The Heart Never Lies
15 Capítulo 12
Notas iniciais
POV Rebeca
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Let's party
Woahhhhhhhh woahhhhhhh
The clock hit 12, she entered the room
But if looks could kill then we all would be doomed
After just one kiss you're not able to move
From her venomous lips and the poison perfume yeah
Vamos fazer festa
Woahhhhhhhh woahhhhhhh
O relógio marca meia noite, ela entrou no lugar
Mas se olhar matasse estaríamos todos condenados
Depois de um beijo você não consegue se livrar
Dos lábios peçonhentos e do perfume venenoso
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Droga. Que barulheira é essa?
Abri os olhos, mas logo os fechei. A claridade do quarto tava me incomodando, e desisti. A música ainda continuava e já estava me irritando. Eu amava aquela música, mas poxa, queria dormir, e a merda desse celular toca?
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She started swaying so sexy
And looking at me
And it got me caught in a mind control
This place is prison
I'm chained up
I give up and
I'm at her mercy
She wouldn't let me go
Ela começou a rebolar muito sexy
E me olhando
Ela conseguiu me controlar pela mente
Este lugar é uma prisão
Eu estou acorrentado
Eu desisto
Estou à sua piedade
Ela não quer me soltar
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Enfiei as mãos embaixo do travesseiro e não encontrei o celular. Eu sempre deixava embaixo do travesseiro, porque ele não estava aqui? Abri os olhos assustada. A claridade incomodou, mas meus olhos logo se acostumou com a luz forte do sol que entrava pela janela.
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She said she likes to dance all by herself cos
She's a party girl
She don't care for nobody else
She's in her own world
I love this little party girl
I love this little party girl
She's such a little party girl
I, I gotta leave this room, it's starting to spin
But there's no escape from this mess that I'm in
She can't resist the temptation to sin
So pull your collar up before she sinks her teeth in,
yeah
Ela disse que gosta de dançar sozinha porque
Ela é uma garota baladeira
Ela não liga para mais ninguém
Ela está em seu próprio mundinho
Eu amo essa garotinha baladeira
Eu amo essa garotinha baladeira
Ela é tão garotinha tão baladeira
Eu... Eu tenho que sair daqui, está começando a girar
Mas não há escapatória dessa confusão em que estou
Ela não consegue resistir à tentação do pecado
Então, puxe a gola pra cima antes que ela crave os dentes, yeah
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Lembrei que não estava em casa, e sim na Irlanda. Ainda penso que estou sonhando, mas logo esse pensamento vai embora. A música continuava e me levantei, seguindo na direção do som, que vinha da minha mala, no canto do quarto.
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She started swaying so sexy
And looking at me
And it got me caught in a mind control
This place is prison
I'm chained up
I give up and
I'm at her mercy
She wouldn't let me go
She said she likes to dance all by herself cos
She's a party girl
She don't care for nobody else
She's in her own world
I love this little party girl
I love this little party girl
She's such a little party girl
I love this little party girl, yeahhhhh
Ela começou a rebolar muito sexy
E me olhando
Ela conseguiu me controlar pela mente
Este lugar é uma prisão
Eu estou acorrentado
Eu desisto
Estou à sua piedade
Ela não quer me soltar
Ela disse que gosta de dançar sozinha porque
Ela é uma garota baladeira
Ela não liga para mais ninguém
Ela está em seu próprio mundinho
Eu amo essa garotinha baladeira
Eu amo essa garotinha baladeira
Ela é tão garotinha tão baladeira
Eu amo essa garotinha baladeira, yeahhhhh
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Abri a mala encontrando o celular ali, vibrando e tocando aquela música.
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She said she likes to dance all by herself cos
She's a party girl
She don't care for nobody else
She's in her own world
I love this little party girl
She said she likes to dance all by herself cos
She's a party girl
I love this little party girl
She said she likes to dance all by herself cos
She's a party girl
She's such a little party girl
Ela disse que gosta de dançar sozinha porque
Ela é uma garota baladeira
Ela não liga para mais ninguém
Ela está em seu próprio mundinho
Eu amo essa garotinha baladeira
Ela disse que gosta de dançar sozinha porque
Ela é uma garota baladeira
Eu amo essa garotinha baladeira
Ela disse que gosta de dançar sozinha porque
Ela é uma garota baladeira
Ela é uma garotinha tão baladeira
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Peguei o celular, desligando o despertador, e vendo que o celular marcava 06:15. Mas peraí, se eu to na Irlanda, e não no Brasil, então aqui seria por volta das 08:15. Caramba, até que dormi bastante.
