The Heart Never Lies
14 Capítulo 11
Notas iniciais
engim,espero que curtam o capitulo. hehehehehehe.
beijinhosss *-*
POV Shyned
Eu estava sendo esmagada pro um abraço do meu tio. Ah, que saudade do abraço dele, Rebeca estava à alguns metros de nós olhando alguma coisa. Vi que ela desistiu de tentar olhar e se aproximou, então como boa menina que eu sou, fiz as apresentações.
— Tio, essa é minha amiga Berréca. Berréca, esse é meu tio Junior, mas todo mundo chama ele de Juninho. -
— Berréca ?? – perguntou ele.
— Ah, esqueci. Esse é um apelido que só eu uso. O nome dela é Rebeca. – respondi, batendo com a palma da mão na testa. Acho que meu tio pensou “Shyned, Berréca, qual outro nome estranho vai ser inventado?”
— Prazer Rebeca. Seja bem vinda, e espero que goste. Aliás, falando em gostar, tenho uma surpresa pra vocês. – falou ele fazendo minha curiosidade dar uma volta ao mundo.
- Ai tio, fala, fala. Por favor, fala. Qual é a surpresa?? Diz, por favor. Eu quero saber. Anda, fala. – implorei.
— Shy, calma. Talvez se você parar de pular e ficar quieta por alguns minutos, quem sabe seu tio consegue dizer alguma coisa?? Eu também to curiosa tá? – falou Rebeca, tentando me fazer ficar quieta. Só tentando, porque eu estava disposta a encher o saco do meu tio, até ele contar – Será que você poderia contar, por favor? — continuou na maior calma do mundo. Mas eu sabia que por dentro ela estava assim: ” meu Deus tio da Shyned, fala logo, fala, fala, falaaaaa!”
— Tá, eu falo. Mas a Shyned tem que ficar quieta – falou meu tio, olhando pra mim.
— Tá, tá. Eu fico quieta. – emburrei.
— Bom, acho que vocês vão gostar. Quer dizer, tenho certeza que irão gostar. — Berréca o encarou. – Tá, eu comprei dois ingressos pro show do McFly em Londres, no final de semana. – completou parando ao lado do carro no estacionamento.
Rebeca e eu nos olhamos, depois olhamos para o meu tio, nos olhamos de novo, e novamente para o meu tio, depois começamos a comemorar pulando igual macaco e gritamos, e nos abraçamos, e eu quase rachei de tanto chorar. Depois de comemorar, olhei para o meu tio que estava encostado no carro, se fingindo de entediado. Pulei no meu tio, agradecendo ele, e quase beijando seu pé. Mentira, mas eu agradeci bastante.
- Não tem de quê Shyned. Lembra que você me disse que queria ir num show deles? Então, eu lembrei, e comprei um pra sua amiga também, porque de acordo com você, vocês duas AMAM McFly. To certo? –
- É tio, você tá. Agora vamos logo, porque eu e a Berréca ainda temos que ir no shopping pra comprar roupa nova pro show. – falei abrindo a porta do motorista, e empurrando meu tio por ela – Vem Berréca. – empurrei ela também. Ai, como eu to bandida.
Quando chegamos, eu quase cai de costas. A casa não era enorme, mas também não era um barraco, e quando eu entrei, quase morri, e vi Rebeca se maravilhar com a imagem. Não era uma decoração super moderna e tals, mas era linda e era a casa do meu tio, meu tio que sempre deixava os chinelos jogados pela casa da minha vó, e eu sempre escondia eles; meu tio que me chamava de saranduva, não sei de onde ele tirou esse apelido, mas eu gostava quando me chamava assim; meu tio que derretia o coração de todas as minhas amigas; meu tio que me ensinou a andar de skate, mas que eu peguei trauma porque machuquei meu pé.... enfim, meu tio que antes zoava, agora tinha uma casa na Irlanda, e era totalmente independente. Ai, como meu tio é bandido gente!
- Fiquem à vontade, a casa agora é de vocês. Os quartos ficam no final do corredor. Tem três quartos, um do lado direito e dois do lado esquerdo. Vocês vão ficar com os quartos da esquerda. Tem banheiro e closet em cada quarto. Bom, tem mais algumas coisas, mas depois vocês descobrem. Se vocês me derem licença, vou tomar um banho, façam isso também, e descansem. – eu ia interromper, mas meu tio foi mais rápido. – E não, nada de shopping hoje. Shy, ainda é terça feira. Amanhã eu levo vocês duas no shopping, e podem fazer quantas compras quiserem. Mas hoje não.
Tudo bem né?? Eu concordei mesmo contra minha vontade. Na verdade, a minha real vontade nem era fazer compras, era sair virando estrela pelas ruas, e falando “NOSSA,COMO EU TO BANDIDA HOJE!”, mas infelizmente não ia dar para eu fazer isso hoje, o que não significa que não vou fazer amanhã, quando nós estivermos no shopping, que seja.
