Notas iniciais
Minha internet é infernet, e as vezes Cerberus passa por cima dos fios e o sinal cai. Esse as vezes é quase sempre... '-' Alguém por favor me empreste uma net boa? Enfim, depois dessa demora do cão, voltei, de novo. Não posso prometer não demorar, porque infelizmente eu nunca sei quando a porcaria vai parar de pegar... Bem, uma personagem, Anyx, será mencionada nesse capítulo e eu quero deixar claro que ela não pertence a mim, e sim á incrível Hazz Slytherin. E agradeço a ela por deixar com que eu use a Anyx diwa... Quem sabe um dia ela não poste a fic dela! (torcendo aqui) Boa leitura, amores!

─ Primeiramente, isso parece aceitável. Mas, antes de eu aceitar, quero perguntar mais algo. Onde estão as garotas? ─ perguntei, preocupada.

─ Elas estão em cópias dessa sala falando com cópias minhas, fazendo acordos semelhantes ao nosso... ─ respondeu ele, sorrindo.

─ Como é que é? Você está fazendo um acordo com cada uma de nós? ─ questionei, chocado e irritada ─ E o que elas receberão em troca?

─ Acalme-se, o acordo será o mesmo para todas as três. Mas quem receberá o poder das fadas será a que dar a melhor resposta ─ explicou Tânatos, fazendo uma poltrona negra aparecer e sentando-se nela.

─ E quem deu a melhor resposta? ─ perguntei.

─ Como você é curiosa... ─ disse ele franzindo o cenho ─ Até agora, apenas Thaal.

─ Você quer dizer, Hermione, certo? E porque nos chama por esses nomes? E desculpe-me por fazer perguntas, mas você é muito vago em suas respostas!

─ Sim, Hermione, Thaal, tanto faz... ─ ele disse, dando de ombros ─ E chamo vocês assim porque eu gosto do idioma mágico das fadas. Confesse, são bem legais os nomes! ─ ele sorriu.

─ Talvez ─ respondi ─ E sobre o acordo, eu aceito. Mas nem precisarei te entregar as relíquias... ─ sorri e ele pareceu confuso.

─ É claro que precisa... ─ ele começou, se irritando.

─ Não preciso não, são minhas mesmo. Você que disse isso, fofinho! ─ falei e ele me olhou atordoado. E então sua expressão mudou, ele parecia assustado.

─ Lindsay? ─ ele perguntou lentamente.

─ Em carne, osso, alma e algumas memórias... Mas, apesar de que eu não lembro o que passou no submundo, pode perguntar a Sean que ele confirmará minha identidade... ─ respondi e Tânatos me fitou pensativo.

─ Sabe, se você for realmente a minha irmã, você saberá onde todas as relíquias estão... ─ ele disse, me desafiando.

─ Eu sei onde elas estão. A capa está com meu irmão Harry e a varinha está com Dumbledore, mas planejo obtê-la em breve. Já pedra, está guardada em uma cabana velha e amaldiçoada. ─ falei e ele sorriu.

─ Certo, estou quase acreditando ─ ele comentou.

─ Não ligo se você acredita ou não, já aceitei o acordo de encontrar as relíquias, mesmo que elas sejam minhas. O que mais você quer, ó caro irmão? ─ questionei irritada e ele riu.

─ Anyx estava certa, então... Eu sempre soube que você era Lindsay... ─ disse ele, sorrindo.

─ Como é que é? ─ berrei irritada. Como assim ele já sabia? Então porque ele estava me enrolando? E quem era Anyx? De alguma forma eu sabia que ela era importante para mim, apesar de não me lembrar dela...

─ Só queria saber se você se lembrava de ser ela... Suas memórias do submundo estão guardadas, mas eu não faço a menor ideia de onde ela está... ─ contou ele, não ligando pra minha raiva.

─ Você estava brincando comigo? E o que estou fazendo aqui? Como assim minhas memórias estão guardadas? ─ questionei, tentando me acalmar. Parece que todo mundo gosta de tirar uma com a minha cara... Fala sério!

