The Hiker
9 Ensaio da Borrasca
Ensaio da Borrasca
Eu acreditei num resquício de esperança...
Era a gota d’água caindo,
De uma majestosa e impetuosa planta.
Sua proeminência era sólida como a vida,
E volátil como a morte.
Por um instante, a tempestade chegou...
E tudo o que restou era breu, chuva e solidão.
Estive atado dos pés às mãos.
Quem era eu, tolo mortal, contra a fúria da natureza?
Deixei minha alma ser presa,
Caçada pela aspereza dos tempos de garoa.
Veio então desolação, ilusão e tristeza...
Enquanto naufrágio nessa correnteza,
Eu tive inúmeras dúvidas e poucas certezas.
Quis me entregar ao banho que lavava sujeira,
E afogar sob as sombras de palmeiras.
Quando eu finalmente fechei meus olhos,
Enxerguei beleza através da escuridão.
Súbitos momentos me deixaram inerte,
Ante a crescente jornada de expiação.
Bebi o gole daquela gota, então...
Verde tornou-se esperança.
Criei vontades, enterrei desejos,
Olhei o céu e lancei um tenro sorriso.
A tempestade nunca é eterna...
Se eu prosseguir...?
Se eu devo prosseguir?
Ora, essa é uma questão severa...
Eu vou continuar...
O mundo é grande, e há tanto para explorar.
Não temerei a borrasca.
Há dúvidas em minha cabeça, mas
Não penso nunca mais em tornar a baixá-la.
~Gabriel.
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