O que eu to falando? Se não fosse a porra desse celular despertar, eu ainda estaria dormindo.
Fechei a mala com o celular nas mãos, e levantei do chão, jogando o aparelho em cima da cama. Fiz minha higiene pessoal e voltei ao quarto a procura de uma roupa. Peguei um short curto – o primeiro que eu encontrei – e uma camiseta qualquer de mangas compridas.
Saí do quarto e fui pra cozinha procurar algo pra comer. Tava morrendo de fome. Quando cheguei na cozinha, encontrei a Shyned já sentada em um banquinho esperando seu tio terminar de preparar o café da manhã.
– Bom dia gente. -
Sorri quando a Shyned deu um pulo. Ela estava tão distraída que nem tinha me notado.
– Nossa menina. Não precisa me assustar assim sabia? Quase tenho um infarto aqui. -
– Ah Shy, não exagere vai. Você tava distraída com o que? – perguntei me sentando ao seu lado.
– No show. – respondeu suspirando.
– Que show? – do que ela tava falando?
Ela virou seu rosto na minha direção com uma expressão de que não estava acreditando no que tinha acabado de ouvir.
– Que show? – perguntou, e senti que tinha esquecido alguma coisa importante, porque ela me olhava como se quisesse me matar. – Como assim que show? Não me diga que você esqueceu. -
– Esqueci do que? — perguntei sem entender nada.
Juninho nos olhava curioso, até que olhei em sua direção e vi sua boca se mexer, e lembrei o que nunca deveria ter esquecido.
– Ai meu Deus! Que droga Shyned! Como eu pude esquecer? – perguntei, dessa vez me recriminando por ter esquecido do show. Esse é O show, e eu esqueci. Aaah, me joguem da ponte de bungee-jumpee vai.
– Interessante! – Shy disse colocando os dedos no queixo como se estivesse pensando, e virou o rosto na minha direção. – Era isso que eu tava querendo saber. –
Merda.
– Desculpa. Nem sei o que me deu. Agora que você me lembrou, a gente precisa... OMG! – gritei a ultima parte levantando de onde estava e colocando as mãos na cabeça.
Juninho virou-se assustado e Shyned me olhou da mesma maneira.
– O que deu em você hein sua louca? – Shyned perguntou.
– Deu que acabei de lembrar que a gente precisa comprar roupa nova pro show. Eu tenho que comprar uma roupa nova pra esse show. Como eu vou invadir o camarim deles com uma roupinha qualquer? Como eu vou conhecer eles com uma roupinha qualquer? -
– Rebeca, pára de falar. Por favor. – Shy disse.
Juninho olhou de mim pra Shyned, e da Shyned pra mim.
– Que história é essa de invadir o camarim deles? – perguntou Juninho desconfiado.
Eu e Shyned nos entreolhamos, e Juninho continuou.
– Tem alguma coisa que vocês não me contaram, e eu quero saber. Agora. – mandou.
Falei demais. Não era pra ele saber. Não agora. Contei pra Shyned do sonho que eu tive, em que nós duas invadíamos o camarim do McFly, e ela ficou maluquinha com isso. Disse que nós iríamos fazer esse sonho acontecer. Não contrariei, e combinamos que o tio dela não saberia de nada. Isso tudo no avião pra cá.
– Será que dá pra vocês duas falarem logo? Minha paciência tá acabando. –
– Não é nada. – respondemos juntas.
– Como nada? Eu ouvi direitinho. O que vocês estão pensando em fazer? – perguntou novamente.
Nos entreolhamos novamente e só Shyned falou.
– Não é nada tio. Sério. Foi só um sonho que a Berréca teve, que ela ainda deve tá tendo, mas não é nada sério. -
Ele não pareceu convencido, mas deixou quieto. Virou-se ficando de costas pra gente e a Shyned mandou eu calar a boca. Juninho tinha feito panquecas com suco de laranja.
Quando terminamos, eu e Shy fomos nos arrumar pra ir fazer compras, afinal hoje já era quinta, e o show no sábado, e também, tínhamos prometido pra Shy que iríamos no shopping. Juninho era chefe de cozinha, então ele só ia trabalhar por volta das cinco da tarde.
