The Hiker

10 Miscelânea


Miscelânea

Eu acredito em poucas coisas que saem da sua boca...

Talvez o beijo mentiroso, talvez a frieza sensata.

Eu acredito um pouco menos nos detalhes...

De teus cabelos escuros e suas bochechas coradas,

Com covas profundas para me enterrar.

Vós despirdes quando bem entendes...

Deixando-me silente com as sinuosas curvas,

Do teu corpo.

Inebriado ao som de Veloso, a luz do sol,

Acolhe-te e seduz.

Enquanto o verde floresce,

Com as pétalas que tua juventude traduz.

Entre erros e acertos, eu perco nesse jogo...

Visceral tua sede por sangue quente, eis víbora.

Venenosa e serpenteando por entre os vãos de meu corpo.

Caio morto, ante o “S” que me deixa afoito.

Cobra de mim algo, um fôlego...

Um suspiro que só pode significar,

Que eu sigo as sinuosas curvas do teu corpo.

Pronta para dar o bote e me fazer de bobo;

Creio eu, meio incrédulo, que despeja seu veneno em dobro.

Abandonado entre lençóis não usados...

Eu me sinto sujo só por ter acreditado.

No teu flerte manjado.

Uma figura de mulher fora do romântico,

Do preâmbulo natural, do ideal de anjo.

Na verdade, a dor que tu trazes é real...

E nem Tim pode responder à pergunta que se faz,

Quando nos bares em que você se encontra,

Ressoa a célebre frase: “Ela partiu”.

Talvez meu coração...

Não achei que seria pego em tola devoção.

No jukebox, Rossi me canta uma canção...

Que diz algo sobre amor, cartas, despedidas e um garçom.

~Gabriel.