The Hidden Face
28 The Sky Is The Limit.
Penelope ajeitou a saia e seus óculos de gatinho. Hoje ela iria apresentar um novo programa de computador para todos os diretores do FBI de todos os estados.
— Você vai se sair bem, querida. – Luke a beijou. – Enquanto estiver aqui, eu vou levar Anelise, Hellen e Elizabeth para o parque de diversão.
— Que inveja. – Penelope sorriu. – Eu tenho vontade de entrar em um buraco nesse instante.
— Recebam agora com muito prazer, Penelope Grace Alvez. – O analista oficial do evento anunciou.
— Boa sorte. – Luke a beijou e viu ela entrar no palco. – Estamos prontos para ir ao parque de diversão?
— Sim! – As três garotinhas gritaram excitadas.
— Bom dia a todos. – Penelope sorriu. – Meu nome é Penelope Grace Alvez e sou analista da unidade de analise comportamental do FBI. – Ela apertou um botão na bancada e usou um microfone sem fio. – Nos últimos anos, minha unidade foi responsável por colocar na cadeia e algumas vezes matar, alguns dos mais perigosos assassinos.
Mateo estava observando a apresentação e estava incrivelmente orgulhoso de Penelope e como ela exalava confiança.
— De Karl Arnold até George Foyet. – Penelope clicou e as fotos deles apareceram na tela. – Esse novo programa que eu desenvolvi com a autorização do FBI, busca encontrar esses lixos antes que matem de novo. A vítima final de Foyet, Haley Hotchner, era uma amiga muito querida.
Penelope clicou em seu tablet e uma tela apareceu.
— Vejamos um nome conhecido. – Penelope digitou o nome de Lisa. – No momento, a senhorita Douglas ocupa um tumulo no cemitério nacional de Washington depois de cortar os próprios pulsos.
Todos olharam para Penelope quando a lista de vítimas de Lisa apareceu e a foto dela estava entre as vítimas.
— Com esse programa, poderemos evitar que mais pessoas morram nas mãos de psicopatas como ela. – Penelope concluiu e recebeu aplausos de todos presentes.
Emily se sentou em sua nova cadeira. Ela precisou trocar assim que recebeu a notícia que estava esperando gêmeos. Rossi havia feito uma solicitação para trocar a água do FBI.
— Aparentemente todo mundo resolveu trabalhar um período extra. – Rossi havia comentado.
Ele e Krystall haviam se casado em uma cerimônia intima. Mas estavam incrivelmente felizes com o casamento.
— Como se sente, meu amor? – Hotch entrou com uma caixa de frutas. – Penelope me disse que é a melhor coisa para você nesse momento.
— Ela conhece bem esse momento. – Emily tinha orgulho de quem a amiga havia se tornado. – Recebi ligações de vários diretores que estiveram no discurso dela no encontro. Todos queriam saber como obter o programa dela e a elogiando.
— Ela vai longe. – Hotch ofereceu um morango. – Nossos filhos estão se mexendo muito?
— Ao que parece nosso filho vai ser jogador de futebol e a menina uma dançarina. – Emily revirou os olhos. – De Cancan. Ou uma bailarina.
JJ entrou no cercado com uma bolsa grande. Ela se sentou com um bufo grande e respirou fundo. Sua mãe estava sendo um pé no saco e ela precisou buscar algumas de suas lembranças antes que a casa fosse vendida.
— Está tudo bem, Jayje? – Penelope se sentou com a amiga. – Você parece chateada.
— Minha mãe quer vender a casa onde eu cresci. – JJ suspirou fundo. – Ela não gosta de ficar lá com as lembranças.
— E quanto ela está pedindo? – Penelope sentiu que precisava ajudar. – Eu adoraria saber.
— 100 Mil com a mobília. – JJ sabia que Penelope estava tramando algo bom. – Por quê?
— Curiosidade, meu anjo. – Pen deu um beijo em sua amiga e foi em direção a sala de seu pai.
— Pen, entre. – Dave entregou a filha um cheque. – Aqui, esse valor é o que você ganhou com a venda do seu programa anticrime.
— 100 Mil. – Penelope teve uma ideia. – Eu quero que você compre a antiga casa onde JJ cresceu.
— Por quê? – Dave sabia como a filha era gentil.
— A mãe dela está querendo se livrar de todas as memorias e bem, eu já tenho dinheiro suficiente para comprar o que eu preciso. – Penelope disse sincera. – E eu quero passar a casa para o nome de JJ, para que ela não precise se preocupar em perder o passado.
— Eu já disse que te amo? – Rossi a abraçou com carinho. – Vou ligar para o corretor agora.
Depois de uma hora, a melhor notícia de todas chegou para Penelope. Dave não havia usado o dinheiro dela e havia pago do próprio bolso. Ele também achou horrível o que a mãe de JJ fez e decidiu que a casa seria passada para o nome da agente.