Peguei uma calça jeans de lavagem escura, uma blusinha preta, sobretudo azul claro, bota rasteira preta e uma bolsa preta. Saí do quarto verificando se meu celular e minha carteira, com os cartões estavam dentro da bolsa.
Fui andando na direção da sala, e trombei com alguém, que estava no caminho para a porta. Levantei meu rosto e vi que era o tio da Shyned.
– Oi. – disse olhando-o brevemente e voltando a mexer na bolsa.
Vendo que não tinha esquecido nada, voltei a olhá-lo, e ficamos conversando até a Shyned aparecer e sairmos pro shopping.
Shyned tinha pegado um de seus recentes CD’s do McFly, e colocou no som do carro. Nós duas fomos cantando o caminho todo, e o Juninho parecia entediado, e querendo fugir dali. Nem sei porque. Eu e a Shy, até que não cantávamos tão mal, pelo contrario. Não éramos profissionais, mas dava pro gasto né.
Cantamos várias músicas como Lies, POV, Corrupted e Going Through The Motions, mas essas foram só algumas. O shopping ficava um pouco longe da casa do Juninho então, ouvimos bastante músicas.
Chegamos ao nosso destino, e quando Juninho parou o carro em uma vaga que eu nem me dei ao trabalho de saber qual era, pulei do carro juntamente com a Shyned, demos os braços, e saímos andando em direção a porta principal. Juninho estava bem atrás de nós, e não parecia tão animado.
– Hey, — chamei olhando para trás. – o que ta acontecendo? Não aguenta uma simples sessão de compras? – perguntei.
– Simples? Desde quando uma sessão de compras é simples? – disse levantando as mãos para o ar, e apressando o passo para ficar ao lado da Shy,
– É claro que é simples. Nós só vamos comprar uma roupa pro show, só isso. – Shyned respondeu.
– Isso é o que vocês chamam de simples? – perguntou Juninho segurando a porta pra nós duas passarmos.
– Claro, e nem sei porque você ta reclamando tio. Vai ser rápido, não se preocupe. – Shy respondeu sorrindo.
O shopping era enorme, e logo que entrei, parei olhando aquilo tudo maravilhada. Como era final de ano, perto do Natal, tinha muitas luzes coloridas para todos os lados, deixando o lugar com um ar de felicidade só de ver aquelas luzes piscando.
Shyned estava como eu. Parecíamos duas crianças que nunca tinham visto tanta luz na vida, e eu era capaz de dizer que isso poderia ser verdade. Senti uma mão gelada agarrar meu braço e começar a andar puxando-me junto. Vi que a tal pessoa dona da mão gelada em meu braço tinha feito o mesmo com a Shy, reclamando baixinho. Não ouvi muito bem, mas entendi algo como ‘eu aqui querendo sair desse lugar, e essas garotas olhando as luzes.’
Pedi que Juninho soltasse meu braço e Shyned e eu saímos na frente olhando as vitrines. Em um momento, me distrai com uns looks em uma vitrine que tinha um aglomerado de pessoas do lado oposto ao meu e Shyned saiu andando. Não tinha percebido, mas quando notei, não dei muita importância. Qualquer coisa mandava uma mensagem de texto pra ela.
Decidi entrar na loja e tinha uns caras de terno preto, gravata preta e camisa branca parados na porta. Deviam ser os seguranças do shopping, mas o que eles estavam fazendo ali? Quer dizer, tinha umas garotas tentando ver algo dentro da loja, e eles estavam observando-as, mas pra que exatamente?
Não dei importância a isso, e os seguranças me deram passagem. Adentrei a loja e uma vendedora veio na minha direção, sorrindo como uma vadia. Retribui com o meu melhor sorriso, e pedi o que queria. Peguei as roupas e ela me indicou os provadores.
A loja estava vazia, a não ser pelas vendedoras que cochichavam em um canto da loja animadinhas demais, por mim e pelos seguranças na porta. Tinham cinco provadores, e eu fui no ultimo. Não sei por que, mas não gosto do primeiro, nem dos que estão no meio, tem que ser o último.
Quando abri a cortina vermelha, um gritou sufocou na minha garganta e fui puxada bruscamente.
– Shiu. – pedia.
Eu não podia fazer nada. Estava paralisada. Danny tapava minha boca com uma mão, enquanto a outra segurava firmemente a minha cintura, me prendendo no lugar. Seus olhos eram de um azul profundo, e ele era muito mais bonito pessoalmente do que pela TV, ou mesmo por fotos.
– Não vai gritar? – perguntou.
