The Heart Never Lies

12 Cap. 9 - Enfim... chegamos II


Notas iniciais
Gentix, é gora que começa a esquentar. hmmmmm

POV Shyned.

Como de costume,cheguei meio que atrasada na escola, sabe eu tenho o dom, eu sempre me atraso pra tudo, sério mesmo; acho que até quando eu morrer, vou me atrasar. Mas... enfim, desci da moto, arrumei meu cabelo, dei um beijo em meu pai e fui de encontro Berréca que estava no mesmo lugar de sempre. Uma coisa que eu não entendo, sempre que ela me vê, ela dá risada, eu posso estar a uns 500 metros de distância, se Berrca ver que sou eu que está a 500 metros de distancia, ela já começa a rir, acho que tenho o dom pra isso também.

Quando cheguei mais perto de Berréca, comecei a falar:

- Você não tem noção do que eu sonhei. — falei levando minha mão a testa, e claro, como de costume Berréca começou a rir.

- E você não tem noção do que eu sonhei. — falou, e eu ri.

- Tá, deixa eu contar primeiro por favor... — supliquei.

Eu tenho a memória muito podre, então se eu não contasse já, provavelmente depois de uns 2 minutos eu já teria esquecido tudo, até meu nome. Ta vai, exagerei no negócio do nome, mas que minha memória era podre, isso ela era.

- Tudo bem Shy. Conta. — falou Berréca.

Contei tudo pra ela, timtim por timtim. Berréca ficou de boca aberta, não acreditando no que estava ouvindo. Na verdade, ela sempre se surpreende com o que eu falo, mas ela já devia estar acostumada, mas eu acho que pra ela era difícil porque eu sempre solto uma inhanha nova, tirando que ela quase enfartou de rir quando contei que Dougie havia me falado que era meu papis.

E quando eu contei o sonho do camarim? Tipo ela ficou me olhando com uma cara de "Como ainda me surpreendo com o que você fala?", sabe... acho que também tenho o dom pra isso, tirando o fato que ela se derreteu na cadeira quando contei que Danny havia falado que ela era bonita em português.

- Oowun, sério mesmo que o Danny do seu sonho falou pro eu do seu sonho? — perguntou ela.

- Mas claro que falou, e você ficou do jeito que tá agora. — respondi e continuei contando.

Berréca adorou a parte do sorvete, porque tanto eu quanto ela somos sorveterianas.

- Tá, eu amei os seus sonhos, mas deixa eu contar o meu senão eu esqueço. — fiz que sim com a cabeça.

Ela me contou tudo nos mínimos detalhes, eu tava vibrando de animação. Contou também que assim como no meu sonho, invadimos o camarim dos meninos, mas no dela não tinha maquiagem e nem bala de chocolate, saco. Contou que ficamos conversando um tempão com eles e que depois eles deram uma carona pra gente, e que ficamos na casa deles porque já era muito tarde e tals.

Quando ela chegou na parte em que ouvimos escondidas a conversa deles na sala, e que Dougie falou que preferia a baixinha, eu me animei mais ainda. Eu mesma não entendi o motivo da minha animação, mas fazer o que né? Eu sou idiota.

- Shyned, — começou a falar séria. — porque tá tão animada? — continuou.

- Sei lá. — dei de ombros.

Berréca balançou a cabeça, e tenho certeza que ela pensou "essa menina não tem jeito"

- Berréca, agora eu vou sentar ali na frente, porque a professora acabou de chegar. — falei me levantando. — Depois a gente conversa.

- Tá. Vai lá. — respondeu.

As aulas passaram rápido. Eu e Berréca estávamos mais animadas do que nunca, e eu nem sei por quê. O dia passou rápido também e logo estava em casa.

***

SETEMBRO

OUTUBRO


NOVEMBRO


DEZEMBRO

***

16 de Dezembro de 2011

Eu estava me arrumando para poder pegar o vôo que sairia daqui à 1:30h, então traduzindo: eu estava correndo feito um canguru pela casa procurando minhas coisas, meu celular, e minha escova de cabelo...

- Pai, cadê meu celular? — perguntei enquanto corria pro banheiro para escovar os dentes.

- Não ta na sala? — respondeu ele.

