nosso jantar, antes que você nos deixe morrer de fome — dizia ela, enquanto voltava a realizar novamente os gestos com as mãos, fazendo a água tremer.
— Sokka! Sokka! Olha isso! — exprimia-se ela para o irmão com os olhos marejados, quando finalmente ela erguera os braços em um ângulo sobre os ombros e duas esferas d'água emergiram da superfície contendo dois peixes dentro respectivamente, levantando-as acima da canoa.
— O que foi foi agora? — perguntou Sokka, ao virar-se para encará-la. Imediatamente ambas esferas que moviam-se pelo ar foram explodidas pela extremidade pontuda da lança de seu irmão, quando esta dançou ao seu giro, fazendo um dos peixes cair nas bordas da canoa e outro dentro d'água novamente; Sokka fora encharcado pela água que caíra em sua cabeça. — Me chamou para me dar outro banho?! — exclamou ele, enquanto gritava atônito.
— Não acredito que você deixou escapar um dos peixes que eu havia conseguido! — gritou Katara, balançando os braços furiosamente.
— O que? Sempre quando você brinca com água mágica eu acabo... ahhh... molhado! — exclamou Sokka, sacudindo a cabeça e jogando água para todos os lados.
— Não é água mágica, é Dobra de Água, um... — tentou explicar.
— ... uma arte muito antiga e rara da nossa cultura e blá blá blá — completou ele, com ironia.
A canoa na qual navegavam entre aquelas águas gélidas fora impulsionada por uma leve brisa que se propagara, e que crescera gradativamente, e logo a corrente marítima tornou-se uma forte ventania, fazendo com que ambos se movessem cada vez mais rápidos dentro daquela canoa simples em direção á um arco formado por duas geleiras do tamanho de prédios.
— Kataraaa! Katara! Faça alguma coisa!! Nos tire da mira!! Anda! Rápido!! — exprimia-se ele aos berros, enquanto tentava usar o único remo que possuía ao seu alcance para fazer a canoa virar, porém sem sucesso. Katara estava atônita e se segurava para não ser lançada para fora. A canoa era convergida para a direção de uma grande geleira, enquanto esta se deslocava velozmente sobre a água. Antes de atingirem-na, a canoa se chocara contra uma camada rasa de gelo flutuante a qual estava imóvel sobre a superfície da água; ambos foram lançados para frente e escorregarem sobre a superfície do gelo circular.
— Pronto, Katara. Feliz? Passou de estranha para aberração — disse Sokka descontente, esparramado sobre o gelo.
— Se não tivesse me deixado brava, isso não teria acontecido — retrucou.
— E agora? Não temos nem o peixe que havíamos conseguido para o jantar! — respondeu Sokka, enquanto se virava contraposto e abraçava os joelhos.
— Havíamos conseguido? EU tinha pegado ele! E VOCÊ deixou ele escapar! — dizia Katara, aos berros, e continuava com o sermão ao seu irmão — Sinceramente, eu tô cansada! Sempre coloca a culpa da sua imbecilidade em mim! Você não consegue fazer o certo, e eu sempre levo a culpa! — gritava para o irmão, enquanto balançava os braços aleatoriamente.
— Katara... — disse Sokka, tentando dizer algo que se perdeu entre os berros de sua irmã.
— EU sempre fico com o trabalho da aldeia toda! E você, o que você faz? Nada! E o que se impõe a fazer, nunca faz certo! Eu tô cansada!
— KATARA!
— Não grite comigo! Você pensa que é o papai, mas nunca vai ser! Você nem chega perto do que ele era, e se estamos vivos, é graças a vovó e a mim! Você deveria ser mais agradecido com a vida que leva! E também por ter à mim e a vovó para cuidar de você! — dizia Katara aos berros, enquanto gesticulava com as mãos, e ignorava o irmão, fazendo com que rachaduras fossem entalhadas em um iceberg gigante atrás detrás de si; as tentativas de Sokka em alertá-la eram inúteis, pois os gritos de sua irmã se sobressaiam sobre sua voz temerosa.