Neguei mexendo a cabeça vagarosamente para os lados, ainda não acreditando no que estava acontecendo. Ele foi tirando sua mão devagar, certificando-se de que eu não ia gritar, como tenho certeza que se fosse alguma outra pessoa, faria um escândalo.
Quando viu que eu não faria nada, ele respirou aliviado, mas continuou com sua mão na minha cintura. Desviei meus olhos dos dele e olhei para sua mão depositada tranquilamente na minha cintura, e seus olhos acompanharam o trajeto. Olhei para o seu rosto a tempo de vê-lo corar. Sorri e ele me olhou desconcertado.
– Me desculpe por isso. – pediu.
– Não foi nada. Agora eu entendo o porque a segurança está lá fora, e porque aquelas garotas estavam tão animadas, assim como as vendedoras que estão cochichando. – sorri cúmplice.
Ele deu uma risadinha baixa. Continuei.
– A propósito, o que você está fazendo aqui? E os outros? – perguntei.
– Eu to com o Dougie, ou melhor, estava. A gente tava andando pelo shopping, quando percebemos que estamos sendo seguidos, daí eu corri pra um lado, e Dougie pro outro. Aí entrei nessa loja e os seguranças apareceram. E agora, quem apareceu foi você. – respondeu.
– Entendi. E como você vai fazer pra sair daqui? -
– Não sei. Eu acho que não vou sair. Não com aquelas garotas lá fora. -
– Vai ter que pensar em alguma coisa. -
– Eu to tentando, mas simplesmente não aparece nada na minha cabeça. – sentou-se em um pequeno sofá que cabiam duas pessoas perfeitamente, e colocou as mãos na cabeça.
Suspirei e sentei-me ao seu lado. Nunca na minha vida, que eu iria imaginar que conheceria Danny Jones. Não assim, em um provador de uma loja de um shopping lindo. Eu pensava que quando o conhecesse fosse ficar maluca, como aquelas garotas que ficam gritando seus nomes, e pulando feito loucas, mas não, pelo contrario. Não consegui esboçar nenhuma reação.
Danny levantou a cabeça e me fitou.
– Porque você não gritou quando tirei a minha mão da sua boca? -
– Não sei. Eu imaginava que teria um reação diferente se um dia conhecesse o McFly, mas foi diferente. Não sei explicar. De repente me coloquei em seu lugar. Eu não gostaria de ter aquelas fãs loucos gritando o meu nome, e me agarrando, e sei lá mais o que. -
– Isso é novo. Nunca vi uma garota reagir assim, seria quase frio da sua parte. Mas você pensou em como o outro se sentiria, então não pode ser chamado de frieza. -
Danny sorriu. OMG! Danny sorriu. Ai que dó do meu coração. Ele é novo, mas desse jeito eu não aguento. Abri a boca pra ver se saia algo coerente e tudo o que consegui foi gaguejar, tirando um riso dele. Outro sorriso. Desviei meus olhos dos seus e fitei meus pés. Estava pensando, e de repente tive uma ideia. Tinha que dar certo, mas pra ver se isso acontecia, teria que tentar.
– Danny! – chamei animada, assustando-o. – Desculpa. – disse. – Eu acabei de ter uma ideia. – anunciei feliz.
– E qual é? -
Perguntou com os olhos brilhando. Ri com isso. Ele parecia uma criança que tinha acabado de ganhar um doce.
– Vou te ajudar a sair desse shopping. -
Abri minha bolsa e peguei meu celular, discando um número. Chamou duas vezes até que a pessoa do outro lado da linha atendeu. Expliquei tudo o que era para ela fazer e desliguei guardando-o dentro da bolsa novamente. Sentei-me ao lado do Danny e expliquei todo o plano. Ele não disse nada, só assentia com a cabeça. Saí do provador, e fui na direção das vendedoras. Elas pararam de conversar assim que cheguei perto.
– O que a senhorita deseja? – uma loira baixinha perguntou.
– Eu gostaria de saber se tem alguma saída pelos fundos da loja. – perguntei.
A moça me olhou desconfiadamente, mas respondeu.
– Sim, há uma porta pelo vestuário feminino que dá acesso ao outro corredor do shopping. – respondeu.
– Eu vou precisar da sua ajuda. Como é o seu nome? -
– Rafaela, senhorita. – ela sorriu e parecia que ela era a única mais simpática.