- Carlo q nom n pari, eu neim fic na sala diret — respondi com a boca cheia de espuma.

- Não entendi nada do que você falou fia.

Cuspi toda a espuma, enxagei a boca, e fui falando em direção à sala:

- Claro que não né pai, eu nem fico... achei!

- Tava na sala? — perguntou.

- Tava — falei rindo.

- Você só não esquece a cabeça porque ta grudada. Me da até medo de imaginar você em Dublin, e coitada da Rebeca.

- Ai pai, nada haver isso, se sabe que ta comigo ta sozinho né?

- Bota sozinho nisso. — então ele riu.

- Pai, cadê minha mala?

- Shyned! Não acredito que você perdeu sua mala den...

- To brincando pai — falei rindo. — tira o ódio do coração!

- Ãn? — perguntou ele.

- Nada haha. Vó, cadê meu guaraná?

- Ta na geladeira, coloquei lá pra ver se gela um pouquinho.

- Hm, ta.

Terminei de me arrumar, e partimos em alta velocidade para o aeroporto. Ta, ta, em alta velocidade não, mas partimos para o aeroporto...

Quando cheguei ao meu destino, Berréca ainda nem estava lá, o que era estranho, já que sempre a atrasada pra tudo sou eu. Na verdade, Berréca é uma pamonha, nem sei o que eu faço se a gente perder o vôo. Fiquei conversando um tempo com meu pai pra ver se a hora passava mais rápido. O tempo ia passando, e nada de Rebeca, até que alguém me pergunta:

- Porque tá tão nervosa?

Eu dei um pulo, e um grito quase morrendo de susto.

- Porque demorou tanto? Não tá vendo a hora que é? Eu já tava tendo um ataque da cabeça aqui sabia? Não vai falar nada? Tá tudo bem, não precisa. Deixa que eu... — Comecei a falar, mas fui interrompida.

- Quem sabe se você deixar eu falar eu consiga dizer alguma coisa? — perguntou ela com a maior calma do mundo.

- Tudo bem, eu fico quieta. Mas você sabe que quando eu to nervosa com alguma coisa, eu começo a falar, falar, falar e não paro mais.

- Tá, mas deixa eu responder suas perguntas. Não, eu não demorei, ainda são 07:10. O vôo sai as 08:00, e eu sei que combinamos às sete, mas você tá aqui desde que horas? — eu ia interromper, mas ela voltou a falar. — E não é ataque de cabeça, é do coração, e sim, eu sei que pra você é cabeça. E sim, eu ia falar, mas você não deixava. Pronto, tudo respondido e esclarecido.

Começamos a conversar e o tempo passou voando. Nossos pais já tinham feito tudo que tinham que fazer, agora era só a gente embarcar, e aí esperar pelo que estava por vir.

A voz anunciando o vôo soou, então nos despedimos de nossos pais, e fomos em direção ao portão de embarque.

Entramos no avião e alguns minutos depois estávamos decolando. Eu e Berréca não paramos de falar um só minuto. Estávamos muito empolgadas para ficarmos quietas. Dormimos um pouco, quer dizer, Berréca dormiu, ou tentou dormir, porque eu não estava deixando ela dormir. Comigo é assim, se eu não durmo, ninguém dorme e fim de papo. Afinal de contas, como ela estava conseguindo dormir, quando o destino de nosso vôo é Dublin? Enfim, Rebeca me deixou falando sozinha, então resolvi comer alguma coisa, ouvir musica e deixar a criatura dormir, mesmo contra a minha vontade.

Depois de um tempo infinito, chegamos no aeroporto. Desembarcamos e eu logo comecei a procurar por meu tio. Cara... que saudade do meu tio, não vejo ele já faz uns 3 anos. De longe o vi acenando para mim, corri feito louca com Berréca na minha cola. Berréca estava olhando para alguma coisa do outro lado do aeroporto, eu nem dei importância, estava ocupada demais abraçando meu tio.

Notas finais
Gente, meu tio mora de verdade em Dublin, faz 5 anos que ele tá lá, e há 5 anos eu encho o saco dele pra eu ir orar lá também. enfim, espero que curtam. comentario? criticas?
bjx