The Heiress III ─ Nigra Lux
1 Prólogo
Notas iniciais
Aqui está a tão esperada continuação. Me deem oi e ganharão biscoitos!
E quem ama TH vai lá recomendar a primeira ou a segunda (de prefêrencia [as duas])! s2 #SemPressão#
(Quem não leu o Epílogo de TH2, nem ouse ler esse capítulo primeiro. HUNF!)
Boaaaaaaa leituraaaaaaaa!
─ Então, voltamos. ─ Harry disse o óbvio.
Olhei para o meu arredor, sem conseguir tirar o sorriso do rosto. Eram as mesmas paredes de pedra, a mesma aura de poder e antiguidade, a mesma Hogwarts. Minha casa!
Meu sorriso aumentou, e então suspirei e comecei girar olhando tudo. Mesmo que eu já soubesse de cor como era Hogwarts, era sempre bom relembrar que eu estava em Hogwarts. Eu era uma parte de Hogwarts!
─ Lar, doce lar! ─ Exclamei alegremente.
─ Você fala como se tivéssemos ficado um tempão longe... ─ Harry zombou.
─ E nós ficamos! ─ Arqueei uma sobrancelha em desafio. Tecnicamente não, mas...
─ Tecnicamente não. ─ Harry negou, demonstrando o quanto pensávamos parecido. Só que ele não sabia disso, é claro. Dei de ombros e ele continuou. ─ Estávamos em Hogwarts o tempo todo, só que em outra época.
─ Dá no mesmo. Eu estava com saudades mesmo assim, quer dizer...
─ Você estava com saudades do Matt. ─ Daphne interrompeu.
─ Não só dele! Dos outros também, principalmente de seu namorado que vai apanhar bastante, pode esperar... ─ Mostrei a língua e ela ficou vermelha.
─ Sean não é meu namorado! ─ Negou veemente.
─ É mesmo? ─ Fingi pensar seriamente por alguns segundos. ─ Ah, é mesmo! Você estava limpando a boca dele com a língua, né? ─ Dei um sorriso irônico e ela fez uma careta.
─ Eca, Lya! Nojenta! ─ Brigou e eu gargalhei.
─ Tsk. Vocês duas...! ─ Harry começou a rir junto comigo.
─ Idiotas! ─ Ela murmurou enquanto caminhávamos pelos corredores, mas eu podia ver um sorriso em seu rosto.
Sean, fofinho, onde você está? ─ Perguntei a meu irmão, mentalmente.
Encontre-nos na biblioteca, ou melhor, no quarto secreto da Rowena. Você sabe onde fica... ─ Ele deu as coordenadas e eu assenti.
Certo, já estamos indo. ─ Respondi.
─ Bom, o povo está esperando a gente na biblioteca. ─ Informei. ─ Ou melhor, na biblioteca pessoal da nossa cara Rowena. ─ Pisquei para Daphne. ─ Parece que você confia mesmo em Sean... Deu até a senha de seu quarto secreto. ─ Provoquei.
─ Vá defecar, Lya! Você sabe muito bem o porquê de ele ter a senha. ─ Ela retrucou e eu ri.
─ Sei, é claro. Vocês foram casados em suas vidas passadas. ─ Disse normalmente e ela revirou os olhos.
─ Enfim, aonde é isso? ─ Harry perguntou confuso.
─ A sala dela? A entrada é dentro da biblioteca, escondida atrás de uma prateleira de livros. ─ Respondi dando de ombros.
─ Quantos lugares escondidos têm em Hogwarts? ─ Harry se assustou.
─ Muitos, meu caro Harry. Muitos mesmo! ─ Sorri. ─ Mas até o final do sétimo ano a gente mostrará a maioria para vocês. Quem sabe poderemos até colocá-los no mapa... Com restrições, é claro.
─ Chegamos. ─ Daphne interrompeu minhas ideias, abrindo a porta da biblioteca. Entramos, sorrindo para Madame Pince, que nos olhou estranho e caminhamos biblioteca a dentro.
No corredor do fundo, na terceira prateleira a direita, Daphne pegou um livro azul de Herbologia 100 Maneiras de Replantar uma Mandrágora e Outras Dicas, por Buffall Zeblon, 105 D.C. e o abriu.
No meio tinha uma pequena chave de bronze, que parecia quase transparente. Apenas quando você fixasse os olhos nela é que realmente podia vê-la. Quem não soubesse que ali tinha uma chave, jamais conseguiria pegá-la.
Daphne encostou a chave em uns desenhos de flores na prateleira e encaixou-a na fechadura que estava escondida em uma rosa tribal bem elaborada na madeira. Como mágica, ─ Ó, que ironia! ─ a prateleira se afastou, desaparecendo em seguida, mostrando apenas uma porta de madeira escura.
─ Abra-te Sésamo! ─ Zoei enquanto Harry olhava tudo admirado.
─ Incrível! ─ Ele murmurou e Daphne sorriu orgulhosa.
─ Você não viu nem a metade! ─ Afirmei e então Daphne abriu a porta. Ali estava a grande biblioteca/escritório/quarto pessoal de Rowena Ravenclaw, vulgo, Daphne Greengrass.
O pessoal estava realmente nos esperando, sentados em volta de uma mesa redonda, no meio da grande biblioteca que estava lotada de prateleiras.
─ Todos os livros do mundo, todos mesmo, estão aqui. São cópias indestrutíveis! ─ Murmurei para Harry.
─ Mione não vai querer sair daqui. ─ Harry sussurrou de volta e eu dei uma risadinha.
─ Nada que um Imperius não resolva. ─ Brinquei e ele revirou os olhos.
─ Mas tem tantos livros! ─ Ele ainda estava impressionado.
─ É por isso que se chama biblioteca, Potter. ─ Draco alfinetou, levantando-se e vindo até nós.
─ Muito engraçado, Malfoy. ─ Harry retrucou, parecendo entediado. Até que os dois começaram a rir iguais duas hienas problemáticas.
Fui em direção a Sean e quando ele menos esperava, puxei sua orelha.
─ Ai, Lya! O que é isso? ─ Ele reclamou.
─ O que é isso? O que é isso, seu retardado? Você me manda através de um portal no tempo sem nem ao menos avisar e depois simplesmente pergunta O QUE É ISSO? ─ Briguei. ─ Foram seis meses no passado, Sean. S-E-I-S M-E-S-E-S!
─ Mas foi legal, Lya. Isso você não pode negar! ─ Ele deu de ombros como se minha raiva fosse vã.
─ Foi! Você sabe que foi! Mas, Sean... Você ao menos podia dizer sobre minha mãe. Que ela era noiva dele! ─ Respondi frustrada e ele riu.
─ É isso que te deixou assim? Isso não é nada demais, Lya! ─ Ele continuou rindo.
─ CLARO QUE NÃO! NÃO É SUA MÃE QUE JÁ DEU UNS PEGAS NO VOLDEMORT! ─ Gritei histericamente e todos me olharam. ─ Certo, certo. É uma longa história! ─ Disse, para evitar perguntas. ─ Contamos tudo o que rolou primeiro e depois vocês nos atualizam.
─ Beleza. ─ Ron respondeu.
Suspirando, sentei-me ao lado de Matt, que me deu um sorriso e abraçou-me de lado, e fiz um sinal para Harry começar. Eu não estava no clima para contar histórias. Não desta vez.
Notas finais
Aguardo vossos comentários.
Um beijo, amo vocês! s2
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