– Rafaela. Poderia vir até o provador comigo? -
– Claro. -
Respondeu e me seguiu. Expliquei o que queria e ela disse que me ajudaria. Precisaria avisar aos seguranças o que faria, e a Rafaela, chamou uma outra vendedora.
– Luciana, — chamou. – vem cá. Vamos precisar da sua ajuda. -
Ela parecia estar brava, mas logo que chegou perto, e pela breve conversa ao qual eu expliquei todo o plano, novamente, vi que ela só parecia, e que era bem legal também. Me provando que as aparencias enganam. Entrei no provador pegando o celular da bolsa, e pedi o número do celular da Rafaela e da Luciana.
Luciana foi para a frente da loja, e logo voltou, dizendo que os seguranças já estavam cientes do que deveriam fazer, ou seja, segurar as garotas por mais tempo onde estavam, até receberem o sinal de que podiam deixá-las passar, e depois as segurariam dentro da loja.
– Vocês são brasileiras? – perguntei matando minha curiosidade.
– Sim, Rafaela trabalha há mais tempo que eu aqui, mas nós duas, viemos com o propósito de trabalhar, e realizar nosso desejo que era morar em Londres. – respondeu Luciana sorrindo.
Conversamos mais um pouco até eu me lembrar do Jones no provador.
– Nossa, desculpa gente, mas eu preciso ir. Eu ligo pra marcar alguma coisa. -
Elas assentiram e me indicaram a porta do vestuário voltando para onde estavam as outras.
Entrei no provador dizendo que já tava tudo pronto. Shyned estava no corredor atrás da loja que tinham algumas garotas procurando por alguém, que julguei ser Danny Jones, para ao meu sinal, chamar a atenção delas para o outro lado do shopping.
Juninho era para estar no carro, pronto pra sair. Danny não poderia ir com o carro dele, então iria com a gente.
– Vamos Danny. – disse e peguei minha bolsa, checando se aquelas malucas poderiam nos ver.
Sai do provador e entrei em uma porta a uns três metros de onde estava. Era o armário onde ficavam produtos de limpeza, e essas coisas. Abri outra porta e era o vestuário. Ele era maior do que eu imaginava. Estilo filmes teen americanos. Daqueles que depois do jogo, as garotas vão tomar um banho, e tem aqueles armários e chuveiros. Só que os armários ficavam de um lado da parede, do outro três duchas, e devia ter uns quatro metros de distancia de um lado ao outro.
Passando por tudo, tinha uma porta à esquerda que dava para uma outra sala, dessa vez pequena, que tinha varias caixas empilhadas, e uma porta onde a chave estava na fechadura. Pedi que Danny ficasse atrás da porta para ninguém vê-lo. Coloquei a cabeça pra fora, e vi Shyned observando umas garotas mais a frente, com o celular nas mãos. Fechei a porta e peguei o celular da bolsa. Preciso aprender a andar com o celular nas mãos, porque ficar tirando toda hora tá me irritando.
Disquei o numero dela, e abri a porta com o celular no ouvido. Observei Shyned olhar o visor e desliguei. Ela foi na direção das garotas passando as mesmas e virou no corredor ao lado oposto à saída, voltando alguns segundos depois gritando que Danny Jones estava saindo da loja em que estávamos.
Elas começaram a gritar e a correr, e Shyned deu um sorrisinho me indicando que poderia sair. Danny, eu e Shyned, corremos para a porta principal, saindo no estacionamento e seguindo para Grand Cherokee do tio da Shyned.
Shyned deu a volta e entrou na frente, no banco do passageiro. Abri a porta de trás mandando Danny entrar seguido por mim. Os vidros do carro tinham insulfilme, daqueles que só enxerga de dentro, o que agradeci mentalmente.
Juninho deu ré, e saímos do estacionamento derrapando.
– HEY, SEU MALUCO. NÃO PRECISA DISSO TAMBÉM NÉ. A GENTE NÃO TÁ FUGINDO DA POLICIA NÃO. – gritei.
– Aquelas garotas são piores que a policia. Mas desculpa. – Juninho riu.
Ignorei, e a Shyned ligou o som, começando a tocar Falling in Love. Olhei pra Shyned, que olhou para mim. Tínhamos esquecido do CD.
Danny olhou-nos surpreso.
– Vocês duas gostam de McFly? – eu e Shyned assentimos. – Qual música vocês mais gostam desse CD? – perguntou.
– Eu gosto de todas, não tem como escolher. Todas são perfeitas. – Shy disse.