Penelope saiu da sala de Dave, foi até JJ e a abraçou com todo o carinho. Ela não precisava dizer o que havia feito. JJ estava comovida com o que a amiga havia feito.
Reid entrou atrasado naquela manhã. Sua camisa estava ao contrário e o cabelo bagunçado.
— Desculpa o atraso. – Ele se jogou na cadeira. – Tive uma manhã boa.
— É, está dando para ver. – Hotch brincou. – Karina está outra vez querendo sexo?
— Você acharia que ter três filhos diminui a vontade de fazer sexo, mas só aumenta. – Reid começou. – Desde que ela foi liberada, eu posso contar dez lugares diferentes em que fizemos amor.
— Reid, quando Penelope estava grávida, eu a levei para ver um apartamento e a corretora teve uma emergência e nos deixou lá sozinhos. – Luke fez uma pausa. – A pobre família que comprou nem imagina que batizamos três dos quatro cômodos daquele lugar.
— Santo Deus. – JJ começou a rir. – Estamos na oitava série ou numa aula médica?
— E você Hotch? – Simmons olhou para o homem. – Quantos lugares você e Emily batizaram?
— 12. – Hotch viu todos de queixo caído. – Aparentemente a gravidez deixa as mulheres excitadas.
— Aqui ou fora daqui? – Tara perguntou.
— Ambos. – Hotch viu todos olharem para os assentos e qualquer espaço que dessem para transar. – A gente desligava as câmeras e fazia.
Karina entrou na BAU. Na pressa, Reid havia esquecido seu almoço e ela conseguiu ouvir o que o marido estava conversando com seus colegas
— Vocês sabem. — Reid nem notou Karina parada atrás dele, com uma expressão chocada . — Eu espero que Karina não saiba que eu contei, mas uma vez estávamos em um avião e, bem, nós entramos naquele banheiro minúsculo e fizemos por lá.
—E achei que você poderia guardar segredos, Spencer. — Karina viu Reid se virar. — Eu estou chateada com você.
Reid foi falar algo, mas sentiu um tapa no rosto. Ele deveria ter ficado quieto.
— Amor, vamos conversar. — Reid correu atrás da esposa. — Por favor.
— Acho que alguém vai dormir na casa do cachorro. — Hotch comentou e ganhou algumas risadas.
Reid voltou minutos depois com seu almoço e uma nova marca de batom no colarinho.
— Ela te perdoou? — Penelope perguntou.
— Sim. Reid suspirou. — Contanto que eu ficasse quieto. Mas não quer dizer que vamos deixar de transar por aqui.
— E não tem nada a ver com a água. — Emily chegou e se sentou.
— Agora sei porque temos gravidezes de gêmeos e trigêmeos em massa. – Dave recebeu uma mensagem. – Com licença. Oi, que bom ter me ligado.
— É sempre um prazer fazer negócios com você, Dave. – A corretora respondeu. – Aquela casa que você queria é sua. A dona ficou satisfeita com a compra e já transferiu para seu nome.
— Eu gostaria que você transferisse para Jeniffer Jareau. – Rossi podia ouvir a pergunta não dita. – Penny me pediu se poderíamos comprar para dar a JJ. É a casa que ela nasceu e tenho certeza que seria um belo presente.
— Dave, sua filha é um ser humano maravilhoso. – A corretora disse. – Será um prazer transferir para sua amiga.
Rossi recebeu um email com uma cópia das escrituras. Ele imprimiu e seria uma promessa para Penelope que ele conseguira cumprir. Uma das muitas.
A equipe resolveu sair para almoçar e Reid ainda estava meio calado. Ele mal falou durante o resto da manhã.
Logo depois o almoço as meninas se sentaram juntas na sala de Emily.
— Vocês acreditam que Luke gosta de posições complicadas? — Penelope viu todas a olharem. — Ele comprou um livro do Kama Sutra e inventou de fazer as posições.
— Hotch gosta de interpretar papéis. — Emily deu uma risada. — Na semana passada ele apareceu no quarto vestido com uma fralda, chicote e bota.
As meninas deram risadas. Elas nem podiam imaginar Hotch vestido daquele jeito.
— Reid gosta de falar fatos aleatórios na cama. — Karina abriu um saco de batatinhas. — Ele contou um fato sobre sexo depois dos sessenta e isso incrivelmente excitou ele.
— Depravado. — JJ brincou. — Will e eu temos uma gaveta secreta. Tipo 50 tons de cinza.
— Mas ele parece tão certinho. — Tara brincou. — É o que dizem, os mais certinhos são os mais depravados.
— Com certeza. — Penelope brincou. — Luke disse sobre o sexo na pia da cozinha da mãe dele?
Emily começou a rir.
— Achei que fosse só Hotch que não tivesse medo de ser pego. — Emily acariciou a barriga crescente. — Eis a prova.
As meninas passaram mais de duas horas falando sobre os lugares onde fizeram amor.
No final, elas decidiram que serem casadas era a melhor coisa e as aventuras eram maravilhosas para manter o fogo aceso.
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