The Heart Never Lies
13 Capítulo 10
Notas iniciais
Enjoy
/Rebeca
POV Rebeca
***
Entramos no avião e alguns minutos depois estávamos decolando. Eu e a Shyned não paramos de falar um só minuto. Estávamos muito empolgadas para ficarmos quietas. Dormimos um pouco, quer dizer, eu dormi, mas só um pouco, porque a Shy não deixava eu dormir. Ficava falando, falando, e falando, até que o momento em que eu consegui enfim, era na hora em que ela tava comendo alguma coisa lá, e ouvindo música.
Depois de algumas horas, chegamos no aeroporto, e desembarcamos. Procuramos o tio da Shyned que iria nos buscar, e o vimos acenando. Shyned seguiu na direção dele, e eu a segui, vendo um aglomerado de pessoas a uma certa distância de nós, mas não dei importância.
***
Shyned já estava abraçada ao seu tio, e eu estava a alguns metros de distância deles. Balancei a cabeça, não dando importância àquelas pessoas, e fui em direção aos dois.
Shyned nos apresentou.
- Tio, essa é minha amiga Berréca. Berréca, esse é meu tio Junior, mas todo mundo chama ele de Juninho. –
- Berréca?? – seu tio perguntou.
- Ah, esqueci. Esse é um apelido que só eu uso. O nome dela é Rebeca. – que doidinha, esqueceu. Típico.
- Prazer Rebeca. Seja bem vinda, e espero que goste. Aliás, falando em gostar, tenho uma surpresa pra vocês. – disse misterioso.
Shyned começou a pular implorando pra saber o que era.
- Ai tio, fala, fala. Por favor, fala. Qual é a surpresa?? Diz, por favor. Eu quero saber. Anda, fala. – disparou a falar
- Shy, calma. Talvez se você parar de pular e ficar quieta por alguns minutos, quem sabe seu tio consegue dizer alguma coisa?? Eu também to curiosa tá? – disse tentando fazer com uma certa pessoa ficasse quieta. – Será que você poderia contar, por favor? – me dirigi ao Juninho.
- Tá, eu falo. Mas a Shyned tem que ficar quieta – disse olhando para a suposta pessoa que não ficava quieta.
- Tá, tá. Eu fico quieta. – respondeu emburrada.
- Bom, acho que vocês vão gostar. Quer dizer, tenho certeza que irão gostar. – lancei um olhar raivoso na direção dele. – Tá, eu comprei dois ingressos pro show do McFly em Londres, no final de semana. – disse parando ao lado do carro no estacionamento do aeroporto.
Eu e Shyned nos entreolhamos, e olhamos de volta ao Juninho. Nos entreolhamos novamente e começamos a pular e a gritar. Nos abraçamos e ficávamos pulando em círculos. Ficamos um bom tempo assim, e quando paramos, o tio da Shy tava encostado no carro nos observando e parecendo estar entediado. Shy pulou nele agradecendo.
- Não tem de quê Shyned. Lembra que você me disse que queria ir num show deles? Então, eu lembrei, e comprei um pra sua amiga também, porque de acordo com você, vocês duas AMAM McFly. To certo? –
- É tio, você tá. Agora vamos logo, porque eu e a Berréca ainda tem que ir no shopping pra comprar roupa nova pro show. – disse abrindo a porta e empurrando o Juninho pra dentro do carro. – Vem Berréca. – dessa vez, quem foi empurrada pra dentro foi eu.
Quando chegamos, vi uma casa não muito grande, mas também não era pequena. Diria que grande o suficiente para umas três pessoas. Parou o carro em frente a garagem e disse para nós descermos.
Quando entrei na casa, fiquei maravilhada com o que vi. A casa tinha uma bela decoração. Linda mesmo.
- Fiquem à vontade, a casa agora é de vocês. Os quartos ficam no final do corredor. Tem três quartos, um do lado direito e dois do lado esquerdo. Vocês vão ficar com os quartos da esquerda. Tem banheiro e closet em cada quarto. Bom, tem mais algumas coisas, mas depois vocês descobrem. Se vocês me derem licença, vou tomar um banho, façam isso também, e descansem. – Shyned ia interromper, mas ele continuou a impedindo. – E não, nada de shopping hoje. Shy, ainda é terça feira. Amanhã eu levo vocês duas no shopping, e podem fazer quantas compras quiserem. Mas hoje não.
Shyned concordou, mesmo não concordando de verdade, mas deixou quieto.
- Berréca, já que a gente não vai sair. – olhou de cara feia para o corredor por onde seu tio tinha ido. – Vamo tomar um banho, e depois comer alguma coisa, que eu to quase morta de fome, e depois vamos ver se tem alguma coisa pra fazer por aqui. –
- Tá, eu não queria mesmo sair. Me lembre de agradecer ao seu tio por te impedir de sair. – disse e entrei correndo no primeiro quarto, trancando a porta em seguida, impedindo da maluca do lado de fora, me bater.
- Hey, o que você quer dizer com isso? – disse batendo (lê-se esmurrando) a porta. – Tá me dizendo que eu obrigo as pessoas a fazer o que não querem? – continuou.
