The Hidden Face
27 Lose You To Love Me
— Bom dia amigos finos e peludos. – Penelope estava em êxtase ao dizer aquelas palavras. – Nosso mais recente caso veio direto da Flórida. A equipe CSI precisa de nossa ajuda.
— Eles tem tentado pegar um assassino que retira os olhos de suas vítimas. – Emily disse. – Aparentemente ele foi solto depois de uma assistente do laboratório se envolver em um crime. Eles também perderam um dos seus CSI's em um acidente de carro.
— O método dele é bem especifico. – Spencer pegou o arquivo. – Ele tortura elas, retira os olhos com elas ainda vivas. E depois mata elas e joga seus corpos em um lugar abandonado.
— A vítima mais recente é a irmã de uma de suas vítimas recentes. – Rossi averiguou. – Pobre mulher.
— Voamos em trinta minutos. – Todos viram Hotch sorrir com a frase já conhecida. – E Penelope, você terá um segurança como todos os nossos familiares.
Departamento de investigação forense...
Miami, Flórida.
Calleigh Duquesne cruzou o novo prédio do CSI. Depois de tudo o que aconteceu, eles foram transferidos para um andar no departamento de investigação forense. As coisas de Eric estavam em sua casa.
Ela nunca conseguiu superar a morte de seu primeiro amor verdadeiro. Seus filhos adotivos eram um remédio e aos poucos ela estava se curando.
Esteban navarro havia atacado outra vez e ela se perguntava se essa equipe do FBI era mesmo a melhor. Ela pesquisou por alguma foto deles em seu computador.
Encontrando uma matéria, o coração de Calleigh começou a bater mais rápido. Era uma matéria sobre o casamento de Penelope e Luke. Ele se parecia muito com seu Eric, mas lembrou-se de uma teoria que lera sobre Doppelgangers alguns meses antes.
— Eles estão vindo. – Horátio viu a foto e congelou. – Eric?
— Agente Luke Alvez. – Calleigh viu o chefe suspirar. – Ele pode ser igual a Eric, mas porque ele falsificaria sua própria morte?
— Peça a Bentom checar o passado do senhor Alvez. – Horatio colocou os óculos e saiu para ter um encontro cara a cara com o homem.
Parado no aeroporto, ele viu o jato da equipe pousar e seu coração parou ao ver Luke descer do avião. Ele não sabia porque, mas ele era parecido demais.
— Tenente Caine? – Emily foi até ele. – Emily Hotchner. Esses são meus agentes, doutor Spencer Reid, Jeniffer Jareau, David Rossi, Matt Simmons, Tara Lewis, Aaron Hotchner e Luke Alvez.
— É um prazer. – Caine apertou a mão de Luke primeiro. – Desculpe, mas eu conheço você?
— Bem, nós nos conhecemos agora. – Luke teve uma sensação estranha. – Com licença, eu tenho que ligar para minha mulher.
Ele pegou o celular e discou o número conhecido.
— Sentindo falta minha? – Penelope percebeu o silencio. – Luke, você está aí?
— Oh, desculpe anjo, eu tenho muito na cabeça agora. – Luke deu um sorriso. – Como estão as princesas?
— Na creche. – Penelope suspirou. – Nunca pensei que a separação fosse difícil. Houve choro e as meninas vão ficar bem.
— Oh, pena que eu não vou estar aí para te aconchegar. – Luke sorriu. – Anjo, eu tenho que desligar, mas eu ligo mais tarde.
— Te amo. – Penelope disse.
— E eu também te amo, deusa. – Luke jogou um beijo pelo telefone e desligou.
Indo em direção a equipe, Luke viu Calleigh olhando para ele de longe. Ele não entendeu porque todos do CSI's davam a ele olhares questionadores. Até que uma foto na parede o fez congelar.
Ele percebeu que era igual a um dos agentes morto em serviço. Era por isso que todos olhavam para ele com surpresa.
— Eric? – Calleigh tentou. – Desculpe.
Luke se virou, mas não sentiu nada por aquela mulher. Ele até poderia ser parecido com o homem da foto, mas ele não era ele.
— Desculpe, mas eu te conheço? – Luke cruzou os braços. – Eu sou Luke Alvez, do FBI.
As esperanças de Calleigh foram destruídas quando o estranho não sabia quem ela era. Talvez, ele fosse quem estava dizendo.
— Temos mais um corpo. – Natalia entrou. – Com certeza é o Esteban.
— Já temos uma causa provável para pegar esse homem então. – Luke falou e à medida que ele dizia, todos do CSI chegaram para observar. – Quem vem comigo?
— Eu vou. – Horátio disse, sem hesitar. – Vai ser divertido.
Luke não entendeu o que o homem ruivo queria com ele. Entrando em um dos hummers com Horátio, Luke estava meio desconfiado.
— Eu vou ser sincero com você, agente Alvez. – Horátio suspirou. – Você me lembra alguém que eu perdi alguns anos atrás.
— Eu vi a foto dele. – Luke falou, deixando o homem ruivo chocado. – Eric Delko. Ele era bastante parecido comigo, mas eu garanto a você, eu não sou ele.
Horatio apenas assentiu, tentando finalmente aceitar que Eric se fora para sempre.
— Senta aí, seu babaca. – Matt empurrou Esteban na mesa. – Conhece seus direitos?
— Eu recuso todos eles. – Estaban olhou para Luke. – Eu pesquisei sobre você, aquela sua mulher deve ser um leão na cama.
Luke foi contido por Dave e levado para longe.
— Senhor Navarro, estou tendo problemas em entender porque você continuou matando depois de ir para cadeia e ser solto. – Matt mostrou algumas fotos. – O que tem os olhos que te fascinam?
— Nunca entenderia. – Esteban sorriu de um jeito estranho. – Se eu não estou enganado, as provas contra mim foram inutilizadas por causa da assistente de laboratório.
— Bom, eu tenho más notícias. – Emily colocou uma folha sobre a mesa. – Nossa analista recuperou seus registros telefônicos.
— Que droga é essa? – Esteban levantou contrariado. – Isso tem que ser ilegal.
— Não para ela. – Calleigh disse. – Ela ligou o senhor com todas as vítimas.
Esteban saltou da cadeira pegando a arma de um dos guardas. Ele apontou diretamente para Calleigh, mas antes que pudesse disparar, Luke deu um tiro bem no coração.
A arma de Esteban caiu no chão e houve uma enxurrada de oficiais entrando. Ryan e Nathalia chegaram com armas em punho para ver o que estava acontecendo e viram Esteban caído no chão, completamente morto.
— Senhorita Duquesne. – Luke pegou a arma dela devagar. – Você já pode largar a arma.
— Obrigado. – Ela largou a arma sobre a mesa e saiu correndo.
Ele lembrava Delko demais.
— Se não se importar, eu gostaria de visitar o tumulo do seu agente falecido. – Luke pediu a Horátio. – Quero levar algumas flores.
Ele assentiu e Luke o seguiu. Chegando ao tumulo de Delko, Luke pediu um momento a sós. Colocando um buque de rosas brancas ele suspirou.
— Sinto sua falta, mano. – Luke se levantou e saiu do cemitério, deixando o passado para trás.
Luke entrou no jato depois de se despedir de Calleigh e Horátio em direção a sua esposa.
Ele mal entrou na unidade e foi recebido com um abraço da mulher que mais amava em toda vida. Ele nunca contaria a ela sobre o irmão que perdeu, afinal, o passado deveria ficar para sempre enterrado.
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