─ É tão fácil te irritar... ─ ele sorriu ─ Você está aqui porque as fadas estavam sofrendo na mão de um elfo maligno que se autodenominou o Grande Lorde da Escuridão. Eu já cuidei dele e aproveitei a deixa para falar com você e suas amigas. As fadas pensarão que vocês três derrotaram ele e então uma de vocês, como eu já disse, ganhará o poder das fadas ─ contou ele e eu assenti, compreendendo. Eu preferi ignorar o fato de que ele estava se divertindo as minhas custas, afinal, eu iria me vingar. Não sei como, mas eu ia. ─ Agora, acho melhor você ir... Até logo, Lya. ─ despediu-se ele e então eu não estava mais na sala escura.

Eu estava na frente do espelho das fadas, ao lado de Gina e Hermione. Filho de uma...! Como ele ousa! Nem perguntei tudo a ele... O que ele quis dizer? Como minhas memórias poderiam estar guardadas? Onde estaria? Como eu acharia? Droga de deus irritante que não responde minhas perguntas...

─ O que vai acontecer agora? ─ questionou Gina, me olhando. Pisquei os olhos, confusa, saindo de meus pensamentos, e olhei ao meu redor.

─ Não sei ─ dei de ombros, encarando o espelho.

Como assim uma de nós ganharia o poder das fadas? O que seria esse poder? E quem de nós ganharia? Não era uma competição, obviamente. Eu não ligava para esse tal poder das fadas, eu apenas queria minhas memórias agora. Queria lembrar-se do que aconteceu quando eu morri. Godric estava comigo? O que eu fiz no submundo? Como virei Lady Reaper? Como conheci Tânatos? Eram tantas perguntas, mas, como sempre, eu não tinha as respostas.

─ Lya! ─ chamou Mione, apressada, me cutucando. Pisquei os olhos e percebi que o espelho estava brilhando. Não tivemos tempo para dizer mais nada, pois fomos sugadas pelo espelho.

─ Fala sério, porque sempre acontece isso? Vem uma luz, me leva pra outro lugar e eu caio de bunda no chão, ou pior, de cara no chão! ─ reclamei quando caímos em uma sala oval e brilhante.

Sim, a sala era realmente oval. E pequena. Era como se estivéssemos dentro de um ovo gigante, sem portas nem janelas, porem iluminado, brilhante e com desenhos estranhos feitos com ouro puro nas ‘paredes’.

─ Isso parece runas élficas ─ comentou Mione. Eu não estava surpresa em saber que ela reconhecia aquilo.

─ Porque estamos aqui? ─ questionou Gina.

─ Boa pergunta ─ suspirei ─, mas acho que é pra receber o tal poder das fadas.

─ O que é isso? ─ disse Mione, de repente, olhando uma mesa estranha aparecendo do nada. A mesa flutuava no ar, e sobre ela havia três taças douradas, idênticas.

─ Legal! ─ exclamei com um sorriso enorme e exagerado ─ Beberemos isso e então nós três iremos para o país das maravilhas! ─ terminei sarcástica e Gina riu.

─ Você é sempre assim? ─ perguntou ela e eu dei de ombros, sorrindo.

─ Às vezes... Não, só nesses momentos... ─ falei pensativa.

─ Mentira, ela é sempre assim mesmo ─ contou Mione revirando os olhos e eu mostrei a língua para ela.

─ Fofoqueira ─ murmurei ─ Agora o que Gina vai pensar de mim? ─ dramatizei.

─ Que você é completamente louca ─ Gina disse e eu gargalhei.

─ Acho que todo mundo pensa isso de mim... ─ falei, voltando a olhar a mesa flutuante. Dessa vez as taças também flutuavam ─ Gente, olhem ─ apontei.

As taças vinham em nossa direção. Uma para cada de nós. Peguei na taça que flutuou a minha frente e olhei dentro. Era um liquido claro, com tons de azul e rosa, que não se misturavam.

─ Será que temos que beber? E se for veneno? ─ perguntei.

─ Não dê uma de Alice e beba, não temos nada a perder mesmo ─ disse Mione, bebendo o liquido de sua taça. Dei de ombros e bebi o meu, vendo Gina fazer o mesmo.

E então, eu apaguei. E quando eu acordei, foi porque alguém jogou um travesseiro na minha cara.

─ MAS QUE DROGA...? ─ gritei, piscando os olhos, confusa e irritada. Era Gina que havia jogado o travesseiro. Espera... Travesseiro? ─ Voltamos! ─ exclamei feliz.