- Em momento nenhum eu disse isso. – ri baixinho. – Mas eu não posso fazer nada se você se ofendeu. -
- Caralho, sua filha da puta. Eu vou te matar. – saiu pisando duro. Eu me matava de tanto rir no quarto. Eu acho que agora corro risco de vida.
Tomei um banho rápido, e fui procurar uma roupa pra vestir. Estava frio lá fora, mas dentro de casa estava quente, então peguei um shortinho, uma blusa de alcinha e uma blusa de mangas compridas. Amarrei o cabelo em um rabo de cavalo e saí do quarto.
Fui pra sala, e não tinha ninguém, mas a TV estava ligada, então fui em direção à cozinha e vi o tio dela preparando alguma coisa.
- Oi. — disse.
Ele se assustou, e se virou.
- Ah, oi. Nossa... – disse me olhando.
- O que foi?! – perguntei me sentando na bancada.
- Ahn... nada não. – Virou-se novamente e continuou o que estava fazendo antes.
Deixei esse assunto morrer e começamos a conversar sobre amenidades. Um tempo depois, Shyned entrou e passou direto por mim, indo ver o que o tio estava fazendo. Ela estava com um shortinho curto como o meu, uma regata cinza e por cima uma blusa também de mangas compridas, mas não interessa que roupa ela está usando, não quando a minha amiga tá brava comigo.
- O que você tá fazendo? – perguntou.
- Uns sanduíches pra gente. – respondeu.
- Hum... – sentou ao meu lado, me ignorando completamente.
Decidi tentar consertar. Ela ficou magoada, e eu não me sentia bem em vê-la desse jeito, quer dizer, eu nunca a vi desse jeito.
- Shy... – chamei. Ela continuou me ignorando, mas eu não desisti. – Shy... Shy olha pra mim. – Ela relutou um pouco, mas olhou.
- Desculpe pelo que disse. Estava brincando com você. Adoraria ir ao shopping, mas hoje não dava, eu to super cansada da viagem. Mas amanhã a gente vai, e eu prometo que compro alguma coisa pra você tá? Ah, e a gente compra um monte de coisa também ok?! Mas não fica assim não. Eu juro que não fiz por mal. – me desculpei.
Ela deu um meio sorriso.
- Tudo bem, foi uma atitude infantil da minha parte. Eu também to cansada. –
- Então tá tudo bem? – ela assentiu. – Ok. Melhor assim. Minha consciência tava começando a pesar sabia?! – ela só riu, e o Juninho colocou os sanduíches na nossa frente.
- Podem comer. Ah, espera aí, vou pegar o suco. – disse pegando o suco que parecia ser de morango, porque era vermelho, e colocando na nossa frente.
Comemos tudo conversando amenidades. Fiquei sabendo que o tio da Shy tem 25 anos, e veio pra Dublin com 19 anos. Ele simplesmente decidiu vir e veio. Não sabia nada de inglês, e teve que se virar.
Depois que terminamos fomos pra sala jogar videogame. Adivinha o quê? É isso aí, quem disse que é Guitar Hero, acertou. Eu amo jogar isso, e olha que legal, ele tem as guitarras, o que melhora e muito. Eu e a Shy jogávamos no Brasil, na casa dela, porque eu não tinha as guitarras, mas ela sim.
Meio que empatou, porque tava difícil. Ninguém queria perder, até que cansamos e decidimos parar. Já tava ficando chato. Ninguém ganhava. Quando percebemos, já era mais de meia noite.
- Nossa, sério que ficamos jogando por umas... cinco horas? – eu disse.
- Sério que nós ficamos jogando por umas cinco horas. – Juninho respondeu.
- Então a gente vai dormir, porque nós temos que descansar pra estamos perfeitas amanhã. – Shyned disse.
Juninho a olhou confuso. Nem eu tava entendendo. Essa menina tem cada coisa.
- Como assim ‘perfeitas’? – perguntou olhando-a.
- É, a gente vai no shopping a amanhã e vamos ficar o dia inteiro fazendo compras, então não podemos nos cansar tão cedo, e convenhamos que olheiras não é muito legal. -
Olhei-a assustada. Essa não é a Shyned que eu conheço. A Shyned que eu conheço não se importa muito com isso, ela prefere a diversão.
- Quem é você e o que fez com a minha amiga? É melhor falar logo, senão eu vou ter que apelar. – disse ainda assustada.
Ela riu. Você acredita? Ela riu.
- Não aconteceu nada, ok? Será que dá pra gente ir dormir? – perguntou novamente já se virando em direção aos quartos. – Boa noite. – disse e bateu a porta.
- Caramba, o que deu nela? Ela não é assim. – comentei.
- Eu não faço a menor ideia. Bom, boa noite. – Juninho disse e foi pro seu quarto.
É, acho que eu vou dormir também. Desliguei o vídeo game, chequei se a porta estava fechada, apaguei as luzes, e fui pro meu quarto. Deitei e dormi imediatamente.
Roupa Rebeca:
http://www.polyvore.com/thnl_cap_11_pov_rebeca/set?id=36407111
Roupa Shyned:
http://www.polyvore.com/thnl_cap_11_pov_rebeca/set?id=36407636
Continua...
Notas finais
Beeijo, Rebeca
Fale com o autor