Quando terminava de concluir seu sermão, içou os braços no ar, e logo os abaixou rapidamente de forma adjacente ao corpo. Imediatamente, as rachaduras no iceberg culminaram toda sua parede de gelo até seu apogeu, e então, se partiu ao meio.
— Katara! — gritou Sokka ao puxar a irmã para seu alcance pelo seu capuz e se segurar firmemente no cubo de gelo ao qual estavam. Quando as partes do iceberg se chocaram contra a superfície da água, ondas gigantes se ergueram e impulsionaram Sokka e Katara para fora do gelo. Sokka fora o primeiro à emergir a superfície novamente, enquanto ainda sentia as vibrações percorrerem a água, e subiu em um dos milhares pedaços de gelo que flutuavam na superfície da água. — Katara! Katara! — gritava ele, à procura da irmã.
— Sokka! — ouviu-se uma voz feminina soar tão fraca que quase nem mesmo chegara a ser audível quando a mão de Katara se sobrepôs sobre o pedaço de gelo ao qual Sokka dominava.
— Kat! — exclamou ele, deslizando à extremidade do casco de gelo para alcançar sua irmã. Colocou-a devidamente deitada por alguns instantes, segurando-lhe à nuca.
— Você ainda vai nos matar — disse ele, ao beijar a testa de sua irmã afetuosamente; seu amor estava muito acima de qualquer briga que pudessem ter.
— Eu... eu fiz isso? — disse ela, soando com sua voz fraca, enquanto se levantava.
— É, maninha, mas da próxima vez, tente não fazer com que a gente vire comida pros peixes antes da gente jantar eles, hein? — resmungava Sokka, enquanto batia as mãos em sua roupa, tentando sacudir a quantidade de água desnecessária.
— Sokka! Olha aquilo! — exclamou Katara ao apontar sobre o ombro do rapaz.
— O quê? Ah, não, outra dose de esquisitisse? — disse ao se virar e ficar boquiaberto.
Ao longe, via-se um globo de gelo gigante emergir sobre a superfície da água, causando pequenas ondulações de água, que se expandiam gradativamente, cujo interior predominava uma forte luz branca cintilante e raios luminosos.
— Ka-katara, o que é aquilo? — indagou Sokka, não acreditando no tamanho do iceberg que se levantara da água; era três vezes maior do iceberg ao qual Katara quebrara, e mesmo aquele já era demasiadamente grande.
Dentro do iceberg, emitindo aqueles raios luminosos cintilantes, havia uma sombra escura com a forma de um homem sentado.
— Não sei, mas temos que ajudar! — respondeu Katara imediatamente ao passo que pulava entre as camadas de gelo sobre a superfície d'água em direção ao monumento congelado e imponente que se erguera sobre a superfície da linha d'água.
— Kataraa-aa! — gritava Sokka ao seguir os rastros da irmã.
Ao se aproximar, Katara contemplava o iceberg se tornar cada vez maior; era o maior iceberg que já vira, e ainda assim, em um formado redondamente perfeito. Agora a sombra de um formado humano tinha se tornado nítido para Katara, e tinha certeza que tinha um homem sentado lá dentro. Assim, tão logo quanto chegou ali, ela retirou a arma do pescoço de Sokka, a qual era amarrada por uma corda, e começou a embatê-la contra o iceberg cristalino diversas vezes.
— Katara! Vai estragar meu Boomerang! — protestou Sokka em voz algo ao segurar o ombro da irmã. Imediatamente um sopro de vento se originou da perfuração causada pela garota, arrastando-os para longe do iceberg novamente.
A sombra humanoide abriu os olhos brancos, que emitiam uma luz cintilante, e começou a se mover para cima, transpassando a parte superior do iceberg, como se o gelo fosse de água corrente.
Nesse momento, um raio forte de luz irrompeu no céu, dançando nas nuvens.