– E você Rebeca? – Danny me olhava profundamente nos olhos.
– Falling in Love.–
Respondi baixinho e abaixando a cabeça. Ele não poderia saber que simplesmente amo a voz dele, ele ia me achar maluca, porque nem conheço ele. Vai que ele pensa que sou uma fã louca como as outras?
– O que? -
Perguntou novamente sem entender o que eu tinha dito.
– Falling in Love. -
Respondi levantando a cabeça e olhando em seus olhos. Juninho nos interrompeu e eu o agradeci mentalmente por isso, não sei quanto tempo mais aguentaria sentindo seus olhos me analisarem.
– Pra onde vamos levar você... Como é o nome dele mesmo? – Juninho perguntou olhando brevemente para a Shyned ao seu lado.
– Tio, vai dizer que não conhece ele? – Shyned perguntou com uma cara de quem não acreditava no que estava ouvindo.
– Bom, na verdade, — coçou a nuca. – não. – respondeu sem jeito.
Eu e Danny rimos no banco de trás enquanto Shyned fuzilava seu tio com os olhos. Se olhar matasse, Juninho já estaria a sete palmos abaixo da terra.
– Pois deveria conhecer, porque ele é Daniel Jones, um dos vocalistas e guitarristas do McFly. Já deveria saber disso. Você deu dois ingressos pro show do final de semana. -
Parei. Ela falou isso mesmo? Não sei porque eu tava com esse medo todo, talvez do que ele fosse pensar, mas Danny só riu. Ele estava se divertindo com tudo.
– Ah é? Nem lembrava. – Juninho disse.
– É, e isso porque você me deu uns CD’s deles ainda. – Shyned disse virando para frente.
Danny ria sentado ao meu lado.
– Danny, — chamei. – pra onde a gente te leva? Eu não tinha pensado nisso. -
Ele parou de rir, respirando devagar.
– Pode ser pra minha casa. – respondeu.
– E onde é a sua casa? – Juninho perguntou.
Danny disse onde ele morava, que também era a casa dos outros garotos, e ninguém falou mais nada. Dentro do carro só não estava quieto por causa da música que saia das caixinhas de som.
No caminho lembrei de uma coisa, ou melhor, de alguém.
– Gente, e o Dougie? – perguntei.
– Que Dougie? – Juninho perguntou.
– Dougie? – Shyned perguntou.
– Verdade, o Dougie. A gente esqueceu ele. – Danny disse batendo a mao direita na testa.
– Que Dougie? – Juninho tornou a perguntar, e Shyned não ficou atrás.
– Aquele Dougie? -
– Sim Shyned, aquele Dougie. E como assim você ta me perguntando que Dougie Juninho? – perguntei indignada.
Ô pessoinha desinformada meu Deus.
– Ué, eu não sei quem é. – respondeu dando de ombros.
Shyned estava paralisada. Eu sabia que ela gostava do Dougie, só não imagino o que estaria se passando pela cabecinha dela.
– A gente vai ter que te colocar por dentro de tudo então, porque tá feio isso. Não sabia quem era Danny Jones, e agora Dougie Poynter. Nem vou te falar dos outros dois. – respondi.
– Tem mais dois? – ele perguntou.
– Você tá falando sério? – perguntei desconfiada.
Não era possível ele não saber quem era.
– Não. -
Respondeu reclamando quando dei um tapa em seu braço.
– Idiota. – xinguei em português.
Danny me olhou sem entender.
– Você é brasileira? – ele perguntou.
– Sim, nós três somos. – sorri.
– Por isso é tão bonita. – sussurrou baixando a cabeça.
– O que? – perguntei.
Não tinha entendido o que ele tinha dito.
– Por isso você é tão bonita. – disse olhando-me nos olhos.
Senti meu rosto esquentar e me arrependi de ter perguntado o que ele tinha dito. Fico assim sempre que recebo um elogio, ainda mais sendo o cara que acho mais bonito, e que quando ainda estava no Brasil, sonhava que casaria com ele, e tudo mais. Sonho.
Ele sorriu notando que eu estava sem graça e não disse mais nada.
(...)
Roupa p/ ficar em casa – Rebeca:
http://www.polyvore.com/heart_never_lies_cap_12/set?id=40243950&.locale=pt-br
Roupa Shopping – Rebeca e Shyned:
http://www.polyvore.com/cgi/set?id=40270908&.locale=pt-br
Continua...
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