- Berréca, já que a gente não vai sair, – olhei para o corredor, onde meu tio estava andando. – Vamos tomar um banho, e depois comer alguma coisa, que eu to quase morta de fome, e depois vamos ver se tem alguma coisa pra fazer por aqui. –
- Tá, eu não queria mesmo sair. Me lembre de agradecer ao seu tio por te impedir de sair. – falou ela saindo correndo logo em seguida, se trancando no primeiro quarto.
- Hey, o que você quer dizer com isso? – falei fazendo carinho na porta do lado de fora do quarto. – Tá me dizendo que eu obrigo as pessoas a fazer o que não querem? –
- Em momento nenhum eu disse isso.- ouvi ela rindo. – Mas eu não posso fazer nada se você se ofendeu. -
- Caralho, sua filha da puta. Eu vou te matar. – sai pisando duro, e ficando surpresa pela quantidade de palavrões que eu consegui por em uma única frase.
Entrei no quarto e fui direto tomar um banho, estava precisando. Fora da casa do meu tio, tava um frio de rachar mamona, mas dentro tava bem quentinho. Terminei de tomar banho e vesti qualquer coisa,amarrei o cabelo de qualquer jeito,e desci as escadas em direção a cozinha. Passei direto por Rebeca,sim,estou de relações cortadas com ela; e fui ver o que meu tio estava fazendo.
- O que você tá fazendo? – perguntei
- Uns sanduíches pra gente. – respondeu.
- Hum... – respondi me sentando ao lado de Rebeca, e fingindo que não tinha ninguém ali.
- Shy... – chamou ela e eu nem liguei. – Shy... Shy olha pra mim. – relutei um pouco, mas olhei. Fazer o que? Ela é minha amiga, e eu não consigo ficar brava com as pessoas por muito tempo, no maximo uns 30 minutos.
- Desculpe pelo que disse. Estava brincando com você. Adoraria ir ao shopping, mas hoje não dava, eu to super cansada da viagem. Mas amanhã a gente vai, e eu prometo que compro alguma coisa pra você tá? Ah, e a gente compra um monte de coisa também ok?! Mas não fica assim não. Eu juro que não fiz por mal. – se desculpou.
Dei um meio sorriso e respondi:
- Tudo bem, foi uma atitude infantil da minha parte. Eu também to cansada. –
- Então tá tudo bem? – assenti. – Ok. Melhor assim. Minha consciência tava começando a pesar sabia?! – eu ri, e meu tio colocou os monster-sanduiches na nossa frente.
- Podem comer. Ah, espera aí, vou pegar o suco. –falou pegando o suco, que eu acho que era de morango, e colocando-o também na nossa frente. Ai, to sentindo que eu vou engordar uns 30 quilos, vou rolando pro show do McFly.
Comemos e depois ficamos conversando. Meu tio contou para ela que ele veio para Dublin com 19 anos, e que não sabia nem falar Hi sem gaguejar, contou também que ele tem 25 anos, e mais uma tonelada de coisas. Depois de horas de conversa, fomos jogar Guitar Hero. Rebeca e eu sempre jogávamos em casa, porque ela não tinha as guitarras.
O jogo ficou em um empate, mas na minha cabeça eu tinha ganhado porque eu tenho dom. Quando olhei para o relógio, quase enfartei. Já passara da meia noite!
- Nossa, sério que ficamos jogando por umas... cinco horas? – falou Rebeca.
- Sério que nós ficamos jogando por umas cinco horas. – respondeu meu tio.
- Então a gente vai dormir, porque nós temos que descansar pra estarmos perfeitas amanhã. – falei, mas só depois percebi o que eu tinha falado. Perfeitas? Eu nunca falo essa palavra, acho que é o fuso horário.
Meu tio me olhou confuso, e Rebeca fez o mesmo. Nossa, virei bicho de 7 cabeças agora é?
- Como assim ‘perfeitas’? – perguntou ela.
- É, a gente vai no shopping a amanhã e vamos ficar o dia inteiro fazendo compras, então não podemos nos cansar tão cedo, e convenhamos que olheiras não é muito legal. — Convenhamos? Nossa como eu to culta e metida hoje.
Rebeca me olhou mais assustada ainda, e confesso que eu também estava me assustando. Eu não sou de ligar para esse tipo de coisa, eu prefiro me divertir.
- Quem é você e o que fez com a minha amiga? É melhor falar logo, senão eu vou ter que apelar. – perguntou Rebeca ainda assustada...
Eu ri e tentei me explicar:
- Não aconteceu nada, ok? Será que dá pra gente ir dormir? – perguntei novamente, enquanto me virava e ia para o quarto – Boa noite. – falei, e meio que bati a porta, mas foi sem querer. É que a porta escapou da minha mão.
Sentei na cama, e comecei a mexer no meu notebook. De tanto fuçar, achei um email que eu mandei para o meu tio, antes de vir morar com ele. Li o email e ri de mim mesma, é muita idiotice pra uma pessoa do meu tamanho. Desliguei tudo direitinho e me deitei, dormindo logo em seguida. O dia de amanhã ia ser corrido.
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