A visão de um menino cheio de marcas brilhantes pelo corpo, que aproximava-se ao se deslocar no ar em direção à ambos, os deixara boquiabertos. Ao chegar até eles, a cápsula de ar que se movia inconstante ao redor do menino, se desfez, e o próprio chegou ao chão, ficando em pé. As marcas em seu corpo, especificamente na cabeça raspada, nos braços e pés, acabam com as extremidades na forma de uma seta. O garoto fechou suas pálpebras, e todas as marcas, que até então eram iluminadas por uma luz forte incandescente, deixaram de brilhar; Por alguns segundos, ele então os olhos desfocados novamente, mostrando a cor-de-mel pintada em suas íris. Seu semblante denunciava seu cansaço, e então, desfaleceu sobre seus joelhos.
— Sokka! — exclamou Katara ao se curvar rapidamente para frente e agarrar o garoto antes que se chocasse contra o chão duro de gelo frio e denso.
— Hey... — disse ela com sua voz macia ao segurá-lo pela nuca e tocar suavemente ao tocar-lhe as maças do rosto com a palma de sua mão — Tudo bem? — perguntou, na esperança de que ele despertasse. Felizmente, o garoto abriu os olhos naquele momento, tendo a primeira visão das orbes azuis de Katara; uma linda moçoila de madeixas onduladas, cujos fios de cabelo ultrapassavam-lhe os olhos, e sentiu, enfim, como se todo o frio e gelo do iceberg tivesse derretido dentro de si, sendo preenchido pela sensação de calor vindo do mar azul que eram os olhos de Katara. Ela ficou imediatamente ruborizada.
O garoto ergueu sua mão e levou os fios revoltos de seu cabelo para detrás da orelha de Katara.
— Tudo... bem? — perguntou Katara, achando aquela situação desconfortável.
— Chegue... mais... perto — respondeu ele em um tom quase inaudível e debilitado. Ela, por sua vez, aproximou seu rosto do garoto para ouví-lo nitidamente e esperando alguma reação do próprio.
— Você... quer esquiar nas costas de pinguins comigo?! — exclamou ele em um tom forte e revigorante, pulando do colo de Katara. Ele parecia desorientado, e girava o pescoço em todas as direções, procurando se situar de onde estava. — E você... é? — perguntou ao seu irmão, quando, enfim, se deu conta da presença de Sokka naquele momento.
— Quem eu sou? Quem eu sou?! — disse Sokka, aos gritos.
— Sim, quem você é? — perguntou o garoto do iceberg novamente.
— Quem eu sou? Quem eu sou?!
Katara murchou dentro de suas roupas naquele momento, incrédula com a repetição que seu irmão fazia com perguntas sempre que tentava se mostrar uma figura dominante de alguém que não era.
— Eu sou Sokka, Guerreiro Graduado da Tribo Lowa, vindo da Tribo da Água do Sul; Sucessor de Hakoda, Mestre da Tribo da Água do Sul e Guardião do Pólo Sul! — quando, enfim, terminou seus títulos, Katara desejava secretamente ter sido esmagada contra os icebergs, e continuou — Mas, a pergunta é quem é você, forasteiro?! Hein? Veio da Nação do Fogo? É um informante da Senhor do Fogo?! — puxou a irmã para trás de si, apontando o Boomerang para o garoto. — Katara, fique atrás de mim! — disse ele com sua voz superior e acusadora.
O outro coçou a cabeça.
— Hãn?
— Ah, sim, com certeza ele é da Nação do Fogo, dá pra ver os olhos flamejantes dele e o olhar sombrio — disse Katara, demonstrando o quão ridículo Sokka estava sendo por ter seu senso de liderança e super-proteção demasiadamente aguçado, ao se mover para frente dele — Qual é o seu nome?
— É Aang. E o seu?
— Ah, eu sou Katara, e esse é o meu irmão complexado, o Sokka. Como você entrou no gelo? — indagou ela franzindo o cenho.
— É! Como você entrou no gelo? Hein?! — confirmou Sokka, impondo superioridade em sua voz grossa e rouca.
— Hunf! Não sei direito. Simplesmente acordei nos seus braços — explicou ele, deixando Katara ruborizada novamente.
— Não se lembra como entrou lá dentro? — perguntou Katara.
— Não — respondeu ele simplesmente. — O que o Sokka quis dizer sobre eu ser um espião do Senhor do Fogo?