─ Sim, sim, voltamos... Mas, Lya, olhe para Hermione! ─ exclamou a ruiva, apressada. Franzi a testa, olhando para Hermione e arregalei os olhos em extremo choque.

─ O que foi agora, droga? Porque estão me olhando assim? Primeiro a Gina, depois você... ALGUÉM ME RESPONDE? ─ Mione estava apavorada. Quase gritando. Mas se ela soubesse...

─ Mione, bem... ─ hesitei, mas respirei fundo, procurando coragem ─ Você tem asas ─ soltei.

Sim, parecia que foi Mione a ganhadora do poder das fadas. Quer dizer, as asas rosadas, brilhantes e transparentes em suas costas mostrava exatamente isso. Hermione Granger virou fada, ou quase isso.

Quando ela olhou para trás, hesitante, parecendo estar assustada ─ o que obviamente ela estava! ─ e com medo de ver as asas que dissemos ter em suas costas, ela não gritou. Mas quis gritar. O choque foi maior, e o grito ficou preso em sua garganta. E então ela apenas, suspirou e sentou-se na cama. E riu, riu muito. Gargalhou.

─ Droga, Lya. Sua macumba pegou em mim... Essas coisas só acontecem com você ou com o Harry... ─ disse ela, entre risos, enquanto eu e Gina a encarava sem saber o que dizer.

─ Bem, nada como voltar de uma aventura, não? ─ comentei sorrindo estranhamente. Oi? Minha amiga tava com asinhas batendo...

─ Como vamos esconder essa coisa? ─ questionou, quando voltou a si, apavorando-se.

─ Mione, tem males que vem para o bem! ─ filosofei ─ Vai que acontece alguma coisa e só você poderá ajudar com suas asinhas, digo, com seu poder de fada...

─ Acha que ganhei o poder das fadas? ─ ela questionou e eu olhei incrédula para ela.

─ Ahn, Mione, sabe, asinhas te lembra de alguma coisa? ─ Gina perguntou lentamente e ela assentiu, como se ela fosse uma idiota.

─ Droga, eu sou tão... ─ ela começou, sem saber como terminar.

─ Fada...? ─ sugeri e ela me deu um olhar mortal.

─ RÁ! Achei! ─ exclamou Gina, revirando seu antigo baú, pegando um livro de contos de fadas.

─ No que isso vai ajudar? ─ Mione perguntou cética.

─ Aqui diz que uma fada, ao se disfarçar de humana, esconde suas asas. Deixe-me achar a página... ─ Gina comenta, animada, folheando o pequeno livro ─ Achei! Olhe... “... e a pequena fada cintilante rodopiou ao redor de si mesma três vezes e ao dizer lasas salasas suas asas brilhantes desapareceram, mas quem fosse atento veria duas pequenas luzinhas flutuando ao seu redor, que era a magia de suas asas que voltariam quando ela proferisse as mesmas palavras que as fizeram sumir...” ─ leu Gina.

─ Isso é... RIDICULO! ─ proferiu Mione, irritada.

─ Pelo menos tente, quem sabe não funciona? Muitos contos mágicos tem seu fundo de verdade, sabia? ─ falei.

─ Tudo bem ─ ela suspirou, nada convencida. Eu também não estava, mas fazer o que.

Ela rodopiou três vezes e... Nada. Dei de ombros.

─ Tá, né... ─ murmurei ─ Faz o seguinte, fecha os olhos ─ pedi pensativa.

─ Pra que? ─ Mione questionou.

─ Mione, estamos tentando ajudar ─ disse Gina, revirando os olhos. Mione bufou, mas fechou os olhos.

─ Agora se concentre como se fosse fazer um feitiço e sinta suas asas desaparecendo ─ falei calma e lentamente.

E ela assim fez, respirando fundo e suas asas brilhantes foram lentamente desaparecendo.

─ Aê! ─ comemorou Gina, sorridente. Mione abriu os olhos e tentou olhar para suas costas.

─ Ufa, agora sou normal ─ ela suspirou relaxada.

Não aguentei e comecei a gargalhar. Pobre iludida! Quando é que somos normais?

Notas finais
E aí, gostaram? Comentem, pois, como sempre digo, a opinião de vocês é muito importante para mim! Em um ou dois capítulos, eles já vão para o Beco e o segundo ano voltará com tudo... Até breve (espero), beijos! *-*