— O quê? Deve estar brincando... Se bem que, meu irmão é potencialmente problemático e nem sempre é lúcido — disse ela.
— Vamos, Katara. Precisamos ir embora. Vovó já deve estar esperando por nós, e eu tenho que ascender a fogueira. Já conversou demais com esse aí — disse e se virou para Aang — Foi ótimo te conhecer, tchau. — se despediu ao puxar sua irmã consigo.
— Se querem uma carona, o Appa pode ajudar — disse Aang ao mover a mão para sua nuca. — Além disso, chegarão em sua tribo pelo céu antes que escureça.
— Não, não precisamos de ajuda. Você já fez o bastante quase nos matando hoje. Vem, Katara — dizia Sokka inconformado, enquanto arrastava Katara.
— Sim, ficaríamos gratos se o Appa pudesse nos levar. — ela se virou para o irmão — Como você pretende chegar até a vovó? Nadando? Boa sorte, seu cérebro já é congelado mesmo, só falta congelar essas pernas esqueléticas.
— Então está bem, estaremos voando pelo céu em um minuto.
— Você é um Dobrador de Ar? — perguntou incrédula ao levar a mão a boca.
— Com certeza. — respondeu ao girar 360º no próprio eixo e levantar vôo para o furo na parte superior do iceberg ao qual havia saído.
— Hey! Minhas pernas não são finas! — exclamou Sokka, enquanto olhava para suas pernas; complexado. — Além disso, nada voa! O homem não é capaz de voar!
Ambos ouviram um alto rangido feroz soar, e em seguida, um monstro gigante pular de dentro do iceberg para o mar, levantando várias ondulações na água; ele era gigante e com uma pelagem inteiramente branca que cobria toda extensão do seu corpo até sua cauda. Era notável suas 6 patas e a seta gigante que apontava para sua cabeça, que parecia desproporcional ao seu corpo, igualmente a seta que Aang levava em sua cabeça também. Ele estava montado na cabeça do animal, segurando as rédias presas em seus dois chifres.
— Pessoal, esse é o Appa, o meu Bisão Voador! Venham! — gritou ele.
— Vem Sokka, anda logo! — resmungou Katara ao puxar o irmão e correr em direção ao animal, que se tornava cada vez maior à medida que se aproximavam do próprio.
— Subam pela cauda até o dorso — instruiu Aang, e assim eles fizeram até entrarem em uma cela que s e mantinha presa às costas do animal, presa por cintos que corriam para sua barriga.
— Yip Yip! — gritou Aang, e novamente o animal rugiu. Em seguida, impulsionou as toneladas do seu corpo flutuante sobre a superfície d'água e ergueu voo por alguns metros. Logo, seu corpo caiu novamente, levantando ondas de água.
— É, acho que ele está cansado. Mas, uma boa noite de sono e Appa poderá voar pelos céus, vocês vão ver!
— Como eu disse, essa coisa não voa — suspirou Sokka ao se deitar sobre a pelagem que cobria as bordas da cela. A cauda do animal se ergueu e bateu novamente contra a água, respingando água em Sokka.
— Cuidado com o que diz, o Appa é sentimental — disse Aang, tirando risadas altas de Katara.
A tarde declinou à noite e o crepúsculo trazia os ventos noturnos, quando o dia findou e a escuridão começara a predominar. As estrelas no céu iluminavam aquela noite, enquanto aquele grande animal de algumas toneladas movia-se lentamente sobre a superfície d'água.
— Você está longe de casa, né? — perguntou Katara, ao ver Aang a olhando de onde estava.
— Espero que longe o suficiente — respondeu ele, sorrindo-a de forma radiante.
— Porquê você está sorrindo?
— Oh, estou sorrindo? Não percebi, desculpe. Boa noite, Katara — disse ao se aconchegar na pelagem do Appa, deitado sobre sua grande cabeça.
— Boa noite... Aang — respondeu Katara ao se virar para o lado na cela, e dormir.
Naquela noite, fora a primeira vez, em um século, a qual Aang verdadeiramente dormira feito um anjo tranquilo sob o teto escuro estrelado.
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